Blog da Eduvir

A Sessão Vai Começar – Retrospectiva 2018

O final do ano é sempre um momento onde realizamos uma reflexão sobre os acontecimentos que ocorreram durante o ano. Vou finalizar a última sessão de 2018 como fiz em 2017 fazendo uma retrospectiva dos filmes apresentados e os temas abordados. Lembrando que um filme nos leva a pensar sobre múltiplos temas. Os abaixo relacionados são pertinentes a algum conceito específico com foco nas organizações e no âmbito do bem-estar. Janeiro – O Destino de Uma Nação. O tema abordado foi da Liderança Positiva. Fevereiro – A Forma da Água que foi indicado ao Oscar 2018. Ganhou o Oscar de melhor filme e diretor. Conversamos sobre a Comunicação Não – Verbal. Março – Filmes das atrizes candidatas ao Oscar 2018 para celebrar o “Dia Internacional da Mulher”. O foco do texto foi sobre as Emoções Positivas baseado no estudo da PhD Barbara Fredrickson especialista em Positividade da Universidade Carolina do Norte. Abril – Um Lugar Silencioso – O tema exposto foi sobre a Habilidade de Ouvir. Maio – Gringo – Apresentamos o tema da Ética Corporativa Junho – A Busca do Chef Ducasse – Falamos sobre a questão da Liderança Transformadora. Julho – Festival Varilux de Cinema – Abordamos o tema da dinâmica da Percepção e como ela influencia a Comunicação. Agosto – Missão Impossível – Efeito Fallout”. O tema apresentado foi a Teoria da Autodeterminação (STD). Setembro “Escobar: A Traição. Relacionamos o filme a ferramenta “Story Telling”. Outubro – Ponto Cego. O olhar foi para Sentido dos Afetos pelo ponto de vista do filósofo do século XVII Baruch Espinoza. Novembro – O Primeiro Homem – A intensão foi...

Ter paixão pelo que faz é o primeiro passo para alcançar os sonhos.

Nós da Eduvir acreditamos que podemos ser muito mais que uma consultoria de educação: um caminho para quem está começando, um impulso para os que precisam de desenvolvimento, uma forma de promover a gestão do conhecimento e ampliar horizontes de pessoas e empresas, tornando-as mais realizadas. so é o que nos move e o que desejamos para o próximo ano. Queremos ser a inspiração para que sonhos continuem sendo possíveis. Feliz 2019! Até...

A Sessão Vai Começar – O Primeiro Homem

O filme O Primeiro Homem (First Man) conta a admirável história da missão da Nasa (agência espacial norte-americana) de levar o homem à Lua, tendo como personagem central: Neil Armstrong, o primeiro astronauta que pisou em solo lunar. O filme explora o sacrifício de Armstrong e dos Estados Unidos para levar adiante uma das missões mais perigosas da História. Para o próprio Armstrong e, em consequencia, para sua família, essa caminhada foi repleta de dificuldades físicas e emocionais. Ele estava fazendo um trabalho, é claro, mas que poderia matá-lo. Ele sabia disso, sua família sabia disso, seus colegas astronautas também sabiam disso, mas apesar desse risco ele não desistiu. Graças ao êxito da missão Apolo 11, o homem caminhou na Lua há 49 anos. Ao fim de oito dias, os três astronautas da Apolo 11 (os outros dois que participaram da histórica viagem foram Michael Collins e Edwin “Buzz” Aldrian) retornaram à Terra em segurança. Para que essa meta fosse cumprida podemos dizer que foi necessário provocar um conceito chamado de Positive Desruption (Ruptura Positiva). A Positive Desruption pode ser vista de várias formas: Desafiar o status quo, para se tornar mais produtivo ou proativo no mercado Desconsiderar medos e pessimismo, para trazer uma visão ou um novo produto à indústria Investir mais plenamente nos colaboradores, para revigorar a força vital da empresa A Positive Disruption permite uma mudança cultural, pois altera a maneira como pensamos, o nosso comportamento e a forma como fazemos negócios. Essa nova postura transforma o impossível em realidade. Em 20 de julho de 1969, o astronauta Neil Armstrong caminhou na Lua. Sua primeira declaração...

Personal branding: quando, como e pra quem ele é útil

O personal branding tem sido um termo muito difundido nos últimos tempos e, desde seu surgimento, gera dúvidas em torno da sua aplicação e utilidade. Vamos entender como desfrutar dele em benefício de sua imagem e reputação? Termo difundido em 1997 pelo americano especialista em management, Tom Peters, no artigo intitulado “The brand called you” (“A marca chamada você”) na revista Fast Company, o termo personal branding promovia a gerência de si mesmo como uma empresa, com o único objetivo de se distinguir na multidão de profissionais cada vez mais competitivos que cruzariam os anos 2000. Visionário na virada do século, duas décadas depois, quando a internet permite a autopromoção em larga escala, podemos considerar Tom Peters um visionário, além do primeiro grande incentivador das nossas marcas pessoais. Hoje já há um maior entendimento da marca pessoal como um capital precioso e a certeza de que o grande estrategista americano estava no caminho certo. Ao gerenciá-la estrategicamente, sua carreira é fortemente impactada, preparando o profisisonal para o futuro e para seus objetivos de forma distinta, consistente e duradoura, com menos influências externas como crises econômicas, por exemplo. Para saber um pouco mais sobre o personal branding, respondo aqui às principais questões que o envolvem, esclarecendo quem deve apropriar-se do conceito, quando utilizá-lo e quais são seus principais benefícios. Saber quem você é, o que quer e como vai chegar lá A etapa do autoconhecimento é muito importante para sua marca pessoal porque faz um raio X da sua essência: mostra as características que melhor podem te representar e aquelas menos favoráveis e que precisam ser minimizadas, o que pode...

“A empatia nossa de cada dia”

A palavra empatia passou a frequentar as páginas de revistas e as bocas de muitos palestrantes. A minha inclusive. A revista Época Negócios de fevereiro de 2018, sobre Educação Executiva, afirmava que os líderes do futuro serão treinados em soft skills (habilidades pessoais e interpessoais) em contraposição às hard skills (habilidades e conhecimentos técnicos). E a empatia é uma dessas soft skills. Soube de uma empresa que fez a seleção final baseada na empatia. A capacidade técnica dos candidatos era equivalente e o que os diferenciou foi a capacidade de empatia. O conhecido jornal Financial Times publicou uma matéria sobre trocar o treinamento em ética por empatia. A ética trata do bem comum e a empatia estabelece a conexão pessoa a pessoa. Marshall Rosenberg, criador da CNV (Comunicação Não-violenta) diz que “empatia é a compreensão respeitosa do que os outros estão vivendo”. E compreender não pressupõe aceitar ou rejeitar. O olhar empático implica em suspender o julgamento e buscar entender que o outro teve suas razões (sua história, suas crenças, sentimentos etc.) para ter tido aquele comportamento ou atitude, para ter dito o que disse. Empatia não é simpatia ou antipatia… Qualquer desses dois implica em escolher uma posição a favor ou contra. Empatia implica em aceitar que o outro é diferente de nós. Em um vídeo delicado e direto, Brené Brown explica o que é empatia. Começa dizendo que, enquanto a empatia atrai a conexão, a simpatia a afasta. Para estabelecer uma conexão com o outro, precisamos estar conectados primeiro com nós mesmos. Perceber nossos sentimentos, nossas necessidades. Empatia fala de vulnerabilidade… De não ter todas as respostas....

A Sessão Vai Começar – Ponto Cego

Em várias outras sessões ressaltei que é possível reconhecer múltiplos temas dentro de um mesmo filme. Em Ponto Cego (Blindspotting) o diretor lança nosso olhar para questões que tangem a violência policial, a desigualdade social e a marginalização dos habitantes de uma determinada localidade que estão passando por um processo de gentrificação. Tudo isso é visto através dos personagens Collin e Miles – um negro e outro branco -, que são amigos de infância e também trabalham juntos numa empresa de mudanças. A questão é que Collin está a três dias de conquistar sua liberdade condicional e não quer entrar em nenhuma encrenca. Já Miles é inconsequente e impetuoso, o que pode comprometer a liberdade do amigo. Na mesma semana em que vi esse filme participei de uma palestra ministrada por um professor de Filosofia sobre Os Sentidos Dos Afetos. E um dos módulos tinha como tema a Alegria pelo ponto de vista do filósofo do século XVII Baruch Espinoza. Bem, a pergunta que coloco sobre o filme Ponto Cego é: como poderíamos relacionar esse tema à ideia de Alegria de Espinoza. Penso que nas relações interpessoais dos personagens Collin e Miles. Segundo Espinoza, todo organismo vivo se esforça não só para se proteger, mas também para aumentar sua potência vital, ou seja, se aperfeiçoar. Esse esforço decorre de encontrarmos com outras pessoas as quais nos afetam e pelas quais somos afetados. Nesses encontros, em que potencializamos nossas forças positivas, geramos a alegria e, consequentemente, uma ação positiva. Já nos encontros em que diminuímos a nossa vitalidade geramos tristeza e, consequentemente, uma reação negativa. Em várias cenas do filme...

A Sessão Vai Começar – Escobar: A Traição

O filme “Escobar: A Traição” é narrado pelo ponto de vista de Virginia Vallejo, interpretada pela atriz Penélope Cruz. Virginia Vallejo foi a primeira jornalista a entrevistar Pablo Escobar, chefe do cartel de drogas de Medellín, na Colombia. Os dois se apaixonaram loucamente e mantiveram um relacionamento romântico e tempestuoso que durou por volta de cinco anos. Terminou em 1987, na véspera da guerra de Escobar com o cartel de Cali e o estado colombiano. Ao terminar de ver o filme pensei sobre como somos naturalmente atraídos por boas histórias. Elas nos fazem refletir, nos inspiram, nos fazem rir e, algumas, nos fazem mudar. Dessa forma, nesta sessão, queria compartilhar com vocês sobre a ferramenta chamada “storytelling”. Contamos histórias para vender nossas ideias, para persuadir as pessoas, para educar, para motivar as equipes. Logo, podemos dizer que é uma das formas de comunicação que pode gerar excelentes resultados. De acordo com Anna Sullins, gerente de Treinamento e Desenvolvimento do Biltmore Center for Professional Development, com sede na Carolina do Norte (EUA),“storytelling” pode desempenhar um papel fundamental no sucesso da organização quando usada de maneira estratégica. Ela gera um senso de urgência nos outros, criando uma visão compartilhada e inspirando aqueles ao nosso redor a agir. Uma história bem trabalhada pode levar as equipes a transformar o planejamento em execução. Contar histórias como uma estratégia de negócios gera uma vantagem competitiva. Sugiro as seguintes perguntas para reflexão: Qual é a sua história? Como isso está sendo dito? Quem está alcançando? Como você pode aproveitar isso? Cabe aqui lembrar uma frase do célebre produtor de cinema Dino de Laurentiis. Ele dizia:”O público quer...

A sessão vai começar – Missão Impossível – Efeito Fallout

O cinema é uma das artes que mais possuem gêneros. Osfilmes de ação e aventura, por exemplo,são caracterizados por cenas com mais imagens e movimentos do que com palavras e diálogos.Entretanto,essas categorias devem ser capazes de transmitir algo sobre a personalidade dos personagens e as circunstâncias em que se encontram. Com esse olhar, achei interessante conversarmos sobre a personalidade de Ethan Hunt (Tom Cruise), o personagem protagonistade todos os filmes Missão Impossível, estabelecendo uma correlaçãocom aTeoria da Autodeterminação (Self Determination Theory), desenvolvida pelos PhDs Edward L. Deci e Richard M. Ryan, da Universidade de Rochester,em Nova Iorque (EUA). A Teoria da Autodeterminação(SDT) propicia um amplo quadro para o estudo da motivação humana e personalidade. De acordo com Ryan e Deci, aSDT realça a importância dos recursos próprios do ser humano e a relevância de satisfazertrês necessidades psicológicas básicas e inatas que são: Necessidade de Competência – Refere-se à necessidade de ser eficaz e realizar as ações propostas. Necessidade de Vínculo – Refere-se à necessidade de ter relacionamentos significativos. Necessidade de Autonomia –Refere-se à necessidade de as pessoas viverem de acordo com os seus valores e podendo executar as suas atividades com liberdade. De que forma a personalidade de Ethan Hunt estaria relacionada a essa teoria? Necessidade de Competência -O protagonista dos filmes Missão Impossível exerce suas funções com extrema eficiência e sempre realiza as missões que lhe são propostas. Necessidade de Vínculo – Ethan valoriza a equipe e tem vínculos fortes com ela. Neste último filme,Missão Impossível – Efeito Fallout, a missão inicialque lhe foi destinada falhou, pois Ethanoptou por salvar um membro da sua equipe, o personagem Lutero. Necessidade de Autonomia -Ainda no...

Os “novos” pais. O papel do pai ocidental no século XXI

A Enfoque e seus parceiros realizaram pesquisas no Brasil e na Europa sobre o papel do homem como pai nos dias de hoje e tivemos alguns aprendizados. Ainda que as mães e pais das novas gerações desejem cuidar de seus filhos de forma cooperativa, a realidade impõe sacrifícios a este desejo. O que vai de fato delinear o perfil do “novo pai” e a divisão de cuidados parentais é o tempo disponível – dele – para se dedicar aos filhos. Estas limitações de tempo nos permitiram identificar três diferentes perfis de pais, que implicam diferentes “rituais” na forma de exercitar seus outros papéis na casa. Eles são: um “paiexpress”, um “pai mão na massa” ou um “pai CEO”. O “paiexpress” é aquele que trabalha muitas, muitas horas por dia. A mãe acaba sendo a principal cuidadora das crianças. Assim, quando ele está com as crianças, o tempo tem que ser muito bem aproveitado e ele tende a usar este tempo paparicando os filhos e brincando com eles. O “pai mão na massa” trabalha tanto quanto a mãe e eles dividem os cuidados das crianças. Quando ele está com os filhos, quer fazer tudo “do seu jeito”. Ele tende a “gamificar” as tarefas cotidianas com os filhos, tais como alimentar, vestir, dar banho, transformando-as em pequenas diversões e, assim, em pequenas vitórias cotidianas. O “paiCEO”é o principal cuidador dos filhos, já que a mãe é a principal provedora e trabalha em tempo integral, por muitas horas. O desafio pessoal deste pai é conservar a própria identidade. Ele necessita fazer algo para si mesmo, precisa ter algumas formas de escapar da...

A Sessão Vai Começar – Festival Varilux de Cinema Francês

Mencionei na última sessão que, em junho, realizou-se no Rio o Festival Varilux do Cinema Francês onde vi vários filmes dessa mostra. O cinema é um veículo de comunicação que nos oferece uma tonalidade de olhares para cada cena apresentada. Isso me levou a pensar sobre questão da dinâmica da Percepção e como ela influencia a Comunicação. A percepção é o processo em que cada pessoa elege, organiza e estrutura os fatos e situações conforme as suas crenças, valores, sentimentos e vivência pessoal. Por isso, ela tem um papel fundamental na decodificação da mensagem, pois, por mais objetiva e real que seja a mensagem, a sua interpretação será filtrada pela subjetividade e emoção do receptor. Qualquer experiência a que sejamos submetidos tem que ser estruturada por nós, afim de ganhar um significado. Verificamos que todos nós temos diferentes formas de vivenciar as experiências e, assim, fazemos diferentes interpretações a respeito do que foi comunicado. Portanto, se a Percepção é um fator que influencia de forma determinante a comunicação, esse processo pode melhorar se levarmos em conta dois questionamentos: O que o interlocutor quer dizer além do que está explicitamente sendo comunicado? Qual é o seu intuito ao abordar tal assunto desta ou de tal maneira? Por fim, só podemos compreender o que está sendo dito se formos capazes de aceitar as diferentes percepções dos nossos interlocutores, pois o outro também tem a sua forma de olhar o mundo. Logo ao entender que a comunicação será sempre influenciada pela dinâmica da Percepção é necessário estarmos atentos a esta questão no nosso dia a dia seja na área profissional ou social. Os filmes...