A Sessão Vai Começar – Oscar 2019

A Sessão Vai Começar – Oscar 2019

Existem várias premiações importantes na arte cinematográfica como o Globo de Ouro (EUA), Urso de Ouro (Berlin), Palma de Ouro (Cannes), Leão de Ouro (Veneza), BAFTA (British Academy Film Awards) e é claro o Oscar.

No dia 24 de fevereiro vamos poder assistir o Oscar 2019. Este ano são oito filmes concorrendo para ganhar a estatueta de melhor filme.

Tive a oportunidade de ver os oito e nesta sessão vou pontuar alguns temas que podem ser observados no nosso cotidiano tanto na vida profissional como pessoal.

Nasce Uma Estrela – Coaching, Superação, Foco, Persistência

Jackson Maine (Bradley Cooper) é um cantor no auge da sua carreira conhece Ally (Lady Gaga), uma insegura cantora que ganha a vida trabalhando em um restaurante. Jackson se encanta por Ally e descobre que ela tem muito talento ao cantar. Decide acolhê-la debaixo de suas asas. Ally ascende ao estrelato, Jackson vive uma crise pessoal e profissional devido aos problemas com o álcool.

Vice – Estratégia, Tomada de decisão, Competição, Determinação, Ética                                                                                                                                                                                                                                                                                  

Narra a história da carreira política do Dick Cheney (Christian Bale) desde a época que se aproximou do Partido Republicano ao ver na política uma grande oportunidade de ascender de vida. Quando George W. Bush (Sam Rockwell) resolve se lançar candidato à presidência, Cheney é chamado para assumir o posto de vice-presidente. Ele aceita, mas com a condição de ter amplo poder em todas as esferas do governo.

Infiltrados na Klan – Preconceito, Tolerância, Criatividade, Conflito, Desafios

Em 1978, Ron Stallworth (John David Washington), um policial negro do Colorado, conseguiu se infiltrar na Ku Klux Klan local. Ele se comunicava com os outros membros do grupo através de telefonemas e cartas, quando precisava estar fisicamente presente enviava um outro policial branco no seu lugar. Depois de meses de investigação, Ron se tornou o líder da seita, sendo responsável por sabotar uma série de linchamentos e outros crimes de ódio orquestrados pelos racistas.

A Favorita – Conflitos, Poder, Negociação

Na Inglaterra do século XVIII, Sarah Churchill, a Duquesa de Marlborough (Rachel Weisz) exerce sua influência na corte como confidente, conselheira e amante secreta da Rainha Ana (Olivia Colman). Seu posto privilegiado, no entanto, é ameaçado pela chegada de Abigail (Emma Stone), nova criada que logo se torna a queridinha da majestade e agarra com unhas e dentes a oportunidade única.

Bohemian Rhapsody – Desafios, Persistência, Criatividade, Equipes

Freddie Mercury (Rami Malek) e seus companheiros Brian May (Gwilyn Lee), Roger Taylor (Ben Hardy) e John Deacon (Joseph Mazzello) mudam o mundo da música para sempre ao formar a banda Queen, durante a década de 1970. Porém, quando o estilo de vida extravagante de Mercury começa a sair do controle, a banda tem que enfrentar o desafio de conciliar a fama e o sucesso com suas vidas pessoais cada vez mais complicadas.

“Green Book” – O Guia – Preconceito, Diversidade, Tolerância, Relações Humanas, Superação de Obstáculos

Tony Lip (Viggo Mortensen), segurança da boate Copacabana em Nova York fica desempregado e é contratado como motorista do Dr. Don Shirley (Mahershala Ali), um pianista negro de classe alta que vai fazer uma turnê pelo sul dos Estados Unidos. Eles devem seguir o “Green Book” – O Guia pois a história se passas nos anos 60. O Guia indica estabelecimentos que eram seguros para os afro-americanos. Confrontados com o racismo e situações perigosas eles são forçados a deixar de lado as diferenças para sobreviver e prosperar nessa jornada.

Pantera Negra – Liderança, Conflitos, Ética, Valores, Inteligência Artificial

Pantera Negra é um filme de super-herói baseado no personagem da Marvel Comics. Após a morte do rei T’Chaka (John Kani), o príncipe T’Challa (Chadwick Boseman) retorna a Wakanda para a cerimônia de coroação. Nela são reunidas as cinco tribos que compõem o reino, sendo que uma delas, os Jabari, não apoia o atual governo. T’Challa logo recebe o apoio de Okoye, a chefe da guarda de Wakanda, da irmã Shur  que coordena a área tecnológica do reino, e também de Nakia (Lupita Nyong’o),  grande paixão do atual Pantera Negra. Juntos, eles estão à procura de Ulysses Klaue que roubou de Wakanda um punhado de vibranium um metal raro no mundo.

 

 

Roma – Diversidade, Conflitos, Reconhecimento

A história retrata a vida de Cleo (Yalitza Aparicio), empregada doméstica de uma família de um bairro de classe média da Cidade do México chamado Roma. Em uma declaração de amor às mulheres que o criaram, Cuarón o diretor se inspira na própria infância para traçar um retrato real e comovente dos conflitos domésticos e da hierarquia social durante as turbulências políticas dos anos 70.

Agora é só esperar para ver quem será o ganhador!

Até a próxima Sessão!

A Sessão Vai Começar – A Nossa Espera

A Sessão Vai Começar – A Nossa Espera

O filme “A Nossa Espera” narra a história de Olivier (Romain Duris) que é funcionário de uma fábrica onde ocupa o cargo de líder de equipe. Um dia, ele é surpreendido com o súbito desaparecimento de sua esposa, Laura. Sem saber o que aconteceu nem para onde ela foi, ele luta para alcançar um equilíbrio com seus filhos e no trabalho enquanto espera a volta de Laura.

No ano passado o Fórum Econômico Mundial divulgou as dez habilidades necessárias para os profissionais que desejam se destacar no mercado de trabalho devido ao impacto da Inteligência Artificial.

A Inteligência Emocional é uma dessas dez habilidades. Já nas primeiras cenas do filme conseguimos ver Olivier como um homem comprometido com a sua equipe. Ele luta por seus colaboradores contra a gestão de Agath, um dos gerentes de recursos humanos que quer somente atingir os seus objetivos. Observamos Oliver utilizando a Inteligência Emocional.

Daniel Goleman é um dos nomes mais famosos do mundo quando se trata de Inteligência Emocional. Seu trabalho em habilidades de Inteligência Emocional está ligado muito frequentemente à habilidades de liderança e administração. O modelo de Goleman, baseia-se em cinco fatores essenciais que determinam a Inteligência Emocional de um indivíduo:

Autoconsciência Emocional: que é muito semelhante à habilidade que diz respeito à consciência dos próprios sentimentos e abrange uma apreciação de como esses sentimentos podem afetar os que nos rodeiam.

Autorregulação: preocupa-se em administrar as próprias emoções e prever seus efeitos.

Motivação: abrange o continuar quando encontrar obstáculos.

Empatia: a capacidade de entender as emoções dos outros.

Habilidades Sociais: o conjunto de habilidades sociais de Inteligência Emocional que nos ajudam a gerenciar nossos relacionamentos interpessoais.

“No mundo atual, não basta ser inteligente, esperto e preparado para competir. É preciso ter calma e empatia e persistir diante das frustrações para conseguir viver bem no amor, ser feliz com a família e vencer no mercado de trabalho.”

Daniel Goleman

Se viram o filme vão observar quanto a frase do Daniel Goleman se aplica a história do “A Nossa Espera”.

Se ainda não viram, fica a dica!

A Sessão Vai Começar – O Primeiro Homem

A Sessão Vai Começar – O Primeiro Homem

O filme O Primeiro Homem (First Man) conta a admirável história da missão da Nasa (agência espacial norte-americana) de levar o homem à Lua, tendo como personagem central: Neil Armstrong, o primeiro astronauta que pisou em solo lunar. O filme explora o sacrifício de Armstrong e dos Estados Unidos para levar adiante uma das missões mais perigosas da História. Para o próprio Armstrong e, em consequencia, para sua família, essa caminhada foi repleta de dificuldades físicas e emocionais. Ele estava fazendo um trabalho, é claro, mas que poderia matá-lo. Ele sabia disso, sua família sabia disso, seus colegas astronautas também sabiam disso, mas apesar desse risco ele não desistiu.

Graças ao êxito da missão Apolo 11, o homem caminhou na Lua há 49 anos. Ao fim de oito dias, os três astronautas da Apolo 11 (os outros dois que participaram da histórica viagem foram Michael Collins e Edwin “Buzz” Aldrian) retornaram à Terra em segurança. Para que essa meta fosse cumprida podemos dizer que foi necessário provocar um conceito chamado de Positive Desruption (Ruptura Positiva).

A Positive Desruption pode ser vista de várias formas:

  • Desafiar o status quo, para se tornar mais produtivo ou proativo no mercado
  • Desconsiderar medos e pessimismo, para trazer uma visão ou um novo produto à indústria
  • Investir mais plenamente nos colaboradores, para revigorar a força vital da empresa

A Positive Disruption permite uma mudança cultural, pois altera a maneira como pensamos, o nosso comportamento e a forma como fazemos negócios. Essa nova postura transforma o impossível em realidade. Em 20 de julho de 1969, o astronauta Neil Armstrong caminhou na Lua. Sua primeira declaração foi: “Este é um pequeno passo para o homem, mas um salto gigantesco para a humanidade”. O professor da Harvard Business School e fundador da The Clayton Christensen Institute  Clayton Christensen, especialista em inovação, diz que uma Ruptura Positiva substitui tecnologias existentes, produtos e serviços por algo novo, mais eficiente e mais acessível. Logo, mais disponível para um maior número de pessoas.

Convido vocês a refletirem sobre as Rupturas Positivas que vocês já vivenciaram e quais foram os resultados.

O filme O Primeiro Homem é um forte candidato a concorrer ao Oscar 2019.

Na próxima sessão, faremos uma retrospectiva dos temas abordados em 2018.

A Sessão Vai Começar – Ponto Cego

A Sessão Vai Começar – Ponto Cego

Em várias outras sessões ressaltei que é possível reconhecer múltiplos temas dentro de um mesmo filme. Em Ponto Cego (Blindspotting) o diretor lança nosso olhar para questões que tangem a violência policial, a desigualdade social e a marginalização dos habitantes de uma determinada localidade que estão passando por um processo de gentrificação. Tudo isso é visto através dos personagens Collin e Miles – um negro e outro branco -, que são amigos de infância e também trabalham juntos numa empresa de mudanças. A questão é que Collin está a três dias de conquistar sua liberdade condicional e não quer entrar em nenhuma encrenca. Já Miles é inconsequente e impetuoso, o que pode comprometer a liberdade do amigo.

Na mesma semana em que vi esse filme participei de uma palestra ministrada por um professor de Filosofia sobre Os Sentidos Dos Afetos. E um dos módulos tinha como tema a Alegria pelo ponto de vista do filósofo do século XVII Baruch Espinoza.

Bem, a pergunta que coloco sobre o filme Ponto Cego é: como poderíamos relacionar esse tema à ideia de Alegria de Espinoza. Penso que nas relações interpessoais dos personagens Collin e Miles.

Segundo Espinoza, todo organismo vivo se esforça não só para se proteger, mas também para aumentar sua potência vital, ou seja, se aperfeiçoar. Esse esforço decorre de encontrarmos com outras pessoas as quais nos afetam e pelas quais somos afetados.

Nesses encontros, em que potencializamos nossas forças positivas, geramos a alegria e, consequentemente, uma ação positiva. Já nos encontros em que diminuímos a nossa vitalidade geramos tristeza e, consequentemente, uma reação negativa.

Em várias cenas do filme Ponto Cego é possível observar a filosofia de Espinoza, tanto nos encontros alegres como nos tristes. Quando os dois personagens estão trabalhando é possível perceber claramente os encontros nos quais uma ação positiva é potencializada, tornando o trabalho de ambos alegre e produtivo. E nas cenas em que Collin ou Miles tomam atitudes inapropriadas, tal como quando fomentam uma briga que torna o encontro inadequado, isso gera tristeza e, consequentemente, uma reação negativa.

É curioso refletir sobre quão importante profissionalmente e na nossa vida social, focarmos em encontros que potencializem o que temos de melhor, para gerarmos alegria e, portanto, uma ação positiva. Essa ação, com certeza, acionará uma força poderosa: a criatividade.

Podemos concluir que a alegria permanece como uma certeza e uma extraordinária possibilidade.

Até a próxima sessão.

 

 

 

 

A Sessão Vai Começar  – Escobar: A Traição

A Sessão Vai Começar – Escobar: A Traição

O filme “Escobar: A Traição” é narrado pelo ponto de vista de Virginia Vallejo, interpretada pela atriz Penélope Cruz. Virginia Vallejo foi a primeira jornalista a entrevistar Pablo Escobar, chefe do cartel de drogas de Medellín, na Colombia. Os dois se apaixonaram loucamente e mantiveram um relacionamento romântico e tempestuoso que durou por volta de cinco anos. Terminou em 1987, na véspera da guerra de Escobar com o cartel de Cali e o estado colombiano.

Ao terminar de ver o filme pensei sobre como somos naturalmente atraídos por boas histórias. Elas nos fazem refletir, nos inspiram, nos fazem rir e, algumas, nos fazem mudar. Dessa forma, nesta sessão, queria compartilhar com vocês sobre a ferramenta chamada “storytelling”.

Contamos histórias para vender nossas ideias, para persuadir as pessoas, para educar, para motivar as equipes. Logo, podemos dizer que é uma das formas de comunicação que pode gerar excelentes resultados. De acordo com Anna Sullins, gerente de Treinamento e Desenvolvimento do Biltmore Center for Professional Development, com sede na Carolina do Norte (EUA),“storytelling” pode desempenhar um papel fundamental no sucesso da organização quando usada de maneira estratégica. Ela gera um senso de urgência nos outros, criando uma visão compartilhada e inspirando aqueles ao nosso redor a agir. Uma história bem trabalhada pode levar as equipes a transformar o planejamento em execução. Contar histórias como uma estratégia de negócios gera uma vantagem competitiva.

Sugiro as seguintes perguntas para reflexão: Qual é a sua história? Como isso está sendo dito? Quem está alcançando? Como você pode aproveitar isso?

Cabe aqui lembrar uma frase do célebre produtor de cinema Dino de Laurentiis. Ele dizia:”O público quer ser atraído não pelos críticos, mas por uma grande história. Você deve entregar emoção ao público. E, quando digo emoção,quero dizer suspense, drama, amor”.

Até a próxima sessão!

 

A sessão vai começar – Missão Impossível – Efeito Fallout

A sessão vai começar – Missão Impossível – Efeito Fallout

O cinema é uma das artes que mais possuem gêneros. Osfilmes de ação e aventura, por exemplo,são caracterizados por cenas com mais imagens e movimentos do que com palavras e diálogos.Entretanto,essas categorias devem ser capazes de transmitir algo sobre a personalidade dos personagens e as circunstâncias em que se encontram.

Com esse olhar, achei interessante conversarmos sobre a personalidade de Ethan Hunt (Tom Cruise), o personagem protagonistade todos os filmes Missão Impossível, estabelecendo uma correlaçãocom aTeoria da Autodeterminação (Self Determination Theory), desenvolvida pelos PhDs Edward L. Deci e Richard M. Ryan, da Universidade de Rochester,em Nova Iorque (EUA).

A Teoria da Autodeterminação(SDT) propicia um amplo quadro para o estudo da motivação humana e personalidade.

De acordo com Ryan e Deci, aSDT realça a importância dos recursos próprios do ser humano e a relevância de satisfazertrês necessidades psicológicas básicas e inatas que são:

  • Necessidade de Competência – Refere-se à necessidade de ser eficaz e realizar as ações propostas.
  • Necessidade de Vínculo – Refere-se à necessidade de ter relacionamentos significativos.
  • Necessidade de Autonomia –Refere-se à necessidade de as pessoas viverem de acordo com os seus valores e podendo executar as suas atividades com liberdade.

De que forma a personalidade de Ethan Hunt estaria relacionada a essa teoria?

Necessidade de Competência -O protagonista dos filmes Missão Impossível exerce suas funções com extrema eficiência e sempre realiza as missões que lhe são propostas.

Necessidade de Vínculo – Ethan valoriza a equipe e tem vínculos fortes com ela. Neste último filme,Missão Impossível – Efeito Fallout, a missão inicialque lhe foi destinada falhou, pois Ethanoptou por salvar um membro da sua equipe, o personagem Lutero.

Necessidade de Autonomia -Ainda no filme, o diretor do IMF (Impossible Mission Force), Alan Hunley,dáplena liberdadede ação a Ethan. EEthan executa sua missão de acordo com os seus valores.

É importante ressaltar que essas três necessidades, num contexto cultural e social adequado,promovem engajamento e, por sua vez, melhor desempenho, persistência e criatividade. Forças encontradas em Ethan Hunt em todas as suas missões.

Portanto, essa teoria nos faz refletir sobre a importância de promover essas necessidades,pois elas vão gerar a sensação de bem-estar em nós.

Caso tenham interesse em conhecer mais sobre Self Determination Theory(Teoria da Autodeterminação), que compreende também cinco miniteorias complementares e integrativas, o livro sobre o tema pode ser encontrado (somente em inglês e por encomenda) na Amazon.com ou Livraria Cultura. Hoje, Richard Ryan é professor do Instituto de Psicologia Positiva e Educação da Universidade Católica Australiana, em Sydney, na Austrália. E Edward Deci, professor de Ciências Clínicas e Sociais em Psicologia da Universidade de Rochester, em Nova Iorque (EUA).  A título de curiosidade: Tom Cruise evita o uso de dublês na maioria das cenas. O ator, que recentemente completou 56 anos, em uma das sequências deMissão Impossível – Efeito Falloutquebrou o tornozelo,mas não parou a cena. Prosseguiumancando, mas firme no corpo de Ethan. Ao que parece o ator também é movido pela autodeterminação e seus pilares!

Até a próxima sessão!