Blog da Eduvir

A Sessão Vai Começar – Rocketman

O longa mostra a trajetória de Reginald Dwight, nome verdadeiro de Elton John, um garoto tímido e brilhante vivendo uma infância dolorida sem amor dos pais onde a dor e raiva são semeadas. Ele atinge o sucesso ainda muito jovem seguindo o caminho das drogas, álcool e tendo que assumir a sua homossexualidade. Não conseguindo amar nem a si mesmo, chega ao fundo do poço emocional e físico, e buscou numa clínica de reabilitação a coragem para mudar. Na mesma semana que vi o filme Rocketman, assisti na Netflix um documentário da Brené Brown, Ph.D. em serviço social, pesquisadora da Universidade de Huston, professora e palestrante premiada, e autora dos livros “A arte da Imperfeição”, “Mais Forte do que Nunca” e “A Coragem de ser Imperfeito”. Fiquei tão encantada com o documentário que resolvi comprar o livro “A Coragem de ser Imperfeito” e logo na introdução do livro lembrei do Elton John. Brown define o que compõe uma vida plena. Para ela, viver plenamente quer dizer: “Abraçar a vida a partir de um sentimento de amor-próprio. Isso significa cultivar coragem, compaixão e vínculos suficientes para acordar de manhã e pensar que não importa o que fiz hoje ou o que vou deixar de fazer, eu tenho meu valor. É ir para cama à noite dizendo que sou imperfeito, vulnerável e às vezes tenho medo, mas isso não muda a verdade de que também sou corajoso e merecedor de amor e aceitação”. No filme Rocketman, Elton John mostra que é possível viver uma vida plena pois amor e aceitação são necessidades de todas as pessoas. A ausência de ambas e a...

Nudges e Mudanças

Na palestra de George Brooks, Americas Leader of People Advisory Services da consultoria Ernst & Young LLP (EY), no Congresso RH Rio 2019, ouvi a expressão “behavior nudge” que me deixou curiosa com o significado da palavra “nudge” (em português: empurrão, cutucada ou incentivo). Foi apresentada como uma forma de trabalhar a mudança cultural e de mindset, para liberar o potencial extraordinário do ser humano. Por exemplo, para estimular o senso de gratidão, enviar um email aos colaboradores, sugerindo que cada pessoa escolha alguém para agradecer e o faça. Ou, para estimular a abertura para outras ideias, sugerir que cada pessoa peça a opinião de uma outra sobre um projeto, por exemplo. Na página Geekonomics, descobri que “um Nudge é qualquer aspecto da arquitetura de escolha que altere o comportamento das pessoas de uma maneira previsível, sem proibir nenhuma opção ou alterar significativamente seus incentivos econômicos. Para contar como um simples empurrão (Nudge), a intervenção deve ser fácil e barata de evitar. Nudges não são mandatos. Colocar a fruta no nível dos olhos conta como uma cutucada. Banir junk food não.” (Thaler and Sunstein 2008). Lembrei da frase de Buckminster Fuller, citado por Peter Senge no seu livro A Quinta Disciplina, “você não pode mudar como os outros pensam, mas você pode dar-lhes uma ferramenta para usarem, a qual os levará a pensar de forma diferente.” O “nudge” cumpre esse papel… precisamos ser criativos para encontrar a fórmula que estimulará a mudança desejada nos comportamentos.   Fontes: https://geekonomics.com.br/2018/08/nudge-siginificado-definicao/ A Quinta Disciplina. Peter Senge, Editora Best...

Jovens querem propósito e valores na empresa

É o que aponta pesquisa global realizada pela KPMG com com 4.630 estudantes, de 20 países, incluindo brasileiros. Mais do que estar em uma companhia com uma marca reconhecida pelo mercado e ter um salário e benefícios competitivos, a oportunidade de ingressar em uma companhia onde seja possível desenvolver suas habilidades profissionais parece bem mais interessante para os jovens. Embora boa parte não descarte a ideia de fazer carreira em uma mesma empresa a vida toda, essa hipótese só é considerada quando eles conseguem compartilhar dos mesmos valores e propósitos da organização. Esses dados fazem parte de um levantamento feito pela KPMG com 4.630 estudantes, de 20 países, incluindo brasileiros, durante um torneio internacional promovido pela consultoria. “Não importa o país ou o setor, o que faz sentido para os jovens são três coisas que se conectam: a visão, os valores e o propósito do empregador”, afirma Marcelo De Lucca, sócio de pessoas, performance e cultura. Para 79% dos entrevistados, trabalhar em uma organização com um forte senso de propósito é mais importante do que receber o maior salário possível. “O alinhamento dos valores pessoais com os da empresa faz diferença”, diz. Um fator que chama atenção é que 49% admitem que poderiam trabalhar para uma mesma companhia toda a carreira. “Não é que eles busquem isso, mas admitem que possa acontecer”, diz. De Lucca diz que essa possibilidade existe desde que eles tenham uma experiência interessante de crescimento pessoal dentro de ambiente alinhado com seus valores. “O papel social da empresa em relação à comunidade, por exemplo, é muito importante.” Apenas 6% dos jovens dizem que fazer parte...

Os melhores gestores são felizes fora do trabalho

Uma empresa bem-sucedida é aquela que tem muitos líderes – em todos os níveis hierárquicos. É isso que defende o israelense Tal Ben-Shahar, ex-professor de Harvard, universidade na qual ministrou aulas de psicologia positiva e psicologia da liderança, entre 2004 e 2008. Em seus cursos, alguns dos mais populares da escola, ele discorria sobre felicidade e satisfação pessoal. Agora, ele aborda os mesmos temas em palestras e consultorias para executivos de grandes empresas ao redor do mundo. “Companhias que querem ter sucesso precisam de funcionários que evoluem”, disse em entrevista ao Valor, durante a Sohn Conference, em Nova York. “É mais provável que os profissionais permaneçam se estiverem satisfeitos, e a autonomia contribui para isso.” Autor de “Happier: Learn the Secrets to Daily Joy and Lasting Fulfillment” [Mais feliz: aprenda os segredos da alegria diária e da realização duradora] e “Choose the Life you Want: the Mindful Way to Hapiness” [Escolha a vida que quer: a maneira “mindful” de ser feliz], ele dedicou seu último livro ao estudo da liderança. Em “The Joy of Leadership”, com lançamento previsto para agosto nos Estados Unidos, Ben-Shahar defende que o crescimento pessoal e a felicidade são atributos fundamentais dos bons gestores. A seguir os principais trechos da entrevista: Valor: A busca por felicidade e propósito no trabalho ganhou bastante atenção de pesquisadores e consultores na última década – e o senhor foi um dos porta-vozes deste tema. Ao procurar propósito ou felicidade no ambiente profissional não estamos supervalorizando a função do emprego? Tal Ben-Shahar: Propósito e significado são importantes para a felicidade. Como hoje a maior parte do tempo que passamos acordados...

Feedback e Feedforward – Aprendizados

A palavra feedback, importada do inglês, quer dizer retroalimentação ou realimentação. Isto é, uma ação acontece e o feedback fornece uma informação sobre a ação. No meio empresarial, o feedback é considerado uma prática na gestão do desempenho dos empregados. Para casais, faria parte de uma DR (Discutir a Relação). O momento em que acontece o feedback é muito delicado. Brené Brown levanta a questão da vulnerabilidade, nos fazendo pensar que, no encontro em que este acontece, as duas pessoas ficam vulneráveis: quem dá e quem recebe o feedback. No livro “A Coragem de Ser Imperfeito”, a autora nos traz o seguinte checklist para avaliarmos se estamos prontos para dar feedback de qualidade: – Estou disposta a me sentar ao seu lado em vez de no outro lado da mesa; – Desejo colocar o problema na nossa frente em vez de entre nós (ou esfregá-lo na sua cara); – Estou pronta para ouvir, fazer perguntas e aceitar que possa não estar entendendo a questão completamente; – Quero reconhecer o que você faz bem em vez de ressaltar os seus erros; – Reconheço seus pontos fortes e como você pode usá-los para vencer seus desafios; – Posso chamá-lo à responsabilidade sem envergonhá-lo ou culpá-lo; – Estou disposta a assumir a minha parte; – Posso lhe agradecer sinceramente por seu empenho em vez de criticá-lo por suas falhas; – Consigo explicar como solucionar esses desafios vai levá-lo a crescer e a aproveitar novas oportunidades; e – Consigo vivenciar a vulnerabilidade e a abertura que espero ver em você. Tenho preferido usar e indicar a visão de Marshall Goldsmith, que nos apresenta...

A interatividade e a tutoria no EaD

Sendo o aprendizado o principal objetivo da tutoria, é preciso falar sobre a importância que a interatividade tem para o processo de aprendizagem. Considerando que a interatividade propicia, em tempo real, uma participação efetiva no processo e maior exposição ao conteúdo abordado; propiciando ainda mais a fixação de conteúdos e permitindo uma grande ligação entre as informações, ou seja, com o uso da interatividade um determinado conteúdo tem menos risco (e menor necessidade) de ser “decorado”. Em suma, percebemos que a interatividade na tutoria não é somente uma necessidade, mas uma forma abrangente de permitir ao aluno a sua participação, tornando-o um ativo daquele processo de aprendizagem, o que resulta em uma aprendizagem mais eficaz e duradoura. Quando interagimos, estamos gerando informações, estamos facilitando a emergência da educação experiencial, onde a experiência é um fator propulsor para o aprendizado. O papel do tutor passa a ser ainda mais importante do que o papel do facilitador ou do transmissor. O tutor necessita trabalhar em um contexto criativo, aberto, dinâmico, complexo. Em lugar da adoção de programas fechados, estabelecidos a priori, passa a trabalhar com estratégias, ou seja, com cenários de ação que podem modificar-se em função das informações, dos acontecimentos, dos imprevistos que sobrevenham no curso dessa ação (Morin, 1996:284-5). Isso implica trabalhar com incertezas, com complexidades. Na relação tutor–aluno-conhecimento deve estar presente a interatividade, não como consequência da presença das novas tecnologias, mas como foco, como uma característica, um requisito, para a construção do conhecimento. Além de todas esses benefícios a interação no processo de tutoria gera conhecimentos entre os participantes, de formas que este passam a comunicar melhor,...

Felicidade no trabalho vem da confiança nas pessoas

Sem confiança entre colegas de trabalho e entre chefe e funcionário não há felicidade no trabalho – não importa quantos programas de bem-estar ou benefícios a empresa ofereça. A visão é do consultor e autor americano Greg Hicks. “Tudo começa com a liderança. Você pode ter mil programas de treinamento mas se os gestores não modelarem esse comportamento, as coisas não vão mudar”, diz. Junto com seu sócio Rick Foster, o consultor já viajou para 70 países para estudar indivíduos e equipes e identificar os comportamentos que mais ajudam a alcançar a felicidade. Os quase 30 anos de pesquisas se traduziram em uma série de livros, programas de treinamento aplicados em empresas como Google e GE, e aulas em universidades como Stanford e Berkeley. Hicks participou ontem do festival de inovação Whow, em São Paulo. “É um equívoco comum achar que felicidade é ter um monte de pessoas sempre alegres e de bom humor. A felicidade no trabalho está mais relacionada à confiança e a sentir que você consegue dar o melhor de si”, explica. Na sua experiência, muitos gestores acham que tentar tornar seus subordinados felizes não é sua responsabilidade. Quando empresas abordam o assunto, geralmente apostam em programas de bem-estar e outros benefícios. Para Hicks, os programas mais eficientes incluem nutrição e exercício, mas também se preocupam com a criação de um ambiente saudável por meio da gestão. “A cultura de uma organização vem diretamente de como as pessoas enxergam o alto escalão”, diz. Em suas pesquisas, ele mapeou comportamentos praticados por gestores felizes com o trabalho e capazes de construir um contexto similar para suas equipes....

A importância de encerrar – Fechar janelas para abrir portas

Ao desejar feliz ano novo, faço questão de incluir às “boas entradas”, as “boas saídas”. Venho percebendo como é importante fechar o que está em aberto, para começar algo novo. E, estando no meio do ano, vale a reflexão sobre nosso planejamento anual, avaliando o andamento dos projetos e planos. Em 2003, ouvi uma palestra do headhunter Luiz Carlos Cabrera na qual ele falava para executivos sobre a importância de fechar os ciclos. Um MBA que não tinha sido terminado, um curso que ainda estava pendente… Dizia ele que essas incompletudes ficavam no nosso cérebro, “piscando” e drenando energia. Quando fiz a formação em Life Coaching no ICI – Integrated Coaching Institute, aprendi sobre os “ralos de energia”. O que são? As coisas incompletas na nossa vida e que drenam energia dos nossos pensamentos e da nossa capacidade de realizar e focar no que realmente queremos. Outra vez, a referência ao desperdício de energia. Encontrei a explicação ao ler sobre a ânsia pela “conclusão cognitiva” explorada por Robert Cialdini. Ele afirma que nosso foco cognitivo fica “preso” e retorna sistematicamente às tarefas incompletas, problemas não resolvidos e metas não alcançadas. Pare um momento e liste o que está incompleto na sua vida. Decida o que você quer continuar e o que você quer eliminar dos seus pensamentos. Se é um curso incompleto, decida se vai continuar ou não. Se vai continuar, planeje sua vida para que isso aconteça. Se não vai continuar, decida-se, diga para si mesmo que não vai prosseguir e libere-se dessa pendência. Uma forma concreta de fazer isso, pode ser escrever a lista das suas pendências...

Como foi o Congresso Internacional da Associação Americana de Desenvolvimento de Talentos

Na semana de 19 a 24 de maio de 2019, tive a oportunidade de participar do Congresso Internacional da Associação Americana de Desenvolvimento de Talentos (CIAACT), em Washington, D.C. Compartilho com vocês pontos importantes abordados por dois fantásticos “keynote speakers” que foram Oprah Winfrey e Seth Godin: Oprah Winfrey, apresentadora, atriz e empresária, foi convidada para abrir o plenário, no primeiro dia. Entra no palco dizendo: “O que eu sei é que todos nós, compartilhamos uma linguagem comum que é a verdade. Queremos viver a mais verdadeira expressão de nós mesmos. Devemos seguir as nossas intuições, focar em boas lideranças e estar a serviço dos outros. Ela salientou seu erro quando não prestou atenção à sua intuição, e escolheu líderes inadequados. Adepta ao lema “estar à serviço dos outros” enfatiza que existimos para oferecer nossos dons e talentos para os outros e que as oportunidades de servir acontecem através de pequenas e grandes ações. No final do encontro, o CEO da Associação Americana de Desenvolvimento de Talentos perguntou à Oprah se ela tinha uma visão otimista em relação ao futuro e a resposta foi: ”eu tenho uma visão otimista do potencial humano em relação à bondade transcendendo o lado negativo.” No segundo dia, foi a vez do escritor e empreendedor Seth Godin. Ele abre o plenário com a seguinte pergunta: “Você vai escolher fazer a diferença? ”. Destaca que, fazer um trabalho que gere interesse nas pessoas é o diferencial. Profissionais que trabalham com desenvolvimento de talentos devem fazer as mudanças acontecerem. Logo, “desenvolvimento é uma palavra bem diferente de treinamento” observou ele. “O treinamento acontece num momento específico, enquanto o...

A primeira impressão de marca pessoal

Marca pessoal é aquilo que você deixa como sensação nas pessoas com as quais interage. Baseia-se na sua proposta de valor, ou seja, na percepção daquilo que te torna única, a partir de três mensagens que você transmite: quem é você, o que você faz e como você cria valor para seu público. Desta forma, se marca pessoal tem tudo a ver com a percepção dos outros sobre você, é preciso estabelecer durante seu contato seus melhores atributos e características, fundamentais para gerar confiança e conexão e assim, favorecer relações pessoais ou profissionais. Neste sentido, as primeiras impressões que deixamos podem ser cruciais para essas futuras relações. Por mais que em alguns casos elas possam ser equivocadas, o fato é que pesquisas sobre estas impressões trabalham com uma margem de acerto entre 64% e 74%, o que quer dizer que 2/3 das nossas avaliações estão corretas. Então me diz: se podemos impactar alguém em nosso primeiro contato (nem sempre presencial depois do advento das redes sociais), porque não tomarmos as rédeas dessa situação e tentar mostrar o melhor de nós logo de cara? Pra isso, deixo aqui algumas dicas para te ajudar. Faça um checklist. Não há nada pior que nos concentrarmos na impressão positiva que devemos causar em um lugar e ser pego desprevenido com algo que saiu errado mas que poderíamos ter evitado com um simples checagem. Portanto, antes de adentrar em uma reunião, evento social ou happy hour de trabalho dê uma olhada geral no cabelo, nos dentes, na roupa, sapatos, maquiagem e objetos que carrega. Tá tudo certo? Então vá! Crie conexão e não impressão!...