A vacina para todos

A vacina para todos

A melhor prevenção contra a Covid-19 é o estilo de vida saudável

Na semana passada, a morte precoce do jornalista e apresentador Rodrigo Rodrigues entristeceu a todos. Músico, flamenguista, excelente comunicador, Rodrigo era conhecido como um boa-praça entre seus colegas de ofício.

Infelizmente, poucas horas depois de ser internado, ainda lúcido e se comunicando, uma trombose colocou fim à vida do querido jornalista. A trombose ocorre quando há formação de um coágulo sanguíneo em uma ou mais regiões de nossa circulação sanguínea. Esse coágulo bloqueia o fluxo de sangue e causa inchaço e dor na região comprometida.

Com 45 anos e sobrepeso, Rodrigo foi vítima de uma das poucas certezas que cercam a Covid-

19: obesos são alto grupo de risco, em qualquer idade, assim como outras comorbidades (como doenças respiratórias, cardíacas, hipertensão, baixa imunidade ou diabetes). Milhares de indivíduos ao redor do mundo também perderam suas vidas em função das comorbidades.

O país com mais casos de mortes é justamente os Estados Unidos, populoso em idosos e em pacientes obesos, diabéticos, cardíacos e portadores de doenças respiratórias. Em contraposição, o Japão, também rico em idosos porém com baixo índice de comorbidades, teve poucas mortes.

A melhor vacina contra estas doenças é o estilo de vida saudável: alimentação equilibrada, prática regular de exercícios físicos, controle de peso, sono reparador e check-ups periódicos. Esses hábitos devem ser mantidos durante todas as fases da vida.

A alimentação equilibrada previne doenças, retarda o envelhecimento e melhora o humor; a prática de exercícios fortalece a imunidade, participa da boa gestão do estresse, além do controle de peso, o sono reparador repõe as energias necessárias ao corpo e melhora o bem- estar geral. Check-ups médicos periódicos apontam os fatores de risco para a saúde quando dos exames preventivos. Não há razão para que alguém, nos dias de hoje, se surpreenda por qualquer doença em estágio avançado. Durante a quarentena a saúde da população foi extremamente agredida.

A Humanidade possui uma “vacina” acessível a todos: o estilo de vida saudável. Melhora a imunidade, sem dor, sem efeito colateral, na dose certa, é democrático e pode ser praticado por qualquer pessoa. Existe melhor vacina para todos os benefícios citados acima? É hora de se colocar vida na saúde das pessoas.

 

 

Fonte: Veja Rio

Home Office: um convite à robotização de funcionários

Home Office: um convite à robotização de funcionários

 

Quando a casa vira escritório, quem paga o preço é a qualidade de vida dos colaboradores.

 

Trancados em casa há quase cinco meses, muitos colaboradores de empresas são rápidos em listar os desconfortos do home office: excesso de horas trabalhadas, sobrecarga física e emocional, inadequação da casa para virar escritório, dificuldade em criar e manter uma rotina produtiva, falta de concentração com a interferência inevitável da família, tempo exíguo para se dedicar aos cuidados pessoais, como exercícios e alimentação saudável, com frequência fazendo as refeições diante da tela do computador ou do celular.

A percepção foi confirmada por uma pesquisa do LinkedIn. Segundo o estudo, que ouviu duas mil pessoas, 68% dos entrevistados que estão trabalhando de casa têm passado ao menos uma hora a mais dedicados aos afazeres profissionais. O resultado é que 62% estão mais ansiosos e estressados com o trabalho do que antes.

Com o fechamento dos escritórios, computadores e celulares se transformaram nos novos colegas de trabalho: a inteligência artificial e os algoritmos estão ditando o ritmo da jornada diária de milhões de trabalhadores que, tal qual robôs, se limitam a atender as demandas.

Os relacionamentos interpessoais, que mantem viva a cultura, a missão e o espírito de equipe de uma empresa, foram interrompidos da noite para o dia. Funcionários viram-se sem a supervisão de um líder ou mentor que comande o time. Colaboradores reclamam que passam o dia tentando resolver questões que seriam sanadas rapidamente de forma presencial. Não é uma situação confortável para nenhuma das partes: para além de toda a fragilidade dos empregados, as empresas arcarão com gigantescas ações trabalhistas.

Algumas empresas decidiram que seus funcionários continuarão em sistema de home office até o final do ano. Que a tecnologia já domina nossos dias e horas, ninguém contesta. Mas, ao menos, tínhamos nossos momentos de lazer e descanso em casa como um porto seguro, em que as horas dedicadas à aplicativos e programas de computador eram uma opção pessoal. Coisa do passado. A dependência desses aparelhos, que já atinge níveis que comprometem a saúde e a qualidade de vida das pessoas, só tende a aumentar.

Se é inquestionável que a tecnologia facilita muito a comunicação, também não se pode duvidar que ela tem sequestrado as horas de milhões de trabalhadores durante a pandemia. Temos um longo caminho de preparação para essa nova realidade, pelo bem das empresas e da saúde dos próprios funcionários.

 

Vacina contra a Covid-19: esperanças e incertezas

Vacina contra a Covid-19: esperanças e incertezas

Enquanto o mundo busca uma vacina, não há garantias de imunização nem mesmo entre quem teve a doença.

Muitas das informações sobre o novo coronavírus e a Covid-19 parecem instáveis. O que valia ontem, não vale hoje. Isso acontece porque o público leigo está podendo acompanhar, em tempo real, como funciona a ciência: uma busca infindável por novas comprovações. Cientistas não deitam sobre os louros de uma certeza: sabemos que tudo pode mudar diante de uma nova descoberta.

Operando em terreno tão novo e desconhecido, não é raro nos depararmos com pesquisas científicas que põe por terra informações tidas como seguras até pouco tempo. De acordo com pesquisa da USP e da Universidade de Oxford, o coronavírus já estava circulando no Brasil bem antes dos primeiros casos detectados, no final de fevereiro. Outro estudo, da Universidade Federal de Santa Catarina, corrobora a tese. A UFSC encontrou partículas do novo coronavírus em duas amostras de esgoto colhidas em Florianópolis, em novembro e dezembro de 2019, portanto três meses antes do primeiro caso oficialmente diagnosticado no Brasil.

A circulação prévia do vírus explica por que algumas pessoas infectadas com o novo coronavírus apresentam apenas sintomas leves ou ficam assintomáticas? Como se sabe, existem os antigos coronavírus. Não seriam eles os responsáveis pela imunidade da absoluta maioria da população, assintomáticas ao novo vírus? A isso chamamos imunidade cruzada.

A corrida do ouro em busca de algum imunizante eficaz também traz dúvidas. Algumas empresas testaram inúmeros pacientes sintomáticos, a partir do PCR-Swab nasofaringeano – mais conhecido como o teste em que se coleta material pelas vias nazais e faringe – que foram positivos para a Covid-19. Tempos depois, em média 30 dias, para os mesmos pacientes realizamos a sorologia para Covid-19 (IgM e IgG). E a absoluta maioria dos testados foi não-reagente.

Uma empresa nossa cliente testou 12 mil funcionários em busca da imunidade sorológica de sua equipe e somente 68 indivíduos foram reagentes, ou seja, cerca de 0,5% do total. Diante dessa pequena amostra, porém muito significativa, podemos afirmar que teremos a imunidade de rebanho?

Se o vírus in natura é incapaz de gerar imunidade natural, o que será da vacina que é feita com fragmentos do vírus, do vírus morto ou geneticamente modificado? Cerca de 25% dos americanos já afirmaram que não farão uso da nova vacina. E mais: a quem se destinará a vacina? Aos idosos com comorbidades? A vacina estimulará a produção pelo corpo humano de células (linfócitos T e B) imunológicas e anticorpos neutralizantes? Por quanto tempo gerará imunidade? Haverá efeitos colaterais? Quantas doses serão necessárias para gerar imunidade no ser humano? Quanto custará cada dose?

A OMS afirma que o vírus está no ar! Milhares de pessoas ainda se encontram isoladas em suas casas. Se protegendo do quê? Entretanto, a absoluta maioria da população mundial persevera assintomática e não reagente ao novo coronavírus quando realiza a sorologia específica.

Os parâmetros que mais impactaram nas mortes geradas pela pandemia são idade combinada com comorbidade. Devemos observar esses parâmetros atuando em conjunto. O Japão, por exemplo, que tem a população mais longeva do planeta, teve poucas mortes em números absolutos. Isso se explica porque as comorbidades em solo japonês são bem menores do que em outros países ocidentais. Trata-se de um país disciplinado, em que as pessoas se alimentam de forma saudável, respeitam os idosos e se cumprimentam à distância. Na contramão está os EUA, que tem grande população de idosos com alto índice de comorbidades ou doenças crônicas silenciosas (obesidade, diabetes, hipertensão e câncer), os óbitos são elevados.

O estilo de vida saudável é o melhor remédio contra as doenças crônicas. É a vacina natural! Se alimentar equilibradamente no cotidiano, fazer atividade física regularmente, dormir um sono de qualidade e praticar anualmente a prevenção através do check-up médico, são ações que impactam na imunidade e na longevidade.

Quanto às vacinas desenvolvidas por laboratórios, as controvérsias se estendem ainda sobre a data de lançamento da primeira vacina, alguns afirmam que ela chegará ainda este ano, outros são categóricos em afirmar que só em 2021. Até lá, enquanto a vacina não chega, não podemos esperar que as pessoas fiquem em casa estando a absoluta maioria assintomática e sem imunidade específica. Isolamento sem prazo definido tão pouco é plenamente seguro, haja visto o crescimento de óbitos em casa, que têm como base, as doenças crônicas.

Precisamos retomar a vida com organização e acima de tudo, com saúde.

É hora de se colocar vida na saúde das pessoas.

Pandemia e Inovação

Pandemia e Inovação

Empresas com agilidade e maleabilidade para se adaptarem terão mais chances de resistir

As imagens da reabertura de bares e restaurantes no Rio causou enorme comoção na mídia. Apesar dos estabelecimentos estarem seguindo as regras de flexibilização da Prefeitura, os clientes, muitos sem a máscara obrigatória por lei, acabaram se aglomerando na rua. Este momento de volta à normalização da vida será um exercício de adaptação para todas as pessoas. Isso inclui também os empresários. Além de bares e restaurantes, escolas, clubes, cinemas, teatros, estádios de futebol e todas as demais atividades que tem em sua essência a aglomeração de pessoas estão estudando formas inovadoras de retomarem suas atividades.

Pesquisa da Fundação Dom Cabral (FDC) e da Associação Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento das Empresas Inovadoras (ANPEI), realizada em abril, ouviu 108 empresários sobre a pandemia e inovação. Enquanto alguns setores paralisaram projetos, outras áreas, como tecnologia e saúde, adotaram novas soluções tecnológicas de forma rápida. Apesar da crise financeira, mais da metade das empresas planejam estratégias de novos negócios, produtos e processos para o médio e longo prazos.

Para fazer face a este momento de crise, as empresas devem oferecer soluções de valor real para o cliente. Nós na Med-Rio nos antecipamos e praticamos um protocolo de acordo com os mais rigorosos padrões. Isso inclui medição da temperatura de clientes e funcionários, horários flexíveis de atendimento, além de todos os cuidados sanitários cabíveis. Além disso, estamos nos preparando para, num curto prazo, não usarmos mais papel, tornando a clínica totalmente digital, em respeito à sustentabilidade e ao meio ambiente.

Toda crise é também uma oportunidade. É hora de transformar oportunidade em investimento concreto. As empresas que tiverem mais agilidade e maleabilidade para se adaptarem terão mais chances de resistir e atravessar a atual fase. Isso será fundamental para a retomada da saúde da economia. E quanto a saúde da população, é hora de retomar a qualidade de vida. Muita gente se tornou sedentária, ganhou peso e dormiu mal. O momento é de buscar prevenção e retomar a realização de exames periódicos.

 

Fonte:

Áreas como tecnologia e saúde contaram com soluções inovadoras para enfrentar a pandemia. Pixabay/Divulgação

Leia mais em: https://vejario.abril.com.br/blog/gilberto-ururahy/pandemia-e-inovacao/

Saúde é prevenção

Saúde é prevenção

Pandemia reforçou a importância de se prevenir das doenças crônicas

 

Mais de 100 dias depois da chegada da pandemia ao Brasil, uma das certezas mais importantes se refere aos danos acarretados pelas doenças crônicas. Cerca de 80% das vítimas de Covid-19 no Brasil apresentavam algum fator de risco associado, como doenças respiratórias, cardíacas, hipertensão ou diabetes.

A melhor prevenção contra as doenças crônicas é o estilo de vida saudável, ou seja: alimentação equilibrada, prática regular de exercícios físicos, controle de peso e de estresse, sono reparador e check-ups periódicos. Esses hábitos devem ser mantidos durante todas as fases da vida.

No entanto, o isolamento provocou nas pessoas, justamente o comportamento oposto: sedentarismo, má alimentação, aumento do consumo de álcool e insônia. Não obstante, esses fatores reunidos levam ao excesso de peso, com consequências consideráveis na pressão arterial e no metabolismo, e na piora das taxas de colesterol, glicose e triglicerídeos, por exemplo.

Amedrontada, a população evitou ir à hospitais e clínicas nos últimos meses, deixando de fazer importantes exames de rotinas, dentre outros procedimentos. O resultado foi o crescimento de ocorrências de infartos, AVCs e diferentes tipos de câncer. As mortes em casa, por problemas cardíacos, por exemplo, aumentaram 30%, chegando a impressionantes 16 mil óbitos de março a maio, segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia.

Já no âmbito da saúde psicológica, houve crescimento de casos de depressão, ansiedade, crises de pânico, burnout e aumento de estresse. Ainda nem chegamos ao fim da pandemia e psiquiatras já enxergam um potencial surto de estresse pós-traumático nos próximos meses, com a dificuldade de indivíduos de se reinserirem em suas rotinas.

A melhor maneira de enfrentar as adversidades da vida é estar em forma, físico e emocionalmente. A saúde é o combustível da vida e permite o desenvolvimento do ser humano em todas as dimensões.

Não há razão plausível para que alguém, nos dias de hoje, seja pego de surpresa por qualquer doença em estágio avançado. Durante a quarentena a saúde da população, em sentido amplo, foi extremamente vilipendiada.

O momento é para conhecer e fortalecer a saúde.

 

Gilberto Ururahy é médico há 40 anos, com longa atuação em Medicina Preventiva. Em 1990, criou a Med Rio Check Up, líder brasileira em check up médico. É detentor da Medalha da Academia Nacional de Medicina da França e autor de três livros: “Como se tornar um bom estressado” (Editora Salamandra), “O cérebro emocional” (Editora Rocco) e “Emoções e saúde” (Editora Rocco).

 

Fonte: https://vejario.abril.com.br/blog/gilberto-ururahy/saude-e-prevencao/

 

É hora de colocar vida na saúde das pessoas

É hora de colocar vida na saúde das pessoas

Há seis meses o mundo acompanha os impactos da pandemia. De lá pra cá, o vírus se tornou uma constante em nossas vidas. Nos ensina a cada dia e também gera dúvidas.

Desde então, tenho estudado bastante sobre a pandemia, participado de lives, publicado artigos e interagido com colegas médicos, brasileiros e estrangeiros. Divido aqui algumas das minhas constatações e dúvidas.

A Covid-19, doença provocada pelo novo coronavírus- Sars-CoV-2 , é uma doença nova. Existem outros tipos de coronavírus que infectam o ser humano, sendo que alguns são antigos, sazonais e benignos. Estudos recentemente publicados demonstram que a maioria da população mundial é portadora de anticorpos contra esses coronavírus “benignos”. Assim, por ter imunidade à eles, não estaria desenvolvendo a  imunidade cruzada e protegida contra a Covid-19? Os idosos possuem mínimas dosagens desses anticorpos, isso explicaria a maior vulnerabilidade dessa faixa etária?

Afinal, teremos a imunidade de rebanho ou imunidade cruzada para a Covid-19? Neste momento, algumas vacinas estão sendo desenvolvidas em todo o mundo, das quais poucas estão sendo testadas em seres humanos. Qual a estratégia de utilização dessa vacina em escala mundial? Serão utilizadas para os idosos, população mais vulnerável? Quais países terão prioridade no acesso à vacina? E os assintomáticos, que representam a maioria dos casos, continuarão presos em suas casas? Por quanto tempo? São transmissores do vírus? Precisarão usar máscaras?

Muitas famílias perderam entes queridos. Claro que toda morte nos entristece, gera sofrimento e traz medo. Os números apresentados abaixo são absolutos, o que nos permitem entender um pouco da pandemia atual.

A curva pandêmica atingiu seu pico em nossa cidade? Os hospitais privados e públicos estão se esvaziando. Os de campanha, pouquíssimos foram utilizados. Desde o início da pandemia, o Rio teve pouco mais de oito mil mortes. Dividindo por 120 dias de pandemia, chega-se a menos de 67 mortes por dia. Este número é inferior às mortes com causa violentas e os óbitos por doenças cardiovasculares e câncer. No mesmo período, mais de 6 mil pessoas morreram em casa, por medo de se deslocarem para hospitais, clínicas e consultórios. Pelo menos 50 mil brasileiros deixaram de ter o diagnóstico precoce do câncer e 10 mil cirurgias eletivas não foram realizadas no Rio, durante a pandemia. E não ouvimos menções no cotidiano às doenças infectocontagiosas. Milhares de mortes geradas no Brasil por tuberculose, malária, dengue, AIDS e tantas outras doenças foram esquecidas.

O que dizer sobre o tempo e a energia dispendidas em discussões políticas sobre uso ou não de hidroxicloroquina ou outra droga no tratamento da Covid-19? Esta decisão cabe ao médico e ao paciente, relação sagrada na Medicina. Se ambos, em comum acordo, optam por um tratamento, não há o que questionar. Toda discussão paralela se torna estéril.

Hoje sabemos que os parâmetros que fazem diferença nessa pandemia são a idade e as comorbidades (doenças crônicas). O país com mais casos de mortes é justamente os Estados Unidos, populoso em idosos e em pacientes obesos, diabéticos, cardíacos e portadores de doenças respiratórias. Em contraposição, o Japão, também rico em idosos porém com baixo índice de comorbidades, teve poucas mortes. Se olharmos a África, o continente mais pobre, o índice de morte por Covid-19 é muito pequeno. Será porque lá a expectativa de vida da população é baixa?

Quando tudo isso passar, não terá a OMS que explicar a razão de ter gerado tanto pânico, medo e incertezas? Atendendo ao seu posicionamento alarmista, o que se viu foi uma reação em cadeia: escolas e empresas fechadas, a população mantida em casa por três meses ou mais (a maioria absoluta de assintomáticos), milhares de infartos do miocárdio, AVCs e outras doenças graves sem atendimento por relutância dos pacientes em procurarem os hospitais, além do comprometimento da saúde mental de milhares de pessoas. Parece até que a Covid-19 se tornou a única doença do planeta.

Nos resta aguardar o balanço final da pandemia para entendermos o verdadeiro papel exercido pela OMS durante esses meses. Não seria mais prudente se a OMS tivesse se concentrado em usar toda a informação de que dispõe para proteger os grupos de risco? Não teria prestado melhor serviço à população de idosos, respeitando-os, sem transformá-los em potenciais cadáveres?

As pessoas estão esgotadas, sufocadas, tensas e não suportam mais tanta informação desencontrada, dúbia, em relação à todos os aspectos dessa pandemia.

As manifestações gigantescas contra o racismo em solo americano, tacitamente, colocaram em cheque todo o isolamento preconizado pela OMS. Na Europa, em várias cidades, de muitos países, as manifestações contra o isolamento se multiplicam. A França acelera em todos os sentidos o término da quarentena e busca a volta à normalidade.

Hoje, recebemos um vídeo de amigos, feito na hora do almoço, em Paris. Tempo bom, os parisienses flanam em sua cidade, os restaurantes estão cheios, as pessoas alegres, sorridentes e sem máscaras.

A humanização retoma, a socialização se fortalece, a alegria tal qual a primavera, floresce e a vida se impõe!

É chegado o momento de se colocar vida na saúde das pessoas.

 

Fontes: Hoje sabemos que os parâmetros que fazem diferença nessa pandemia são a idade e as doenças crônicas. Pixabay/Reprodução

https://vejario.abril.com.br/blog/gilberto-ururahy/e-hora-de-colocar-vida-na-saude-das-pessoas/