Guia básico do personal branding: comece já!

Guia básico do personal branding: comece já!

Ter uma marca pessoal forte, consistente e sustentável não é uma tarefa fácil. Requer tempo, dedicação e, principalmente trabalho duro. Ter um profissional especializado – um personal brander – ao seu lado pode ser uma excelente opção, entretanto, existem etapas que mesmo individualmente podemos – e devemos! – começar a nos conscientizar ou mesmo começar a agir estrategicamente em favor delas.

Para ajudar nessa jornada, listo aqui alguns princípios que devem ser priorizados no desenvolvimento e no gerenciamento de uma marca pessoal. Ao refletir e/ou fazer pequenos ajustes na forma de conduzi-los – um ou todos! – carreira e negócios podem evoluir a novos níveis.

Reconheça sua especialidade

Marca pessoal está relacionada diretamente a uma promessa de valor. Isso quer dizer, que quando alguém refere-se a você, esta pessoa deve saber exatamente o que esperar, ou seja, o que você faz, que tipo de serviço ou de produto você entrega; qual sua característica, sua habilidade, sua melhor competência.

Trata-se em muitos casos de um acordo tácito, silencioso, mas que precisa ser muito claro para quem ‘contrata’ você’. Sendo assim, não poupe esforços para reconhecer no que você é muito bom, o que você adora fazer e especialize-se nisso. Estude, aprimore-se constantemente e promova seu talento da melhor forma. Não deixe dúvida entre seu público – potenciais clientes e parceiros de negócios – quem é você, qual a sua área de atuação e por que te escolher será mais vantajoso.

Identifique seu público

A especialização é o grande trunfo de uma marca pessoal. Sem ela, e sem promovê-la precisamente, dificilmente você consegue desenvolver uma marca pessoal efetiva e de valor. Nesta especialização você atua em outra esfera muito importante na solidificação da sua marca pessoal: a determinação do público. É com este segundo passo que você vai restringir ainda mais a sua mensagem e, com isso, torna-la mais eficiente.

Neste sentido, quanto mais especialista você for e mais especificar seu público, mais ele verá valor no que você oferece e por isso, o qualificará e o diferenciará das outras opções. Além disso, ao identificar seu público uma série de elementos da sua comunicação também poderão ser definidos: da linguagem a identidade visual.

Defina seu posicionamento

Além de saber exatamente o que você faz e pra quem você faz, é preciso que sua marca pessoal tenha um posicionamento bem definido. É como se você a dotasse de uma ‘personalidade’ por meio de ações planejadas, seja on-line ou off-line, que vão fazer seu público criar uma imagem, uma posição sobre você em sua mente. Entendeu?

Essas ‘ações planejadas’ as quais refiro-me são a forma como você se comunica nas redes sociais, em um evento, com colegas de profissão e de trabalho; pode ser como você oferta e entrega seu serviço, como você contribui com seu mercado, com sua sociedade como você lida com as pessoas próximas a você.

Mantenha uma rede de relacionamento

Nem adianta você fazer as lições anteriores e esquecer que sozinho você não vai a lugar nenhum. No personal branding gerenciar sua rede de relacionamento de forma inteligente e generosa é tão importante quanto cuidar e promover suas próprias habilidades e competências. E aqui não cabe apenas ir aos eventos do seu segmento, da sua empresa, trocar cartões… conhecer novas pessoas nas redes sociais, curtir e comentar fotos e posts. É preciso ir além! Contribuir quando necessário, gerar novas conexões, indicar quando possível e ‘desvirtualizar’ sempre!

O universo sempre conspira a favor de marcas pessoais que contribuem com outras marcas pessoais. Acredite!

Um beijo e brand-se já!

Personal branding: quando, como e pra quem ele é útil

Personal branding: quando, como e pra quem ele é útil

O personal branding tem sido um termo muito difundido nos últimos tempos e, desde seu surgimento, gera dúvidas em torno da sua aplicação e utilidade. Vamos entender como desfrutar dele em benefício de sua imagem e reputação?

Termo difundido em 1997 pelo americano especialista em management, Tom Peters, no artigo intitulado “The brand called you” (“A marca chamada você”) na revista Fast Company, o termo personal branding promovia a gerência de si mesmo como uma empresa, com o único objetivo de se distinguir na multidão de profissionais cada vez mais competitivos que cruzariam os anos 2000. Visionário na virada do século, duas décadas depois, quando a internet permite a autopromoção em larga escala, podemos considerar Tom Peters um visionário, além do primeiro grande incentivador das nossas marcas pessoais.

Hoje já há um maior entendimento da marca pessoal como um capital precioso e a certeza de que o grande estrategista americano estava no caminho certo. Ao gerenciá-la estrategicamente, sua carreira é fortemente impactada, preparando o profisisonal para o futuro e para seus objetivos de forma distinta, consistente e duradoura, com menos influências externas como crises econômicas, por exemplo.

Para saber um pouco mais sobre o personal branding, respondo aqui às principais questões que o envolvem, esclarecendo quem deve apropriar-se do conceito, quando utilizá-lo e quais são seus principais benefícios.

Saber quem você é, o que quer e como vai chegar lá

A etapa do autoconhecimento é muito importante para sua marca pessoal porque faz um raio X da sua essência: mostra as características que melhor podem te representar e aquelas menos favoráveis e que precisam ser minimizadas, o que pode ser classificado como um diferencial em você e quais são os valores que te norteiam para, então, alinhar você ao seu objetivo de carreira. Isto é, traçar um plano de ação a curto, médio ou longo prazo, se for o caso, mas ter um foco, uma meta para alcançar aquele cargo e aquele patamar profissional que você tanto quer.

Autopercepção X imagem percebida X imagem projetada

A gente pensa que não, mas pode ter uma distância enorme de como nos vemos, de como as pessoas nos veem e de como realmente gostaríamos de ser vistos. O processo de personal branding cruza essas informações através do autoconhecimento, de pesquisa e análise de objetivos de carreira, promovedo o ajuste de como o profissional é e como ele quer ser visto no futuro por meio de todos os pontos de contato entre ele e seu ‘público’, da aparência ao comportamento (online e off line).

Posicionamento

Em meio a tantos profissionais (bons, sem dúvida), deixar claro o que você faz – e de preferência com aquele diferencial que só você tem – pra qual público-alvo (quanto mais segmentado, melhor) e quais benefícios (funcionais e emocionais) as pessoas terão ao trabalhar com você, mais fácil será ocupar um lugar na mente do ‘mercado’. Sua mensagem – o que chamamos de ‘elevador pitch’– precisa ser o mais clara possível, de forma que ninguém tenha dúvidas sobre o que você oferece, gerando mais confiança nas suas relações e mais autoridade como profissional.

Reputação

Nada é tão importante quanto o legado que você deixa. Por isso, tudo que você trabalha durante o processo de personal branding tem como finalidade trazer a melhor lembrança que as pessoas possam ter de você. Porque as pessoas fazem negócios com quem confiam e competência não é o único caminho. É preciso ainda ser coerente com os discursos que você prega, com valores inegociáveis, ter cuidado com a imagem privada (ai, ai, ai redes sociais!), com as associações que você faz com outras pessoas. Tudo conta na percepção que o outro tem de você e este trabalho te ajuda a ter clareza na administração disso tudo.

Comece já!

Adotar um papel ativo no gerenciamento da sua marca não é mais uma opção para quem quer tomar as rédeas de sua carreira. E não existe tempo pra isso. Não importa se você acabou de sair da faculdade, se é um profissional corporativo já estabelecido, está em transição de carreira, é um empreendedor, um esportista ou uma celebridade: o personal branding é pra todo mundo e é pra agora. Reinvente-se!

Até a próxima e aguardo seus comentários.