Coluna da Angela Vega

angela-300x200Angela Vega é engenheira química formada na UFRJ, MBA Executivo no IBMEC e com especializações na Fundação Dom Cabral, INSEAD, Adigo e Amana-Key.

Facilitadora de processos de desenvolvimento individual, organizacional e de grupos. Na carreira empresarial, coordenou e desenvolveu projetos de gestão da mudança, gestão por processos, organização, ouvidoria e educação corporativa. Caminhante e corredora de rua, com algumas meias maratonas completadas. Participa do Presencing Institute, onde são debatidos conceitos e experiências internacionais sobre a Teoria U. É coach (executiva, de vida e de carreira), membro-fundadora do Capítulo RJ, do International Coach Federation (ICF) e aconselhadora biográfica.

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Aprendizados do Tony Robbins Brasil 2019

Tive a oportunidade de participar do evento que trouxe Tony Robbins ao Brasil, em sua primeira vez no Rio de Janeiro. Já tinha lido seus livros Poder sem Limites e Desperte o Gigante Interior, nos anos 1990 e compartilho alguns conhecimentos sobre como realizar mudanças, que foram vivenciados no evento, por meio de muito movimento e entusiasmo: “Saiba que são suas as suas decisões, e não as suas condições que determinam o seu destino.” (Tony Robbins) – A energia é o segredo da execução. – O conhecimento é poder potencial. O verdadeiro poder está na execução, no fazer acontecer. – A complexidade é a inimiga da execução. Simplicidade é a chave. – A energia (para a execução) vem da nossa mente e do nosso coração. Comida não é fonte de energia (após comermos, experimentamos uma baixa de energia). – Para fazermos mudanças de forma rápida, precisamos de momentum (movimento). Pessoas felizes ficam mais felizes. – O Ciclo do Sucesso: Potencial se transforma em Ação; Ação gera Resultados; Resultados reforçam Certezas/Crenças; Crenças geram Potencial. Quando a Incerteza está presente, o Potencial não é gerado, poucas Ações acontecem e em decorrência, os Resultados não se materializam. – Para ter resultados, precisamos trabalhar primeiro a mente e as emoções. Um estudo demonstrou que jogadores de basquete que treinaram os arremessos por meio de visualização mental apresentaram melhores resultados do que aqueles que treinaram fisicamente. – Os fracassos não acontecem por causa dos recursos (tempo, dinheiro, tecnologia, conhecimento etc). Acontecem pela falta do recurso mais importante: as emoções. – Emoções são o recurso definitivo (ultimate resource): criatividade, compromisso, determinação, certeza, flexibilidade, conexão, compaixão...

Equipes Eficazes: os achados do Projeto Aristóteles

Em 2008, a empresa Google lançou o Projeto Oxigênio para identificar o que tornava um gerente excelente e se sua presença era um diferencial para as equipes. Os resultados indicaram as seguintes características: ser um bom treinador; dar autonomia e não tentar controlar tudo; expressar interesse e preocupação pelo sucesso e bem-estar de seus subordinados; ser orientado para resultados; escutar e compartilhar informações; ajudar no desenvolvimento humano; possuir uma visão e uma estratégia claras; e possuir habilidades técnicas relevantes. Em seguimento, foi iniciado o Projeto Aristóteles no qual os pesquisadores visavam descobrir como criar a equipe perfeita (produtividade), buscando entender os padrões existentes por meio de entrevistas e observações em mais de 150 equipes dentro da Google (mais de 150 horas de entrevistas). Os resultados indicaram que um conjunto de normas de grupo fazia a diferença no desempenho das equipes. Foram observadas 5 dinâmicas que tornam as equipes eficazes, a saber: 1. Segurança Psicológica. Segundo a pesquisadora de Harvard, Amy Edmondson, segurança psicológica é uma “crença compartilhada, comum aos integrantes de uma equipe, de que o grupo é um lugar seguro para correr riscos”. Existe segurança para assumir riscos e ser vulnerável. A presença da confiança faz com que todos sintam que podem se expressar e cada integrante demonstre sensibilidade em relação aos sentimentos dos demais. 2. Confiabilidade. Os integrantes da equipe cumprem suas tarefas com responsabilidade e de forma confiável, contando uns com os outros. 3. Estrutura e Clareza. A existência de papéis claros, de planos e metas definidos contribuem para a eficácia das equipes. 4. Significado. Os membros da equipe percebem um senso de propósito no trabalho...

O cérebro é feito para pensar… não para armazenar!

Minha experiência com o método criado por David Allen, o Getting Things Done (GTD), descrito no seu livro “A Arte de Fazer Acontecer” tem me confirmado essa afirmação. Sinto-me mais produtiva e criativa ao registrar as ideias que surgem em vez de deixá-las na minha cabeça. David explica que, com o desenvolvimento da neurociência e o consequente entendimento de como o cérebro funciona, fica claro que a mente é ótima para reconhecer, mas péssima para lembrar. Por isso, justifica-se a necessidade de se ter um sistema externo de armazenamento, fazendo “downloads” sistemáticos para ele. Por exemplo, podemos registrar os compromissos ou ideias em um caderno ou em outro sistema informatizado. Dessa maneira, a mente é liberada para a criatividade e para pensar, porque passa a “confiar” no seu sistema, entendendo que, em algum momento, você dará atenção ao que foi registrado. Além disso, como já foi abordado no post “A importância de encerrar – Fechar janelas para abrir portas”, tarefas incompletas interferem na qualidade do nosso pensar. Quando registrarmos a ideia ou a pendência, nosso cérebro descansa e pode ser usado para tarefas mais nobres e que exigem foco. Ganhamos energia. Por isso, defina uma forma de registrar suas ideias ou pendências para tratar delas depois. Sua produtividade pode depender disso. E você, como cuida de suas ideias e de sua mente? “Sua mente é feita para ter ideias, não para armazená-las.” (David Allen)   Referências A Arte de Fazer Acontecer. David Allen. Ed. Sextante. 2015 Post: http://eduvir.com.br/novo/a-importancia-de-encerrar-fechar-janelas-para-abrir-portas-2-minutos-de-leitura/ Imagem: Gerd Altmann por...