Blog da Eduvir

Leveza para começar o ano

Em dezembro, tive a oportunidade de ouvir o audiolivro “The gentle art of swedish death cleaning” que, em tradução livre seria “a suave arte sueca da limpeza da morte”. A autora Margareta Magnusson, artista sueca, entre 80 e 100 anos, como ela se define, apresenta o döstadning, onde dö significa “morte” e städning significa “limpeza”. Na Suécia, essa palavra se refere ao processo de remover coisas desnecessárias tornando sua casa confortável e ordenada, quando você avalia que seu tempo de deixar o planeta está chegando. A autora passou por essa experiência de desfazer-se dos objetos de seus pais e marido. E decidiu descrever no livro uma forma de lidar antecipadamente com os objetos pessoais para dar menos trabalho quando morrermos. O processo pode ser realizado em qualquer fase da vida, até porque não sabemos quando partiremos. Nesse momento em que estamos iniciando o ano, podemos aproveitar essa ideia para rever nossos pertences, avaliando o que podemos descartar para nos tornarmos mais “leves” com o propósito de alcançar o que queremos em 2020. Arrumando o externo, por reflexão, arrumamos também o interno. O macro no micro. Margareta recomenda começar avaliando as coisas guardadas, estocadas, identificando o que pode ser descartado. Às vezes, podemos nos dar conta de que nem nos lembrávamos daqueles objetos. É importante dispor de tempo para avaliá-los, lembrando suas histórias e então, decidir dispensá-los ou não. No processo de life coaching, recomendamos avaliar os objetos, separando-os em 2 pilhas: o que gosto e o que não gosto. Descartamos a pilha do “não gosto” e da pilha “gosto” fazemos outra seleção: o que eu gosto e o que...

8 tendências de microlearning para adotar até 2020

O microlearning saiu dos bastidores para ganhar o protagonismo nos treinamentos. Prova disso é que a metodologia está sendo usada no mundo todo graças aos resultados incomparáveis em T&D. O tempo escasso e a rotina corrida do trabalho pedem soluções mais ágeis e flexíveis, que treinem em poucos minutos e supram as necessidades dos profissionais. E é isso que o microlearning oferece: aprendizado rápido e prático com conteúdo de qualidade. Se você ainda não experimentou os efeitos das microlições, essa é a chance de ficar por dentro e acompanhar as últimas tendências do método até 2020. Confira o conteúdo exclusivo que preparamos: A ascensão do microlearning no mundo; Motivos para investir nas microlições; Verdades e mitos sobre o método; 8 tendências de microlearning para ficar de olho. Quer embarcar na onda do microlearning e melhorar seus treinamentos? Siga a leitura e aproveite! A ascensão do microlearning De um método pouco conhecido, o microlearning passou a figurar entre as principais estratégias de treinamento e desenvolvimento nas organizações. Segundo a SHIFT, hoje, oito em cada dez profissionais de T&D priorizam o microlearning porque funciona melhor com seus colaboradores. Além disso, o relatório The LMS Features that Drive Employee Engagement, da Software Advice, concluiu que o microlearning dobra o engajamento nos treinamentos. Para o CEO e pesquisador chefe do Research Studios Austria, Peter A. Bruck, o microlearning é o antídoto perfeito contra a sobrecarga de informação que enfrentamos atualmente. Em um mundo repleto de distrações e mudanças em alta velocidade, a divisão de grandes conteúdos em pequenas porções é fundamental para facilitar a aprendizagem. E essa fragmentação não significa, nem de longe, perda de qualidade no conteúdo....

Esforço ou competência?

Ao longo dos anos em que trabalho com organizações, vejo uma certa confusão entre os conceitos de esforço e competência. Os gestores são acostumados a aplaudir profissionais pelo esforço que dedicam ao seu trabalho, promovendo aquele que faz mais horas extras, trabalha mais que todo mundo, chega mais cedo, está sempre cheio de tarefas e nunca tem tempo para as pessoas. Realmente, ele trabalha muito. Mas, neste cenário, enquanto aplaudimos, deveríamos nos perguntar o que há de errado. Listo alguns pontos que podem justificar a sobrecarga e o esforço extra de um profissional: a alta demanda e a falta de saber pedir ajuda, dizer muito “deixa comigo” acaba sobrecarregando e atrasando as entregas; ser desorganizado, apresentar dificuldades com a gestão de tempo e prioridades, assim como não estar preparado para as responsabilidades que assumiu, fazendo caminhos mais longos, que exigem mais esforço; não ter as demandas ajustadas e nem a confiança do líder; ou quando são novatos na função. Para os gestores, se tem alguém se esforçando muito no seu time, agradeça. Mas, não deixe de avaliar o que você pode fazer para que a demanda esteja mais adequada, exigindo menos esforço. Esse profissional pode estar precisando de mais capacitação, treinamento, mentoria e acompanhamento. Quanto mais o gestor prepara e melhora seus conhecimentos; gerencia o tempo e prioridades; desenvolve as pessoas à sua volta; delega, acompanha e gera autonomia no time, menos esforço será necessário, seu e das pessoas à sua volta. O mercado não paga esforço. Ou você consegue dizer para o seu cliente “o meu produto custa mais caro pois nós nos esforçamos mais”?. O mercado dá...

Soluções tecnológicas que serão realidade na educação corporativa em 2020

Entre as principais tendências estão plataformas de experiência de aprendizagem, micro e mobile learning, gamification e big data, aponta o DOT Digital Group. Plataformas de cursos que funcionam no modelo Netflix; conteúdos curtos e possíveis de serem acessados a qualquer hora e de qualquer lugar; aprendizagem por meio da mecânica de jogos e chatbots disponíveis 24 horas para tirar dúvidas. Essas soluções tecnológicas estão entre as principais tendências em educação corporativa para 2020, de acordo com Luiz Alberto Ferla, fundador e CEO do DOT digital group, empresa que tem 23 anos de expertise em educação digital. Em meio a um cenário de desafios na melhoria da qualificação e retenção de profissionais e no aumento da produtividade, a educação corporativa tem sido uma solução cada vez mais adotada pelas empresas, dos mais diversos portes. Algumas tecnologias têm se destacado nessas jornadas de aprendizagem, por aumentarem a efetividade desse investimento. “As tendências para o próximo ano apontam para grandes perspectivas do futuro da educação corporativa. As tecnologias dão autonomia para o colaborador criar a sua própria jornada de aprendizagem e possibilitam a adaptação dessa trilha às necessidades específicas de cada colaborador, mesmo quando uma mesma solução é compartilhada por muitos colaboradores da empresa”, ressalta Ferla. Confira as ferramentas que estarão em evidência em 2020 e como podem ser usadas para melhorar resultados. Plataformas de Experiência de Aprendizagem, as LXP O que é:  no melhor estilo Netflix, a plataforma faz recomendações de cursos orientadas por inteligência artificial e machine learning – levando em conta históricos de treinamento, perfil e interesses de cada colaborador. Dessa forma, a ferramenta possibilita à empresa personalizar a educação de seus funcionários....

Educação Corporativa 2020: por onde começar?

No estudo de tendências globais de gestão de pessoas da Deloitte e McKinsey, 86% dos entrevistados citaram que ter novas formas de aprendizagem é uma questão importante ou muito importante. Ainda nesta pesquisa, os líderes vinculam efetividade a novas abordagens de capacitação – metodologias e tecnologias educacionais – das competências que lhes são demandadas. Ouço diariamente profissionais que precisam disseminar conhecimentos estratégicos em suas empresas, desenvolver competências de seus times, compartilhar boas práticas para a sustentabilidade do negócio, e sempre sinto, pelas falas, que parece faltar muito pra começar, ou até mesmo nem sabem por onde começar. No fundo, a maioria de nós achamos que precisamos estar mais preparados: sentimos necessidade de estudar mais, experimentar metodologias diferentes, conhecer mais a fundo os desafios da organização e o próprio colaborador, ter mais recursos tecnológicos. Entendo que pra iniciar é importante conhecer o cenário e planejar. Mas, na mesma medida é fundamental criar uma atmosfera de aprendizagem que promova o encorajamento e permita errar e corrigir rápido – experimentar! Por isso, não tenha dúvidas: Comece! Separei três ações que vão te ajudar neste início: Revise o planejamento e os objetivos estratégicos da sua empresa. Reveja as necessidades e metas da sua área e entenda como a capacitação dos colaboradores poderá contribuir para alcança-las. Monte um pequeno grupo de trabalho e determine uma dinâmica de escuta para que as pessoas contribuam com o desenho das soluções. Isso será essencial pra estabelecer eficácia e adesão – segundo pesquisa da DRIG, 61% dos colaboradores entrevistados confessou que teria feito outro curso se pudesse tomar a decisão por conta própria. Com as necessidades mapeadas, você vai avançar: Quem...

A Sessão Vai Começar – FORD vs FERRARI

Vários filmes foram analisados desde novembro de 2015 quando iniciamos a coluna “A Sessão Vai Começar”. Portanto, começaremos o ano de 2020 com uma retrospectiva de pontos conversados ao longo destes anos com base no longa-metragem FORD vs FERRARI. No filme é possível vivenciar a adrenalina esperada do universo das corridas, como também as questões do mundo corporativo relativo ao comportamento humano. Baseado na história verídica do visionário designer de carros americanos, Carroll Shelby (Matt Damon), e do valente motorista britânico Ken Miles (Christian Bale). Juntos, combateram a interferência corporativa, as leis da física e seus próprios demônios pessoais para construir um revolucionário carro de corrida para Ford Motor Company. O objetivo era vencer a fatigante corrida conhecida como 24 horas de Le Mans e para isso Shelby recruta o melhor piloto e engenheiro de corrida Ken Miles (Christian Bale). Diversas questões que envolvem o mundo corporativo são nitidamente apresentadas ao longo do filme como: Características das Equipes de Alto Desempenho, Foco, Gerenciamento de Conflitos e Liderança. Em fevereiro de 2016, na sessão do filme “SPOTLIGHT – Segredos Revelados”, conversamos sobre o tema Equipes de Alto Desempenho por meio do conceito PERFORM, desenvolvido pelo especialista americano em Gestão e Liderança, Ken Blanchard.  Blanchard identificou sete características específicas em todas as Equipes de Alto Desempenho e criou o modelo PERFORM com o seguinte significado:   P – Purpos & Values (Objetivo e Valores)E – Empowerment (Delegação de Poderes)R – Relationship & Communication (Relações Interpessoais e Comunicação)F – Flexibility (Flexibilidade) O – Optimal Productivity (Produtividade)R – Recognition (Reconhecimento) M – Moral (Moral) A equipe de Carrol Shelby, que desenvolvera o carro vencedor das...

Dinossauros, Babyboomers ou Gerações X, Y e Z: qual é você?

Dinossauros, Babyboomers, gerações X, Y, Z, tantos rótulos, mas quem somos e como nos relacionamos no meio corporativo?! O mundo mudou, as pessoas, as empresas e com tudo isso, as relações e competências também. Mas será que todas essas mudanças estão acontecendo apenas devido ao avanço das novas tecnologias? E a sensação de robotização eminente das profissões? E o nosso anseio em demonstrarmos que somos capazes, são influenciadores desse processo? Reconhecidamente, a tecnologia exerce um papel fundamental para que estas mudanças aconteçam. Porém, o enfoque nesse momento de reflexão não são as tecnologias, mas o que temos feito e nos tornado com a justificativa de estarmos vivendo um novo mundo. Vale ressaltar a importância de estarmos inseridos em um ambiente de múltiplas visões nas organizações, e essas se mostram através das pessoas, suas experiências, conhecimentos e expectativas, o valor que é atrelado às conquistas passadas com o foco para o futuro, que será proporcionado por pessoas de diversas gerações trabalhando e construindo esse “novo fazer e saber”. Mas para que isso aconteça, na prática, será necessário um exercício diário através da forma como nos comunicamos e como percebemos o outro. Mas como estão essas relações entre diferentes gerações nas empresas? Em um estudo recente da ASTD Workforce Development, feito em parceria com a Vital Smarts, mostrou que dos 1.348 formulários distribuídos entre colaboradores de algumas empresas, um em cada três – 35,39% admite que sua empresa gasta pelo menos cinco horas de trabalho semanais em conflitos entre gerações – o que representa uma perda de produtividade em cerca de 12%. Outros 55,45% afirmam que as diferenças de ideias entre funcionários de idades diferentes...

Tempos de revisão – Para mudar o mundo

Nossos pensamentos comandam nossas ações, despertam nossos sentimentos e criam realidade. Essa frase soa como algo místico e esotérico, mas não é. Para que algum projeto se concretize, primeiro é preciso existir um pensamento. É na nossa mente, na forma de pensamentos que tudo começa e, se decidirmos ir em frente, seguiremos para o planejamento e para a execução. Entramos em fase de revisão. O mês de dezembro, por ser o último do ano, nos traz essa reflexão sobre o que planejamos fazer (em janeiro) e o que efetivamente fizemos durante o ano. E, nesse balanço, podemos decidir o que vamos buscar no próximo ano. Como a mudança começa em cada um de nós, e o que pensamos e falamos termina por nos definir, proponho desenvolver uma atenção para nossas palavras e pensamentos em 2020. Estava assistindo uma aula com Leila Ferreira (jornalista e escritora) sobre a arte de conviver e ela falava da necessidade de restaurar a gentileza em nossas vidas e sobre estarmos vivendo uma epidemia de falta de educação. Citou uma frase de P. M. Forni, professor e estudioso da civilidade (viver em sociedade), na qual ele afirma: “Achar que gentileza é algo supérfluo é miopia. Gentileza é qualidade de vida (…) ser mal-educado e autocentrado é suicídio social.” Estamos ocupados (fisicamente e virtualmente), e na maioria das vezes, não percebemos como pequenos atos de gentileza iluminam nossas vidas e as dos outros. Em um evento nos anos 1990, o facilitador perguntou como tratávamos os vigilantes que nos recebiam a cada manhã no trabalho. E eu me dei conta de que passava por eles como se...

A Sessão Vai Começar – A Maratona de Brittany

Ao sair do filme A MARATONA DE BRITTANY, passei por uma banca de jornal e vi a capa da revista Harvard Business Review de outubro com o seguinte título: “Coloque o Propósito no Centro da sua Estratégia”. Exatamente um dos temas abordados pelo filme que eu acabara de assistir! Baseado em fatos reais, o longa conta a história de Brittany, uma jovem de 27 anos que recebe de seu médico um diagnóstico preocupante por estar com excesso de peso. Brittany decide mudar esta situação começando a correr. O que ela não contava era que uma simples corrida no quarteirão a incentivaria para a Maratona de Nova York, mudando totalmente a sua vida. O longa foi um dos vencedores do Festival de Sundance de 2019. Um filme ganha um festival por várias razões, e talvez A MARATONA DE BRITTANY foi premiada pelo tema central está associado à importância de estabelecer um propósito e colocá-lo em prática. Isso é tratado no filme na esfera individual. Já o foco da matéria “Coloque o Propósito no Centro da sua Estratégia” é apresentado no âmbito organizacional. O estudo foi realizado por dois professores da IMD – International Institute for Management Development da Suíça Thomas Malnight e Ivy Buche e do professor Charles Dhanarj da Fox School of Buisness Temple University na Filadélfia. Eles observaram as empresas com alto crescimento, investigando a importância de três estratégias: criar novos mercados, atender amplamente as necessidades do stakeholders e reescrever as regras do jogo. Entretanto os pesquisadores se surpreenderam ao descobrir mais um fator não considerado anteriormente: o propósito. As empresas bem-sucedidas reconhecem o propósito como elemento-chave para...

Para um exame de consciência

Há tempos, venho observando que, ao terminar meus workshops, aulas ou ao final de uma reunião, restam uma quantidade de papéis, copos de plástico para água ou copinhos de café sobre as mesas. Às vezes, até as notas registradas por alguns. E, nesses momentos, eu me pergunto o que leva as pessoas a abandonarem seu “lixo”? Quais serão os pensamentos e as crenças que sustentam esse comportamento? Minha suposição para o fato, traz o contexto em que a sociedade brasileira foi criada. Uma sociedade que se estabeleceu em meio à escravatura, na qual, a sinhazinha ou sinhozinho possuíam (do verbo ter) mucamas e serviçais para lhe atender e cuidar de seu bem-estar. Passei a chamar esse comportamento de “mentalidade escravocrata”. E, se me expandir um pouco mais, percebo que, no tratamento de pessoas que prestam serviços, também essas atitudes se fazem presentes. Foi emblemático para mim observar que, na academia que eu frequentava, nas aulas de spinning, algumas pessoas, em vez de encherem suas próprias garrafinhas de água, entregavam-nas a uma senhora da limpeza para que ela as enchesse. Aguadeiros modernos. O artigo que me despertou para essas observações foi escrito por Roberto Damatta, publicado pela CNI / SENAI, a respeito da imagem do engenheiro na sociedade brasileira. Em uma parte do texto, diz o autor: “Mas, mesmo abolida, a escravidão está na raiz do sistema social brasileiro. Foi ela quem sustentou esse personalismo sem o qual não se entende a operação de nosso sistema político. Foi ela também quem sustentou a hierarquia que até hoje, doce ou autoritariamente, por favor ou ordem, comanda quem vai “pegar o copo...