Coluna da Angela Vega

angela-300x200Angela Vega é engenheira química formada na UFRJ, MBA Executivo no IBMEC e com especializações na Fundação Dom Cabral, INSEAD, Adigo e Amana-Key.

Facilitadora de processos de desenvolvimento individual, organizacional e de grupos. Na carreira empresarial, coordenou e desenvolveu projetos de gestão da mudança, gestão por processos, organização, ouvidoria e educação corporativa. Caminhante e corredora de rua, com algumas meias maratonas completadas. Participa do Presencing Institute, onde são debatidos conceitos e experiências internacionais sobre a Teoria U. É coach (executiva, de vida e de carreira), membro-fundadora do Capítulo RJ, do International Coach Federation (ICF) e aconselhadora biográfica.

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A Transição na Mudança

A mudança está sempre presente na nossa vida. O que nem sempre nos damos conta é da transição que a acompanha. Segundo William Bridges, mudanças são eventos e situações, externos. Já as transições dizem respeito ao processo interno com o qual lidamos com as mudanças. Esse aspecto psicológico está relacionado às emoções e podemos nos deparar com o medo, a dúvida, a angústia, a incerteza. O que nos assusta não é a mudança em si, mas o que ela representa quando acontece. No momento da transição, a vulnerabilidade está presente, como quando estamos no centro da travessia de um túnel ou de uma passarela. Não temos mais a segurança de onde saímos e ainda não alcançamos a segurança do outro lado. Podemos considerar a transição como a passagem por um portal e para isso, precisamos estar abertos a entrar em contato com nossos sentimentos e refletir sobre o que aquela mudança está nos trazendo como desafio ou como oportunidade. Deixar ir para deixar vir. Marshall Rosenberg, idealizador da Comunicação não violenta, afirmava que existe uma conexão entre nossos sentimentos e as necessidades que possuímos. Por isso, na transição, quando muitos sentimentos surgem, é importante estarmos atentos(as) às nossas necessidades para que possamos identificá-las e passar pelas mudanças de forma suave e plena. E você, como tem vivido suas transições?   Imagem: gastoninaui para Pixabay  ...

Jornada Biográfica: autoconhecimento

“A biografia é uma sinfonia que cada indivíduo compõe.”                                                                  (Bernard Lievegoed) Vários caminhos podem nos levar ao autoconhecimento e um deles é o aprofundamento em nossa biografia, conhecendo seus ciclos, seus ritmos e suas curvas de desenvolvimento. A partir deles, olhar para si e identificar os fatos e sentimentos que aconteceram nas várias fases da sua vida. Esse conhecimento estruturado das leis biográficas e suas correlações foi sistematizado e desenhado por Rudolf Steiner, filósofo e pensador austríaco, que viveu de 1861 a 1925. A visão da vida em ciclos de sete anos (setênios) trazida por Steiner em suas palestras já estava presente na Grécia Antiga quando Sólon, legislador, estadista e poeta grego, em aproximadamente 550 a.C., escreveu o seguinte poema: “Quando, no sétimo ano de vida, o menino se desfaz do primeiro ciclo dentário, ele é ainda bem imaturo, mal tem o domínio da fala. Se, no entanto, Deus o aperfeiçoar por mais sete anos, já aparecerão sinais de que agora a juventude está amadurecendo. Brota-lhe a barba no terceiro setênio, e a pele a desabrochar acentua seu matiz; seu corpo estica-se cheio de força. Porém a força do homem desenvolve-se ao máximo somente agora, no quarto setênio. O homem realiza façanhas. No quinto setênio o homem procura casar-se, para que no futuro cresça uma geração próspera. Depois, no sexto, a atitude moral do homem amadurece e se fortalece; futuramente, ele não quererá mais ocupar-se com obra fútil. Por catorze anos, no sétimo e no oitavo setênios, prosperam sua fala e seu espírito com abundância e força. No nono também ainda floresce alguma coisa, mas da altura da coragem...

Autodesenvolvimento: por onde começar

Marshall Goldsmith, coach executivo e autor de diversos livros, propõe 8 ações que, na sua experiência, são indicadas para o desenvolvimento das lideranças. Considero que elas podem perfeitamente ser consideradas orientações ou recomendações para vivermos uma vida melhor e trabalharmos nossos comportamentos. As ações são as seguintes: perguntar, ouvir, pensar, agradecer, responder, envolver, mudar e acompanhar (fazer follow up). Começamos a jornada de desenvolvimento perguntando a outras pessoas como podemos melhorar. Escolha pessoas que se importem com você e queiram seu bem, como um@ amig@, parceir@, colega de trabalho. Nessa etapa, afirmamos nossa disposição de mudar, ao mesmo tempo em que assumimos, com humildade, que precisamos dessa interação com o outro. Ouvir as respostas com abertura é o próximo passo, para que o outro possa nos trazer insumos sobre nosso comportamento. No momento seguinte, precisamos processar o que foi dito, pensando e fazendo conexões sobre como incorporar os comentários em nosso processo de mudança. Lembrando de agradecer a quem nos ofereceu seu tempo e disposição para contribuir conosco; e de responder, reagindo positivamente sobre os comentários que estão sendo recebidos. Nas mudanças de comportamento, é importante envolver as pessoas ao nosso redor para nos ajudar a manter o rumo e persistir no processo. Quando falamos sobre as mudanças pretendidas criamos um compromisso maior do que quando as mantemos somente no nosso pensamento. E, para mudar, precisamos nos exercitar diariamente, repetindo os comportamentos até que eles estejam incorporados à nossa forma de agir. Para completar o conjunto das ações, está o acompanhamento com as partes interessadas, o que poderá nos oferecer insights sobre o que está sendo observado em nosso...