Coluna da Gilda

gilda_300x200Gilda Palhares é graduada pela PUC-RJ em Comunicação Social e pós-graduada em Psicologia Positiva e Integração com Coaching pela Psi+ e AVM Faculdade Integrada e em Administração Empresarial pela UFF. Especializada em Amadurecimento Lúdico pelo Espaço Néctar. Carreira desenvolvida durante 20 anos, na VARIG, atuando na área de RH em Educação Desenvolvimento. Especialista em programas de treinamentos: comportamentais, vendas, experiência do cliente, positividade e bem-estar. Atua como consultora na Eduvir, desde 2004.

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A Sessão vai Começar: DAS FORUM

Dirigido pelo alemão Marcus Vetter, “DAS Forum” trata dos acontecimentos e bastidores do Fórum Econômico Mundial de Davos. Foi a primeira vez, em 49 anos, que um cineasta teve acesso irrestrito aos corredores e salas que as câmeras de TV não puderam acompanhar. O Fórum de Davos é realizado desde 1971, na Suíça, pelo criador e organizador suíço-alemão Klaus Martin Schwab. Anualmente, os principais líderes empresariais, políticos, intelectuais e jornalistas se reúnem para debater questões mundiais abrangendo situações comerciais, de saúde e meio ambiente. Ao longo do tempo, o Fórum também se constituiu como ponto de inovação em que se apresentam novas tecnologias que visam auxiliar na melhoria da vida coletiva. Ao terminar de assistir o documentário, lembrei-me do livro “O Jogo Infinito” do autor e palestrante Simon Sinek. O capítulo 2, denominado “Causa Justa”, me fez pensar nas discussões sobre sustentabilidade, tema central da 50ª edição Fórum Econômico Mundial, em Davos. Para entendermos a ideia de “Causa Justa”, Sinek inicia o capítulo descrevendo a história do botânico Russo Nikolai Vavilov, que tinha o sonho de acabar com a fome no mundo e seu plano consistia em utilizar a ciência emergente da genética para gerar “super-plantas”, capazes de crescer em todos os locais e em todos climas – dos desertos de areia mais frias durante secas ou inundações, podendo salvar civilizações inteiras. Durante a II Guerra Mundial, no cerco de Leningrado, a equipe de cientistas do Vavilov trabalhava para proteger o banco de sementes e cereais. Este era o foco da “Causa Justa” dos cientistas. É importante ressaltar que Sinek define uma “Causa Justa” como uma visão específica de um...

A Sessão Vai Começar: O Primeiro da Classe

Falar sobre educação, para quem trabalha com desenvolvimento de pessoas, é sempre uma alegria. Recebi a indicação do filme “O Primeiro da Classe” (2008), da Associação Brasileira de Treinamento e Desenvolvimento (ABTD). O fato deste narrar uma história real despertou ainda mais a minha curiosidade. O personagem Brad Cohen é portador da Síndrome de Tourette, um distúrbio neuropsiquiátrico caracterizado por tiques múltiplos, motores ou vocais que ocorrem de formas repetidas e involuntárias. Por este motivo sofre humilhações desde a infância. O sonho de Brad era ser professor do ensino fundamental. Já adulto e com um ótimo currículo, vai atrás do seu propósito, mas é sempre rejeitado ao apresentar as manifestações da síndrome nas entrevistas. Não desiste até que finalmente uma escola o contrata e então consegue reconhecimento pelo seu extraordinário trabalho. O filme apresenta questões interessantes como: preconceito, frustração, motivação, autoconfiança, determinação, humildade, amor ao aprendizado, perspectiva e criatividade. Dando continuidade aos estudos das forças de caráter, tema abordando em outras sessões, falaremos sobre a força da Humildade relacionada à virtude da Temperança e as forças do Amor ao Aprendizado, Perspectiva e Criatividade relacionadas à virtude da Sabedoria e Conhecimento. Iniciamos com a força da Humildade. Ela envolve uma avaliação precisa das nossas habilidades, como o reconhecimento das nossas limitações e abertura para novas ideias, apreciando e valorizando as coisas ao nosso redor. Essa força desenvolve as relações interpessoais, pois as pessoas humildes tendem a ter níveis mais altos de gratidão, perdão, espiritualidade e saúde. Seguimos agora para a força Amor pelo Aprendizado, que é reconhecida pela paixão que suscita ao ato de aprender. Ao descobrir algo novo, portas se abrem...

A Sessão vai Começar: Um Senhor Estagiário

Falar sobre diversidade é sempre oportuno. Já tratamos esse tema em algumas sessões, com os filmes “Zootopia – Esta Cidade é um Bicho”, “Uma Mulher Fantástica” e “Estrelas Além do Tempo”. Os tópicos abordados nestes filmes foram gênero, raça e homoafetividade. Entretanto, o mundo da diversidade trata de muitos outros temas como crenças, estado civil, classes sociais, etnias, necessidades especiais e etarismo. Revendo revistas antigas como Psique, Você S/A, Filosofia e Vida Simples, encontrei, na primeira revista citada, uma edição de 2015 que trazia uma matéria sobre “Etarismo nas Organizações”. De acordo com ela, “é no contexto profissional que estereótipos e preconceitos relacionados à idade se tornam mais explícitos”. Lembrei logo do filme “Um Senhor Estagiário”, estrelado por Anne Hathaway e Robert De Niro. Ben é um homem de 70 anos, viúvo e aposentado, que precisa de um novo propósito na vida. Uma oportunidade, um tanto inusitada, bate em sua porta quando uma startup de vendas online inicia um processo seletivo para estagiário sênior. Ele, então, se candidata e consegue a vaga.  Ao chegar na empresa, se depara com um ambiente diferente do seu trabalho anterior, além de ter que lidar com uma geração diferente da sua. Tanto Ben quanto os seus novos colegas poderiam perceber as dificuldades de ambos e se manter irredutíveis em suas posturas. Entretanto, eles abandonam esse pensamento e se ajudam mutuamente através do espírito de compartilhar conhecimento, possibilitando o crescimento de todos. A pergunta para nossa reflexão seria: “Quais são os comportamentos negativos que exibem discriminação por idade? De acordo com estudos, alguns aspectos seriam: Adotar políticas de recrutamento que impõem limites de idade à elegibilidade de uma pessoa. Ser rejeitado em uma promoção e a posição dada a alguém mais jovem. Ser negligenciado ou...