18 dez, 2020
Por Angela Vega
A importância de encerrar – Fechar janelas para abrir portas
Ao desejar feliz ano novo, faço questão de incluir às “boas entradas”, as “boas saídas”. Venho percebendo como é importante fechar o que está em aberto, para começar algo novo.
E, estando no meio do ano, vale a reflexão sobre nosso planejamento anual, avaliando o andamento dos projetos e planos.
Em 2003, ouvi uma palestra do headhunter Luiz Carlos Cabrera na qual ele falava para executivos sobre a importância de fechar os ciclos. Um MBA que não tinha sido terminado, um curso que ainda estava pendente… Dizia ele que essas incompletudes ficavam no nosso cérebro, “piscando” e drenando energia.
Quando fiz a formação em Life Coaching no ICI – Integrated Coaching Institute, aprendi sobre os “ralos de energia”. O que são? As coisas incompletas na nossa vida e que drenam energia dos nossos pensamentos e da nossa capacidade de realizar e focar no que realmente queremos. Outra vez, a referência ao desperdício de energia.
Encontrei a explicação ao ler sobre a ânsia pela “conclusão cognitiva” explorada por Robert Cialdini. Ele afirma que nosso foco cognitivo fica “preso” e retorna sistematicamente às tarefas incompletas, problemas não resolvidos e metas não alcançadas.
Pare um momento e liste o que está incompleto na sua vida. Decida o que você quer continuar e o que você quer eliminar dos seus pensamentos. Se é um curso incompleto, decida se vai continuar ou não. Se vai continuar, planeje sua vida para que isso aconteça. Se não vai continuar, decida-se, diga para si mesmo que não vai prosseguir e libere-se dessa pendência.
Uma forma concreta de fazer isso, pode ser escrever a lista das suas pendências e queimar… isso mesmo, queime e libere sua energia para os projetos que hoje fazem sentido para você.
Fonte:
Pré-Suasão. Robert Cialdini. Editora Sextante. 2017