Coluna da Angela Vega

angela-300x200Angela Vega é engenheira química formada na UFRJ, MBA Executivo no IBMEC e com especializações na Fundação Dom Cabral, INSEAD, Adigo e Amana-Key.

Facilitadora de processos de desenvolvimento individual, organizacional e de grupos. Na carreira empresarial, coordenou e desenvolveu projetos de gestão da mudança, gestão por processos, organização, ouvidoria e educação corporativa. Caminhante e corredora de rua, com algumas meias maratonas completadas. Participa do Presencing Institute, onde são debatidos conceitos e experiências internacionais sobre a Teoria U. É coach (executiva, de vida e de carreira), membro-fundadora do Capítulo RJ, do International Coach Federation (ICF) e aconselhadora biográfica.

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Por que usar um roteiro?

Na semana passada, tive a oportunidade de participar de um curso de Oratória, visando melhorar a qualidade das palestras que ministro. Um dos pontos enfatizados foi o uso do roteiro como orientação no processo de preparação de uma palestra. A tarefa proposta incluía apresentar uma palestra com 1 minuto de duração, quase um elevator pitch ou elevator speech (ou, em português, discurso de elevador), já que esses costumam ter em torno de 30 segundos. E o que é um “discurso de elevador”? O tempo entre uma parada e outra do elevador, em que a pessoa tem a possibilidade de se apresentar ou de apresentar uma ideia a alguém que pode ajudar a concretizá-la. O objetivo é envolver a pessoa que ouve para que seja conseguida uma segunda conversa. As startups também usam essa prática. Na minha experiência, ao preparar a palestra de 1 minuto, foi marcante a diferença entre ter e não ter o roteiro. Eu estava acostumada a fazer palestras sem necessariamente ter um roteiro. Preparava os slides e usava principalmente a inspiração e a improvisação ao apresentá-los. Observei que, na ausência do roteiro, o controle do tempo fica difícil e não necessariamente conseguimos passar toda a mensagem desejada. Quanto menor o tempo disponível, maior a necessidade do roteiro para esquematizar os assuntos e as falas. Alguém pode perguntar se não ficamos “engessados” com essa prática. Lembro da frase do poeta Renato Russo que afirma que disciplina é liberdade. Se formos disciplinados, usando o roteiro; estaremos livres para desenvolver o conteúdo e conseguir o resultado esperado. A existência de um roteiro por escrito permite que as adaptações sejam...

A importância de celebrar

Em determinadas épocas do ano ficamos imersos em um clima de festa, como no Carnaval. Tudo transpira movimento e algumas pessoas vibram e se envolvem com o clima existente. É importante fazer uma distinção entre festa e celebração. Uma festa pode acontecer sem que haja um objetivo. Pode ser que a festa seja o próprio objetivo. Para a celebração, necessariamente, existe uma razão para acontecer, marcando passagens e podendo ser encarada como um portal para a fase seguinte. Nas empresas, as celebrações também precisam ocupar um papel especial. Algumas pessoas a consideram como perda de tempo e que as realizações somente precisam ser comemoradas ao final. Entretanto, a celebração das pequenas vitórias, intermediárias, pode recarregar os empregados com energia para prosseguir o caminho na direção do objetivo maior a ser alcançado, principalmente em projetos de longo prazo. Celebrar tem sua origem no verbete do Latim CELEBRARE, que quer dizer “honrar, fazer solenidade” e do verbete CELEBER, “o que é várias vezes repetido”, logo, “famoso, digno de honras”. Faz muito tempo, li um artigo sobre a importância de solenizar nas empresas. Marcar os momentos de transição, reforçar determinados ritos. As entradas e saídas de pessoas, as conquistas realizadas, as mudanças de rumos. Quando passamos a considerar que tudo é corriqueiro, que tudo é natural, perdemos a capacidade de inovar e de nos surpreender. As celebrações destinadas ao reconhecimento de pessoas são importantes para as próprias e para as demais que são expostas a um exemplo de comportamento e atitude valorizado pela empresa. Deve-se destacar que, para cumprirem seu objetivo como solenidade, devem ser explicitadas as razões que a levaram a...

Para iniciar uma Liderança Facilitadora

Cada vez mais percebo a importância de existirem líderes facilitadores. O que é ser facilitador? Aproveitando a definição proposta pela wikipedia, facilitador é alguém que ajuda um grupo de pessoas a compreender os seus objetivos comuns, auxiliando-os a planejar como alcançar estes objetivos. E o líder pode e deve desempenhar esse papel, usando processos que contribuam para criar um ambiente mais propício à convivência, harmonizando relações, e ajudando para que os resultados aconteçam. Por que isso é importante? Entre os muitos desafios enfrentados pelas empresas no mundo todo, o engajamento dos colaboradores é um destaque porque impacta diretamente nos resultados organizacionais. Em conversa com líderes, sobre mudanças, observo a existência de questões relacionadas às pessoas, principalmente. Como o líder pode ajudá-las nesses momentos de transição, para que o engajamento se mantenha ou aumente? Por outro lado, também percebo que as pessoas estão sedentas de oportunidades de diálogo: de poderem se expressar e de se perceberem ouvidas. Precisamos assumir que as reuniões são o novo locus de trabalho, não mais as salas, as mesas ou as estações e, por isso, novas condições para que o diálogo aconteça, são necessárias. Reconhecer que o espaço mudou, nos leva a considerar que não dá mais para agirmos da mesma forma que antes. Uma das recomendações que faço é incorporar o check in no início das reuniões, a mesma prática usada pela facilitação em workshops ou encontros. Para que serve? Quando chegamos em um hotel, fazemos o check in para podermos entrar, entregando documentos que nos identificam. Da mesma forma, o check in nas reuniões nos permite “chegar”, dar entrada, afirmando a presença. No processo de...