Google: cuidar da saúde é prioridade para brasileiros em 2021

Google: cuidar da saúde é prioridade para brasileiros em 2021

Pesquisa feita pela empresa de busca revela maior preocupação com bem-estar e forma física

 

Diante dos contratempos impostos pela pandemia em 2020, a Google perguntou aos brasileiros: quais são as suas prioridades para 2021? A pesquisa foi feita em outubro de 2020 e entrevistou 1.000 brasileiros entre 18 e 64 anos. O resultado da pesquisa foi recém divulgado e é animador.

Em primeiro lugar nas respostas, com 35%, aparece cuidar da saúde. Logo em seguida, com 26%, o brasileiro afirma que pretende emagrecer e fazer exercícios. Ambas as respostas aparece a frente até de alternativas mais compreensíveis depois de um ano tão difícil, como “aprender uma nova língua” (24%), “investir meu dinheiro” (23%) ou “comprar um automóvel” (19%).

Na busca por mais saúde, emagrecimento e exercícios, os entrevistados afirmam que entre os principais serviços que irão procurar em 2021 estão academia de ginástica (24%) e consultas médicas (8%). Aqui vale um destaque: é interessante que o Google, conhecido como “o senhor de todas as respostas” e para onde muitos pacientes correm em busca de respostas, reconheça a importância de uma consulta médica profissional e especializada para a saúde das pessoas.

O concreto é que cuidar da saúde, emagrecer, praticar exercícios, realizar consultas médicas e fazer exames periódicos é uma fórmula perfeita para uma vida com mais qualidade, uma “vacina natural” que previne de doenças crônicas perigosas, como a diabetes, a pressão alta ou complicações respiratórias. O Brasil, infelizmente, coleciona tristes estatísticas: somos o 5o país em incidência de diabetes no mundo e a hipertensão faz parte da vida de 60% dos nossos idosos.

Torço para que a pesquisa do Google seja mais do que uma lista de intenções a ser esquecida com o correr dos meses. Mantenha o foco, persevere. Se “escorregar” em um dia, não se penitencie e coloque tudo a perder: retome o estilo de vida saudável no dia seguinte.

Que as prioridades listadas pelos brasileiros se concretizem não apenas em 2021, mas também nos próximos anos!

6 dicas para um 2021 mais saudável

6 dicas para um 2021 mais saudável

Se o ano de 2020 foi dominado pelo assunto coronavírus, não resta dúvida que passaremos boa parte de 2021 ouvindo falar sobre as tão esperadas vacinas. No entanto, para muitas doenças já existe uma “vacina natural”, acessível a todos: um estilo de vida saudável. Ele melhora a imunidade, sem dor, sem efeito colateral, na dose certa, é democrático e pode ser praticado por qualquer pessoa. Um estilo de vida saudável representa 73% das chances de longevidade de um indivíduo.

Compartilho abaixo algumas dicas de como ter um 2021 saudável.

1) Alimentação saudável – A alimentação equilibrada previne doenças, retarda o envelhecimento e melhora o humor. Dê preferência aos alimentos in natura ou minimamente processados, como frutas, verduras, legumes, tubérculos ou raízes, oleaginosas, carnes, ovos e grãos. Diminua o consumo de sal e açúcar e mantenha-se sempre hidratado.

2) Praticar exercícios físicos – A prática de exercícios fortalece a imunidade, previne doenças cardiovasculares, pois reduz a tensão arterial e o colesterol, aumenta a energia, além de ajudar a manter o peso saudável, a controlar o estresse e manter a boa saúde mental.

3) Boa noite de sono – Segundo pesquisas, 75% dos brasileiros apresentam queixas em relação ao sono. O sono adequado é responsável por repor as energias e representa um dos segredos da longevidade. Dormir bem também ajuda a controlar o estresse, já que o organismo equilibra a produção dos hormônios cortisol e adrenalina e aumenta o da melatonina, que melhora o sono. Evite beber café, álcool poucas horas antes de se deitar. O uso de aparelhos eletrônicos na cama antes de dormir, como celular, televisão e computador, também prejudicam o bom sono.

4) Não fumar – Recente pesquisa do IBGE apontou que 20,4 milhões de pessoas maiores de 18 anos consumiram produtos derivados de tabaco, fumado ou não fumado, de uso diário ou ocasional. Apesar de a estatística de fumantes estar em queda, ainda é um número bastante alto. O cigarro é um dos maiores causadores de doenças respiratórias e cânceres.

5) Beber moderadamente – O consumo de bebida alcoólica, de forma moderada e responsável, não oferece risco grave à saúde. No entanto, se tais precauções forem extrapoladas, há o perigo iminente de doenças hepáticas, neurológicas e cardíacas. A dica é consumir com moderação.

6) Fazer exames periódicos – Check-ups médicos contribuem na correção de eventuais fatores de risco para a saúde a partir da realização de exames preventivos. Procure seu médico ou uma clínica especializada e faça seus exames de rotina.

 

Aos leitores, os meus votos de um Feliz 2021, com muita saúde!

 

2020: o ano em que a saúde foi prioridade

2020: o ano em que a saúde foi prioridade

Pandemia serviu de alerta para os cuidados na prevenção de doenças

 

Há 30 anos trabalho para promover o conceito de que prevenção é saúde. Ao lado de uma alimentação equilibrada, controle de peso, sono reparador e prática de exercícios físicos, fazer exames de rotina e interpretar os sinais enviados pelo corpo é uma das mais poderosas e eficientes formas de cuidado consigo mesmo e, por consequência, com aqueles que amamos.

Há décadas afirmo que um estilo de vida saudável afasta o risco de doenças crônicas. A alimentação equilibrada retarda o envelhecimento e melhora o humor; a prática de exercícios fortalece a imunidade, auxilia no controle do estresse e do peso, o sono reparador repõe as energias necessárias ao corpo e melhora o bem-estar geral e os check-ups médicos periódicos contribuem na correção de eventuais fatores de risco para a saúde quando dos exames preventivos. Estudo publicado pela Associação Médica Americana mostrou que esses hábitos, adotados em conjunto, respondem por uma redução de 80% no risco de desenvolvimento das doenças crônicas mais comuns.

Inesperadamente, todos estes ensinamentos foram repetidos como mantras em 2020. Se a pandemia de Covid-19 atingiu a todos, não há dúvida que foi mais grave para aqueles que sofriam de alguma comorbidade. Pesquisa da Fiocruz recém-divulgada estima que um em cada três brasileiros adultos, ou seja, cerca de 50 milhões de pessoas, tem ao menos um dos cinco fatores de risco que podem agravar a Covid-19: diabetes, hipertensão, doenças pulmonares, cardíacas, ou são idosos.

Para 2021 temos a expectativa de uma vacina que detenha a transmissão do vírus. Porém, volto a afirmar que para muitas outras doenças temos uma “vacina natural”: um estilo de vida saudável. Ele melhora a imunidade, sem dor, sem efeito colateral, na dose certa, é democrático e pode ser praticado por qualquer pessoa.

O início de um novo ano é sempre tempo de renovação de esperanças e, por que não, de hábitos. Que os percalços de 2020 sirvam como um convite: que cada leitor que faça de 2021 o ano em que a prevenção na saúde continuará sendo prioridade.

 

Feliz Natal, com saúde!

 

Nova pesquisa do IBGE alerta sobre saúde do brasileiro

Nova pesquisa do IBGE alerta sobre saúde do brasileiro

Dados sobre obesidade, depressão e consumo de álcool são preocupantes

 

O IBGE acaba de divulgar dados da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), realizada em todo Brasil em 2019 e alguns números são alarmantes. O percentual de pessoas obesas em idade adulta no país mais do que dobrou em 17 anos, indo de 12,2%, entre 2002 e 2003, para 26,8%, em 2019. No mesmo período, a proporção da população adulta com excesso de peso passou de 43,3% para 61,7%, representando quase dois terços dos brasileiros.

A pesquisa também quis saber sobre os hábitos de consumo de bebidas alcóolicas da população e a conclusão também foi surpreendente: 26,4% dos brasileiros adultos afirmaram ter bebido semanalmente em 2019 contra 23,9% em 2013. A consulta do IBGE comprovou o que já observamos em nossas clínicas, um crescimento de 4,1% do consumo entre as mulheres, levando a um salto de 12,9% para 17%. É importante ressaltar que o consumo de bebida alcoólica, de forma moderada e responsável, não oferece risco grave à saúde. No entanto, se tais precauções forem extrapoladas, há o perigo iminente de doenças hepáticas, neurológicas e cardíacas.

O IBGE também coletou informações sobre a saúde mental do brasileiro: 10,2% das pessoas com mais de 18 anos receberam diagnóstico de depressão contra 7,6% em 2013. Ao todo, 16,3 milhões de pessoas têm depressão diagnosticada.

As estatísticas sobre depressão, obesidade, consumo de álcool são alarmantes se considerarmos que elas se referem a um período anterior à atual pandemia, quando muita gente passou a beber mais, se exercitar menos, padeceu de transtornos mentais e negligenciou os cuidados com a saúde. Portanto, não é exagero supor que esses números só tenham aumentado consideravelmente no último ano.

No entanto, a pesquisa revela uma boa surpresa: uma queda de 2,1% de fumantes, uma redução de 14,9% para 12,8%, o que comprova uma maior conscientização da população acerca dos malefícios do cigarro. Ainda assim, o número de fumantes é alto: 20,4 milhões de pessoas maiores de 18 anos consumiram produtos derivados de tabaco, fumado ou não fumado, de uso diário ou ocasional.

A pesquisa do IBGE reitera o que defendemos há 30 anos: saúde é prevenção. Manter um estilo de vida saudável com a prática de exercícios físicos regulares, consumo moderado de bebidas alcoólicas, um sono reparador, alimentação equilibrada e realização de exames preventivos é a maneira mais segura e eficiente de adquirir qualidade de vida.

 

Qual sua opinião?

 

Novembro Azul: alerta contra o câncer de próstata

Novembro Azul: alerta contra o câncer de próstata

Doença tem grande chance de cura, mas preconceito precisa ser vencido

 

Há quase 10 anos, o mês de novembro é dedicado à prevenção de uma doença tão recorrente quanto possível de ser curada: o câncer de próstata. Segundo o INCA, 61 mil novos casos devem ser diagnosticados em 2020. Trata-se da segunda doença que mais mata homens no mundo.

Tal cenário poderia ser bem diferente se a falta de informação, o preconceito e a vergonha não afastassem o público masculino de procedimentos simples, rápidos, indolores e fundamentais para identificar a doença ainda em estágio inicial. O diagnóstico precoce permite um grande leque de opções de terapia, que pode ser desde simplesmente observar os doentes, sem precisar fazer algum tratamento. Evitando as complicações das terapias mais agressivas, até nos casos de alto risco, a cirurgia e a radioterapia que são os tratamentos indicados. O percentual de cura para quem identifica precocemente o câncer de próstata chega a 90%.

Por isso, no Novembro Azul diversas ações são intensificadas em todo o país na tentativa de conscientizar os homens quanto à importância de cuidar da própria saúde. Muitos homens ainda têm dúvida sobre qual é o exame mais eficiente para detectar a doença: se o de sangue ou o exame do toque. Se o paciente faz apenas um desses exames, a chance de falha no diagnóstico é de 20% e de 40%, respectivamente. Mas quando os dois são feitos ao mesmo tempo, o índice de falha no diagnóstico cai para 8%.

No entanto, infelizmente ainda existem tabus que impedem que muitos homens se cuidem. Um dos mitos mais recorrentes é que o toque retal fere a masculinidade do paciente ou o medo de ter complicações na função sexual. São falácias que apenas prejudicam a saúde dos homens. O exame do toque, é rápido, seguro e indolor. Quanto a função sexual, ela só pode vir a sofrer algum tipo de disfunção se for necessário retirar a próstata.

O homem do século XXI precisa cuidar melhor da sua saúde e buscar boas fontes de informação. É fundamental estar atento aos riscos do tabagismo, do consumo excessivo de álcool e às principais doenças crônicas, como o diabetes e a hipertensão. O ideal é manter hábitos saudáveis, manter uma alimentação balanceada e praticar atividades físicas. Prevenção é saúde!

 

 

Fonte:https://vejario.abril.com.br/blog/gilberto-ururahy/novembro-azul-alerta-contra-o-cancer-de-prostata/

Gilberto Ururahy é médico há 40 anos, com longa atuação em Medicina Preventiva. É diretor da MedRio Check-up, líder brasileira em check-up médico. É detentor da Medalha da Academia Nacional de Medicina da França e autor de três livros: “Como se tornar um bom estressado” (Editora Salamandra), “O cérebro emocional” (Editora Rocco) e “Emoções e saúde” (Editora Rocco).

O estresse e a saúde da mulher contemporânea

O estresse e a saúde da mulher contemporânea

De acordo com estudo recente do IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), a participação feminina no mercado de trabalho brasileiro deve crescer mais que a masculina até 2030. A tendência se explica por um maior investimento das mulheres em educação, conquista de direitos e saudáveis mudanças culturais da sociedade. Especialistas apontam que, em dez anos, elas serão profissionais mais qualificadas que os homens.

O justo e positivo avanço na carreira das mulheres, no entanto, acarreta riscos à saúde na medida em que elas enfrentam o desafio de equilibrar diversas funções e tarefas ao mesmo tempo no trabalho, em casa ou na universidade. Ainda segundo o IPEA, as mulheres trabalham, em média, sete horas e meia a mais que os homens por semana, em razão da chamada “dupla ou tripla jornada”.

Entre as consequências do acumulo de atividades estão os altos níveis de estresse e ansiedade. Segundo um estudo publicado no The Journal of Brain & Behavior, as mulheres são duas vezes mais propensas a sofrerem de estresse crônico que os homens. Além disso, um levantamento da Universidade de Harvard revelou que 80% de todas as consultas médicas de mulheres no mundo têm relação direta com o estresse vivenciado no cotidiano.

O estresse impacta em diversos mecanismos do organismo, entre eles o sistema imunológico, além de ser um importante gatilho para o estilo de vida pouco saudável, como sedentarismo, tabagismo e consumo em excesso de bebidas alcoólicas e alimentos gordurosos e açucarados – fatores que favorecem o desenvolvimento de diversas doenças crônicas como as do coração, câncer, obesidade, hipertensão e diabetes.

Algumas recomendações para evitar essas doenças são alimentação equilibrada, prática regular de exercício físico, boas noites de sono, controle de hábitos nocivos como o cigarro e o consumo excessivo de álcool e ter uma boa saúde psicológica, cercada de família e amigos em momentos de lazer.

Cerca de 50% dos clientes que procuram a MedRio hoje são mulheres, comprovando o entendimento da importância da prevenção como a maneira mais rápida, barata e fácil de adquirir e manter a qualidade de vida.

No mais, todo poder às mulheres!

 

Fonte: Veja Rio – A saúde da mulher contemporânea