As empresas com melhores práticas para promover a liderança feminina.

As empresas com melhores práticas para promover a liderança feminina.

Diversidade é um tema recorrente nas organizações. Várias pesquisas já demonstraram os ganhos em produtividade, criatividade e inovação. Apesar de avanços, contudo, a participação feminina nos cargos de liderança nas empresas ainda não é ideal. A pesquisa Mulheres na Liderança 2019 analisou ações das empresas e traz uma lista das empresas com as melhores práticas na promoção da equidade de gênero. Fruto de uma parceria da WILL (Women in Leadership in Latin America) com o Valor Econômico, O Globo, Época NEGÓCIOS e Marie Claire e realizado pela Ipsos, o estudo analisou 165 empresas, em temas como práticas de equidade, recrutamento, flexibilidade, interseccionalidades e composição de gênero nos quadros.

Schneider Eletric foi o grande destaque da pesquisa. Uma das principais medidas adotadas pela companhia é a de ter ao menos uma mulher entre as finalistas em qualquer processo seletivo.

A maioria das empresas (65%) que participaram do estudo monitoram a proporção entre homens e mulheres contratados, e 54% das companhias dizem contratar mais mulheres do que homens para cargos de maior nível hierárquico.

Quanto às conclusões finais, o levantamento mostra que “apesar de estar cada vez mais disseminada a importância das mulheres ocuparem mais os cargos de liderança, a maior parte das companhias não possui políticas para a ascensão de mulheres aos cargos de diretoria, vice-presidência e conselho de administração”.

As áreas analisadas foram indústria e comércio & serviços. De todas as empresas analisadas, somente 41% têm alguma política formal sobre equidade de gênero, com metas claras e ações planejadas. Em multinacionais (57% do total), o número sobe. Nessas empresas, a promoção de equidade está na agenda da alta liderança – pelo menos 52% dos participantes desse nicho têm a pauta de forma prioritária na agenda do CEO.

Fonte: revista Época

https://epocanegocios.globo.com/Empresa/noticia/2019/08/empresas-com-melhores-praticas-para-promover-lideranca-feminina.html

A Sessão Vai Começar – Uma Mulher Fantástica

A Sessão Vai Começar – Uma Mulher Fantástica

VAMOS LEVAR O NOSSO OLHAR MAIS UMA VEZ PARA A QUESTÃO DA DIVERSIDADE?

No ano passado o tema foi abordado na animação “Zootopia – Está cidade é um Bicho”. Este mês ao ver o filme “Uma Mulher Fantástica” pensei que seria interessante voltar ao tema. No filme vemos a questão da diversidade relacionada a uma mulher trans que com a morte do seu parceiro se vê diante da raiva e do preconceito da família dele. O resultado é um filme raro sobre uma pessoa que luta com as mesmas forças com as quais passou a vida lutando, apenas para se tornar a mulher que ela é agora – forte, franca e fantástica, cujo sofrimento nunca diminui a sua determinação em continuar avançando.

O filme ganhou Urso de Prata de Melhor Roteiro no festival de Berlin deste ano e foi escolhido para representar o seu país (Chile) na disputa para uma vaga na categoria de Melhor filme Estrangeiro para o Oscar 2018.

 Como o principal foco das nossas sessões são temas do desenvolvimento humano dentro do mundo corporativo gostaria de destacar que em maio deste ano a matéria da capa da revista Negócios apresentou a seguinte pergunta: “Vamos falar de Diversidade?”, com a foto da primeira mulher trans que usa seu nome social no registro da OAB. A matéria cita empresas que já perceberam que dar mais espaço à diversidade aumenta a produtividade e acelera a inovação.

E para conhecermos um pouco mais como a questão da diversidade está sendo tratada dentro de uma empresa de grande porte convidei Alexandre Braga, analista de RH sênior da Valer – Universidade Corporativa da Vale – para conversar sobre o tema:

Como surgiu a ideia de criar um programa voltado para as questões da diversidade no ambiente corporativo?

A Gerência de engajamento, cultura e atração de talentos desenvolveu esse programa pelo viés da inclusão, que gera mais e melhores resultados para as empresas. A partir de estudos, pesquisas e benchmarkings, ficou comprovado que grupos diversos, principalmente no universo organizacional, se assegurados, tendem a produzir mais e melhor.

Como o programa foi recebido pelos funcionários? 

O programa de Diversidade e Inclusão da Vale está relativamente no início. O programa teve uma receptividade muito positiva pelos empregados que, espontaneamente manifestaram, por meio dos veículos internos, o orgulho em fazer parte de uma empresa que aborda o tema de forma tão transparente.

Tudo começou de forma mais estruturada em 2016 com o objetivo de sensibilizar e educar os empregados para a importância da Diversidade. Foram desenvolvidos materiais nos veículos internos de comunicação (newsletter, intranet, TVs internas), a equipe de RH foi capacitada assim como os líderes receberam um kit de comunicação para apoiá-los no seu repertório com suas equipes. Para aprofundar o assunto, foi disponibilizado um treinamento presencial específico, e um curso online com versão para líderes e empregados.

A liderança tem sido atendida com um reforço que são palestras sobre o tema, de forma mais direta (Ex: Adriana Carvalho da ONU Mulheres sobre equidade de gênero, e o Zeca de Melo sobre Religião, a próxima será sobre Orientação Sexual, mas ainda não fechamos o palestrante).

Quais foram as ferramentas usadas para comunicar a implementação do projeto? 

A primeira fase em 2016 usou matérias no jornal interno da Vale, o Vale@ divulgando semanalmente editorias sobre diversidade: etnia, gênero, idade, homoafetividade, religião e deficiência. Em 2017, avançamos no debate sobre Diversidade e elaboramos uma nova campanha mostrando como equipes diversas, que colaboram entre si, podem atingir resultados mais expressivos. Em outras palavras, falar sobre a diversidade como um pilar para a alta performance.

Além disso é importante ressaltar que a Vale tem e disponibiliza documentos normativos que apoiam e suportam o tema:  Guia e Política de Direitos Humanos, o Código de Ética e Condutas, Nossos Valores e um Guia de Diversidade.

Quais foram as dificuldades encontradas durante a implementação?

Garantir a capilaridade do tema. O maior instrumento, que atualmente é o curso de Diversidade & Inclusão presencial, com duração de 8h, e que tem sido um grande sucesso, demanda braços para sustentar sua disseminação. Esses braços precisam ser de profissionais internos com um excelente repertório, tanto do conteúdo quanto de vida, leitura, exposição ao tema, etc.

Qual é a importância desse tema ser debatido dentro das empresas?  

Para a Vale, Diversidade e Inclusão é mais do que uma decisão estratégica, é uma forma de reconhecer nossos empregados, reforçar os nossos valores e crescer de maneira sustentável nos próximos anos.

Por isso, precisamos sensibilizar a todos para a importância do respeito mútuo dentro das equipes e a promoção da inclusão. Conscientizar a todos para a importância da diversidade na construção de soluções eficazes no dia a dia. Incluir verdadeiramente a todos para que tenham verdadeiras oportunidade de performar dentro de suas amplas possibilidades, não se sentindo amedrontados, excluídos ou desrespeitados.

Alexandre Braga é casado com um professor universitário e segue feliz em sua vida no mundo corporativo.

Me conta o que você achou, tá? Até a próxima!