Coluna da Gilda

gilda_300x200Gilda Palhares é graduada pela PUC-RJ em Comunicação Social e pós-graduada em Psicologia Positiva e Integração com Coaching pela Psi+ e AVM Faculdade Integrada e em Administração Empresarial pela UFF. Especializada em Amadurecimento Lúdico pelo Espaço Néctar. Carreira desenvolvida durante 20 anos, na VARIG, atuando na área de RH em Educação Desenvolvimento. Especialista em programas de treinamentos: comportamentais, vendas, experiência do cliente, positividade e bem-estar. Atua como consultora na Eduvir, desde 2004.

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A Sessão vai Começar: Harriet

Como as salas de cinemas ainda não abriram, continuo nos serviços de streaming e canais por assinatura. Nesta sessão, escolhi o filme do gênero cinebiografia chamado Harriet. A atriz Cynthia Erivo concorreu este ano para o Oscar de melhor atriz, por sua extraordinária atuação. O longa conta a trajetória de Harriet, nascida por volta de 1820 como escrava numa fazenda no Condado de Dorchester, no estado de Maryland. Harriet foi espancada e açoitada por seus vários mestres quando criança. Ainda muito jovem sofreu um ferimento traumático na cabeça que a deixa sofrendo de convulsões e dores pelo resto da vida. Em 1849, com base nos rumores de que estava prestes a ser vendida, movida pelo propósito de ser livre, Harriet foge da fazenda e percorre 160km a pé até a Filadélfia para obter liberdade. Não satisfeita em ser livre sem a família, em dezembro de 1850 resgata a irmã e os dois filhos. Essa jornada gerou mais de 19 incursões, cada vez mais perigosas, nas quais, durante a década seguinte, conduziram pelo menos 70 escravos fugitivos ao longo do “Underground Railroad”, uma associação antiescravista até o Canadá. Harriet continuou suas atividades antiescravidão durante a Guerra Civil, servindo como escoteira, espiã e enfermeira do Exército da União, até se tornar a primeira mulher dos EUA a liderar tropas para a batalha. Analisando com base no livro “Character Strengths and Virtures” de Christopher Peterson e Martin Seligman observamos em Harriet a virtude da Coragem que compõe as forças de carácter da bravura, persistência, honestidade e vitalidade. Essas forças fortaleceram a estratégia utilizada para cumprir a missão de resgatar os escravos. Conheçamos mais características dessas forças. Bravura pode ser definida como uma força onde as pessoas não se retraem quando ameaçadas, pelo contrário, elas encaram desafios mesmo que...

Felicidade dá lucro

Em 2015, comprei o livro “Felicidade dá Lucro” do Márcio Fernandes. O título me chamara atenção pois terminava a pós em Psicologia Positiva e Coach. No meu trabalho de conclusão observei que, ao potencializar ações positivas nas organizações (sejam elas hospitalares, de ensino e outras) obtemos maior engajamento da equipe, e desta forma gerando bem-estar. Márcio Fernandes foi presidente da Elektro, uma das maiores distribuidoras de energia elétrica do Brasil. Ele assumiu o cargo em 2011, antes dos 40 anos de idade. Em 2016, foi nomeado executivo de valor em seu setor, pelo jornal Valor Econômico. Em 2017, alcançou 100% da confiança dos seus quase 4 mil colaboradores de acordo com a pesquisa Great Places To Work. Em seu livro, ele finaliza cada capítulo com o tema “Direto ao Ponto”. Abaixo, algumas das ideias expostas que considero interessantes. Aproveite para aprender tudo o que puder com quem tem interesse genuíno em você. Se você quer que sua equipe tenha determinadas atitudes, seja sempre o primeiro a dar o exemplo. Não adianta cobrar sem antes oferecer o modelo. Aprenda a delegar, pois é uma forma de estimular a autonomia da sua equipe. Não permita que a timidez ou os preconceitos levantem barreiras entre você e os outros. Às vezes, a vida coloca diante de nós obstáculos reais e concretos. Não fique paralisado, sempre existem caminhos para contornar as dificuldades. Aceite o desafio de ir trabalhar na área em que a empresa mais precisa de suas competências. Nem tudo acontece como planejado. Por isso, nas turbulências, identifique as oportunidades e aproveite-as. Para liderar, o primeiro passo é manter aberto o canal da escuta...

Não temos um script no momento

Em uma sessão ao vivo, na conferência virtual da Association for Talent Development, Elliott Masie, presidente da Learning Consortium falou sobre a realidade atual e projetou um olhar para o futuro. O início da sessão mostrou sobre a possibilidade de pensar na aprendizagem “Lego” , ou seja “blocos de aprendizagem”. Salientou também que, grande parte do aprendizado e do conhecimento encontra-se nos nossos colegas de trabalho e não necessariamente na equipe corporativa de educação e desenvolvimento. Masie delineou quatro estágios do aprendizado corporativo durante a pandemia. Estágio 1: “Oh,droga!”. Durante esse período as organizações vivenciaram um movimento parecido como de um “looping”, pois, muitos dos seus colaboradores, quase instantaneamente, foram obrigados a trabalhar de casa. Isso sem as ferramentas necessárias como banda larga, dividindo espaços limitados com outros membros da família que também aprendiam a trabalhar de casa. Nesse estágio ocorreu pouco aprendizado formal. Estágio 2: fomos apresentados aos desafios e às oportunidades de adaptação e adoção de novas formas de aprendizagem. Usamos as ferramentas existentes para ajudar a manter algum grau de conectividade. Ocorreu uma certa conscientização para reconhecer as mudanças. Nesse momento passamos a não exigir a utilização dos webinars, com a intenção de não sobrecarregar os colaboradores. Entretanto, eles ansiavam por mais suporte, acesso ao conhecimento especializado e mais conexão. Estágio 3 – neste estágio deveríamos ter em mente a seguinte pergunta: “como otimizar o apoio aos funcionários”? O “e” do e-learning de hoje não significa de eletrônico, mas sim de evolução e, mais importante, de empatia. Tudo isso faz parte do aprendizado atual. A área de educação e desenvolvimento precisa de reconhecer que seus profissionais vivem uma experiência completamente diferente, lidando com incertezas econômicas...