Cinco maneiras para melhorar a saúde mental em 2020

Cinco maneiras para melhorar a saúde mental em 2020

O ano começa com ameaças à segurança internacional e com o planeta em perigo ambiental, além de todas as razões pelas quais nos estressamos​​: trabalho, problemas de saúde, mudanças de vida e muito mais.

Não é de admirar que muitos estejam ansiosos ou deprimidos. Mas você pode tomar medidas, com base em estudos científicos, que propõem melhorar sua visão mental. Tendo em vista que a mente e o corpo estão entrelaçados, esses comportamentos melhorarão a sua saúde, no geral.

 Pratique o otimismo

 Olhar para o lado positivo da vida é muito bom. Otimistas têm 35% menos chance de morrer de ataque cardíaco ou derrame; são mais propensos a terem uma dieta saudável e se exercitarem regularmente; possuem o sistema imunológico mais forte; e vivem mais. De fato, um estudo de 2019 descobriu que pessoas com as perspectivas mais positivas tinham maiores chances de viver até os 85 anos ou mais.

 Comece a adotar ações de voluntariado

 Uma oração atribuída à São Francisco de Assis diz que ” é dando que se recebe”. Estudos demonstram que colocar o bem-estar dos outros antes do nosso, sem esperar nada em troca, ou o chamado “altruísmo”, estimula os centros de recompensa do cérebro.

Também existem benefícios físicos. O voluntariado: minimiza o estresse e melhora a depressão e reduz o risco de um futuro comprometimento cognitivo. Mesmo se você tiver pouco do seu tempo para oferecer, apenas o ato de dar demonstra melhora na nossa saúde.

Seja grato

 Ouvimos muito sobre os benefícios da gratidão e isso é apoiado pela ciência. Contar nossas bênçãos nos protege contra a ansiedade e a depressão e aumenta o otimismo. Precisa de mais provas? Uma das melhores maneiras de fazer da gratidão parte da sua vida, dizem os especialistas, é manter um diário. Antes de ir para a cama, anote qualquer experiência positiva que você teve naquele dia, por menor que seja.

Você também pode fazer isso através da prática da atenção plena ou da autorregulação intencional ou simplesmente lembrando das pessoas que estão em nossas vidas e de quem recebemos algum tipo de ajuda. Se você fizer isso por um minuto todas as manhãs e noites, esse sentimento de apreciação pode se expandir melhorando o otimismo e também a saúde mental.

 Reforce seus relacionamentos sociais

 “Pessoas mais socialmente conectadas à família, aos amigos e à comunidade são mais felizes, fisicamente mais saudáveis ​​e vivem mais do que as pessoas menos conectadas”, disse o psiquiatra de Harvard Robert Waldinger em sua palestra popular no TED.

A prova disso vem do estudo de Desenvolvimento de Adultos de Harvard, que acompanhou 724 homens de Boston por mais de 75 anos e depois começou a observar mais de 2.000 membros, entre filhos e esposas, deste estudo. A conclusão foi que quanto mais nos relacionamos com qualidade maior chances de uma vida longa e boa.

Encontre o seu propósito

 Encontrar um senso de propósito contribui para o bem-estar e uma vida longa e feliz, dizem os especialistas.

O psicólogo da Universidade da Pensilvânia, Martin Seligman, que cofundou o campo da psicologia positiva, diz que um senso de propósito surge quando fazemos parte de algo maior que nós mesmos. Ele aponta a religião, a família e as causas sociais como formas de aumentar o significado em nossas vidas.

 

Fonte: Extraido e traduzido do texto “Five Ways to Improve your Mental Health 2020”

do site CNN Health by Sandee LaMotte.

 

 

 

A Sessão Vai Começar – FORD vs FERRARI

A Sessão Vai Começar – FORD vs FERRARI

Vários filmes foram analisados desde novembro de 2015 quando iniciamos a coluna “A Sessão Vai Começar”. Portanto, começaremos o ano de 2020 com uma retrospectiva de pontos conversados ao longo destes anos com base no longa-metragem FORD vs FERRARI.

No filme é possível vivenciar a adrenalina esperada do universo das corridas, como também as questões do mundo corporativo relativo ao comportamento humano.

Baseado na história verídica do visionário designer de carros americanos, Carroll Shelby (Matt Damon), e do valente motorista britânico Ken Miles (Christian Bale). Juntos, combateram a interferência corporativa, as leis da física e seus próprios demônios pessoais para construir um revolucionário carro de corrida para Ford Motor Company. O objetivo era vencer a fatigante corrida conhecida como 24 horas de Le Mans e para isso Shelby recruta o melhor piloto e engenheiro de corrida Ken Miles (Christian Bale).

Diversas questões que envolvem o mundo corporativo são nitidamente apresentadas ao longo do filme como: Características das Equipes de Alto Desempenho, Foco, Gerenciamento de Conflitos e Liderança. Em fevereiro de 2016, na sessão do filme “SPOTLIGHT – Segredos Revelados”, conversamos sobre o tema Equipes de Alto Desempenho por meio do conceito PERFORM, desenvolvido pelo especialista americano em Gestão e Liderança, Ken Blanchard.  Blanchard identificou sete características específicas em todas as Equipes de Alto Desempenho e criou o modelo PERFORM com o seguinte significado:   P – Purpos & Values (Objetivo e Valores)E – Empowerment (Delegação de Poderes)R – Relationship & Communication (Relações Interpessoais e Comunicação)F – Flexibility (Flexibilidade) O – Optimal Productivity (Produtividade)R – Recognition (Reconhecimento) M – Moral (Moral)

A equipe de Carrol Shelby, que desenvolvera o carro vencedor das 24 horas de Le Mans em 1966, possuía todas as características do acrônimo acima.

Em setembro de 2016 analisamos o filme “Águas Rasas” e apresentamos o conceito de Foco através das seguintes características:

  • capacidade de atentar para as coisas que vão ajudar você e evitar distrações que possam prejudicar o seu desempenho.
  • controle da nossa atenção para construir modelos mentais que nos garantam o comando.
  • ajuste do foco, quando necessário, de forma a concentrar os esforços no local exato.
  • porta de entrada para: percepção, aprendizagem, raciocínio, resolução de problemas e tomada de decisão.

O piloto, Ken Miles, que Carrol Shelby recruta e insiste em mantê-lo, mesmo com várias interferências do braço direito do presidente da Ford, demonstra visivelmente os conceitos acima descritos. Outro tema constatado nos conflitos internos entre os gerentes da FORD em relação ao empresário Carrol Shelby é o de Gerenciamento de Conflitos.  Na sessão do filme brasileiro “Aquarius” comentamos sobre o estudo Conflict Resolution Network (www.crnhq.org). Ele indica a existência de sinais ou pistas que determinam o surgimento de conflito. Cinco níveis podem ser identificados:

Nível 1: Desconforto. Talvez nada tenha sido dito ainda, no entanto, a impressão é que algo está errado.

Nível 2: Incidente. Ocorreu alguma coisa que não agradou e deixou você irritado.

Nível 3: Mal-entendido. Os fatos estão confusos e seus pensamentos frequentemente voltados para a situação.

Nível 4: Tensão. O peso das relações encontra-se num estágio negativo com opiniões preestabelecidas. A forma pela qual você vê a outra pessoa mudou para pior. Existe uma constante preocupação.

Nível 5: Crise. O comportamento está comprometido e as relações entram num nível difícil. Você lida com uma situação extrema levando a uma possível ruptura.

Os cinco níveis acima também são facilmente identificados nas cenas do longa de James Mangold.

Fica para o final desta sessão o tema de grande impacto nas organizações que é a Liderança.

Especialistas do assunto, Mack & Ria Story em texto publicado no blog da “Association for Talent Development Education Community” define 5 tipos de líderes:

 Tipo 1: Líder Gerencial

 Desejo de ser servido pelos pelo fato de ocupar um cargo de liderança. Vê o outro como uma ferramenta para atingir o seus objetivos. Prefere tomar todas as decisões.

Algumas características:

  • O desejo é “ser servido” em vez de “servir”.
  • O foco está no gerenciamento (direcionamento / controle) de pessoas e processos.
  • Valoriza mais a posição do que as pessoas.
  • A força vem do poder, controle, autoridade formal e resultados pessoais.

Tipo 2: Líder Relacional

Constrói relacionamentos para influenciar os outros. Desenvolve respeito mútuo, entretanto não tenta ampliar outras competências necessárias da liderança.

Algumas características:

  • O caráter é forte.
  • O desejo é servir.
  • O foco está em liderar (influenciar/liberar) pessoas.
  • Valoriza mais as pessoas do que a posição.
  • A força vem dos relacionamentos e autoridade moral.

Tipo 3: Líder Motivacional

Busca benefício mútuo para si, para os outros e para a organização. Focado nos processos. Fornece resultados para si mesmo, sua equipe, sua organização, seus clientes, seus fornecedores,sua família e sua comunidade.

Algumas características:

  • O desejo de servir.
  • As competências são desenvolvidas e especializadas.
  • Valoriza mais as pessoas do que a posição.
  • A força vem de relacionamentos, autoridade moral e resultados das equipe.

Tipo 4: Líder Inspirador

 Instiga líderes gerenciais e relacionais a se tornarem líderes motivacionais. Focado nas pessoas e não nos processos. Se concentra fortemente no desenvolvimento das forças humanas e é inspirado pelo crescimento daqueles que o segue.

Algumas características:

  • O desejo é servir e desenvolver os outros.
  • As competências são altamente desenvolvidas e especializadas.
  • Valoriza mais as pessoas do que a posição.
  • A força vem dos relacionamentos,autoridade moral e resultado das equipes.

 Tipo 5: Líder Transformacional

 A paixão e o propósito desse tipo de líder é transformar os outros. É o mais influente dos cinco tipos de líderes e altamente respeitado. Conhecido por desenvolver líderes e é capaz de influenciar vários setores e em até mesmo gerações.

Algumas características:

  • O desejo de servir e desenvolver outros.
  • As competências são altamente desenvolvidas e especializadas.
  • O foco está em desenvolver líderes motivacionais e inspiradores.
  • Valoriza mais as pessoas do que a posição.
  • A força vem dos relacionamentos, da autoridade moral, do crescimento dos outros e do respeito que eles conquistaram.

Quando tiverem oportunidade de ver o filme, busquem identificar quais estilos de liderança foram adotados por Carrol Shelby, Henry Ford II e o Enzo Ferrari.

A título de curiosidade, o filme tem a atuação do gerente de vendas o Lee Iacoca. Considerado uma das pessoas mais representativas e inspiradoras da indústria automobilística do final do século XX, ele trabalhou como gerente de vendas da FORD Motor Company. Segundo Iacocca em momentos de grande stress, é sempre melhor manter-se ocupado e colocar a sua energia em algo positivo.

Excelente 2020 e até a proxíma sessão!

A Sessão Vai Começar – A Maratona de Brittany

A Sessão Vai Começar – A Maratona de Brittany

Ao sair do filme A MARATONA DE BRITTANY, passei por uma banca de jornal e vi a capa da revista Harvard Business Review de outubro com o seguinte título: “Coloque o Propósito no Centro da sua Estratégia”. Exatamente um dos temas abordados pelo filme que eu acabara de assistir!

Baseado em fatos reais, o longa conta a história de Brittany, uma jovem de 27 anos que recebe de seu médico um diagnóstico preocupante por estar com excesso de peso. Brittany decide mudar esta situação começando a correr. O que ela não contava era que uma simples corrida no quarteirão a incentivaria para a Maratona de Nova York, mudando totalmente a sua vida.

O longa foi um dos vencedores do Festival de Sundance de 2019. Um filme ganha um festival por várias razões, e talvez A MARATONA DE BRITTANY foi premiada pelo tema central está associado à importância de estabelecer um propósito e colocá-lo em prática. Isso é tratado no filme na esfera individual.

Já o foco da matéria “Coloque o Propósito no Centro da sua Estratégia” é apresentado no âmbito organizacional. O estudo foi realizado por dois professores da IMD – International Institute for Management Development da Suíça Thomas Malnight e Ivy Buche e do professor Charles Dhanarj da Fox School of Buisness Temple University na Filadélfia.

Eles observaram as empresas com alto crescimento, investigando a importância de três estratégias: criar novos mercados, atender amplamente as necessidades do stakeholders e reescrever as regras do jogo. Entretanto os pesquisadores se surpreenderam ao descobrir mais um fator não considerado anteriormente: o propósito.

As empresas bem-sucedidas reconhecem o propósito como elemento-chave para redefinir o campo de ação e reformular suas proposições de valor.

Logo, a pesquisa concluiu que:

  • toda estratégia orientada por um propósito ajuda as empresas a superarem desafios quando ocorre uma desaceleração de crescimento e redução de lucros.
  • O propósito, como estratégia, contribui para: organizações mais unificadas, stakeholders motivados e impacto positivo abrangente na sociedade.

Como acontece na sua empresa? De acordo com os pesquisadores é possível avaliar se o propósito está no centro da sua estratégia respondendo às perguntas abaixo:

  1. O propósito hoje contribui para aumentar o crescimento e a lucratividade de sua empresa. Sim (   )   Não (   )
  2. O propósito influencia significativamente suas decisões estratégicas de investimento?      Sim (   )   Não (   )
  3. O propósito molda sua proposição central de valor? Sim (   )   Não (   )
  4. O propósito afeta o modo como você cria e gerencia suas capacidades organizacionais? Sim (   )   Não (   )
  5. O propósito está na agenda de sua equipe de liderança todas aas vezes que ela se reúne? Sim (   )   Não (   )

Se respondeu sim em todas as perguntas o seu negócio está centrado no seu propósito.

Os autores também salientam que os lideres precisam avaliar constantemente o propósito para poder direcionar a estratégia e estarem dispostos a ajustar ou redefinir essas relações à medida que mudam as condições.

Retornando ao filme, foi exatamente o que ocorreu com a Brittany, tendo que se ajustar e redefinir a sua estratégia porque as condições favoráveis mudaram após meses de treino.

Fonte: Harvard Business Review – “Coloque o Propósito no Centro da sua Estratégia”

Como superar o estresse através da resiliência

Como superar o estresse através da resiliência

Um dos tópicos mais abordados pela Psicologia Positiva é a Resiliência. Trata-se de uma característica maravilhosa de se ter, e está relacionada a uma infinidade de resultados positivos e, talvez o mais importante, pode ser melhorada. Ao abordarmos o tema estresse com um olhar na resiliência, podemos dizer que ela é uma resposta positiva ao estresse, conhecida como “defesa madura”, segundo George Vaillant, psiquiatra americano e professor da “Harvard Medical School”. Ele acompanhou um grupo de graduados por 30 anos e notou que, o que distinguia aqueles que tinham vidas bem-sucedidas e felizes era a capacidade de empregar estratégias de enfrentamento transformacionais versus respostas defensivas ao estresse.

Quando transformamos eventos negativos e positivos, preservamos a nossa integridade. A resiliência é uma característica adaptativa positiva que pode ser aprendida.

O psicólogo Ph.D. Rick Hanson, membro sênior do “Greater Good Science Center da UC Berkeley”, em seu livro mais recenteResilient: How to Grow an Unshakable Core of Calm, Strength, and Happiness” diz que a maior parte do estresse que experimentamos resulta das necessidades não atendidas.

A receita de Hanson para a resiliência baseia-se no pressuposto de que podemos atender às nossas próprias necessidades, não reagindo de forma negativa, pois possuímos os recursos internos necessários para fazer de forma positiva sem depender de outras pessoas.

Para ele três fatores definem nossa capacidade de lidar com o estresse:

  • gerenciar desafios
  • proteger nossa vulnerabilidade
  • aumentar nossos recursos

Assim, a resiliência é um músculo que se desenvolve associado às experiências positivas.

Cultivar recursos postivos é:

  • reconhecer nossas habilidades através da prática da compaixão (em relação a nós mesmos e aos outros),”mindfulness” e apredizado constante
  • promover a coragem, gratidão e confiança
  • regular nossos pensamentos, sentimentos e ações;
  • relacionar-se positivamente com os outros e com o mundo através de da inspiração e generosidade

Ao projetar experiências positivas construímos nosso capital psicológico, aprendemos a ser flexiveis e estabelecemos as bases para nos tornar resilientes.

 Fonte: tradução e adaptação do texto

“Como superar o estresse, o trauma e a adversidade através da resiliência”

do site PositivePsychology.com.

 

 

 

 

Alegria e Esperança

Alegria e Esperança

O último texto da coluna Positividade teve como últimas palavras Alegria e Esperança. Acabei de ler um livro mágico chamado “Mandela uma Estratégia do Bem”, cujo autor, Aziz Djendii, é francês e psicoterapeuta que trabalha em centros de saúde na França.

No prólogo do livro ele diz que a obra não é uma biografia de Nelson Mandela nem uma análise sobre sua vida, mas a intenção de oferecer uma reflexão e um método sobre a capacidade de uma mudança positiva na vida cotidiana, a partir do legado de Mandela. Para Djendii, a admiração por Mandela se deve ao fato de que, em nossa alma e em nosso espírito, está sempre presente o reconhecimento de nossa capacidade de ser.

Cada página me deixava ainda mais encantada com os temas e as explicações. Quando numa determinada parte aparece o título: “Depressão ou Falta de Alegria” e em seguida a citação de Mandela: “Onde quer que você esteja, assuma a responsabilidade de espalhar alegria e esperança ao seu redor”. Essa frase, vinda de alguém quem passou 27 anos na prisão, me deixou extremamente impactada. Com ela, o autor mostra que a alegria e esperança estão entre as atitudes mais libertadoras para o corpo e para a alma. Logo, ser alegre é uma questão séria e requer disciplina.

Para Mandela, a experiência humana mostra que a busca da alegria é muito mais enriquecedora quando incluímos pessoas. Ela promove efeitos positivos como a diminuição significativa do ressentimento e também da ansiedade, além da vontade de servir aos outros.

E a esperança? De acordo com a PhD Barbara Fredrickson, estudiosa no tema Positividade: “a esperança aparece quando passamos por situações complexas”. Sua essência reside em acreditar que os fatos podem mudar para melhor. As possibilidades existem e nos motivam a rever nossas capacidades de encontrar alternativas para mudar o rumo. Ficamos energizados a melhorar nossa vida e a dos outros, nos inspirando a elaborar um planejamento para colher os frutos no futuro.

Que tal seguirmos o conselho do Mandela em assumir a responsabilidade de espalhar alegria e esperança ao nosso redor?

 

Fonte: “Mandela uma Estratégia do Bem” Aziz Djendii e “Positivity” Barbara L. Fredrickson.

A Sessão Vai Começar – Não Mexa com Ela.

A Sessão Vai Começar – Não Mexa com Ela.

Em cartaz, há duas semanas, o filme “Não Mexa com Ela” traz um tema considerado “tabu” nas organizações que é a questão do Assédio Sexual e Moral. O longa-metragem, da diretora e roteirista israelense Michal Aviad, nos leva para este universo que mostra de forma progressiva como o abuso se desencadeia e até ele vai.

O filme começa com a sorridente Orna deixando uma entrevista de emprego. Ela é a mãe de três filhos e seu marido, Ofer, abriu recentemente um pequeno restaurante que ainda não gera o retorno esperado. Ofer é cético quanto ao tempo que sua esposa, recém-contratada, vai passar longe de casa. Orna, por outro lado, fica feliz em retornar ao mercado de trabalho. Com a família precisando de dinheiro, ela acredita ser realmente competente como assistente de um empreendedor imobiliário rico e poderoso. Entretanto, Orna acaba se tornando alvo de assédio de seu chefe, desde comentários sobre sua roupa e cabelo até agressivas atitudes.

Considero fundamental tratar esse assunto, primeiramente definindo Assédio Sexual e Assédio Moral.

De acordo com o artigo 216-A do Código Penal, Assédio Sexual é constranger alguém com o intuito de obter vantagem ou favorecimento sexual, prevalecendo-se o agente da sua condição de superior hierárquico ou ascendência inerentes ao exercício de emprego, cargo ou função.

Assédio Moral é exposição dos trabalhadores a situações humilhantes, constrangedoras, repetitivas e prolongadas durante a jornada de trabalho e no exercício de suas funções, onde predominam condutas negativas, relações desumanas e antiéticas, de um ou mais chefes, desestabilizando a relação da vítima com o ambiente de trabalho e a organização,  forçando-a a desistir do emprego (fonte: Guia Trabalhista).

Após as definições, nossa sessão segue com as seguintes perguntas:

  • O que faz alguém continuar trabalhando com pessoas que se comportam de forma inadequada?
  • Como sair de situações de abuso?
  • De que maneira podemos oferecer apoio às vítimas?
  • Como capacitar profissionais e líderes para enfrentar esta questão?

São perguntas que precisam ser discutidas e colocadas para reflexão. Assim, se alguém passar por um caso parecido com o de Orna poderá agir para mudar este cenário extremamente inapropriado e inaceitável.

Até o próximo mês!