Blog da Eduvir

A Sessão Vai Começar – FORD vs FERRARI

Vários filmes foram analisados desde novembro de 2015 quando iniciamos a coluna “A Sessão Vai Começar”. Portanto, começaremos o ano de 2020 com uma retrospectiva de pontos conversados ao longo destes anos com base no longa-metragem FORD vs FERRARI. No filme é possível vivenciar a adrenalina esperada do universo das corridas, como também as questões do mundo corporativo relativo ao comportamento humano. Baseado na história verídica do visionário designer de carros americanos, Carroll Shelby (Matt Damon), e do valente motorista britânico Ken Miles (Christian Bale). Juntos, combateram a interferência corporativa, as leis da física e seus próprios demônios pessoais para construir um revolucionário carro de corrida para Ford Motor Company. O objetivo era vencer a fatigante corrida conhecida como 24 horas de Le Mans e para isso Shelby recruta o melhor piloto e engenheiro de corrida Ken Miles (Christian Bale). Diversas questões que envolvem o mundo corporativo são nitidamente apresentadas ao longo do filme como: Características das Equipes de Alto Desempenho, Foco, Gerenciamento de Conflitos e Liderança. Em fevereiro de 2016, na sessão do filme “SPOTLIGHT – Segredos Revelados”, conversamos sobre o tema Equipes de Alto Desempenho por meio do conceito PERFORM, desenvolvido pelo especialista americano em Gestão e Liderança, Ken Blanchard.  Blanchard identificou sete características específicas em todas as Equipes de Alto Desempenho e criou o modelo PERFORM com o seguinte significado:   P – Purpos & Values (Objetivo e Valores)E – Empowerment (Delegação de Poderes)R – Relationship & Communication (Relações Interpessoais e Comunicação)F – Flexibility (Flexibilidade) O – Optimal Productivity (Produtividade)R – Recognition (Reconhecimento) M – Moral (Moral) A equipe de Carrol Shelby, que desenvolvera o carro vencedor das...

Dinossauros, Babyboomers ou Gerações X, Y e Z: qual é você?

Dinossauros, Babyboomers, gerações X, Y, Z, tantos rótulos, mas quem somos e como nos relacionamos no meio corporativo?! O mundo mudou, as pessoas, as empresas e com tudo isso, as relações e competências também. Mas será que todas essas mudanças estão acontecendo apenas devido ao avanço das novas tecnologias? E a sensação de robotização eminente das profissões? E o nosso anseio em demonstrarmos que somos capazes, são influenciadores desse processo? Reconhecidamente, a tecnologia exerce um papel fundamental para que estas mudanças aconteçam. Porém, o enfoque nesse momento de reflexão não são as tecnologias, mas o que temos feito e nos tornado com a justificativa de estarmos vivendo um novo mundo. Vale ressaltar a importância de estarmos inseridos em um ambiente de múltiplas visões nas organizações, e essas se mostram através das pessoas, suas experiências, conhecimentos e expectativas, o valor que é atrelado às conquistas passadas com o foco para o futuro, que será proporcionado por pessoas de diversas gerações trabalhando e construindo esse “novo fazer e saber”. Mas para que isso aconteça, na prática, será necessário um exercício diário através da forma como nos comunicamos e como percebemos o outro. Mas como estão essas relações entre diferentes gerações nas empresas? Em um estudo recente da ASTD Workforce Development, feito em parceria com a Vital Smarts, mostrou que dos 1.348 formulários distribuídos entre colaboradores de algumas empresas, um em cada três – 35,39% admite que sua empresa gasta pelo menos cinco horas de trabalho semanais em conflitos entre gerações – o que representa uma perda de produtividade em cerca de 12%. Outros 55,45% afirmam que as diferenças de ideias entre funcionários de idades diferentes...

Tempos de revisão – Para mudar o mundo

Nossos pensamentos comandam nossas ações, despertam nossos sentimentos e criam realidade. Essa frase soa como algo místico e esotérico, mas não é. Para que algum projeto se concretize, primeiro é preciso existir um pensamento. É na nossa mente, na forma de pensamentos que tudo começa e, se decidirmos ir em frente, seguiremos para o planejamento e para a execução. Entramos em fase de revisão. O mês de dezembro, por ser o último do ano, nos traz essa reflexão sobre o que planejamos fazer (em janeiro) e o que efetivamente fizemos durante o ano. E, nesse balanço, podemos decidir o que vamos buscar no próximo ano. Como a mudança começa em cada um de nós, e o que pensamos e falamos termina por nos definir, proponho desenvolver uma atenção para nossas palavras e pensamentos em 2020. Estava assistindo uma aula com Leila Ferreira (jornalista e escritora) sobre a arte de conviver e ela falava da necessidade de restaurar a gentileza em nossas vidas e sobre estarmos vivendo uma epidemia de falta de educação. Citou uma frase de P. M. Forni, professor e estudioso da civilidade (viver em sociedade), na qual ele afirma: “Achar que gentileza é algo supérfluo é miopia. Gentileza é qualidade de vida (…) ser mal-educado e autocentrado é suicídio social.” Estamos ocupados (fisicamente e virtualmente), e na maioria das vezes, não percebemos como pequenos atos de gentileza iluminam nossas vidas e as dos outros. Em um evento nos anos 1990, o facilitador perguntou como tratávamos os vigilantes que nos recebiam a cada manhã no trabalho. E eu me dei conta de que passava por eles como se...

A Sessão Vai Começar – A Maratona de Brittany

Ao sair do filme A MARATONA DE BRITTANY, passei por uma banca de jornal e vi a capa da revista Harvard Business Review de outubro com o seguinte título: “Coloque o Propósito no Centro da sua Estratégia”. Exatamente um dos temas abordados pelo filme que eu acabara de assistir! Baseado em fatos reais, o longa conta a história de Brittany, uma jovem de 27 anos que recebe de seu médico um diagnóstico preocupante por estar com excesso de peso. Brittany decide mudar esta situação começando a correr. O que ela não contava era que uma simples corrida no quarteirão a incentivaria para a Maratona de Nova York, mudando totalmente a sua vida. O longa foi um dos vencedores do Festival de Sundance de 2019. Um filme ganha um festival por várias razões, e talvez A MARATONA DE BRITTANY foi premiada pelo tema central está associado à importância de estabelecer um propósito e colocá-lo em prática. Isso é tratado no filme na esfera individual. Já o foco da matéria “Coloque o Propósito no Centro da sua Estratégia” é apresentado no âmbito organizacional. O estudo foi realizado por dois professores da IMD – International Institute for Management Development da Suíça Thomas Malnight e Ivy Buche e do professor Charles Dhanarj da Fox School of Buisness Temple University na Filadélfia. Eles observaram as empresas com alto crescimento, investigando a importância de três estratégias: criar novos mercados, atender amplamente as necessidades do stakeholders e reescrever as regras do jogo. Entretanto os pesquisadores se surpreenderam ao descobrir mais um fator não considerado anteriormente: o propósito. As empresas bem-sucedidas reconhecem o propósito como elemento-chave para...

Para um exame de consciência

Há tempos, venho observando que, ao terminar meus workshops, aulas ou ao final de uma reunião, restam uma quantidade de papéis, copos de plástico para água ou copinhos de café sobre as mesas. Às vezes, até as notas registradas por alguns. E, nesses momentos, eu me pergunto o que leva as pessoas a abandonarem seu “lixo”? Quais serão os pensamentos e as crenças que sustentam esse comportamento? Minha suposição para o fato, traz o contexto em que a sociedade brasileira foi criada. Uma sociedade que se estabeleceu em meio à escravatura, na qual, a sinhazinha ou sinhozinho possuíam (do verbo ter) mucamas e serviçais para lhe atender e cuidar de seu bem-estar. Passei a chamar esse comportamento de “mentalidade escravocrata”. E, se me expandir um pouco mais, percebo que, no tratamento de pessoas que prestam serviços, também essas atitudes se fazem presentes. Foi emblemático para mim observar que, na academia que eu frequentava, nas aulas de spinning, algumas pessoas, em vez de encherem suas próprias garrafinhas de água, entregavam-nas a uma senhora da limpeza para que ela as enchesse. Aguadeiros modernos. O artigo que me despertou para essas observações foi escrito por Roberto Damatta, publicado pela CNI / SENAI, a respeito da imagem do engenheiro na sociedade brasileira. Em uma parte do texto, diz o autor: “Mas, mesmo abolida, a escravidão está na raiz do sistema social brasileiro. Foi ela quem sustentou esse personalismo sem o qual não se entende a operação de nosso sistema político. Foi ela também quem sustentou a hierarquia que até hoje, doce ou autoritariamente, por favor ou ordem, comanda quem vai “pegar o copo...

A Transição na Mudança

A mudança está sempre presente na nossa vida. O que nem sempre nos damos conta é da transição que a acompanha. Segundo William Bridges, mudanças são eventos e situações, externos. Já as transições dizem respeito ao processo interno com o qual lidamos com as mudanças. Esse aspecto psicológico está relacionado às emoções e podemos nos deparar com o medo, a dúvida, a angústia, a incerteza. O que nos assusta não é a mudança em si, mas o que ela representa quando acontece. No momento da transição, a vulnerabilidade está presente, como quando estamos no centro da travessia de um túnel ou de uma passarela. Não temos mais a segurança de onde saímos e ainda não alcançamos a segurança do outro lado. Podemos considerar a transição como a passagem por um portal e para isso, precisamos estar abertos a entrar em contato com nossos sentimentos e refletir sobre o que aquela mudança está nos trazendo como desafio ou como oportunidade. Deixar ir para deixar vir. Marshall Rosenberg, idealizador da Comunicação não violenta, afirmava que existe uma conexão entre nossos sentimentos e as necessidades que possuímos. Por isso, na transição, quando muitos sentimentos surgem, é importante estarmos atentos(as) às nossas necessidades para que possamos identificá-las e passar pelas mudanças de forma suave e plena. E você, como tem vivido suas transições?   Imagem: gastoninaui para Pixabay  ...

Trabalhar de casa é para poucos níveis nas organizações

Desde que o formato de trabalho em home office foi formalizado pela reforma trabalhista, cresceu o número de empresas que oferecem essa possibilidade para funcionários. As companhias enxergam a prática como benefício para melhoria da qualidade de vida dos profissionais, como contribuição para facilitar o deslocamento em centros urbanos como São Paulo e para a redução de custos com o escritório. No entanto, a maioria ainda limita a prática a certas áreas e níveis da organização. Entre 2016 e 2018 cresceu em 22% o número de empresas que oferecem a possibilidade de o funcionário trabalhar de casa, segundo pesquisa da Sociedade Brasileira de Teletrabalho e Teleatividades (Sobratt). A reforma trabalhista incluiu o home office como modelo de trabalho no fim de 2017. Na pesquisa da Sobratt, que teve participação de 315 empresas, 45% das companhias oferecem a possibilidade de trabalhar em casa para os funcionários, e 15% estão avaliando ou planejando a implementação de programas de home office. Já 40% não usam a prática. Um quarto das empresas que permitem o trabalho remoto adotaram a prática há cerca de um ano. Na maioria das empresas que aderiram ao trabalho a distância, no entanto, não são todos os níveis e áreas que podem usar o benefício – enquanto 45% das companhias, por exemplo, permitem que executivos trabalhem de casa, cerca de um terço oferece o mesmo benefício para cargos de média gerência, como coordenadores, e para profissionais administrativos. Em 25% das empresas, todos os cargos estão elegíveis, enquanto em 23% a prática está disponível para todas as equipes administrativas, e não para os funcionários operacionais. Pela natureza do trabalho operacional...

Lifelong learning e o mundo corporativo

No meio organizacional, o conceito de lifelong learning se faz muito presente, incentivando profissionais a se especializarem ou se reciclarem para otimizar suas habilidades e os processos empresariais. Se tornou uma cultura essencial para os profissionais se aperfeiçoarem, acompanhando as mudanças dos mercados de trabalho e da inovação. Os gestores sabem que investir em treinamento para seus colaboradores, além de capacitá-los para desenvolverem as atividades dentro da empresa, os incentiva a um melhor desempenho e alcance de objetivos. Benefícios pessoais A educação é das maiores riquezas que um ser humano pode adquirir, e manter-se em constante atualização de conhecimentos, lhe traz progresso intelectual, moral e emocional. Uma pessoa que está sempre em busca de aperfeiçoamento, é valorizada não apenas no corporativo, mas em seu meio social. Seu esforço é reconhecido, e essa é uma forma positiva de atrair pessoas com esse mesmo dom. Indivíduos multidisciplinares, têm habilidades notórias, são mais criativos, resilientes e têm predisposição para ensinar e aprender, em uma construtiva troca de ideias mútua. São valorizados pelo amplo conhecimento e por serem abertos à diversidade. Pensando na saúde mental de pessoas com essa cultura, elas mantém o cérebro em movimento, melhoram a memória e o raciocínio. Além disso, o lado psicológico, ou emocional delas, também as mantém centradas e equilibradas. Fonte: Blog Laços...

Você sabe o que é Lifelong Learning?

Você sabe quem são os millennials? Este é o agrupamento de pessoas que presenciou a maior das revoluções da história, até o momento: a chegada da Internet. É chamada também de geração Y, e é representada pelas pessoas nascidas entre os anos 1980 e os anos 2000, ou seja, a faixa etária entre 19 e 39 anos. Essa parte da população mundial se desenvolveu ao mesmo tempo em que a tecnologia também se desenvolvia, ainda que tenham conhecido parte dos procedimentos de aprendizagem e de trabalhos bastante tradicionais, eles ficaram completamente inseridos na inovação. Seu crescimento durante a era tecnológica foi e é importantíssima para a transformação da humanidade. E psicologicamente falando, geralmente, eles são indivíduos com a mente mais aberta, aceitando com maior facilidade algumas diferenças, e parte dessa aceitação, veio da predisposição ao aprendizado mais empreendedor. O escritor Paulo Coelho disse certa vez que “conhecimento sem transformação não é sabedoria”. Podemos traduzir esta frase assim: o conhecimento só transforma as pessoas se junto, houver uma ação, e o que mais é visto como característica nas pessoas dessa geração é a prática, a experiência, algo extremamente valorizado para obter crescimento pessoal e profissional. E para isso é preciso se aperfeiçoar, estar constantemente em contato com a aprendizagem para evoluir e levar a evolução às outras pessoas. Conhecimento deve ser compartilhado pois só assim, há troca, e isso permite que a prosperidade chegue a todos. E o mais importante: toda essa vontade de aprender, não é sobre ter mais dinheiro, mais bens ou altos cargos em grandes companhias, é sobre se valorizar, abrir a mente, ter mais qualidade de vida...

A receita para melhorar a saúde de uma companhia

Quando Bill Schaninger entrou na McKinsey, em 2000, ele acabara de concluir um PhD em análise de mudança organizacional. Na consultoria, foi designado para tocar um projeto e entender por que certas empresas conseguem bons resultados no longo prazo, enquanto outras fracassam. Os estudos de Schaninger e de sua equipe levaram à criação do Índice de Saúde Organizacional – uma metodologia em nove dimensões e 37 práticas de gestão para avaliar como as empresas estão sendo lideradas e o nível de satisfação dos funcionários. “As pessoas respondem se estão felizes no trabalho e com seu chefe, mas será que estão mesmo? Queríamos trazer rigor científico para medir o que faz os funcionários satisfeitos e como os líderes conseguem motivá-los para o plano de execução estratégico do momento”, afirmou Schaninger, em entrevista ao Valor, durante passagem pelo Brasil. Sócio-sênior de prática organizacional da consultoria, ele esteve no país para divulgar a segunda edição do índice com empresas brasileiras. De forma geral, organizações saudáveis, segundo o índice, são aquelas que têm clareza na estratégia, definindo para onde as pessoas devem ir, prezando não apenas pelo desempenho financeiro, mas também pela agilidade e cultura. Ao levar o índice para 100 países e realizar 5 milhões de pesquisas com líderes e funcionários desde 2002, a McKinsey conseguiu montar um banco com mais de um bilhão de “data points”. Cruzando as informações a partir de análise avançada de dados, é possível capturar certas tendências, insights e novos aspectos envolvendo cultura organizacional. “O que vemos é que as organizações estão ficando ligeiramente mais saudáveis ao longo desses anos”, afirma Schaninger. Uma nuance que os dados...