Blog da Eduvir

Para iniciar uma Liderança Facilitadora

Cada vez mais percebo a importância de existirem líderes facilitadores. O que é ser facilitador? Aproveitando a definição proposta pela wikipedia, facilitador é alguém que ajuda um grupo de pessoas a compreender os seus objetivos comuns, auxiliando-os a planejar como alcançar estes objetivos. E o líder pode e deve desempenhar esse papel, usando processos que contribuam para criar um ambiente mais propício à convivência, harmonizando relações, e ajudando para que os resultados aconteçam. Por que isso é importante? Entre os muitos desafios enfrentados pelas empresas no mundo todo, o engajamento dos colaboradores é um destaque porque impacta diretamente nos resultados organizacionais. Em conversa com líderes, sobre mudanças, observo a existência de questões relacionadas às pessoas, principalmente. Como o líder pode ajudá-las nesses momentos de transição, para que o engajamento se mantenha ou aumente? Por outro lado, também percebo que as pessoas estão sedentas de oportunidades de diálogo: de poderem se expressar e de se perceberem ouvidas. Precisamos assumir que as reuniões são o novo locus de trabalho, não mais as salas, as mesas ou as estações e, por isso, novas condições para que o diálogo aconteça, são necessárias. Reconhecer que o espaço mudou, nos leva a considerar que não dá mais para agirmos da mesma forma que antes. Uma das recomendações que faço é incorporar o check in no início das reuniões, a mesma prática usada pela facilitação em workshops ou encontros. Para que serve? Quando chegamos em um hotel, fazemos o check in para podermos entrar, entregando documentos que nos identificam. Da mesma forma, o check in nas reuniões nos permite “chegar”, dar entrada, afirmando a presença. No processo de...

Customer experience: o que é e por que só se fala nisso

Quando as pessoas faziam compras no século XX, os principais fatores que influenciavam a decisão eram o preço e a qualidade do produto. Agora, em pleno século XXI, embora eles continuem sendo fatores importantes, há mais um elemento que o consumidor leva em consideração para escolher marcas e fornecedores: a experiência, ou seja, customer experience. O que é, na realidade, customer experience? Você tem alguma ideia de como ele se tornou um assunto tão comentado? Não saber as respostas pode colocar sua empresa em desvantagem no mercado. Por isso, reunimos neste post as principais informações sobre o assunto. Vem com a gente! O que é Customer Experience A definição de customer experience pode ser resumida como o conjunto de interações do consumidor com a empresa, que resulta na imagem que é construída sobre ela. Se as interações entre consumidor e empresa forem positivas, a imagem também será. Quer definições mais técnicas? Segundo a Hubspot, customer experience é a impressão que você deixa no cliente ao longo de todos os estágios da jornada de compra, impactando a maneira como ele pensa na sua marca. Blake Morgan, autora do livro The customer of the future, conceituou customer experience, em um artigo da Forbes, como a percepção do cliente sobre a marca. Já Adam Richardson, em um artigo da Harvard Business Review, afirma que customer experience é a totalidade de como os consumidores se engajam com uma empresa ou marca. Mas, não apenas em um momento, e sim em todo o ciclo de ser um cliente. Porque customer experience se tornou uma tendência A digital e brand marketing Cynthia McCollough publicou um artigo no LinkedIn afirmando que customer experience se tornou tendência porque é a base...

O sucesso da liderança na época da Inteligência Artificial

A Inteligência Artificial já é realidade na maioria das grandes empresas. A partir dela, mais do que tarefas operacionais rotineiras são resolvidas. As organizações também têm a possibilidade de delegar funções mais estratégicas aos funcionários. A Inteligência Artificial permite que os líderes tomem decisões melhores e com mais agilidade, uma vez que assume tarefas básicas, deixando-os livres para se dedicarem a atividades mais complexas, que não poderiam ser feitas por robôs. Com as tarefas de rotina – inclusive as de coordenação e controle – sendo assumidas por máquinas inteligentes, muitos cargos inevitavelmente deixarão de existir. No entanto, outros serão abertos e essa é a oportunidade de ouro. Os líderes deixam de estar presos a atividades de rotina e de baixo valor e passam a ter oportunidade de gerenciar ideias, inovações e relacionamentos, além de tomar melhores decisões que contribuam para o crescimento da empresa. A verdade é que as responsabilidades rotineiras muitas vezes impedem os líderes de explorar sua curiosidade intelectual e dar atenção estratégica a assuntos mais importantes. A Inteligência Artificial está preparada para mudar isso. No entanto, essa mudança de paradigma não é simples nem rápida. As organizações precisam se preparar para, de fato, tomar decisões, já que, até recentemente, os funcionários estavam acostumados a ter grande parte do seu tempo tomado por funções operacionais, como: gerenciar atividades de rotina, planejar o trabalho, além de monitorar e relatar o desempenho. Agora, com a Inteligência Artificial fazendo parte do dia a dia, eles estão livres para pensar de forma criativa e estratégica, o que exige uma preparação para aplicar intuição e raciocínio ético em suas decisões. Ou seja, as organizações...

Liderança Responsável: visões do World Economic Forum

Nos meses de janeiro, vem acontecendo o Fórum Econômico Mundial (World Economic Forum – WEF, em inglês), na cidade de Davos, na Suiça. O primeiro encontro do WEF foi em 1971, por inspiração do Prof. Klaus Schwab, de que as empresas / os negócios deveriam servir a todas as partes interessadas – clientes, empregados, comunidades, bem como aos acionistas. Como instituição, o WEF desenvolve vários temas, considerando que tudo está relacionado e que as decisões de negócio impactam a sociedade e o meio ambiente. Um dos temas tratados é liderança e, em 2020, o Fórum dos Jovens Líderes Globais (Forum of Young Global Leaders) e a Global Shapers Community, em colaboração com a consultoria Accenture, analisaram o que seria a nova liderança necessária (organizações de modo geral, negócios, governo e terceiro setor) para um mundo sustentável e justo, a Liderança Responsável. Considerando que minha profissão original é engenheira química, me chamou atenção a conexão feita do Modelo de Cinco Elementos da Liderança Responsável com a forma com que os elementos químicos são representados na Tabela Periódica: um número (número atômico), normalmente uma ou duas letras (símbolo do elemento) e o nome do elemento abaixo. Em pentágonos conectados por seus lados. Uma representação poderosa. Elemento 1 – St – Stakeholder Inclusion (Inclusão das Partes Interessadas) Elemento 2 – Em – Emotion & Intuition (Emoção e Intuição) Elemento 3 – Mi – Mission & Purpose (Missão & Propósito) Elemento 4 – Te – Technology & Innovation (Tecnologia & Inovação) Elemento 5 – In – Intellect & Insight (Intelecto & Insight) Além dos nomes, cada elemento do modelo possui três qualidades que...

Cinco maneiras para melhorar a saúde mental em 2020

O ano começa com ameaças à segurança internacional e com o planeta em perigo ambiental, além de todas as razões pelas quais nos estressamos​​: trabalho, problemas de saúde, mudanças de vida e muito mais. Não é de admirar que muitos estejam ansiosos ou deprimidos. Mas você pode tomar medidas, com base em estudos científicos, que propõem melhorar sua visão mental. Tendo em vista que a mente e o corpo estão entrelaçados, esses comportamentos melhorarão a sua saúde, no geral.  Pratique o otimismo  Olhar para o lado positivo da vida é muito bom. Otimistas têm 35% menos chance de morrer de ataque cardíaco ou derrame; são mais propensos a terem uma dieta saudável e se exercitarem regularmente; possuem o sistema imunológico mais forte; e vivem mais. De fato, um estudo de 2019 descobriu que pessoas com as perspectivas mais positivas tinham maiores chances de viver até os 85 anos ou mais.  Comece a adotar ações de voluntariado  Uma oração atribuída à São Francisco de Assis diz que ” é dando que se recebe”. Estudos demonstram que colocar o bem-estar dos outros antes do nosso, sem esperar nada em troca, ou o chamado “altruísmo”, estimula os centros de recompensa do cérebro. Também existem benefícios físicos. O voluntariado: minimiza o estresse e melhora a depressão e reduz o risco de um futuro comprometimento cognitivo. Mesmo se você tiver pouco do seu tempo para oferecer, apenas o ato de dar demonstra melhora na nossa saúde. Seja grato  Ouvimos muito sobre os benefícios da gratidão e isso é apoiado pela ciência. Contar nossas bênçãos nos protege contra a ansiedade e a depressão e aumenta...

Leveza para começar o ano

Em dezembro, tive a oportunidade de ouvir o audiolivro “The gentle art of swedish death cleaning” que, em tradução livre seria “a suave arte sueca da limpeza da morte”. A autora Margareta Magnusson, artista sueca, entre 80 e 100 anos, como ela se define, apresenta o döstadning, onde dö significa “morte” e städning significa “limpeza”. Na Suécia, essa palavra se refere ao processo de remover coisas desnecessárias tornando sua casa confortável e ordenada, quando você avalia que seu tempo de deixar o planeta está chegando. A autora passou por essa experiência de desfazer-se dos objetos de seus pais e marido. E decidiu descrever no livro uma forma de lidar antecipadamente com os objetos pessoais para dar menos trabalho quando morrermos. O processo pode ser realizado em qualquer fase da vida, até porque não sabemos quando partiremos. Nesse momento em que estamos iniciando o ano, podemos aproveitar essa ideia para rever nossos pertences, avaliando o que podemos descartar para nos tornarmos mais “leves” com o propósito de alcançar o que queremos em 2020. Arrumando o externo, por reflexão, arrumamos também o interno. O macro no micro. Margareta recomenda começar avaliando as coisas guardadas, estocadas, identificando o que pode ser descartado. Às vezes, podemos nos dar conta de que nem nos lembrávamos daqueles objetos. É importante dispor de tempo para avaliá-los, lembrando suas histórias e então, decidir dispensá-los ou não. No processo de life coaching, recomendamos avaliar os objetos, separando-os em 2 pilhas: o que gosto e o que não gosto. Descartamos a pilha do “não gosto” e da pilha “gosto” fazemos outra seleção: o que eu gosto e o que...

8 tendências de microlearning para adotar até 2020

O microlearning saiu dos bastidores para ganhar o protagonismo nos treinamentos. Prova disso é que a metodologia está sendo usada no mundo todo graças aos resultados incomparáveis em T&D. O tempo escasso e a rotina corrida do trabalho pedem soluções mais ágeis e flexíveis, que treinem em poucos minutos e supram as necessidades dos profissionais. E é isso que o microlearning oferece: aprendizado rápido e prático com conteúdo de qualidade. Se você ainda não experimentou os efeitos das microlições, essa é a chance de ficar por dentro e acompanhar as últimas tendências do método até 2020. Confira o conteúdo exclusivo que preparamos: A ascensão do microlearning no mundo; Motivos para investir nas microlições; Verdades e mitos sobre o método; 8 tendências de microlearning para ficar de olho. Quer embarcar na onda do microlearning e melhorar seus treinamentos? Siga a leitura e aproveite! A ascensão do microlearning De um método pouco conhecido, o microlearning passou a figurar entre as principais estratégias de treinamento e desenvolvimento nas organizações. Segundo a SHIFT, hoje, oito em cada dez profissionais de T&D priorizam o microlearning porque funciona melhor com seus colaboradores. Além disso, o relatório The LMS Features that Drive Employee Engagement, da Software Advice, concluiu que o microlearning dobra o engajamento nos treinamentos. Para o CEO e pesquisador chefe do Research Studios Austria, Peter A. Bruck, o microlearning é o antídoto perfeito contra a sobrecarga de informação que enfrentamos atualmente. Em um mundo repleto de distrações e mudanças em alta velocidade, a divisão de grandes conteúdos em pequenas porções é fundamental para facilitar a aprendizagem. E essa fragmentação não significa, nem de longe, perda de qualidade no conteúdo....

Esforço ou competência?

Ao longo dos anos em que trabalho com organizações, vejo uma certa confusão entre os conceitos de esforço e competência. Os gestores são acostumados a aplaudir profissionais pelo esforço que dedicam ao seu trabalho, promovendo aquele que faz mais horas extras, trabalha mais que todo mundo, chega mais cedo, está sempre cheio de tarefas e nunca tem tempo para as pessoas. Realmente, ele trabalha muito. Mas, neste cenário, enquanto aplaudimos, deveríamos nos perguntar o que há de errado. Listo alguns pontos que podem justificar a sobrecarga e o esforço extra de um profissional: a alta demanda e a falta de saber pedir ajuda, dizer muito “deixa comigo” acaba sobrecarregando e atrasando as entregas; ser desorganizado, apresentar dificuldades com a gestão de tempo e prioridades, assim como não estar preparado para as responsabilidades que assumiu, fazendo caminhos mais longos, que exigem mais esforço; não ter as demandas ajustadas e nem a confiança do líder; ou quando são novatos na função. Para os gestores, se tem alguém se esforçando muito no seu time, agradeça. Mas, não deixe de avaliar o que você pode fazer para que a demanda esteja mais adequada, exigindo menos esforço. Esse profissional pode estar precisando de mais capacitação, treinamento, mentoria e acompanhamento. Quanto mais o gestor prepara e melhora seus conhecimentos; gerencia o tempo e prioridades; desenvolve as pessoas à sua volta; delega, acompanha e gera autonomia no time, menos esforço será necessário, seu e das pessoas à sua volta. O mercado não paga esforço. Ou você consegue dizer para o seu cliente “o meu produto custa mais caro pois nós nos esforçamos mais”?. O mercado dá...

Soluções tecnológicas que serão realidade na educação corporativa em 2020

Entre as principais tendências estão plataformas de experiência de aprendizagem, micro e mobile learning, gamification e big data, aponta o DOT Digital Group. Plataformas de cursos que funcionam no modelo Netflix; conteúdos curtos e possíveis de serem acessados a qualquer hora e de qualquer lugar; aprendizagem por meio da mecânica de jogos e chatbots disponíveis 24 horas para tirar dúvidas. Essas soluções tecnológicas estão entre as principais tendências em educação corporativa para 2020, de acordo com Luiz Alberto Ferla, fundador e CEO do DOT digital group, empresa que tem 23 anos de expertise em educação digital. Em meio a um cenário de desafios na melhoria da qualificação e retenção de profissionais e no aumento da produtividade, a educação corporativa tem sido uma solução cada vez mais adotada pelas empresas, dos mais diversos portes. Algumas tecnologias têm se destacado nessas jornadas de aprendizagem, por aumentarem a efetividade desse investimento. “As tendências para o próximo ano apontam para grandes perspectivas do futuro da educação corporativa. As tecnologias dão autonomia para o colaborador criar a sua própria jornada de aprendizagem e possibilitam a adaptação dessa trilha às necessidades específicas de cada colaborador, mesmo quando uma mesma solução é compartilhada por muitos colaboradores da empresa”, ressalta Ferla. Confira as ferramentas que estarão em evidência em 2020 e como podem ser usadas para melhorar resultados. Plataformas de Experiência de Aprendizagem, as LXP O que é:  no melhor estilo Netflix, a plataforma faz recomendações de cursos orientadas por inteligência artificial e machine learning – levando em conta históricos de treinamento, perfil e interesses de cada colaborador. Dessa forma, a ferramenta possibilita à empresa personalizar a educação de seus funcionários....

Educação Corporativa 2020: por onde começar?

No estudo de tendências globais de gestão de pessoas da Deloitte e McKinsey, 86% dos entrevistados citaram que ter novas formas de aprendizagem é uma questão importante ou muito importante. Ainda nesta pesquisa, os líderes vinculam efetividade a novas abordagens de capacitação – metodologias e tecnologias educacionais – das competências que lhes são demandadas. Ouço diariamente profissionais que precisam disseminar conhecimentos estratégicos em suas empresas, desenvolver competências de seus times, compartilhar boas práticas para a sustentabilidade do negócio, e sempre sinto, pelas falas, que parece faltar muito pra começar, ou até mesmo nem sabem por onde começar. No fundo, a maioria de nós achamos que precisamos estar mais preparados: sentimos necessidade de estudar mais, experimentar metodologias diferentes, conhecer mais a fundo os desafios da organização e o próprio colaborador, ter mais recursos tecnológicos. Entendo que pra iniciar é importante conhecer o cenário e planejar. Mas, na mesma medida é fundamental criar uma atmosfera de aprendizagem que promova o encorajamento e permita errar e corrigir rápido – experimentar! Por isso, não tenha dúvidas: Comece! Separei três ações que vão te ajudar neste início: Revise o planejamento e os objetivos estratégicos da sua empresa. Reveja as necessidades e metas da sua área e entenda como a capacitação dos colaboradores poderá contribuir para alcança-las. Monte um pequeno grupo de trabalho e determine uma dinâmica de escuta para que as pessoas contribuam com o desenho das soluções. Isso será essencial pra estabelecer eficácia e adesão – segundo pesquisa da DRIG, 61% dos colaboradores entrevistados confessou que teria feito outro curso se pudesse tomar a decisão por conta própria. Com as necessidades mapeadas, você vai avançar: Quem...