Pandemia e Inovação

Pandemia e Inovação

Empresas com agilidade e maleabilidade para se adaptarem terão mais chances de resistir

As imagens da reabertura de bares e restaurantes no Rio causou enorme comoção na mídia. Apesar dos estabelecimentos estarem seguindo as regras de flexibilização da Prefeitura, os clientes, muitos sem a máscara obrigatória por lei, acabaram se aglomerando na rua. Este momento de volta à normalização da vida será um exercício de adaptação para todas as pessoas. Isso inclui também os empresários. Além de bares e restaurantes, escolas, clubes, cinemas, teatros, estádios de futebol e todas as demais atividades que tem em sua essência a aglomeração de pessoas estão estudando formas inovadoras de retomarem suas atividades.

Pesquisa da Fundação Dom Cabral (FDC) e da Associação Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento das Empresas Inovadoras (ANPEI), realizada em abril, ouviu 108 empresários sobre a pandemia e inovação. Enquanto alguns setores paralisaram projetos, outras áreas, como tecnologia e saúde, adotaram novas soluções tecnológicas de forma rápida. Apesar da crise financeira, mais da metade das empresas planejam estratégias de novos negócios, produtos e processos para o médio e longo prazos.

Para fazer face a este momento de crise, as empresas devem oferecer soluções de valor real para o cliente. Nós na Med-Rio nos antecipamos e praticamos um protocolo de acordo com os mais rigorosos padrões. Isso inclui medição da temperatura de clientes e funcionários, horários flexíveis de atendimento, além de todos os cuidados sanitários cabíveis. Além disso, estamos nos preparando para, num curto prazo, não usarmos mais papel, tornando a clínica totalmente digital, em respeito à sustentabilidade e ao meio ambiente.

Toda crise é também uma oportunidade. É hora de transformar oportunidade em investimento concreto. As empresas que tiverem mais agilidade e maleabilidade para se adaptarem terão mais chances de resistir e atravessar a atual fase. Isso será fundamental para a retomada da saúde da economia. E quanto a saúde da população, é hora de retomar a qualidade de vida. Muita gente se tornou sedentária, ganhou peso e dormiu mal. O momento é de buscar prevenção e retomar a realização de exames periódicos.

 

Fonte:

Áreas como tecnologia e saúde contaram com soluções inovadoras para enfrentar a pandemia. Pixabay/Divulgação

Leia mais em: https://vejario.abril.com.br/blog/gilberto-ururahy/pandemia-e-inovacao/

É hora de colocar vida na saúde das pessoas

É hora de colocar vida na saúde das pessoas

Há seis meses o mundo acompanha os impactos da pandemia. De lá pra cá, o vírus se tornou uma constante em nossas vidas. Nos ensina a cada dia e também gera dúvidas.

Desde então, tenho estudado bastante sobre a pandemia, participado de lives, publicado artigos e interagido com colegas médicos, brasileiros e estrangeiros. Divido aqui algumas das minhas constatações e dúvidas.

A Covid-19, doença provocada pelo novo coronavírus- Sars-CoV-2 , é uma doença nova. Existem outros tipos de coronavírus que infectam o ser humano, sendo que alguns são antigos, sazonais e benignos. Estudos recentemente publicados demonstram que a maioria da população mundial é portadora de anticorpos contra esses coronavírus “benignos”. Assim, por ter imunidade à eles, não estaria desenvolvendo a  imunidade cruzada e protegida contra a Covid-19? Os idosos possuem mínimas dosagens desses anticorpos, isso explicaria a maior vulnerabilidade dessa faixa etária?

Afinal, teremos a imunidade de rebanho ou imunidade cruzada para a Covid-19? Neste momento, algumas vacinas estão sendo desenvolvidas em todo o mundo, das quais poucas estão sendo testadas em seres humanos. Qual a estratégia de utilização dessa vacina em escala mundial? Serão utilizadas para os idosos, população mais vulnerável? Quais países terão prioridade no acesso à vacina? E os assintomáticos, que representam a maioria dos casos, continuarão presos em suas casas? Por quanto tempo? São transmissores do vírus? Precisarão usar máscaras?

Muitas famílias perderam entes queridos. Claro que toda morte nos entristece, gera sofrimento e traz medo. Os números apresentados abaixo são absolutos, o que nos permitem entender um pouco da pandemia atual.

A curva pandêmica atingiu seu pico em nossa cidade? Os hospitais privados e públicos estão se esvaziando. Os de campanha, pouquíssimos foram utilizados. Desde o início da pandemia, o Rio teve pouco mais de oito mil mortes. Dividindo por 120 dias de pandemia, chega-se a menos de 67 mortes por dia. Este número é inferior às mortes com causa violentas e os óbitos por doenças cardiovasculares e câncer. No mesmo período, mais de 6 mil pessoas morreram em casa, por medo de se deslocarem para hospitais, clínicas e consultórios. Pelo menos 50 mil brasileiros deixaram de ter o diagnóstico precoce do câncer e 10 mil cirurgias eletivas não foram realizadas no Rio, durante a pandemia. E não ouvimos menções no cotidiano às doenças infectocontagiosas. Milhares de mortes geradas no Brasil por tuberculose, malária, dengue, AIDS e tantas outras doenças foram esquecidas.

O que dizer sobre o tempo e a energia dispendidas em discussões políticas sobre uso ou não de hidroxicloroquina ou outra droga no tratamento da Covid-19? Esta decisão cabe ao médico e ao paciente, relação sagrada na Medicina. Se ambos, em comum acordo, optam por um tratamento, não há o que questionar. Toda discussão paralela se torna estéril.

Hoje sabemos que os parâmetros que fazem diferença nessa pandemia são a idade e as comorbidades (doenças crônicas). O país com mais casos de mortes é justamente os Estados Unidos, populoso em idosos e em pacientes obesos, diabéticos, cardíacos e portadores de doenças respiratórias. Em contraposição, o Japão, também rico em idosos porém com baixo índice de comorbidades, teve poucas mortes. Se olharmos a África, o continente mais pobre, o índice de morte por Covid-19 é muito pequeno. Será porque lá a expectativa de vida da população é baixa?

Quando tudo isso passar, não terá a OMS que explicar a razão de ter gerado tanto pânico, medo e incertezas? Atendendo ao seu posicionamento alarmista, o que se viu foi uma reação em cadeia: escolas e empresas fechadas, a população mantida em casa por três meses ou mais (a maioria absoluta de assintomáticos), milhares de infartos do miocárdio, AVCs e outras doenças graves sem atendimento por relutância dos pacientes em procurarem os hospitais, além do comprometimento da saúde mental de milhares de pessoas. Parece até que a Covid-19 se tornou a única doença do planeta.

Nos resta aguardar o balanço final da pandemia para entendermos o verdadeiro papel exercido pela OMS durante esses meses. Não seria mais prudente se a OMS tivesse se concentrado em usar toda a informação de que dispõe para proteger os grupos de risco? Não teria prestado melhor serviço à população de idosos, respeitando-os, sem transformá-los em potenciais cadáveres?

As pessoas estão esgotadas, sufocadas, tensas e não suportam mais tanta informação desencontrada, dúbia, em relação à todos os aspectos dessa pandemia.

As manifestações gigantescas contra o racismo em solo americano, tacitamente, colocaram em cheque todo o isolamento preconizado pela OMS. Na Europa, em várias cidades, de muitos países, as manifestações contra o isolamento se multiplicam. A França acelera em todos os sentidos o término da quarentena e busca a volta à normalidade.

Hoje, recebemos um vídeo de amigos, feito na hora do almoço, em Paris. Tempo bom, os parisienses flanam em sua cidade, os restaurantes estão cheios, as pessoas alegres, sorridentes e sem máscaras.

A humanização retoma, a socialização se fortalece, a alegria tal qual a primavera, floresce e a vida se impõe!

É chegado o momento de se colocar vida na saúde das pessoas.

 

Fontes: Hoje sabemos que os parâmetros que fazem diferença nessa pandemia são a idade e as doenças crônicas. Pixabay/Reprodução

https://vejario.abril.com.br/blog/gilberto-ururahy/e-hora-de-colocar-vida-na-saude-das-pessoas/

Liderando durante a Pandemia

Liderando durante a Pandemia

A crise causada pelo Corona Vírus trouxe enormes desafios para as lideranças. É fácil entender porque tantos gestores deixaram de tomar uma ação decisiva e utilizar uma comunicação honesta com sua equipe.

Adam Silver, comissário da “National Basketball Association” (NBA), em 11 de março decidiu suspender a temporada de basquete. Essa decisão foi tomada num momento de grande incerteza, pois coincidentemente, nesta data, a Organização Mundial da Saúde estabeleceu formalmente o Corona Vírus como pandemia.

O olhar da primeira ministra da Nova Zelândia, Jacinda Ardern, colocou a população no estágio 2 de isolamento quando havia no país apenas 52 casos confirmados. Ardern comunicou o isolamento de forma clara, honesta e com compaixão, conscientizando as pessoas da necessidade desta decisão.

Analisando as determinações de Silver e Ardern, levantamos 5 atitudes importantes para a liderança durante a pandemia:

 

  1. AGIR COM RAPIDEZ

Desperdiçar tempo na esperança de encontrar clareza na situação, face a uma pandemia com taxa de crescimento exponencial não é aconselhável. Agir com rapidez significa tomar decisões, mesmo sem estar a par de todas as informações necessárias. 

 

  1. COMUNICAR COM TRANSPARÊNCIA

Dar notícias degradáveis é uma tarefa ingrata. A transparência na comunicação significa fornecer descrições honestas e precisas da realidade, sendo o mais claro possível sobre o que está ocorrendo e o que se pode antecipar. É crucial transmitir a mensagem de uma maneira que as pessoas possam entender. Entretanto, a comunicação não pode ser totalmente desprovida de esperança. Em algum momento, nesta comunicação, deve haver uma visão otimista do futuro, para a qual as pessoas possam direcionar suas energias.

 

  1. RESPONDER PRODUTIVAMENTE AOS ERROS

Devido à novidade e complexidade da pandemia, problemas surgem independentemente de quão eficaz é a atuação do líder. A forma como os líderes respondem às situações e desafios inesperados é tão importante quanto a maneira de lidar com a crise. Quem lidera não pode ficar na defensiva ou culpar alguém quando erros são cometidos. Em vez disso, deve manter o foco para continuar resolvendo os próximos desafios.

 

  1. ESTAR SEMPRE ATUALIZADO

Um equívoco muito comum na questão da liderança é que um líder deve ser firme e implacável para manter o rumo. Certamente, a firmeza é necessária nesses tempos. Assim, dada a novidade e a rápida evolução da pandemia, é errado pensar que o trabalho do líder seja estabelecer um rumo e cumpri-lo. Os líderes devem estar constantemente atualizados observando as probabilidades, usando estratégias para obter novas informações e aprender rapidamente à medida que os eventos se desenrolam.

Fazer isso significa contar com consultores especializados e buscar opiniões diversas. Encontrar e alavancar as pessoas certas para a resolução dos problemas faz parte do desafio da organização. 

 

  1. CRIAR SIGNIFICADO

Liderar numa crise significa disponibilizar-se para sentir como o outro sente. Caberá aos líderes se colocarem no sofrimento do outro, ter empatia e pensar com inteligência emocional, para depois traçar um caminho para todos.

 

Fonte: Trechos traduzidos do texto “What Good Leaderships Look like during This Pandemic” Michaela J. Kerrissey and Amy C. Edmondson, Harvard Business Review, 2020.

Como a Covid-19 chegará ao fim?

Como a Covid-19 chegará ao fim?

O coronavírus estará fadado a ocupar o seu lugar na longa lista de pandemias superadas

pela humanidade ao longo da História.

O jornal americano The New York Times trouxe uma discussão interessante em edição recente: quando as pandemias chegam ao fim? Segundo historiadores e estudiosos, elas costumam acabar de duas formas: ou quando a enfermidade é derrotada por uma cura ou quando a população se cansa de temer a doença e passa a conviver com ela.

“Quando as pessoas perguntam ‘quando isto terminará?’, elas estão se referindo ao fim social”, afirmou o historiador de Medicina Jeremy Greene. Allan Brandt, historiador da Universidade de Harvard, endossa o discurso. “Muitas perguntas sobre o fim da epidemia são determinadas por processos sociopolíticos”, declarou.

Susan Murray, do Royal College of Surgeons de Dublin, em artigo para o prestigiado The New England Journal of Medicine, relembra do temor dos irlandeses diante dos casos de ebola no continente africano em 2014, apesar de nenhum caso ter sido registrado na Irlanda. “Se não estamos preparados para lutar contra o medo e a ignorância de modo tão ativo e racional como combatemos qualquer outro vírus, é possível que o medo cause danos terríveis a pessoa vulneráveis”, sentenciou.

Especialistas listam epidemias que atravessaram a História, como a Praga de Justiniano no século VI, a medieval no século XIV, a Gripe Espanhola no século XIX e a H1N1, mais recentemente, no século XXI, para especular se a desistência social não pode ser um dos caminhos que levará a Covid-19 ao fim, já que uma vacina não está prevista para menos de um ano.

Até lá, mais gente estará imune, a ampliação de “bolhas” de convívio se tornará uma realidade em mais lugares, como já é na Noruega, por exemplo. A abertura gradual de serviços encorajará a população a retomar suas atividades, cada vez com menos medo. É importante salientar que o vírus, sem pedir licença, está invadindo nossas residências e conduzindo inúmeros idosos aos hospitais, além de provocar alterações mentais em uma grande parcela da população. Aos poucos, as peças se encaixarão novamente e o coronavírus estará fadado a ocupar o seu lugar na longa lista de pandemias superadas pela humanidade ao longo da História.

 

Imagem: Uma das formas que as pandemias chegam ao fim é quando a população se cansa e passa a conviver com a doença. Pixabay/Reprodução

Fonte: Veja Rio on-line https://vejario.abril.com.br/blog/gilberto-ururahy/como-a-covid-19-chegara-ao-fim/

Na situação atual, como podemos apoiar os trabalhadores da linha de frente?

Na situação atual, como podemos apoiar os trabalhadores da linha de frente?

De acordo com Tim Slade, palestrante, autor e premiado designer de e-learning, em tempos de Covid 19 é importante apoiar os funcionários da linha de frente, sejam eles trabalhadores de um restaurante, um supermercado, nas entregas ou em uma sala de emergência. Especialmente agora, é relevante encontrar o equilíbrio entre os novos recursos que podemos oferecer e as práticas já estabelecidas. Assim, o Slade sugere as dicas abaixo:

Perguntar o que os colaboradores precisam

Com muita frequência, no mundo do aprendizado e do desenvolvimento, nós dizemos o que o indivíduo precisa e entregamos. Na situação atual, a melhor coisa é saber o que os colaboradores necessitam e para então fornecer. Sejam recursos adicionais no uso de equipamentos de proteção individual (EPI) ou outros recursos necessários para tornar o trabalho menos estressante. Como profissionais de recursos humanos, podemos ser o canal entre o que nossos colaboradores precisam e como a empresa pode fornecer. Isso nos leva à segunda dica.

Adapte-se e seja flexível

É importante lembrar que estes não são tempos normais. Os funcionários da linha de frente estão se adaptando rapidamente a diferentes interações sociais e práticas de trabalho. Talvez não seja a hora de lançar um novo curso de habilidades pessoais ou algo que não contribuirá de imediato com seu trabalho. Isso não quer dizer que as habilidades sociais não sejam importantes, mas podem ser colocadas em espera até que tudo isso termine. A necessidade do momento é adaptação e flexibilização.

Seja um facilitador

A dica final é simples: faça tudo o que puder para facilitar a vida deles. É isso aí! Contribuir ao máximo para que o dia a dia no trabalho seja mais fácil e seguro.

 

Espero ter ajudado. Boa sorte!

 

 

Fonte: site ATD (Association for Talent Development) – https://www.td.org/

 

Coronavírus: uma boa e uma má notícia

Coronavírus: uma boa e uma má notícia

As comorbidades, que aumentam o risco diante do novo coronavírus, podem ser

evitadas com um estilo de vida saudável

Pesquisa da Fiocruz recém-divulgada estima que um em cada três brasileiros adultos, ou seja, cerca de 50 milhões de pessoas, tem ao menos um dos cinco fatores de risco que podem agravar a Covid-19: diabetes, hipertensão, doenças pulmonares, cardíacas, ou são idosos.

De acordo com os dados, 22% são hipertensos, 7% tem diabetes, 4,2% sofrem doenças do coração e 1,8% tem doenças no pulmão. É uma má notícia porque retrata que 33,5% da população tem dado pouca atenção aos cuidados com a saúde, já que todas estas doenças estão essencialmente ligadas a um estilo de vida impróprio. Até mesmo a idade avançada, outrora vista como uma condenação, não tem mais tal caráter. Cada vez vemos maior número de pessoas envelhecendo com talento, verdadeiros jovens plenamente ativos aos 70, 80 e 90 anos.

Portanto, por trás da má notícia, há uma boa notícia: todas estas doenças são passíveis de prevenção. Um estilo de vida saudável representa 73% das chances de longevidade de um indivíduo. Estudo publicado pela Associação Médica Americana mostrou que quatro hábitos, adotados em conjunto, respondem por uma redução de 80% no risco de desenvolvimento das doenças crônicas mais comuns, justamente as que mais colocam em risco os pacientes de Covid-19. Os quatro hábitos são: dormir bem, manter o peso ideal, fazer exercícios regularmente e seguir uma dieta saudável.

As transformações no mundo pós-pandemia não ocorrerão apenas na economia, no mercado de trabalho e no comportamento social. A prevenção e os cuidados com a saúde ganharão maior relevância. Através do check-up médico regular, fatores de risco para a saúde do indivíduo são mapeados e as orientações para corrigi-los são definidas. Que o susto com a Covid-19 sirva, ao menos, como um convite para a prática de um estilo de vida mais saudável.

 

Fonte: https://vejario.abril.com.br/blog/gilberto-ururahy/coronavirus-uma-boa-e-uma-ma-noticia/

Imagem: Dormir bem, manter o peso ideal, fazer exercícios regularmente e seguir uma dieta saudável são quatro regras de ouro. Inspired Images by Pixabay/Reprodução