Coluna da Beth Accurso

Beth Accurso, CEO da Eduvir, possui sólida experiência em consultoria educacional, aprendizagem corporativa, competências organizacionais, estilos de liderança, aprendizagem para resultado e gestão do capital humano. É MBA pelo COPPEAD-UFRJ, se formou em Psicologia, possui especialização em Desenvolvimento de Executivos e em Liderança. Atuando há mais de 25 anos, exerceu funções gerenciais e executivas na área de RH, Desenvolvimento Organizacional e Planejamento Estratégico em empresas de grande porte como Lojas Americanas, Mesbla e Rede Globo de Televisão. Foi a responsável pela implantação da Uniglobo Virtual, a Universidade Corporativa da Rede Globo para as emissoras Afiliadas em todo o Brasil.

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5 tendências na Gestão de Pessoas pós-pandemia para os CEOs ficarem de olho

Daiane Andognini, especialista em Liderança e Gestão de Talentos, destaca algumas das tendências em Recursos Humanos: Flexibilização Pesquisas recentes feitas com gestores empresariais brasileiros mostram que a ampla maioria aprovou os resultados obtidos pela adoção do trabalho remoto, alternativa encontrada por muitas empresas durante este período de isolamento social. Estudo do ISE Business School, por exemplo, afirma que 80% dos executivos estão satisfeitos com o novo modelo de trabalho. Em diversas companhias o “home office” já é tido como prática principal pelo menos até o final de 2020, revelando uma maior flexibilização do trabalho presencial daqui para frente. Plataformas de engajamento A gestão remota dos colaboradores passa a ser uma das tendências da área e com isso crescem também as plataformas de engajamento. O líder de cada célula da empresa terá de ser criativo nas estratégias de gestão da equipe, criando rituais de engajamento entre o time. Isso envolve dinâmicas colaborativas, estratégias de gamificação e recompensa, alternativas de integração entre os times remotamente e outros. Hoje já há diversas plataformas intuitivas online que reúnem diversas funcionalidades e ajudam no processo de engajamento. Profissionais versáteis Mais do que nunca as competências dos profissionais terão de estar de acordo com o que a empresa espera deles e, que, vão além de atitudes básicas a qualquer função, como comprometimento e ética. É preciso ter versatilidade para encarar as tarefas do dia a dia, mas também reunir diferenciais para poder estar apto a contribuir com a empresa em outros desafios, haja vista as rápidas transformações que o mercado exige. Empatia, comunicação e visão sistêmica são algumas das características que irão se sobressair. Foco...

O impacto do Novo Normal (pós-COVID) nos negócios sob a perspectiva do pensamento sistêmico

Adoto o pensamento sistêmico como base para a reflexão sobre as organizações de hoje e do futuro. Como consultora, geralmente, opto por uma linguagem subjacente para contemplar os elementos que este tipo de pensamento traz a abordagens mais objetivas e ferramentais exigidas pela minha atuação em empresas tradicionais que precisam aprender a inovar. Com a crise do coronavirus, a visão sistêmica tornou-se ainda mais relevante. De repente, sistemas antes eficientes baseados em tecnologias dominadas tornaram-se obsoletos em poucos dias. Em movimentos desesperados, alguns clientes que resistiam às soluções digitais passaram a adotá-las rapidamente, ainda que de forma pouco coordenada. Com um novo padrão de consumo, novas agendas de sobrevivência surgiram. Mesmo em um momento de urgência que exige ação rápida, a maioria das medidas empresariais parecem ou erradas ou inúteis. Perdidos, executivos começam a questionar o futuro, mas para isso, precisam buscar outros tipos de conhecimentos para pensarem em medidas mais duradouras, além das contingências. Neste contexto, a mudança que pensadores e profissionais como eu já propagávamos (e que pareciam ainda especulativas por falta de exemplos mais próximos a cada setor da economia), passa a fazer sentido e se materializa para diversos empresários. E como as empresas podem se preparar para este mundo novo que podemos vivenciar por uma janela aberta pela COVID-19? Este artigo tem o objetivo de responder esta pergunta conceitualmente a partir do pensamento sistêmico, em especial o elegante (e, portanto, simples) modelo delineado por Peter Senge. Em seu modelo de iceberg, o autor explica que eventos acontecem em um sistema a partir de padrões de comportamentos que existem a partir de estruturas do próprio sistema...

Por que a cocriação é necessária para a inovação?

Empresas podem investir em cocriação ao fechar parceria com diversos players no mercado para manter a competitividade durante a transformação digital. A Indústria 4.0 exige alguns desafios: da mudança de cultura à adoção de tecnologias que vão gerar novos processos, produtos e serviços. No entanto, essa transformação digital demanda uma velocidade que muitas empresas não estão prontas. Por isso, a cocriação é essencial para a inovação. O motivo é que muitas organizações da indústria não possuem uma área de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) para criar possíveis soluções e validá-las no ambiente corporativo. Ainda mais quando líderes esperam obter um retorno mais rápido dos investimentos feitos. Somado a isso, dependendo do porte da empresa, gestores de TI e de negócios buscam desenvolver e fornecer soluções integradas de forma independente, econômica e eficaz. Porém, o cenário atual de pandemia indica que parcerias podem ir além dos modelos tradicionais de inovação. Em outras palavras, ser uma empresa dentro da Indústria 4.0 demanda olhar para além dos processos internos. Essa inovação colaborativa, como destaca a consultoria Deloitte, é o que vai levar o negócio além das restrições orçamentárias, garantindo receitas e competitividade. Por que a cocriação é importante na Indústria 4.0? No mercado atual, cada vez menos organizações podem confiar exclusivamente em um processo interno de P&D para gerar inovação. Por isso, adotar e desenvolver um ecossistema de inovação cooperativa se torna crítico para gerar valor para todas as partes envolvidas. Um exemplo é a Bosch. Para acelerar a inovação dentro da organização, além do setor de P&D, a multinacional alemã criou um ecossistema de startups, priorizando a criatividade dos colaboradores. Essa cocriação...