Coluna da Angela Vega

angela-300x200Angela Vega é engenheira química formada na UFRJ, MBA Executivo no IBMEC e com especializações na Fundação Dom Cabral, INSEAD, Adigo e Amana-Key.

Facilitadora de processos de desenvolvimento individual, organizacional e de grupos. Na carreira empresarial, coordenou e desenvolveu projetos de gestão da mudança, gestão por processos, organização, ouvidoria e educação corporativa. Caminhante e corredora de rua, com algumas meias maratonas completadas. Participa do Presencing Institute, onde são debatidos conceitos e experiências internacionais sobre a Teoria U. É coach (executiva, de vida e de carreira), membro-fundadora do Capítulo RJ, do International Coach Federation (ICF) e aconselhadora biográfica.

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Nudges e Mudanças

Na palestra de George Brooks, Americas Leader of People Advisory Services da consultoria Ernst & Young LLP (EY), no Congresso RH Rio 2019, ouvi a expressão “behavior nudge” que me deixou curiosa com o significado da palavra “nudge” (em português: empurrão, cutucada ou incentivo). Foi apresentada como uma forma de trabalhar a mudança cultural e de mindset, para liberar o potencial extraordinário do ser humano. Por exemplo, para estimular o senso de gratidão, enviar um email aos colaboradores, sugerindo que cada pessoa escolha alguém para agradecer e o faça. Ou, para estimular a abertura para outras ideias, sugerir que cada pessoa peça a opinião de uma outra sobre um projeto, por exemplo. Na página Geekonomics, descobri que “um Nudge é qualquer aspecto da arquitetura de escolha que altere o comportamento das pessoas de uma maneira previsível, sem proibir nenhuma opção ou alterar significativamente seus incentivos econômicos. Para contar como um simples empurrão (Nudge), a intervenção deve ser fácil e barata de evitar. Nudges não são mandatos. Colocar a fruta no nível dos olhos conta como uma cutucada. Banir junk food não.” (Thaler and Sunstein 2008). Lembrei da frase de Buckminster Fuller, citado por Peter Senge no seu livro A Quinta Disciplina, “você não pode mudar como os outros pensam, mas você pode dar-lhes uma ferramenta para usarem, a qual os levará a pensar de forma diferente.” O “nudge” cumpre esse papel… precisamos ser criativos para encontrar a fórmula que estimulará a mudança desejada nos comportamentos.   Fontes: https://geekonomics.com.br/2018/08/nudge-siginificado-definicao/ A Quinta Disciplina. Peter Senge, Editora Best...

Feedback e Feedforward – Aprendizados

A palavra feedback, importada do inglês, quer dizer retroalimentação ou realimentação. Isto é, uma ação acontece e o feedback fornece uma informação sobre a ação. No meio empresarial, o feedback é considerado uma prática na gestão do desempenho dos empregados. Para casais, faria parte de uma DR (Discutir a Relação). O momento em que acontece o feedback é muito delicado. Brené Brown levanta a questão da vulnerabilidade, nos fazendo pensar que, no encontro em que este acontece, as duas pessoas ficam vulneráveis: quem dá e quem recebe o feedback. No livro “A Coragem de Ser Imperfeito”, a autora nos traz o seguinte checklist para avaliarmos se estamos prontos para dar feedback de qualidade: – Estou disposta a me sentar ao seu lado em vez de no outro lado da mesa; – Desejo colocar o problema na nossa frente em vez de entre nós (ou esfregá-lo na sua cara); – Estou pronta para ouvir, fazer perguntas e aceitar que possa não estar entendendo a questão completamente; – Quero reconhecer o que você faz bem em vez de ressaltar os seus erros; – Reconheço seus pontos fortes e como você pode usá-los para vencer seus desafios; – Posso chamá-lo à responsabilidade sem envergonhá-lo ou culpá-lo; – Estou disposta a assumir a minha parte; – Posso lhe agradecer sinceramente por seu empenho em vez de criticá-lo por suas falhas; – Consigo explicar como solucionar esses desafios vai levá-lo a crescer e a aproveitar novas oportunidades; e – Consigo vivenciar a vulnerabilidade e a abertura que espero ver em você. Tenho preferido usar e indicar a visão de Marshall Goldsmith, que nos apresenta...

A importância de encerrar – Fechar janelas para abrir portas

Ao desejar feliz ano novo, faço questão de incluir às “boas entradas”, as “boas saídas”. Venho percebendo como é importante fechar o que está em aberto, para começar algo novo. E, estando no meio do ano, vale a reflexão sobre nosso planejamento anual, avaliando o andamento dos projetos e planos. Em 2003, ouvi uma palestra do headhunter Luiz Carlos Cabrera na qual ele falava para executivos sobre a importância de fechar os ciclos. Um MBA que não tinha sido terminado, um curso que ainda estava pendente… Dizia ele que essas incompletudes ficavam no nosso cérebro, “piscando” e drenando energia. Quando fiz a formação em Life Coaching no ICI – Integrated Coaching Institute, aprendi sobre os “ralos de energia”. O que são? As coisas incompletas na nossa vida e que drenam energia dos nossos pensamentos e da nossa capacidade de realizar e focar no que realmente queremos. Outra vez, a referência ao desperdício de energia. Encontrei a explicação ao ler sobre a ânsia pela “conclusão cognitiva” explorada por Robert Cialdini. Ele afirma que nosso foco cognitivo fica “preso” e retorna sistematicamente às tarefas incompletas, problemas não resolvidos e metas não alcançadas. Pare um momento e liste o que está incompleto na sua vida. Decida o que você quer continuar e o que você quer eliminar dos seus pensamentos. Se é um curso incompleto, decida se vai continuar ou não. Se vai continuar, planeje sua vida para que isso aconteça. Se não vai continuar, decida-se, diga para si mesmo que não vai prosseguir e libere-se dessa pendência. Uma forma concreta de fazer isso, pode ser escrever a lista das suas pendências...