O impacto do Novo Normal (pós-COVID) nos negócios sob a perspectiva do pensamento sistêmico

O impacto do Novo Normal (pós-COVID) nos negócios sob a perspectiva do pensamento sistêmico

Adoto o pensamento sistêmico como base para a reflexão sobre as organizações de hoje e do futuro. Como consultora, geralmente, opto por uma linguagem subjacente para contemplar os elementos que este tipo de pensamento traz a abordagens mais objetivas e ferramentais exigidas pela minha atuação em empresas tradicionais que precisam aprender a inovar.

Com a crise do coronavirus, a visão sistêmica tornou-se ainda mais relevante. De repente, sistemas antes eficientes baseados em tecnologias dominadas tornaram-se obsoletos em poucos dias. Em movimentos desesperados, alguns clientes que resistiam às soluções digitais passaram a adotá-las rapidamente, ainda que de forma pouco coordenada. Com um novo padrão de consumo, novas agendas de sobrevivência surgiram. Mesmo em um momento de urgência que exige ação rápida, a maioria das medidas empresariais parecem ou erradas ou inúteis. Perdidos, executivos começam a questionar o futuro, mas para isso, precisam buscar outros tipos de conhecimentos para pensarem em medidas mais duradouras, além das contingências.

Neste contexto, a mudança que pensadores e profissionais como eu já propagávamos (e que pareciam ainda especulativas por falta de exemplos mais próximos a cada setor da economia), passa a fazer sentido e se materializa para diversos empresários.

E como as empresas podem se preparar para este mundo novo que podemos vivenciar por uma janela aberta pela COVID-19? Este artigo tem o objetivo de responder esta pergunta conceitualmente a partir do pensamento sistêmico, em especial o elegante (e, portanto, simples) modelo delineado por Peter Senge.

Em seu modelo de iceberg, o autor explica que eventos acontecem em um sistema a partir de padrões de comportamentos que existem a partir de estruturas do próprio sistema e que são formadas por modelos mentais que formam a cultura. O modelo de Senge vai do macro ao micro, do sistema maior (econômico ou organizacional) até o indivíduo.

Com a COVID-19, as estruturas que sustentavam o nosso sistema econômico foram abaladas (pense nas milhares de pessoas que assistiram a live de quarentena da Sandy e Junior sem precisar da Rede Globo). Algumas, eliminadas (pense na quantidade de pessoas que não precisa mais de uma sala de aula para aprender).

Ao mesmo tempo — tanto como causa, quanto como consequência das próprias estruturas — os modelos mentais estão se alterando: indivíduos estão aprendendo novos valores e novas formas de relacionamento e mudando sua percepção de valor. Vozes que soavam baixo ganham coro, agora, por discutirem novos tipos de soluções e abordagens (pense nos grupos colaborativos que se formam durante a crise para solucionarem problemas sociais). Novas conexões se estabelecem trazendo novos aprendizados que terão continuidade no futuro: esta é a base do novo normal.

Mas este novo normal substituirá totalmente o nosso modelo de vida e de negócios anteriores? Acredito que ao responder a esta pergunta, muitas empresas irão errar. Tenho visto cenários de futuro elaborados pelas empresas ainda baseados em paradigmas do passado.

Em primeiro lugar, precisamos assumir que a crise não ‘vai passar’ simplesmente. Medicamentos e vacinas não são criados do dia para a noite, portanto, teremos estágios de evolução que irão da crise mais aguda atual, passando pela retomada parcial da ‘vida com o coronavirus ainda à espreita’ até chegarmos a um ponto no qual o vírus não será mais um risco importante. Isso pode levar de 1 a 2 anos, ou seja, tempo suficiente para mudar a percepção de várias pessoas sobre o nosso modelo de vida e sociedade.

A partir do início do período de transição algumas pessoas voltarão a consumir e a viver em moldes parecidos com os anteriores, mesmo com algumas novas práticas de uso de máscaras e álcool gel para ir ao trabalho ou ao shopping. Isso gerará a falsa impressão de que estaremos no caminho do mesmo padrão de consumo no qual estávamos antes da crise. Isso nos fará falhar em nossas análises.

Sugiro uma pista quando quiser saber se está no caminho correto: se, conforme a crise evoluir, você e sua empresa voltarem a operar com os mesmos processos e propostas de valor que propunham antes da COVID-19, provavelmente, estarão caminhando para o fracasso.

Como citei anteriormente, diversos modelos mentais vão mudar. Em todo o mundo, milhares de pessoas demitidas já despejam conhecimento e capacidades no mercado e, em breve, se tornarão concorrentes de seus antigos empregadores. Comunidades já se organizam de forma virtual e cooperativa para criarem soluções reais. Os conhecimentos de alto nível (científico, social e filosófico) antes pouco valorizados por Wall Streeters e Faria Limers já correm soltos e formam grupos que os propagam e que exigirão novas formas de relacionamento entre empresas e indivíduos.

O ano de 2020 deve ser o ano de maior aprendizado que algumas sociedades tiveram até hoje. Este conhecimento estará nas ruas, em cada funcionário e em cada cliente. É um conhecimento que aproxima as pessoas independentemente das classes sociais, ao mesmo tempo em que separa aquelas que não conseguirem aprender a pensar de forma responsável perante a sociedade e perante cada indivíduo.

Este modelo mental crescerá, desenvolverá novas culturas, novas tribos e potencializará novas estruturas. Algumas delas, inclusive, já existiam antes, mas com menor força, tais como grupos de colaboração para o trabalho (como já acontecia nas comunidades de aprendizado), para a inovação (como nos ecossistemas de startups) e até para a convivência no dia a dia (como comunidades de coexistência).

A partir desses movimentos, a inovação deverá ter mais frentes de origem e se acelerará, aumentando, portanto, a concorrência por profissionais e por mercados. Ao mesmo tempo, a transformação digital que se acelera com a crise ameaçará fortemente alguns modelos de negócios e postos de trabalho tradicionais e criará novas demandas profissionais. Cadeias produtivas serão totalmente revistas e as empresas terão que abraçar as mudanças ou morrer.

O fidigital (união de soluções em meios físico e digital) já é o novo normal. Uma nova “economia da saúde” surgirá trazendo oportunidades e ameaças a diversos setores. Caso não impacte o seu diretamente, você correrá o risco de ficar como o ‘sapo na panela’, sem perceber que o seu ambiente de negócios também já foi alterado. Acredite, chegará a sua vez.

Quando exatamente o seu setor será impactado? Não sei dizer. Na verdade, a previsão desta data não é importante. O que importa é saber que já há, hoje, empresas realizando esta virada. Use a lógica que as finanças corporativas nos ensinam: o valor de um negócio é dado pela expectativa futura de seu fluxo de caixa. E, quando se consegue quantificar a redução nas expectativas, pode ser tarde demais.

Certamente, você já ouviu tudo isso antes. Este discurso existe na Administração há vários anos, mas era de difícil materialização até agora. Profissionais e estudiosos de diversas áreas já explicaram partes — ou até a totalidade — desses movimentos de formas diversas. Será que você e sua empresa entenderão desta vez?

 

 

Escrito por

Renata Barcelos

Professora e pesquisadora nas áreas de estratégia e pensamento sistêmico. Professor and researcher: strategy & systems thinking. PhD in Business Administration.

 

Por que a cocriação é necessária para a inovação?

Por que a cocriação é necessária para a inovação?

Empresas podem investir em cocriação ao fechar parceria com diversos players no mercado para manter a competitividade durante a transformação digital.

A Indústria 4.0 exige alguns desafios: da mudança de cultura à adoção de tecnologias que vão gerar novos processos, produtos e serviços. No entanto, essa transformação digital demanda uma velocidade que muitas empresas não estão prontas. Por isso, a cocriação é essencial para a inovação.

O motivo é que muitas organizações da indústria não possuem uma área de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) para criar possíveis soluções e validá-las no ambiente corporativo. Ainda mais quando líderes esperam obter um retorno mais rápido dos investimentos feitos.

Somado a isso, dependendo do porte da empresa, gestores de TI e de negócios buscam desenvolver e fornecer soluções integradas de forma independente, econômica e eficaz. Porém, o cenário atual de pandemia indica que parcerias podem ir além dos modelos tradicionais de inovação.

Em outras palavras, ser uma empresa dentro da Indústria 4.0 demanda olhar para além dos processos internos. Essa inovação colaborativa, como destaca a consultoria Deloitte, é o que vai levar o negócio além das restrições orçamentárias, garantindo receitas e competitividade.

Por que a cocriação é importante na Indústria 4.0?

No mercado atual, cada vez menos organizações podem confiar exclusivamente em um processo interno de P&D para gerar inovação. Por isso, adotar e desenvolver um ecossistema de inovação cooperativa se torna crítico para gerar valor para todas as partes envolvidas.

Um exemplo é a Bosch. Para acelerar a inovação dentro da organização, além do setor de P&D, a multinacional alemã criou um ecossistema de startups, priorizando a criatividade dos colaboradores. Essa cocriação interna permitiu o desenvolvimento e adoção ágil de soluções nos processos.

Claro, este foi o modelo adotado pela Bosch para impulsionar a inovação. No entanto, isso não impede que a sua empresa procure parcerias com outras companhias ou startups de diversos mercados e para diferentes fins.

Quando você está aberto a fechar parcerias para inovar, algumas vantagens são bem perceptíveis. O primeiro deles é que os produtos e serviços vão ser centrados nos clientes (B2B ou B2C), gerando maior valor e menor risco de falhas.

Outros benefícios são:

  • Cronograma: cocriação fornece ciclos mais rápidos de desenvolvimento de produtos, resultando em menor tempo de execução do conceito até o lançamento no mercado.
  • Acessibilidade: a parceria vai te permitir acesso aos recursos da outra empresa para o desenvolvimento de novos produtos e serviços.
  • Reputação: inovação colaborativa vai permitir que o seu negócio entre em novos mercados que, sozinho, você encontraria dificuldades de penetração. Isso vai permitir atrair novos consumidores para a sua empresa.

Os desafios da inovação colaborativa

A transformação digital é uma jornada sem data prevista para acabar. No entanto, se você já deu esses primeiros passos, sabe bem que o tempo de ciclo das inovações tecnológicas tem diminuído cada vez mais.

Por isso, é essencial explorar novas maneiras de inovar, incluindo parcerias estratégicas, laboratórios de pesquisa e centros conjuntos de inovação. Até porque, atualmente, as empresas costumam ter várias alavancas que podem usar para apoiar o desenvolvimento de produtos.

É preciso pensar também que: em uma abordagem somente interna você terá maior controle do que é desenvolvido. Porém, isso vai exigir um maior esforço para manter uma vantagem competitiva, porque será necessário um time experiente e maior tempo para lançar a solução.

Quer saber mais sobre os outros desafios de cocriar para inovar?

  • Velocidade: desenvolver uma solução por conta própria vai exigir pesquisa e desenvolvimento internos, aumentando o tempo de entrega do projeto.
  • Talento: encontrar ou reter talentos qualificados para recursos emergentes pode aumentar ainda mais o gap de desenvolvimento de uma solução.
  • Investimento: sua empresa precisa lidar com investimentos em outras áreas. Então, como evitar uma restrição orçamentária?
  • Burocracia: processos tradicionais exigem aprovação em várias camadas. Isso dificulta uma toma de decisão mais ágil e na velocidade de entrega.

Com quem e como impulsionar a cocriação?

“O que meu parceiro deseja e como ele pode se beneficiar com a minha empresa?”. Talvez essa seja uma das perguntas que você deva fazer ao decidir investir na cocriação. O primeiro passo é identificar quais lacunas existem e que impedem a inovação no seu negócio.

Feito isso, é hora de identificar quem vai apoiar suas necessidades: clientes, fornecedores, concorrentes, instituições acadêmicas, agências governamentais, empresas privadas. Já viu como as opções para inovar são grandes?

Definido o parceiro, a colaboração para o desenvolvimento de uma solução pode ser resumida em três etapas:

  1. Descoberta: envolve a criação da estratégia de produto, pesquisa de inteligência de mercado, insights sobre consumidores e concorrência.
  2. Design: desenvolvimento e design do produto, da experiência do usuário, estudos sobre precificação e arquitetura e infraestrutura tecnológica da solução.
  3. Lançamento: definição da estratégia de lançamento, gerenciamento da solução, comercialização e marketing.

Embora a cocriação seja um multiplicador de forças para inovar em um ambiente da Indústria 4.0, a probabilidade de sucesso depende do ambiente certo.

Ou seja, questões como governança, monetização, cultura organizacional, infraestrutura devem estar alinhadas entre todos os players envolvidos na cocriação de produtos, soluções e serviços.

De fato, a pandemia do coronavírus acelerou a transformação digital em diversas empresas. Porém, inovar sozinho talvez não traga tantos benefícios assim. Por isso, apostar num ecossistema de parcerias pode manter o seu negócio competitivo no cenário atual.

Principais destaques desta matéria

  • Cocriação pode acelerar transformação digital nas empresas.
  • Inovação colaborativa permite o desenvolvimento e a adoção ágil de soluções.
  • Parceria com outros players do mercado é essencial durante a pandemia do coronavírus.

 

Fonte:https://mundomaistech.com.br/ti/transformacao-digital/por-que-a-cocriacao-e-necessaria-para-a-inovacao/

 

10 perguntas para manter o engajamento no Home Office

10 perguntas para manter o engajamento no Home Office

Muitas coisas quando trabalhamos em escritórios não precisam ser ditas ou perguntadas. Os líderes conseguem, por meio da observação, entender se um colaborador está com menos energia um dia,  se está satisfeito com o que está fazendo, se trabalha em sintonia com o time, etc. Os profissionais, por sua vez, estão a uma cadeira de distância do líder para tirar alguma dúvida, pedir direcionamentos ou fazer alguma queixa.

Quando o trabalho é remoto, tudo isso muda completamente. O time tem apenas alguns minutos por dia para conversar, verdadeiramente. Por isso, cada troca precisa ser poderosa e significativa. Para o líder, esse é o momento de perguntar tudo que, em escritórios, poderia ser apenas observado. Assim, consegue entender qual  a motivação, engajamento e desafios do profissional, para melhor ajudá-lo a evoluir.

Para além de perguntas sobre o trabalho em si, métricas e metas, deve-se olhar para a pessoa e seu relacionamento com o trabalho e os colegas — para times que costumavam atuar em escritórios e estão momentaneamente em home office isso é especialmente importante, uma vez que já estavam acostumados a essa atenção, mesmo que ela fosse implícita.

Separamos 10 perguntas que ajudam o líder a entender como estão os profissionais e construir conversas significativas, confira:

1 – Como você está? Como está sua disposição hoje?

Em um ambiente compartilhado de trabalho essas perguntas são feitas de forma corriqueira ou respondidas por meio da observação, mas em times remotos é importante fazê-las verbalmente, a fim de entender os desafios pessoais do colaborador.

2- Quais os desafios que está encarando? Qual foi tua principal conquista na última semana?

Acompanhar semanalmente essas respostas ajuda os líderes a entenderem quais dificuldades os colaboradores encontram na rotina de trabalho e como as superam, além de dar apoio para a resolução de problemas e incentivar que as conquistas sejam compartilhadas, por mais que pequenas.

3-  Como podemos melhorar nossa comunicação diária?

Uma call de poucos minutos todo o dia pode mais atrapalhar do que facilitar o trabalho, por conta de toda estrutura movida. Então como manter um canal de conversa aberto? Cada pessoa tem uma forma de comunicação, cabe ao líder entender  as preferências e usá-las a favor de um caminho mais fluído de comunicação.

4-  O que mais te motiva no trabalho hoje?

Ao entender qual projeto mais engaja o colaborador, o líder consegue traçar um perfil, sabendo como manejar futuras oportunidades.

5-  Em que gostaria de se desenvolver?

Ter um plano de carreira dentro da empresa é imprescindível para  engajar os profissionais. Entender para que lado cada um quer se desenvolver, portanto, ajuda o líder a apresentar as oportunidades possíveis e oferecer os desafios certos.

6 – Suas obrigações diárias estão claras?

As vezes os profissionais se concentram tanto em  uma parte do trabalho que acabam esquecendo que também são responsáveis por outros detalhes. Um alinhamento constante sobre isso é importante tanto para não ficarem coisas a se  fazer, quanto para o profissional não se sobrecarregar com atividades desnecessárias.

7- Você rende mais trabalhando em time ou individualmente?

Essa é uma pergunta que em um escritório poderia ser apenas uma observação. Mas como não tem como monitorar  o trabalho conjunto remotamente, ela deve ser feita para entender como funciona a performance do profissional e destinar a ele projetos adequados.

8- Qual conquista gostaria de compartilhar com a equipe?

O reconhecimento é muito importante em trabalhos remotos, isso porque ajuda a valorizar a atuação dos profissionais. Entender do que eles se orgulham e pontuar a conquista para equipe ajuda no engajamento.

9- Como acha que está a comunicação com outros líderes e com o time?

Entender como está o relacionamento dos profissionais com outros integrantes da equipe é essencial para evitar isolamento, mal entendidos e aprimorar o espírito de time.

10- Como organiza seus intervalos?

É muito comum que no trabalho remoto as pessoas pulem os intervalos e façam menos horas de almoço. Além de ser cansativo para o colaborador, isso diminui a produtividade do mesmo, essa pergunta, portanto, ajuda o profissional a entender a importância desses momentos.

Fonte: www.feedz.com.br

Como permanecer motivado e positivo?

Como permanecer motivado e positivo?

Você descreveria o isolamento como uma situação particularmente positiva e motivacional? Mais provável que não. Mas, para os professores, é tão importante quanto sempre permanecer positivo, manter-se motivado e continuar a brilhar em benefício de você e de seus alunos. Conversamos com o Dr. Andy Cope, professor qualificado, autor de best-sellers, acadêmico e … especialista em felicidade! Agora isso soa como um trabalho que o deixaria de bom humor. Quando se trata de manter o ânimo elevado durante a pandemia, ele é a pessoa que pede dicas … assim temos.

Nunca houve um momento mais apropriado para elevar a agenda de bem-estar e se concentrar em como você pode permanecer motivado e positivo. Quero espalhar uma alegria tão necessária durante esse período, então, aqui estão algumas das minhas felicidades favoritas de felicidade que você pode experimentar.

Dê a si mesmo um ABRAÇO

Um ABRAÇO é um objetivo incrivelmente grande e enorme; isso é algo que realmente te inspira quando se trata de ensinar. Um ABRAÇO é enorme. Estica você. Por favor, não aceite a mediocridade. Os ABRAÇOS também trabalham para seus alunos. Incentive-os a estabelecer metas desafiadoras. Faça com que eles visualizem como atingiram seus grandes objetivos e, em seguida, pergunte “o que você precisava fazer para que isso acontecesse?”.

Escreva uma lista dos 10 melhores momentos mais felizes da sua vida

Em tempos de escuridão, pode ser difícil lembrar de todos os momentos felizes. Tire um tempo do seu dia para escrever sua lista. A regra geral é que a felicidade vem de fazer coisas em vez de acumular coisas. Durante esse período, aproveite ao máximo o que você pode fazer e não se concentre no que não pode. Aproveite ao máximo esse tempo, concentre-se no que o faz feliz e faça mais!

Três coisas boas

No final de cada dia útil, gaste cinco minutos anotando três coisas que foram bem e por quê. Concentre-se neles e use-os para motivá-lo para a próxima semana.

Comprometer-se a fazer algum exercício

Não precisa ser muito extenuante. Todos os dias, tire algum tempo da tela e exercite-se por 20 minutos. Pode parecer uma tarefa na época, mas libera todos os tipos de grandes endorfinas que infundirão um brilho novo e o levarão a marcar esses dois ensaios finais.

Cuidado com o princípio 90/10

Isto afirma que 10% da sua felicidade depende das coisas que lhe acontecem, enquanto 90% impressionantes dependem de como você reage a esses eventos. Durante suas interações diárias com os alunos, reuniões com colegas e tempo gasto com os entes queridos, faça uma escolha consciente de ter uma atitude positiva.

Uma carta de gratidão

Este é o desafio final da felicidade. Pense em alguém que realmente ajudou e apoiou você durante esse período; pode ser um colega, um membro da família ou até um estudante. Escreva-lhes uma carta, de coração, que diga como eles são ótimos e quanto sua ajuda significou. Não basta enviá-lo por e-mail e permitir que eles leiam em sua própria cabeça. Leia para eles em voz alta.

Felicidade X Rabugice

Lembra do seu primeiro café na sala dos professores? Meu co-autor, Gavin, faz. Cheio de pessoas miseráveis, era! Até que uma pessoa decidiu brilhar.

Lembre-se, você é o ingrediente secreto. O bem-estar e a capacidade de brilhar são menos as suas circunstâncias no mundo ao seu redor e mais o que está acontecendo em sua própria mente. Mantenha-se positivo, reserve um tempo para sair do trabalho, aprender novas habilidades e se concentrar em si mesmo. Lembre-se de que o bloqueio não precisa significar um colapso.

Fique feliz!

Se você agora está inspirado a trazer mais felicidade à sua experiência de bloqueio, pode explorar ainda mais o bem-estar mental com a Dra. Radha Modgil.

 

Fonte: https://wordsonwonder.com/2019/07/26/andy-cope-happiness-doctor-71/

Andy Cope – Happiness Doctor (#71)
O Lado Bom do Trabalho

O Lado Bom do Trabalho

Estamos acostumados a pensar nos lados bons do trabalho puramente em termos de dinheiro e status e tendemos a esquecer os muitos outros benefícios que ele – mesmo que modesto – pode nos trazer. Conversamos com um grupo diversificado de pessoas em seus trabalhos, para extrair alguns benefícios independentes do ganho puramente material.

  1. Ajudar a Humanidade

Queremos ajudar os outros; um prazer básico do trabalho é a noção de que podemos melhorar a vida daqueles ao nosso redor. O mais surpreendente é o quanto pode ser gratificante tornar as coisas melhores para as outras pessoas. O termo “ajudar a humanidade” sugere que alguém pode estar envolvido com medicina avançada ou redução de dívidas, mas em uma lojinha em Birmingham, um jornaleiro está levando todo dia – de pequenas maneiras – ajuda a quem cruza seu caminho.

  1. Identidade

Saber que trabalho realizar é uma das perguntas mais difíceis que qualquer jovem precisa responder. Idealmente, o encaixe entre um trabalho e a personalidade da pessoa traz à tona a melhor versão de si mesma. O trabalho é um caminho para a identidade.

  1. Sociabilidade

O trabalho oferece uma estrutura onde podemos encontrar alguns dos melhores lados de outros seres humanos. O contato é limitado e o código de comportamento profissional estabelece que as exigências que fazemos uns aos outros são menos desafiadoras do que na vida pessoal. Em seu táxi, uma jovem liberiana experimenta uma libertação de algumas regras rígidas de sua sociedade.

  1. Controle

O mundo geralmente resiste a nosso desejo de impor nossa vontade sobre ele, mas, no trabalho, podemos nos tornar os mestres das coisas – em uma arena limitada. Em suas terras, um fazendeiro em Yorkshire exerce seu domínio benigno sobre os animais e a natureza.

  1. Um Eu Melhor

Idealmente, o trabalho nos convida a criar coisas que são um destilado de algumas de nossas melhores qualidades: nossa paciência, inteligência ou criatividade. Isso não precisa significar uma grande arte ou ciência. Em uma pequena loja em Accra, Gana, uma estilista põe o melhor de si nas roupas para suas clientes.

  1. Significado 

Um trabalho se torna significativo quando aumenta o prazer ou diminui a dor de outro ser humano. Um neurocirurgião do Texas reconhece o privilégio de ter um dos trabalhos mais significativos que existem.

Enquanto isso, na Mongólia, uma arquiteta se orgulha de ajudar sua sociedade a fazer a transição de uma vida nômade para uma fixa e urbana:

  1. Dignidade

Com um trabalho para chamar de nosso, podemos desfrutar de um pouco de dignidade. Podemos ser respeitados por nossa comunidade, conseguimos contribuir para a vida dos outros, temos uma função. Estas são algumas das satisfações na vida muito árdua de um padeiro de Mali – e de um pastor de gado em Camarões.

  1. Crescimento

É suportável trabalhar muito, desde que nossa inteligência esteja envolvida e nossas faculdades sejam exercitadas, desde que tenhamos a sensação de que estamos crescendo.

 

Fonte: Texto: The Book of Life

Consumidor que reflete antes da compra diminui impactos negativos na natureza

Consumidor que reflete antes da compra diminui impactos negativos na natureza

                As 6 Perguntas do Consumo Consciente, do Instituto Akatu, ajudam na reflexão antes,             durante e após o ato da compra

O consumidor tem um grande poder em mãos, embora nem sempre tenha consciência disso. Por meio de suas escolhas cotidianas, ele pode contribuir para reduzir os impactos negativos no meio ambiente, na economia, na sociedade e no seu próprio bem-estar.

Consumir apenas o suficiente possibilitará que haja recursos naturais para todos e para sempre. O planeta não consegue regenerar os seus recursos naturais na mesma velocidade de nossas demandas. Com o crescimento da população e dos níveis de consumo, o Banco Mundial estima que em 2050 serão necessárias quase três Terras para dar conta das demandas do nosso estilo atual de vida.

Por isso, o Instituto Akatu, no Dia do Meio Ambiente (5/6), divulga as 6 Perguntas do Consumo Consciente, que ajudam o consumidor a refletir antes e depois de fazer uma compra. Confira o material a seguir:

POR QUE COMPRAR? A prática do consumo consciente começa com a análise da necessidade do produto ou do serviço que se vai consumir. Por que comprar? Eu realmente preciso comprar ou estou sendo levado pelo impulso do momento? Preciso comprar mais ou já tenho o suficiente?

Somos bombardeados diariamente com propagandas e promoções, que nos induzem ao consumo. Mas é preciso pensar sobre o que motiva essa compra: uma real necessidade ou um desejo irracional? Antes de fazer a compra, pense se há alternativas a ela, como reaproveitar algo que já tenha em casa, fazer uma troca com alguém, pegar um item emprestado ou reformar algo que você já tem.

Também é bom lembrar que essa pergunta se aplica tanto aos bens duráveis quanto aos não duráveis, como alimentos. É muito comum encontrarmos um alimento em promoção ou com uma ótima aparência e nos sentirmos tentados a comprá-lo, mesmo que não tenhamos certeza sobre quando vamos consumi-lo. Por isso, antes de ir à feira ou ao mercado, é indispensável fazer um planejamento do cardápio da semana e dar uma boa checada no que sobrou na geladeira e na despensa.

Vale a pena ir mais fundo e refletir sobre o que realmente importa na sua vida: muitas vezes, dedicamos tempo para fazer um trabalho extra porque buscamos ter recursos para alguma compra, mas é bom pensar se o que precisamos mesmo não é de mais proximidade com a família e os amigos, de tempo livre para praticar nossos hobbies. Se você deixou de fazer uma compra por impulso ou impensada por ter se feito essa primeira pergunta, parabéns! Economizou seu tempo, seu dinheiro e evitou os impactos negativos da fabricação do produto como a produção de resíduos e a emissão de gases poluentes na extração e transporte de recursos naturais.

Se você refletiu sobre a necessidade de adquirir um produto, estudou as alternativas e resolveu mesmo fazer a compra, vá para a próxima pergunta.

O QUE COMPRAR? Consciente da necessidade de comprar um produto, é hora de fazer uma boa definição das características desejadas. Pense sobre quais as especificações e funcionalidades que você realmente precisa no produto para atender à sua necessidade, evitando ser atraído por elementos que não serão úteis no uso que você fará do produto.

É importante levar em consideração critérios como a qualidade, a durabilidade e a segurança do produto, além do seu preço. Não se deixe levar por modismos, prefira um produto mais durável, que será útil por mais tempo e que permitirá levar mais tempo para que uma nova compra venha a ser necessária no futuro.

Além disso, para fazer a escolha, considere não só o produto em si, mas também a embalagem dele. A embalagem deve ser usada para proteger e transportar o produto com segurança, ou para dar mais durabilidade, tipicamente, a um produto alimentar. No entanto, em alguns casos, existem embalagens em excesso que não têm nenhuma funcionalidade, terminando por se acumular nos lixões.

E não se esqueça de avaliar os impactos associados ao produto ao fazer a seleção entre as opções existentes (o que ocorre na próxima pergunta).

COMO COMPRAR? É hora de pensar sobre as formas de pagamento e sobre a logística dessa compra.

Vai comprar à vista ou a prazo? Muitas vezes, são oferecidos descontos se a compra for feita à vista – aproveite isso, se for possível. É importante estar seguro de poder pagar as prestações em dia, sem que isso venha a sacrificar o atendimento de outras necessidades, caso resolva parcelar.

Se não for possível comprar à vista e for comprar parcelado, é importante analisar não só o tamanho da prestação e se ela cabe no seu bolso, mas também olhar as taxas de juros do crediário, do cartão de crédito ou do cheque especial.

Vale a pena gastar esse dinheiro nesta compra mesmo? Avaliar o custo/benefício do que vai comprar também é importante. Não se esqueça que o dinheiro é um fruto do seu trabalho e, portanto, do uso de seu tempo.

Outra decisão importante: comprar de uma loja física ou pela internet? As compras pela internet podem oferecer preços mais interessantes, mas é importante que você esteja seguro de que o produto é realmente o que você precisa e considere o preço do frete no total do valor da compra, além do tempo de entrega.

Também é importante pensar sobre a logística da compra. Como ir até a loja e como trazer as mercadorias compradas? Caso vá carregar vários itens pequenos, não se esqueça de levar uma sacola ou caixa, para dispensar as descartáveis. Vai trazer as mercadorias de carro? Carro emite gás carbônico, principal responsável pelo aquecimento global. Por isso, se possível, escolha um lugar para comprar que seja próximo a você ou que seja próximo do seu trajeto rotineiro, assim conseguirá ir a pé ou de bicicleta.

DE QUEM COMPRAR? Nem sempre é fácil para o consumidor, mas, na medida do possível, é importante buscar informações sobre o fabricante e o varejista que estão fabricando e vendendo produtos com as características do que você vai comprar.

Sempre que puder, acompanhe notícias de fontes confiáveis e tente descobrir informações sobre a produção: se há cuidado no uso dos recursos naturais, se os funcionários são bem tratados, se há respeito à comunidade local, se há preocupação com a conservação do meio ambiente. Desta forma, o consumidor mostra que seu poder de compra permite valorizar as empresas que cuidam melhor da sociedade e do meio ambiente.

Uma vez conhecidas as características das empresas, para decidir de qual comprar avalie também os critérios como a qualidade, a durabilidade e a segurança dos seus produtos, além do seu preço.

A ideia não é chegar a um veredito absoluto sobre qual a empresa que produz o melhor produto, mas levar em consideração os impactos de sua produção, uso e descarte, na medida do possível, antes de definir de quem comprar (o que é possível quando não se compra por impulso), tirando dúvidas e fazendo uma compra mais consciente. Caso uma empresa tenha seus produtos certificados e apresente um selo social ou ambiental representando tal certificação, fica mais fácil identificar seu melhor impacto, ao menos em alguns aspectos importantes. Há uma série de selos no mercado, alguns deles representando a certificação pela qual passou o produto e, em outros casos, representando apenas uma autodeclaração da própria empresa com relação a uma ou mais características do produto. Existem, por exemplo, certificações de orgânicos (produzidos sem agrotóxicos), certificações relativas à “justiça social” na cadeia de produção, ou certificações referentes ao bem-estar animal, entre outros.

Ao mesmo tempo, dizer não aos produtos contrabandeados ou piratas significa dizer não às empresas que adotam essa prática e, nesse sentido, faz parte desta etapa de escolha da empresa da qual comprar, evitando estar associado ao crime ou práticas que vão contra a legislação do país além de, geralmente, terem produtos de qualidade inferior. Neste caso, vale a frase: “o barato pode sair caro”.

E não se esqueça de verificar se a empresa tem uma boa reputação no atendimento ao consumidor. Faça uma pesquisa para saber se há muitas reclamações de pessoas que consumiram o produto ou o serviço. Informe-se também sobre a assistência técnica ou os serviços de atendimento, para que você seja atendido com eficiência caso tenha algum problema após a compra.

COMO USAR? O consumo consciente não termina quando você faz o pagamento. Quando você leva o produto para casa, é preciso dar uma vida longa a ele. Para isso, é preciso que ele seja bem cuidado, guardado, manipulado e usado, de forma a não ser danificado.

É um grande desafio estender ao máximo a vida útil do que compramos. Devemos aproveitar bem o produto comprado, evitando dessa forma a necessidade de uma nova compra em curto período e os impactos associados à fabricação, ao transporte e ao descarte de produtos.

Caso se trate de um alimento, por exemplo, é preciso que ele seja guardado ou refrigerado em um local onde não estrague rapidamente, seguindo as instruções da embalagem, caso existam. Organização é importante para que este alimento fique visível e não seja esquecido no fundo da geladeira ou despensa. Antes que um alimento estrague, tente transferi-lo ao congelador – ou faça uma doação para quem tiver disposição de consumi-lo rapidamente. Com frutas que estejam maduras, por exemplo, é possível preparar geleias que vão durar mais tempo. Congeladas, elas servirão para fazer caldas ou sucos no futuro. Já as sobras, os talos e cascas de frutas e vegetais podem ser utilizados em outras receitas, evitando o desperdício.

Se o produto for uma roupa, é preciso que o consumidor conheça o jeito certo de fazer a lavagem e secagem da peça, para que ela seja preservada. Também é fundamental que o guarda-roupas esteja arrumado para que a peça seja bem utilizada e não fique deformada. Furou, rasgou ou desbotou? Trate de buscar uma solução. Com criatividade você prolongará a vida útil da peça de roupa, economizará recursos e dinheiro.

No caso dos eletrônicos, é importante que eles não fiquem ligados desnecessariamente. Conheça suas funções para que não haja desperdício de energia. No caso das máquinas de lavar roupa ou louça, por exemplo, busque usá-las na capacidade máxima, para que a água não seja desperdiçada.

COMO DESCARTAR? Lembre-se: aquilo que não tem mais utilidade para você pode ser interessante para outra pessoa. Por isso, avalie antes de descartar qualquer produto. Caixas e embalagens podem ter outra utilidade, roupas antigas podem ser adaptadas, móveis reformados e eletrodomésticos consertados, além de poderem ser doados ou trocados.

Quando realmente o produto tiver sido explorado ao máximo, é preciso fazer um descarte adequado, reduzindo ao máximo os impactos negativos na sociedade e no meio ambiente. Primeiro, considere encaminhá-lo para a reciclagem. Alguns materiais podem ser reciclados, o que traz uma economia de água, de energia e de outros recursos em relação à sua produção a partir da matéria-prima virgem. O resíduo orgânico pode ser compostado, gerando adubo que pode ser doado ou usado no seu próprio jardim.

Não se esqueça de que há produtos que exigem descarte especial para que não haja contaminação da água e do solo, como pilhas, lixo eletrônico e lâmpadas. Procure o posto de coleta mais próximo da sua casa.

E recorde-se de que não existe “jogar fora”: o “fora” é “dentro” do nosso próprio planeta, onde todos vivemos. Ao fazer essas perguntas antes de uma compra, você fará parte de um movimento transformador. Mesmo seus pequenos atos de consumo, se forem repetidos por um longo período de tempo, têm um forte impacto. Por isso, faça a diferença e seja um exemplo para as outras pessoas!

Compartilhe as 6 Perguntas do Consumo Consciente para multiplicar essa prática positiva entre os seus amigos.

Fonte: https://www.akatu.org.br/noticia/dia-do-meio-ambiente-consumidor-que-reflete-antes-da-compra-diminui-impactos-negativos-na-natureza/