Coluna da Gilda

gilda_300x200Gilda Palhares é graduada pela PUC-RJ em Comunicação Social e pós-graduada em Psicologia Positiva e Integração com Coaching pela Psi+ e AVM Faculdade Integrada e em Administração Empresarial pela UFF. Especializada em Amadurecimento Lúdico pelo Espaço Néctar. Carreira desenvolvida durante 20 anos, na VARIG, atuando na área de RH em Educação Desenvolvimento. Especialista em programas de treinamentos: comportamentais, vendas, experiência do cliente, positividade e bem-estar. Atua como consultora na Eduvir, desde 2004.

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Como se comunicar com Compaixão durante a crise do COVID-19

Em situações de crise, precisamos nos expressar de forma mais aberta baseando-se na compaixão para que ocorra conexão emocional com as pessoas. Sem a empatia por sentimentos como ansiedade, medo e vulnerabilidade, não há estímulo para qualquer interação a nível pessoal. A comunicação com foco na compaixão requer transparência nas informações e compromissos sólidos com o comportamento. Mas, acima de tudo, ela exige um vínculo emocional. Por quê? Porque é este vínculo que nos leva a atravessar a crise em vez de desmoronar. Premissas básicas para que a comunicação com compaixão seja eficaz: Abertura: mais importante durante a crise é entender o que causa a ansiedade e o medo. As pessoas precisam saber que não estão sozinhas e seus sentimentos são importantes. Compartilhar Soluções: mostrar como os riscos podem ser reduzidos na crise e encontrar em você parceria na solução. Isso contribui para o bem-estar durante os momentos de incerteza. Persistência: seja consistente na transmissão da informação gerando confiabilidade. Fique em segurança!   Fonte: extraído e traduzido da: Next Element – How to Communicate with Compassion During Crisis – Nate Regier – March...

A Sessão Vai Começar – As Invisíveis

O filme “As Invisíveis” trata de um tema bastante comum aos nossos olhos que é a questão dos de moradores de rua. Neste longa os personagens são mulheres que passam o dia num abrigo onde tomam banho, fazem uma refeição e se protegem do frio. Após decisão da prefeitura, o abrigo feminino fecha as portas com apenas três meses de funcionamento. As assistentes sociais se empenham em reintegrar as sem-teto do abrigo à sociedade. Ao sair do cinema, pensei em vários assuntos para abordar e a reflexão foi para uma área do comportamento humano denominada autoestima. Não resta dúvida de que seres humanos que vivem em situações precárias de existência, como os moradores de rua, se tornam objeto de “desrespeito social” e de baixa autoestima. Como também é fato que existe um consenso, tanto entre leigos como especialistas, de que a autoestima é imprescindível para uma vida emocionalmente saudável, pois a forma que nos vemos se reflete nos relacionamentos profissionais e sociais. Se a autoestima é essencial, podemos entendê-la como: a forma como nos sentimos em relação à nós mesmos; o sentimento de valor pessoal; o sentimento de competência pessoal. É possível também estabelecer alguns componentes internos da autoestima que são: Autoimagem – Como você se define? Quais a suas forças e fraquezas? Autovalorização – Como você apresenta qualidades que podem ser apreciadas por várias pessoas. Autoconfiança – Capacidade para interagir, comunicar-se e engajar-se sem temer o fracasso ou rejeição. No filme As Invisíveis, os componentes acima mencionados são recuperados quando as assistentes sociais implementam uma estratégia para resgatar as competências e as habilidades das moradoras de rua, possibilitando...

O Encontro da Diversidade Cultural

No mês de fevereiro, tive a oportunidade de conhecer uma pequena parte da Índia, país com mais de um bilhão de habitantes e uma imensa diversidade linguista, religiosa e de etnias. Vivenciei um turbilhão cultural de muitas sensações e emoções. O caos cotidiano do trânsito sem sinalização, ruas sem calçadas, viadutos servindo de secador de roupas, pessoas passando roupas na rua, lavanderias a céu aberto, vacas, macacos e galinhas circulando, cores vibrantes dos vestiários das mulheres, palácios da época dos marajás, belos templos hinduístas, sikhistas, jainistas, bahá’í e mesquitas, tudo isto forma um cenário singular cercado de muita hospitalidade e gentileza. Com base neste recorte é possível pensar na importância da adaptação como diferencial para uma convivência harmoniosa. É fato que gerenciamento da diversidade diz respeito à necessidade de considerar as diferenças individuais, e essas vão além de raça, sexo, religião, etnias, alimentação, moradias, pois incluem também comportamentos, ou seja, a maneira como as pessoas agem em determinadas situações. Algumas perguntas para promover a autoconsciência sobre o tema: Estou confortável neste ambiente? Existem pessoas ou grupos os quais tenho mais dificuldade de me adaptar? Tenho tentado superar estas dificuldades? O meu desconforto afeta a minha habilidade de avançar nos meus relacionamentos profissionais e sociais? Especialistas sugerem alternativas para a adaptação: Não negar a diversidade. Não isolar aqueles que se comportam de forma diferente da sua. Identificar os comportamentos que precisam ser tratados. Adaptar-se é ter um olhar positivo para qualquer mudança. Assim sendo, pelos caminhos percorridos na Índia, me permiti à vasta gama de experiências por ela ofertadas, da qual ninguém permanece a mesma pessoa e o sentimento que gera...