A Sessão Vai Começar

A Sessão Vai Começar

Sempre gostei de assistir o gênero documentário, mas geralmente não aparecem muitos filmes no circuito dos cinemas. Agora temos várias opções nos serviços de streaming e canais por assinatura. No mês de maio, um dos temas abordados na coluna da Positividade foi A Arte da Gentileza. Agora, vamos conversar sobre a Arte da Bondade, tendo como ponto de partida a segunda temporada do documentário chamado “The kindness diaries(“Amor sobre duas rodas” – Netflix). Nesta temporada, Leon Logothetis, idealizador do documentário, sai num fusca amarelo do Alaska até a Patagônia.

Leon Logothetis tinha uma vida sem inspiração e desconectada como corretor da bolsa de valores em Londres. Parecia que ele tinha tudo, mas estava cronicamente deprimido. Ele resolveu deixar seu trabalho insatisfatório em busca de uma vida significativa. Embarcou numa aventura ao redor do mundo, alimentada pelo recebimento e doação da bondade. Conquistado pela generosidade humana por pessoas que ele não conhece que oferecem abrigo, comida e gasolina.

A cada parada onde é acolhido, na hora dele se despidir, encontra uma maneira de retribuir esses bons samaritanos oferecendo algum coisa que possa mudar suas vidas, como pagando por um tratamento de saúde, reforma de uma casa ou deixando pequenos presentes. Ele aprerendeu que a bondade é um dos laços que mais conectam as pessoas em todo o mundo.

Para reforçar a visão de Logothetis de acordo com os estudos das “Forças de Caráter e Virtudes”, dos psicólogos Peterson & Seligman, a bondade é uma das 24 forças de caráter. Ela envolve ações desde ofercer seu assento no tranporte público para um mãe com uma criança, ajudar a um cego atravesar a rua, compartilhar conhecimento com seus colegas de trabalho, até um ato profundo como doar um orgão.

Um elemento significativo desta força é que os filmes que mostram a bondade podem inspirar os espectadores a copiar esses atos em sua vida diária.

Finalizando, busquei alguns filmes nos quais podemos constatar como a bondade pode tornar os nossos relacionamentos profissionais e pessoais mais harmoniosos. São esses aqui:

  • “O fabuloso destino de Amelie Poulin”
  • “Chocolate”
  • “Melhor impossível”
  • “A corrrente do bem”
  • “Fantastica fábrica de chocolate”
  • “A forma da água”

Até a proxima sessão!

 

 

A Sessão Vai Começar

A Sessão Vai Começar

Dia 5 de junho foi o dia Mundial do Meio Ambiente. Em novembro de 2017, trouxe o tema com o filme “Uma verdade mais inconveniente”, conduzido por Al Gore. Para conversarmos um pouco mais sobre o tema, resolvi então pesquisar nas plataformas Netflix, NOW e YouTube documentários que tratassem do assunto ou apresentassem alternativas já implementadas para minimizar os danos ambientais. Com uma vasta oferta de filmes, decidi por três, tendo todos a mesma perspectiva, mas em situações diferentes.

O primeiro é “Honeyland” de 2019 (NOW), filme que concorreu ao Oscar deste ano nas categorias de Melhor Documentário e Melhor Filme em Língua Estrangeira. Hatidze Muratova é uma apicultora que vive isolada da civilização com sua mãe idosa nas montanhas da Macedônia. A rotina é interrompida com a chegada de uma de uma família ao local. O patriarca observa o potencial financeiro das abelhas, mas sua ganância em produzir uma maior quantidade de mel em menos tempo acaba trazendo consequências desastrosas. Existe uma regra na apicultura: deve-se pegar só metade do mel e deixar o resto para as abelhas. Caso estas regras sejam quebradas, o equilíbrio do ecossistema desses animais é ameaçado. “Honeyland” fala muito sobre a relação do ser humano com a natureza. A importância de respeitarmos a ordem natural das coisas e entender os seus limites para que possamos cultivar a harmonia.

Já em “Oceano de plástico” de 2017 (Netflix) começa quando o jornalista Craig Leeson parte em busca da grande baleia azul, e acaba por acidentalmente descobrir resíduos plásticos no que deveria ser um oceano límpido e intocável. Neste filme, Craig alia-se à mergulhadora de estilo livre Tanya Streeter e a uma equipe internacional de cientistas e investigadores. Viajando ao redor do mundo ao longo de quatro anos, a produção revela o estado frágil dos oceanos e descobre fatos alarmantes sobre a poluição causada pelo plástico. O documentário nos alerta para a ideia que precisamos repensar nosso estilo de vida descartável. Não se trata simplesmente de banir o plástico, mas de procurar soluções para o desperdício.

Finalizo a sessão com o documentário chamado “Chasing Tomorrow” de 2017 (YouTube). Realizado por dois jovens, Max e Jeremy, que resolvem explorar o mundo começando pelo interior do Reino Unido numa minivan para conhecer pessoas que estão mudando a comunidade que vivem com pequenas atitudes sustentáveis. Nos leva a conhecer desde a utilização de energia solar, moedas locais, plantio de pomares, hortas, ervas medicinais nas praças e espaços livres da cidade para que todos da possam usufruir. Estas foram algumas das questões apresentados no primeiro episódio.

Com foco nas questões ambientais, podemos dizer que o cinema documentário é um cinema com objetivo de preservar o mundo: impactando e alertando as pessoas para a realidade que vivemos. Abrindo um espaço para encorajar o público a tirar conclusões e tentar dedicar-se a soluções mesmo que seja numa escala micro.

Segue mais uma dica com o vídeo “Competição e Cooperação o Jeito da Natureza fazer Negócios” com o Fred Gelli, CEO da Tátil Design.

Até a próxima sessão!

 

Fonte: https://www.instagram.com/tv/CBmGDGeJH8N/?igshid=1w029e3b5s8u0

 

 

O Valor da Linguagem Positiva

O Valor da Linguagem Positiva

A linguagem tem um grande impacto sobre nós e as pessoas ao nosso redor. É uma ferramenta poderosa que pode afetar a maneira como a mensagem é percebida. O uso de linguagem positiva pode ajudar a reduzir conflitos, melhorar a comunicação, aumentar o otimismo e gerar gentileza. Até notícias desagradáveis podem ser amenizadas.

Estudos apontam que uma pessoa leva quase o dobro do tempo para entender uma frase com uma abordagem negativa do que uma frase positiva. Utilizar uma linguagem positiva ajudará a construir bons relacionamentos, não apenas com sua família, amigos e colegas, mas também com seus respectivos clientes.

Professora de psicologia na Universidade da Califórnia, a pesquisadora Shelly Gable observou que quando uma pessoa dá uma resposta construtiva sobre algum fato positivo, isso fortalecerá as relações interpessoais. Ela aponta 4 estilos de respostas: ativa construtiva, passiva construtiva e ativa destrutiva e passiva destrutiva. Entretanto, somente a ativa construtiva é a maneira mais eficaz para construir bons relacionamentos na vida profissional e pessoal.

Abaixo segue exemplos de cada estilo imaginando a seguinte situação: você acaba de receber uma promoção e vai contar para um amigo.

Resposta Ativa Construtiva

Você: “Hoje recebi uma promoção!”

Resposta: Que maravilha. Sei quanto está promoção era importante para você. Conta como tudo aconteceu? Como você reagiu? Vamos sair para celebrar!

Na comunicação não verbal ocorre contato visual expressivo, as emoções positivas são observadas com um sorriso, um abraço.

Resposta Passiva Construtiva

Você: “Hoje recebi uma promoção!”

Resposta: Que boa notícia. Você merece.

Na comunicação não verbal poucas emoções positivas são expressas.

Resposta Ativa Destrutiva

Você: “Hoje recebi uma promoção!”

Resposta: Você não acha que vai ter que assumir muitas responsabilidades? Vai ter que trabalhar muito e isto quer dizer menos tempo para o lazer.

Comunicação não verbal demonstrando emoções negativas com uma fisionomia séria.

Resposta Passiva Destrutiva

Você: “Hoje recebi uma promoção!”

Resposta: É mesmo. Você sabe que horas vai ser o jogo de futebol?

Comunicação não verbal com nenhum contato visual e em seguida vai fazer outra coisa.

A razão pela qual apenas a forma Construtivo Ativa de resposta desempenha um papel na construção de relacionamentos é porque, segundo a pesquisa, ela está diretamente ligada ao comprometimento, satisfação, intimidade e confiança. Se uma pessoa não pode compartilhar as suas experiências positivas com seus amigos, colegas de trabalhou e parceiros o vínculo de confiança e intimidade fica corroída pela negatividade. Uma linguagem positiva traz o melhor de nós mesmo. Incorporar na nossa rotina o uso desta forma de se expressar afeta diretamente a nossa maneira de perceber o mundo.

Que tal durante a semana, ao ouvir fatos positivos que alguém lhe falou, anotar qual foi o acontecimento, a sua resposta e a do outro para você. Depois veja se suas respostas foram na forma Construtiva Ativa.

Vou adorar se quiser compartilhar conosco!

Liderando durante a Pandemia

Liderando durante a Pandemia

A crise causada pelo Corona Vírus trouxe enormes desafios para as lideranças. É fácil entender porque tantos gestores deixaram de tomar uma ação decisiva e utilizar uma comunicação honesta com sua equipe.

Adam Silver, comissário da “National Basketball Association” (NBA), em 11 de março decidiu suspender a temporada de basquete. Essa decisão foi tomada num momento de grande incerteza, pois coincidentemente, nesta data, a Organização Mundial da Saúde estabeleceu formalmente o Corona Vírus como pandemia.

O olhar da primeira ministra da Nova Zelândia, Jacinda Ardern, colocou a população no estágio 2 de isolamento quando havia no país apenas 52 casos confirmados. Ardern comunicou o isolamento de forma clara, honesta e com compaixão, conscientizando as pessoas da necessidade desta decisão.

Analisando as determinações de Silver e Ardern, levantamos 5 atitudes importantes para a liderança durante a pandemia:

 

  1. AGIR COM RAPIDEZ

Desperdiçar tempo na esperança de encontrar clareza na situação, face a uma pandemia com taxa de crescimento exponencial não é aconselhável. Agir com rapidez significa tomar decisões, mesmo sem estar a par de todas as informações necessárias. 

 

  1. COMUNICAR COM TRANSPARÊNCIA

Dar notícias degradáveis é uma tarefa ingrata. A transparência na comunicação significa fornecer descrições honestas e precisas da realidade, sendo o mais claro possível sobre o que está ocorrendo e o que se pode antecipar. É crucial transmitir a mensagem de uma maneira que as pessoas possam entender. Entretanto, a comunicação não pode ser totalmente desprovida de esperança. Em algum momento, nesta comunicação, deve haver uma visão otimista do futuro, para a qual as pessoas possam direcionar suas energias.

 

  1. RESPONDER PRODUTIVAMENTE AOS ERROS

Devido à novidade e complexidade da pandemia, problemas surgem independentemente de quão eficaz é a atuação do líder. A forma como os líderes respondem às situações e desafios inesperados é tão importante quanto a maneira de lidar com a crise. Quem lidera não pode ficar na defensiva ou culpar alguém quando erros são cometidos. Em vez disso, deve manter o foco para continuar resolvendo os próximos desafios.

 

  1. ESTAR SEMPRE ATUALIZADO

Um equívoco muito comum na questão da liderança é que um líder deve ser firme e implacável para manter o rumo. Certamente, a firmeza é necessária nesses tempos. Assim, dada a novidade e a rápida evolução da pandemia, é errado pensar que o trabalho do líder seja estabelecer um rumo e cumpri-lo. Os líderes devem estar constantemente atualizados observando as probabilidades, usando estratégias para obter novas informações e aprender rapidamente à medida que os eventos se desenrolam.

Fazer isso significa contar com consultores especializados e buscar opiniões diversas. Encontrar e alavancar as pessoas certas para a resolução dos problemas faz parte do desafio da organização. 

 

  1. CRIAR SIGNIFICADO

Liderar numa crise significa disponibilizar-se para sentir como o outro sente. Caberá aos líderes se colocarem no sofrimento do outro, ter empatia e pensar com inteligência emocional, para depois traçar um caminho para todos.

 

Fonte: Trechos traduzidos do texto “What Good Leaderships Look like during This Pandemic” Michaela J. Kerrissey and Amy C. Edmondson, Harvard Business Review, 2020.

Yoga do Riso

Yoga do Riso

No início de maio, participei de um encontro virtual de três dias sobre a técnica do Yoga do Riso. Antes de falar sobre o evento e explicar o que é o Yoga do Riso, vou contar como me interessei pelo assunto.

Há alguns anos, quando estava fazendo uma pesquisa sobre humor, estresse e bem-estar, li uma reportagem sobre o Dr. Madan Kataria – médico indiano que havia desenvolvido uma metodologia para praticar o riso como exercício, batizando o método de Yoga do Riso.

No final do ano passado, quando resolvi conhecer a Índia, resgatei a reportagem que havia guardado e voltei a pesquisar o tema. Como a minha viagem duraria apenas 17 dias, eu não teria tempo de fazer um curso na escola do Dr. Madan Kataria. Mas descobri no Brasil o Instituto de Yoga do Riso, coordenado por Sandro Lobo, formado pela Escola do Riso de Portugal e credenciado pela Laughter Yoga University na Índia, do Dr. Madan Kataria.

Agora vamos falar sobre o que eu aprendi nesse encontro virtual (II Semana do Yoga do Rio Online). O Yoga do Riso é a combinação de exercícios do riso com as técnicas de respiração do yoga (Pranayama). É um sistema de entrega de risadas permitindo que qualquer pessoa possa rir e praticar o riso como um exercício sem depender de humor, piadas ou comédia.  O riso falso é tão eficaz quanto o riso real. O corpo não consegue discernir entre os dois. Os neurotransmissores enviam os mesmos sinais e os mesmos hormônios são ativados e, quase sempre, o riso falso se transforma em riso real, o que realmente nos beneficia. Entre 45-90 segundos de riso (falso ou não), o corpo libera essa avalanche de neurotransmissores e hormônios.

Com o riso intencional prolongado, pode-se exalar mais dióxido de carbono que oxigena cada célula do corpo, especialmente o cérebro. Isso melhora a eficiência, foco mental e concentração.

O riso também alivia a dor através das beta-endorfinas, um hormônio específico envolvido na redução dos níveis de dor. Além disso nos permite suportar a dor. Isso foi demonstrado no estudo do Centro Médico da UCLA, em 2001. Dois grupos de crianças foram instruídos a mergulhar a mão em um balde de água gelada pelo maior tempo possível. Um grupo foi orientado a assistir a vídeos engraçados, enquanto o outro não. O grupo que assistiu aos vídeos conseguiu manter as mãos na água por 40% mais tempo.

Agora, traçando um paralelo com o estudo do PhD Martin Seligman, mentor da Psicologia Positiva, podemos regastar dois dos cinco pilares do bem-estar: “Emoções Positivas” e “Relacionamentos Positivos”. É possivel através da prática do Yoga do Riso potencializar esses dois pilares. O riso vai gerar várias emoções positivas como: alegria, humor, otimismo, esperança, inspiração e divertimento, além de tornar as relações pessoais mais harmoniosas.

A título de curiosidade: existem cerca de 5.000 clubes de riso no mundo.

Finalizando, trago uma prática que aprendi como uma das palesrantes do encontro que combina técnicas de Yoga do Riso e Atenção Plena (mindfulness): sente-se numa posição confortável, faça uma inspiração longa e, ao expirar, solte o ar com um sorriso ou até com sonoro HAHAHA! Repita algumas vezes.

Se quiser ver mais sobre Yoga do Riso, clique aqui https://www.youtube.com/user/madankataria

 

Até o próximo encontro!

 

Na situação atual, como podemos apoiar os trabalhadores da linha de frente?

Na situação atual, como podemos apoiar os trabalhadores da linha de frente?

De acordo com Tim Slade, palestrante, autor e premiado designer de e-learning, em tempos de Covid 19 é importante apoiar os funcionários da linha de frente, sejam eles trabalhadores de um restaurante, um supermercado, nas entregas ou em uma sala de emergência. Especialmente agora, é relevante encontrar o equilíbrio entre os novos recursos que podemos oferecer e as práticas já estabelecidas. Assim, o Slade sugere as dicas abaixo:

Perguntar o que os colaboradores precisam

Com muita frequência, no mundo do aprendizado e do desenvolvimento, nós dizemos o que o indivíduo precisa e entregamos. Na situação atual, a melhor coisa é saber o que os colaboradores necessitam e para então fornecer. Sejam recursos adicionais no uso de equipamentos de proteção individual (EPI) ou outros recursos necessários para tornar o trabalho menos estressante. Como profissionais de recursos humanos, podemos ser o canal entre o que nossos colaboradores precisam e como a empresa pode fornecer. Isso nos leva à segunda dica.

Adapte-se e seja flexível

É importante lembrar que estes não são tempos normais. Os funcionários da linha de frente estão se adaptando rapidamente a diferentes interações sociais e práticas de trabalho. Talvez não seja a hora de lançar um novo curso de habilidades pessoais ou algo que não contribuirá de imediato com seu trabalho. Isso não quer dizer que as habilidades sociais não sejam importantes, mas podem ser colocadas em espera até que tudo isso termine. A necessidade do momento é adaptação e flexibilização.

Seja um facilitador

A dica final é simples: faça tudo o que puder para facilitar a vida deles. É isso aí! Contribuir ao máximo para que o dia a dia no trabalho seja mais fácil e seguro.

 

Espero ter ajudado. Boa sorte!

 

 

Fonte: site ATD (Association for Talent Development) – https://www.td.org/