Alegria e Esperança

Alegria e Esperança

O último texto da coluna Positividade teve como últimas palavras Alegria e Esperança. Acabei de ler um livro mágico chamado “Mandela uma Estratégia do Bem”, cujo autor, Aziz Djendii, é francês e psicoterapeuta que trabalha em centros de saúde na França.

No prólogo do livro ele diz que a obra não é uma biografia de Nelson Mandela nem uma análise sobre sua vida, mas a intenção de oferecer uma reflexão e um método sobre a capacidade de uma mudança positiva na vida cotidiana, a partir do legado de Mandela. Para Djendii, a admiração por Mandela se deve ao fato de que, em nossa alma e em nosso espírito, está sempre presente o reconhecimento de nossa capacidade de ser.

Cada página me deixava ainda mais encantada com os temas e as explicações. Quando numa determinada parte aparece o título: “Depressão ou Falta de Alegria” e em seguida a citação de Mandela: “Onde quer que você esteja, assuma a responsabilidade de espalhar alegria e esperança ao seu redor”. Essa frase, vinda de alguém quem passou 27 anos na prisão, me deixou extremamente impactada. Com ela, o autor mostra que a alegria e esperança estão entre as atitudes mais libertadoras para o corpo e para a alma. Logo, ser alegre é uma questão séria e requer disciplina.

Para Mandela, a experiência humana mostra que a busca da alegria é muito mais enriquecedora quando incluímos pessoas. Ela promove efeitos positivos como a diminuição significativa do ressentimento e também da ansiedade, além da vontade de servir aos outros.

E a esperança? De acordo com a PhD Barbara Fredrickson, estudiosa no tema Positividade: “a esperança aparece quando passamos por situações complexas”. Sua essência reside em acreditar que os fatos podem mudar para melhor. As possibilidades existem e nos motivam a rever nossas capacidades de encontrar alternativas para mudar o rumo. Ficamos energizados a melhorar nossa vida e a dos outros, nos inspirando a elaborar um planejamento para colher os frutos no futuro.

Que tal seguirmos o conselho do Mandela em assumir a responsabilidade de espalhar alegria e esperança ao nosso redor?

 

Fonte: “Mandela uma Estratégia do Bem” Aziz Djendii e “Positivity” Barbara L. Fredrickson.

Para ficar no emprego, jovens querem flexibilidade.

Para ficar no emprego, jovens querem flexibilidade.

O que os profissionais da geração Z, nascida a partir de 1994 e a mais nova a entrar no mercado de trabalho, procuram em um emprego não é muito diferente do que é considerado mais atraente por outras gerações: uma boa remuneração, perspectivas de carreira e um ambiente organizacional agradável. Quando questionados sobre o que fará a diferença na hora de ficar no emprego, no entanto, o que mais aparece é a flexibilidade de horários. Isso não surge com a mesma importância para nenhum outro grupo de idade.

Os dados são de um levantamento da empresa de recrutamento Talenses, feito com 3.945 profissionais de diversos níveis, idades e áreas, e que buscou identificar os principais fatores que fazem os trabalhadores escolherem uma vaga ou uma empresa.

A flexibilidade apareceu como ponto mais citado entre os mais jovens quando questionados sobre o que os faria decidir ficar em uma companhia. “Não é uma questão de atração, mas é o fator mais importante para a retenção. É uma geração que efetivamente quer equilibrar mais a relação entre vida pessoal e profissional”, diz Luiz Valente, CEO da Talenses. Em segundo lugar, empataram remuneração e clima organizacional.

A flexibilidade de horários também apareceu como elemento forte de atração para profissionais mulheres, independentemente da idade. Entre elas, 72% consideram esse um fator importante ao escolher um emprego, enquanto 57% dos homens dizem o mesmo. Ambiente organizacional, remuneração e perspectivas de carreira ainda aparecem na frente, no entanto, tanto para elas quanto para eles.

De forma geral, os elementos de atração são parecidos entre todos os grupos. Para os baby boomers, geração que hoje está mais próxima da aposentadoria, os desafios profissionais e o clima organizacional foram os mais citados. Para a geração X, nascida entre meados dos anos 1960 e a década de 1980, os fatores são os mesmos, mas se invertem na ordem de importância. Já profissionais da geração Y, nascidos entre 1980 e 1994, priorizam a remuneração e as perspectivas de carreira.

Remuneração e clima organizacional são elementos que se repetem em todos os grupos de profissionais, senão como fatores de atração, como importantes para a retenção. Segundo Valente, enquanto a remuneração costuma aparecer mais na hora da decisão por um emprego novo, é o clima organizacional que faz a diferença quando o profissional considera mudar de trabalho. “Quando o profissional recebe uma proposta e ele está olhando um conjunto de informações, um dos fatores que leva em conta é quanto ele se sente bem na organização dele hoje, o quanto admira a cultura da empresa e se o clima o motiva a ir trabalhar todo dia. Cada vez mais percebo profissionais colocando essa troca na balança”, diz.

Entre os elementos menos citados por profissionais de todos os perfis como fatores importantes na hora de decidir por um emprego estão o porte e o setor de atuação da empresa, a equipe de subordinados e o local de trabalho.

Fonte: Valor Econômico, por Letícia Arcoverde

Otimismo, Gratidão e “Flow”

Otimismo, Gratidão e “Flow”

Otimismo é uma característica que, ao julgar pela famosa citação de Winston Churchill “um pessimista vê a dificuldade em todas as oportunidades; um otimista vê a oportunidade em cada dificuldade“, devemos refletir sobre quão é benifica para o nosso bem-estar. Há evidências que o otimismo melhora o sistema imunológico, previne doenças crônicas e ajuda as pessoas a enfrentarem, adequadamente, as mais complexas situações.

De acordo com Martin Seligman, PhD em psicologia pela Universidade da Pensilvânia, as pessoas otimistas reagem aos problemas com um senso de confiança e são extremamente eficazes. Elas acreditam que os momentos negativos são temporários, limitados a determinados eventos (em vez de permearem todos os aspectos da vida de uma pessoa) e administráveis. Seligman pontua também que o otimismo é uma habilidade aprendida e os indivíduos podem mudar seus níveis de otimismo dependendo das situações em que se encontram. Pesquisas recentes indicam que otimistas e pessimistas abordam problemas de maneira diferente, e essa capacidade de lidar com a adversidade difere no resultado.

Gratidão é uma forte emoção associada ao otimismo. Trata-se de uma das dez emoções positivas do estudo da PhD Bárbara Fedrickson sobre a Positividade. Nesse trabalho foi observado que:

  • pessoas agradecidas são mais felizes, recebem mais apoio social, são menos estressadas e menos deprimidas;
  • A gratidão contribui para a resiliência, fortalecendo a própria pessoa e os relacionamentos interpessoais;
  • Estimular a cultura da gratidão dentro das organizações contribui para o compartilhamento das conquistas aumentando o engajamento entre as equipes.

“Flow” foi o conceito desenvolvido pelo psicólogo húngaro Mihaly Csikszentmihalyi para definir um estado de absorção total em uma atividade onde nada mais parece importar. Você recebe um estímulo que provoca uma ação que leva ao estado de “Flow”. O tempo voa e a atividade se torna uma experiência ótima e até estática. Para Csikszentmihalyi, o estado de “Flow” tem inúmeros benefícios pois gera naturalmente a alegria e satisfação. Os benefícios vão além uma vez que, neste estado a pessoa está frequentemente produzindo trabalhos de alta qualidade.

O otimismo, a gratidão e o estado de “Flow” são conceitos que estão incorporados num termo que denominei “Cultura da Positividade”. O comprometimento com a Cultura da Positividade desenvolve ambientes onde as pessoas se sentem seguras, respeitadas, livres da intolerância possibilitando o surgimento de duas outras fortes emoções : a alegria e a esperança.

 

Interações positivas no local de trabalho: o trabalho é social e nós também!

Interações positivas no local de trabalho: o trabalho é social e nós também!

O ambiente de trabalho evoluiu para uma economia baseada em serviços que precisa de relacionamentos positivos para prosperar. Nas sociedades industrializadas, 75% dos trabalhadores atuam no setor de serviços como transporte, bancário, entretenimento e varejo. Nesse contexto econômico, o trabalho é realizado com e através de pessoas, fazendo com que as organizações dependam de conexões interpessoais positivas para atingir seus objetivos. Por esta razão, trabalhar em equipes torna-se uma habilidade importante.

Ao mesmo tempo, o ambiente de trabalho passa a ser mais volátil, incerto e complexo, gerando assim a necessidade de profissionais mais engajados, com ideias inovadoras a também com excelentes habilidades interpessoais.

Logo, a pergunta é: Como aprimorar o desempenho profissional? Dois fatores importantes a considerar: Engajamento e Relacionamentos Positivos.

Uma pesquisa dos EUA (SHRM, 2015) destacou que a principal condição de engajamento para 79% dos entrevistados era o relacionamento com os colegas de trabalho. De fato, o local de trabalho é um importante contribuinte para o bem-estar individual, em grande parte porque oferece o potencial para relacionamentos positivos.

Inúmeros estudos mostram que os relacionamentos e o trabalho são os dois principais contribuintes para o bem-estar individual. Embora exista uma rotatividade no mercado de trabalho, a lealdade e o envolvimento com as organizações dependem das relações sociais e não de incentivos econômicos (Ragins & Dutton, 2007).

Isso pode ser uma surpresa, a menos que você esteja familiarizado com a pesquisa vinda dos estudos na Psicologia Positiva do PhD Martin Seligman que aponta que a felicidade não pode ser alcançada sem as relações sociais.

Um outro grande pesquisador e estudioso em Flow, Mihalyi Csikszentmihalyi estabelece que “Estamos programados biologicamente para encontrar outros seres humanos sendo isto um dos fatores mais importantes do mundo”.

O pesquisador de neurociência Matthew Lieberman argumenta que “Como os seres humanos são naturalmente criaturas sociais, suas interações com os outros são tão vitais quanto a comida e a água”. Para finalizar, o professor de psicologia Christopher Peterson, estudioso das Virtudes e Forças de Caráter, resume o tema nas seguintes palavras: “Devemos nos importar com os outros”.

Fonte: traduzido do texto “Interações Positivas no Trabalho” ite:https://positivepsychologyprogram.com/

 

 

 

Se alguém lhe pedisse para se definir, qual seria sua resposta?

Se alguém lhe pedisse para se definir, qual seria sua resposta?

Vários temas que trago para esta coluna são traduções e adaptações do site Positive Psychology Program (positivepsychologyprogram.com). Resolvi compartilhar um resumo do texto da autora Madhuleena Roy Chowdhury apresentado no site sobre “Testes e Questionários que você pode fazer para encontrar as suas Forças”.

Ela inicia com a pergunta: “se alguém lhe pedisse para se definir, qual seria sua resposta”?

Pontos fortes são forças que influenciam nossos pensamentos, emoções e ações. Eles definem quem somos e determinam nossa singularidade.

Sabedoria, coragem, perseverança e humildade são alguns exemplos das qualidades que possuímos. Na psicologia, as forças do caráter são definidas como capacidades inatas que nos permitem superar nossos bloqueios e olhar as adversidades com mais positividade.

Conhecer nossas principais forças e fraquezas é parte crucial para entender a nós mesmos. Uma pessoa que sabe o que é bom é mais perspicaz e mais propensa a tomar as decisões certas.

Estudos sobre a eficácia da utilização das forças revelaram que, pessoas que conseguem identificar seus pontos fortes e usam no dia a dia são mais felizes.

De acordo com estes pesquisadores, isso não é suficiente. A menos que saibamos quando e como utilizar nossos pontos fortes, não vamos melhorar o nosso bem-estar.

Força pode ser algo em que somos bons, algo que nos vem naturalmente ou algo que amamos fazer. Temos então:

Habilidades baseadas em Conhecimento

Os pontos fortes que adquirimos da educação e da aprendizagem. Por exemplo, proficiência em línguas estrangeiras, conhecimento em informática, treinamento especializado e habilidades técnicas.

Habilidades Pessoais

Habilidades pessoais são as capacidades internas que determinam nossa singularidade. Honestidade, confiabilidade, flexibilidade, bondade, criatividade etc. Elas podem ser inatas ou aprendidas.

Entender a importância dos pontos fortes é uma das principais preocupações da psicologia positiva no momento, já que os estudos indicam que a maioria de nós não tem consciência dos nossos potenciais.

Do artigo da Madhuleena Roy Chowdhury extrai três indicações para descobrir os nosso pontos fortes que foram:

O Teste Gallup / Clifton Strengthsfinder

Donald Clifton, um psicólogo educacional e pesquisador, desenvolveu o Clifton Strengthsfinder Test em 2001. Ele procurou identificar as habilidades que fazem alguém se destacar no seu campo de trabalho e explorar os talentos humanos da melhor maneira possível.

Desde a sua criação, o teste The Strengthsfinder passou por várias modificações. A edição atualizada (StrengthsFinder 2.0) foi lançada em 2007 e continua sendo uma das ferramentas de avaliação mais vendidas para configurações de negócios e profissionais.

O questionário VIA – Pontos Fortes

A pesquisa ”Values ​​in Action” é, de longe, o teste mais popular para avaliar as forças de carater e saber o que eles significam. O teste foi formulado por Martin Seligman e Christopher Peterson, que apotaram as nossas virtudes e 24 forças corespondentes.

A pesquisa de caráter VIA Values in Action survey é comumente usado em ambientes corporativos para que os funcionários possam se conhecer melhor no que se refere as suas forças como também as dos outros desta forma promovendo um ambiente de trabalho mais harmonioso e produtivo.(www.viacharacter.org/www/Character-Strengths-Survey).

Teste de Habilidades de Liderança

O teste de habilidades de liderança é adequado para líderes em todos os níveis, independentemente de seus anos de experiência. A base teórica deste teste afirma que não é suficiente ser apontado como líder ou supervisor, a menos que percebamos nossas responsabilidades e as cumpramos com total convicção. O teste “ leadership skills” contém 18 declarações pontuadas em uma escala Likert de 5 pontos. As perguntas são relevantes para a liderança (https://www.mindtools.com).

Descobrir nossos pontos fortes é tão importante quanto encontrar nossas fraquezas. Faz parte da curva de aprendizado da vida e contribui diretamente para o crescimento e a melhoria levando a mudanças desejadas. Nossas capacidades são ilimitadas, simplesmente conhecê-las pode abrir um novo mundo de possibilidades diante de nós.

 

Fonte: Trechos extraído e traduzido do texto “7 Strength Finding Test and Questionnaires You Can Do Today” de Madhuleena Roy Chowdhury publicado no site https://positivepsychologyprogram.com/

Desvendando a Felicidade no Trabalho

Desvendando a Felicidade no Trabalho

O livro “Desvendando a Felicidade no Trabalho” (Unlocking Happiness at Work) de Jennifer Moss baseia-se em duas décadas de pesquisas científicas com entrevistas e estudos de caso. O livro procura desmascarar o mito de que a felicidade no trabalho é um desperdício.

O livro apresenta sugestões de como a felicidade pode ter um forte impacto no ambiente de trablaho oferencendo um maior senso de propósito.

A autora fala sobre como ser mais feliz e tornar os outros mais felizes através do poder de hábitos saudáveis, da inteligência emocional e de uma abordagem inovadora.

O livro contém estudos de casos valiosos de empresas como The Body Shop, Misfit Inc., Zappos e Lululemon.

De acordo com Moss, estamos com olhar errado em relação a felicidade. Na opinião dela, a felicidade é uma escolha que devemos conscientemente fazer todos os dias. Moss infere que a sociedade foi vítima de falsas ideias quando se trata de felicidade. Esta felicidade segundo Moss é:

  • É intangível.
  • Não pode ser alcançada.
  • Não é algo que você deva perseguir.

Quanto mais buscamos a felicidade, mais difícil fica obtê-la. Felicidade, na opinião de Moss, vem depois de você trabalhar na construção de aspectos como resiliência, eficácia, otimismo, esperança, gratidão e compaixão.

Passamos muito tempo trabalhando logo deveríamos procurar maneiras de buscar a felicidade nos lugares que passamos a maior parte do nosso tempo.

Ações mais simples, repetidas a cada dia, têm a capacidade de alcançar resultados favoráveis. Conectar-se com seus colegas e tentar conhecê-los melhor pode ajudar muito na construção de um ambiente agradável.

Moss sugere que você use o horário de café para se socializar pelo menos uma vez por semana ou encontrar oportunidades para ir até a mesa de alguém com quem você não está familiarizado para dizer olá. Uma conexão rápida também pode levar a mais oportunidades de colaboração.

Também é importante adquirir o hábito de agradecer. Você pode fazer isso enviando uma mensagem rápida de agradecimento ou enviar mensagens de texto para alguém sobre um trabalho bem feito. Um pequeno elogio tem um grande impacto.

O livro nos encoraja a focar na criação de novos hábitos, um de cada vez. Embora isso possa demorar um pouco, de acordo com Moss, quando a felicidade é alcançada, os impactos positivos são sentidos quase que imediatamente.

Então, que tal utilizarmos um pouquinho do nosso tempo para refletir e criar novos hábitos para gerar mais bem estar no nosso ambiente de trabalho?