Blog da Eduvir

Aprendizado em escala

Em um mundo que se transforma rapidamente, com novas dinâmicas de negócios e demandas dos clientes, os métodos tradicionais não são mais uma garantia de sucesso. As organizações precisam redefinir suas estratégias de crescimento, seus modelos de negócios e até mesmo a própria noção de trabalho para acompanhar as mudanças e prosperar. Para John Hagel, diretor do Center for the Edge da Deloitte, localizado no Vale do Silício, e membro da Singularity University, o segredo está em mudar o foco da eficiência escalável para o aprendizado escalável. Hagel falou sobre esses desafios à Mundo Corporativo durante sua última visita a São Paulo, quando participou da edição 2019 do SingularityU Brasil Summit, patrocinado pela Deloitte. A transformação a partir das “bordas” é um tema frequente em seus artigos e palestras. Como as empresas devem endereçar essa questão? Nosso foco é na inovação e na transformação que vêm das bordas para superar desafios. Para a maioria das organizações, inovar significa criar um produto ou serviço diferente para expandir ou conquistar novos mercados. A transformação, no entanto, remete a questões mais básicas sobre o verdadeiro negócio central da empresa – ou em qual negócio ela deveria focar? O que deve ser revisto e retrabalhado para apoiar de fato esse posicionamento? A transformação é muito mais desafiadora, pois obriga a questionar e mudar tudo. Nesse contexto, a melhor maneira de impulsionar a transformação em grandes organizações é pelas bordas. Isso significa identificar uma área que seja relativamente modesta em termos de faturamento ou lucros para a empresa, mas que tenha o potencial de crescer ao ponto de se tornar o novo core do negócio, desde...

10 ações para empresas diante de uma pandemia

Neste momento em que mais de 100 países procuram se preparar ou gerenciar os impactos de uma pandemia, muitas empresas desempenham ativamente suas responsabilidades diante de seus profissionais e da sociedade. Como protagonistas da economia e do ambiente de negócios, as organizações têm como responsabilidades básicas a boa condução dos negócios e o cuidado com seus funcionários. Face à atual pandemia global, a Deloitte acredita que, quanto maior a urgência, mais é necessário que regras sejam estabelecidas e seguidas para que os desafios sejam enfrentados com reflexão e resiliência. O avanço contínuo do novo coronavírus levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a defini-lo como pandemia. Diante disso, neste momento, as empresas podem estar expostas a uma série de riscos estratégicos e operacionais, como atrasos ou interrupção do fornecimento de matérias-primas, mudanças nas demandas de clientes, aumento de custos, insuficiências logísticas que levam a atrasos em entregas, questões de saúde e segurança de funcionários, força de trabalho insuficiente e desafios referentes a importação e exportação de produtos. Com base em nossas análises das principais práticas de empresas de todo o mundo em Planos de Continuidade de Negócios (BCP) e gerenciamento de grandes emergências de pneumonias infecciosas atípicas, Influenza H1N1, Febre Hemorrágica do Ebola e outras importantes doenças, recomendamos que as empresas coloquem em prática as 10 ações a seguir para lidar com as incertezas futuras: Estabelecer equipes de tomada de decisões de emergência As empresas devem estabelecer imediatamente equipes de tomada de decisão para assuntos urgentes temporários, como uma “Equipe de Resposta a Emergências” ou um “Comitê de Gestão de Grandes Emergências” para definir os objetivos a serem alcançados...

Como se comunicar com Compaixão durante a crise do COVID-19

Em situações de crise, precisamos nos expressar de forma mais aberta baseando-se na compaixão para que ocorra conexão emocional com as pessoas. Sem a empatia por sentimentos como ansiedade, medo e vulnerabilidade, não há estímulo para qualquer interação a nível pessoal. A comunicação com foco na compaixão requer transparência nas informações e compromissos sólidos com o comportamento. Mas, acima de tudo, ela exige um vínculo emocional. Por quê? Porque é este vínculo que nos leva a atravessar a crise em vez de desmoronar. Premissas básicas para que a comunicação com compaixão seja eficaz: Abertura: mais importante durante a crise é entender o que causa a ansiedade e o medo. As pessoas precisam saber que não estão sozinhas e seus sentimentos são importantes. Compartilhar Soluções: mostrar como os riscos podem ser reduzidos na crise e encontrar em você parceria na solução. Isso contribui para o bem-estar durante os momentos de incerteza. Persistência: seja consistente na transmissão da informação gerando confiabilidade. Fique em segurança!   Fonte: extraído e traduzido da: Next Element – How to Communicate with Compassion During Crisis – Nate Regier – March...

Recomendações para contatos e pacientes oncológicos durante a pandemia do COVID-19

Dr Daniel Musse Dr José Bines Diante dos fatos mais recentes, muitas são as dúvidas a respeito do Novo Coronavírus (chamado COVID-19) e há uma orientação geral de evitar atividades hospitalares eletivas, que não demandem uma urgência médica. Contudo, no caso de paciente em tratamento para câncer, a interrupção poderia acarretar um dano a sua saúde. Por isso, apresentamos uma lista de orientações guiadas pelas perguntas mais comuns nesse cenário. 1- Quais as medidas de proteção? O COVID-19 tem como seu principal veículo de contato as “gotículas”, partículas maiores que podem chegar a 1 metro de distância. Daí a recomendação em relação ao cuidado com lavagem das mãos, uso de álcool gel, evitar levar as mãos ao rosto, e respeitar a distância de um metro em salas de recepção, filas, transportes e demais locais. Isolamento social: manter-se em casa, evitar proximidade de pessoas, contato físico como beijar e abraçar ao cumprimentar. 2- Uma pessoa que não está tossindo ou com febre pode ter o vírus? A maioria das pessoas comportam-se como carregadores assintomáticos, ou seja, têm contato com o vírus, carregam o mesmo no seu organismo por um tempo e não chegam a desenvolver sintomas pelo COVID-19. Caso desenvolva sintomas, os mais comuns serão: febre, tosse seca ou secretiva e fadiga. Daqueles que apresentam sintomas, 20% desenvolvem problemas respiratórios. 3- O que há de diferente de uma gripe comum (influenza)? – Cada pessoa infectada pelo vírus da gripe, transmite a doença para uma pessoa, enquanto no coronavírus, cada pessoa infecta duas ou mais pessoas. – A mortalidade da gripe comum é de menos de 1%. – A taxa de...

A Sessão Vai Começar – As Invisíveis

O filme “As Invisíveis” trata de um tema bastante comum aos nossos olhos que é a questão dos de moradores de rua. Neste longa os personagens são mulheres que passam o dia num abrigo onde tomam banho, fazem uma refeição e se protegem do frio. Após decisão da prefeitura, o abrigo feminino fecha as portas com apenas três meses de funcionamento. As assistentes sociais se empenham em reintegrar as sem-teto do abrigo à sociedade. Ao sair do cinema, pensei em vários assuntos para abordar e a reflexão foi para uma área do comportamento humano denominada autoestima. Não resta dúvida de que seres humanos que vivem em situações precárias de existência, como os moradores de rua, se tornam objeto de “desrespeito social” e de baixa autoestima. Como também é fato que existe um consenso, tanto entre leigos como especialistas, de que a autoestima é imprescindível para uma vida emocionalmente saudável, pois a forma que nos vemos se reflete nos relacionamentos profissionais e sociais. Se a autoestima é essencial, podemos entendê-la como: a forma como nos sentimos em relação à nós mesmos; o sentimento de valor pessoal; o sentimento de competência pessoal. É possível também estabelecer alguns componentes internos da autoestima que são: Autoimagem – Como você se define? Quais a suas forças e fraquezas? Autovalorização – Como você apresenta qualidades que podem ser apreciadas por várias pessoas. Autoconfiança – Capacidade para interagir, comunicar-se e engajar-se sem temer o fracasso ou rejeição. No filme As Invisíveis, os componentes acima mencionados são recuperados quando as assistentes sociais implementam uma estratégia para resgatar as competências e as habilidades das moradoras de rua, possibilitando...

Recomendações para receber e enviar pacotes

Com a evolução mundial do vírus COVID-19, queremos dar algumas dicas e recomendações ao receber e enviar suas compras. Embora não haja relatos até o momento de casos de transmissão do vírus por mercadorias ou produtos, e a OMS ( Organização Mundial da Saúde ) informar que as chances de contaminação de um pacote são muito baixas, acreditamos que a prevenção é essencial para nos cuidarmos como um todo.   Se você está esperando um pacote MANTENHA UMA DISTÂNCIA SEGURA » Na sua casa, mantenha 1 metro de distância da pessoa que faz a entrega. » Em uma agência dos Correios ou ponto de retirada, mantenha 1 metro de distância do restante das pessoas na fila e dos funcionários. Se houver muita gente, espere do lado de fora.  NÃO MANIPULE OBJETOS DE TERCEIROS » Leve sua própria caneta, caso precise assinar pela entrega. » Muitos serviços estão substituindo a assinatura digital por uma verificação de identidade. Pode ser que peçam para ver seu documento, para tirar uma foto ou apenas precisem que você informe o número do seu RG/CPF. LAVE AS MÃOS Use água e sabão ou álcool gel 70% antes e depois de manipular o pacote e evite colocar as mãos no rosto. DESINFECTE AS SUPERFÍCIES Passar um desinfetante comum é suficiente para matar o vírus.   Se você precisa enviar um pacote FAÇA ISSO NOS HORÁRIOS ESTABELECIDOS Se você precisar ir a uma agência dos Correios ou ponto de envio, confira se houve mudanças no horário comercial ou se há recomendações especiais que você deva observar. MANTENHA UMA DISTÂNCIA SEGURA » No endereço do comprador, mantenha 1 metro de distância da pessoa que recebe...

Coronavírus: alguns países estão freando a pandemia

A Organização Mundial de Saúde está mapeando as boas práticas dos países Em meio a enorme avalanche de notícias, às vezes perdemos algumas informações preciosas. A realidade é que alguns países estão freando o coronavírus e a Organização Mundial de Saúde (OMS) está mapeando exemplos para identificar estratégias bem sucedidas de contenção da pandemia. Por mais que haja gigantescas diferenças entre os países – como o perfil populacional, já que o vírus se mostrou mais letal entre os idosos – saber quem conseguiu bons resultados é fundamental no planejamento da melhor estratégia de ação. Chama a atenção dos especialistas, por exemplo, os casos de Cingapura e do Japão. Ambos evitaram uma crescente taxa da epidemia reagindo rapidamente no isolamento de casos suspeitos e mantiveram políticas severas desde que a chegada da doença foi identificada. Já a Coreia do Sul e China, onde a pandemia teve início, chamam a atenção por outras estratégias. Na Coreia, a decisão pelo isolamento social e testagem em massa de suspeitos foram determinantes. Na China, o bloqueio nos transportes e a determinação do toque de recolher foram fundamentais, antes mesmo que a epidemia completasse 30 dias de circulação.  Mesmo em países onde os números de casos explodiram no último mês, como Irã e Itália, a curva de crescimento da epidemia começa a dar sinais de abrandamento. Muitas das atitudes listadas acima já estão sendo adotadas pelo governo brasileiro e pelos estados mais atingidos. É hora de nos mantermos atentos e cautelosos, seguindo as determinações das autoridades sanitárias. Quando se trata de saúde, a melhor estratégia é a prevenção. E  você, está fazendo a sua parte?...

Coronavírus: saúde é prevenção

O crescimento ou diminuição de casos da epidemia depende de cada um de nós. Neste momento em que uma pandemia acomete boa parte dos países do mundo, temos a oportunidade de ver o quanto a precaução é a melhor atitude quando se trata de saúde. Nações que adotaram rapidamente as medidas restritivas e solicitaram a quarentena à população são as que mais rapidamente estão conseguindo retardar ou mitigar o crescimento do número de casos. Já os que demoraram a entender a gravidade da crise, estão pagando um preço alto, como é o caso da Itália, infelizmente. O presidente francês Emmanuel Macron acaba de declarar que “a França está em guerra” contra o coronavírus, com medidas mais agressivas de contenção, como o fechamento de fronteiras e do comércio. Já o presidente americano Donald Trump, inicialmente reticente ao vírus, caiu em si, decretou estado de emergência e aderiu a sensatas orientações de isolamento da população, fechando bares, restaurantes, museus, teatros, cinemas, restringindo viagens e recomendando que os americanos trabalhem de casa. Por aqui, o ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta puxou para si a responsabilidade de capitanear o plano de contenção do coronavírus no Brasil. Até este momento, temos pouco mais de 200 casos na contagem oficial do governo. A previsão das autoridades é que este número fatalmente crescerá nos próximos meses. Mas o fundamental para o sistema de saúde é que este crescimento, mesmo que contínuo, seja gradativo. Caso contrário, se for exponencial, com milhares de novos casos por semana, teremos um colapso. A boa notícia é que isto ainda pode ser evitado no Brasil – e só depende de...

Home office: como manter o foco e ser produtivo trabalhando de casa

O esquema de trabalho por home office, necessário atualmente, não é simples de implantar. De um lado, além dos benefícios frente aos riscos de saúde ao se deslocar, o profissional não precisa sair de casa, evita gastar dinheiro com transporte e alimentação fora de casa e se preocupar com o trânsito. De outro, pode ser mais fácil procrastinar e perder o foco ao trabalhar sem a “supervisão” dos colegas ou muito perto de objetos de lazer ou descanso. Nesse contexto, uma coisa é certa: o home office exige disciplina. Em um artigo para a Harvard Business Review, a coach Elizabeth Grace Saunders, que tem mais de uma década de experiência trabalhando de casa, oferece algumas dicas para tornar essa experiência mais agradável e produtiva. Em outro artigo para a mesma publicação, Carolyn O’Hara, escritora e editora, destaca o que é imprescindível para ser eficiente ao fazer home office. Compilamos as melhores dicas de ambas, confira! Como para manter o foco em trabalho home office  Dica 1: Estabeleça um horário de trabalho Não é só porque você pode começar a qualquer hora que deva começar a qualquer hora: isso torna a linha que separa seu tempo pessoal do profissional ainda mais difícil de enxergar. “Eu me perguntava: se eu estivesse em um escritório, faria essa tarefa durante o dia? Se a resposta fosse não, sabia que precisava fazer essa atividade antes ou depois do horário de trabalho”, escreve Saunders, sugerindo manter o mesmo ritmo de horário que você tinha na empresa. Importante identificar os obstáculos para sua produtividade e evitá-los durante o tempo de trabalho em casa.  Dica 2: Estruture seu dia Quando você chega no escritório, é fácil imitar o...

Companhias no país antecipam planos de adesão ao home office

O aumento de brasileiros contaminados com coronavírus e as perspectivas de especialistas e do próprio governo a respeito da evolução do covid-19 no país têm feito com que empresas brasileiras reorganizem ou ampliem políticas de trabalho remoto. Especializada em softwares de gestão a distância e programas de home office, a HOM (Home Office Management) relatou um crescimento de 50% nos negócios fechados no início deste ano, em comparação a todo o ano passado. “Nossa expectativa é triplicar o tamanho do negócio”, diz Tawan Pimentel, fundador da HOM. Na semana passada, duas organizações com mais de 8 mil funcionários procuraram o executivo para ampliar os seus programas. “As empresas estão mapeando áreas que são essenciais em um processo de isolamento emergencial para direcionar recursos, dar insumos e informações para as pessoas”, diz. Entre elas, está a Certisign. Devido ao coronavírus, a empresa acelerou a implementação de um programa de home office previsto inicialmente para julho. “Nós queríamos mais tempo para organizar novos pilotos e treinar gestores, mas como há previsão de um agravo no cenário nas próximas duas semanas, vamos pôr em prática o mais rápido possível”, diz Mário Sergio Sampaio, gerente de RH. Desde 2019, a empresa investe na “atualização de sua infraestrutura tecnológica” e na aquisição de notebooks. “A companhia não estava preparada para um cenário emergencial antes”, diz Sampaio, citando que a nova estrutura ajudará a reduzir custos e será útil também em situações de caos no deslocamento por conta das chuvas ou greve no transporte público. No plano a ser colocado em prática nos próximos dias, 233 funcionários ficarão em casa de forma permanente, enquanto o...