11 fev, 2021

Por Gilda Palhares

A Sessão Vai Começar: “O Céu da Meia-Noite”

Voltei a frequentar a “tela a grande” no início de novembro de 2020. Com um pouco de receio, mas confiando nos protocolos implementados para a Covid-19: utilização de máscaras, assentos bloqueados e salas com sistema de refrigeração especial.

Um dos filmes assistidos foi  “O Céu da Meia-Noite”, com direção e atuação de George Clooney. A história pós-apocalíptica se passa num futuro próximo, após uma misteriosa catástrofe global. O filme acompanha Augustine, um cientista solitário que se encontra no Ártico, e a tripulação da espaçonave Aether, prestes a retornar à Terra após a primeira viagem a uma lua habitável.  Augustine se sente na obrigação de avisar a essa tripulação sobre o que ocorreu na Terra. Como o sinal para fazer o contato não era forte o suficiente, Augustine atravessa o Ártico para chegar em outro observatório. Nesta jornada, ele lutará  contra as forças da natureza e um doença terminal. Enquanto isso, a tripulação que não tem idéia do que está acontecendo, também enfrenta vários desafios no espaço.

Não é a primeira vez que apresento um filme deste gênero. O cenário deste longa favorece vários temas, tais como equipes de alto desempenho, relacionamentos interpessoais,  autoeficácia, esperança, otimismo, resiliência, determinação, liderança remota e autodisciplina. E é sobre este último tópico que irei comentar.

Naquela semana, terminara de ler o livro ”Líder, Um Especialista no Impossível”, de Leonardo Farah. Este é capitão do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais, que atua como comandante da companhia de busca e salvamento da corporação.

Um dos temas explorados nesta obra é a autodisciplina. Definida como a capacidade de organizar conhecimento, sentimentos e comportamentos para realizar um determinado processo. Quando é desenvolvido pelo próprio indivíduo, sem que seja imposto por um terceiro chamamos de autodisciplina.

Farah apresenta 5 princípios da autodisciplina. Seguem abaixo, com comentários resumidos de cada um:

1. Seja responsável – assuma a responsabilidade pela suas ações e encontre alternativas antes de arrumar desculpas.

2. Tenha um objetivo – estabeleça sempre uma meta em sua vida e nunca abandone o “porquê”, colocando a culpa no “como”.

3. Crie um gatilho – ou seja, um agente externo capaz de provocar um ação favorável.

4. Estabeleça processos – quando criamos processos e sistemas bem definidos, as exceções ficam cada vez mais refinadas, rápidas e eficientes, além de proporcionar liberdade para outras situações que porventura, fujam dessa normalidade.

5. Desenvolva resiliência – entender que as dificuldades fazem parte do processo, e, para superar isso, devemos ter sempre disposição para enfrentá-las.

As características da autodisciplina, descritas no livro do Farah, são  visivelmente observadas no filme “O Céu da Meia-Noite”, bem como em outros filmes do gênero, como “Perdido em Marte”, “O Primeiro Homem”, “Gravidade” e “Apolo 13”.

É sempre bom lembrar que a autodisciplina é uma habilidade  ao nosso alcance. Não é necessário começar com algo grandioso, mas sim com algo simples, de executar.

No final de cada capítulo do livro, Farah indica um conteúdo complementar e neste, a dica é do vídeo “Autodisciplina”, do ator Will Smith (YouTube Motiversity).

Até a próxima sessão.

 

Fonte: filme “O Céu da Meia-Noite” ( Netflix) e o livro “Líder, Um Especialista no Impossível” Leonardo Farah, editora Vertígio.