Coluna da Gilda

gilda_300x200Gilda Palhares  é graduada pela PUC-RJ em Comunicação Social e pós-graduada em Psicologia Positiva e Integração com Coaching pela Psi+ e AVM Faculdade Integrada e em Administração Empresarial pela UFF. Carreira desenvolvida durante 20 anos, na VARIG, atuando na área de RH em Educação Desenvolvimento. Especialista em desenvolver e ministrar programas de treinamentos comportamentais desde 2004 atua como consultora na Eduvir Consutoria.
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A Sessão Vai Começar – Retrospectiva 2018

O final do ano é sempre um momento onde realizamos uma reflexão sobre os acontecimentos que ocorreram durante o ano. Vou finalizar a última sessão de 2018 como fiz em 2017 fazendo uma retrospectiva dos filmes apresentados e os temas abordados. Lembrando que um filme nos leva a pensar sobre múltiplos temas. Os abaixo relacionados são pertinentes a algum conceito específico com foco nas organizações e no âmbito do bem-estar. Janeiro – O Destino de Uma Nação. O tema abordado foi da Liderança Positiva. Fevereiro – A Forma da Água que foi indicado ao Oscar 2018. Ganhou o Oscar de melhor filme e diretor. Conversamos sobre a Comunicação Não – Verbal. Março – Filmes das atrizes candidatas ao Oscar 2018 para celebrar o “Dia Internacional da Mulher”. O foco do texto foi sobre as Emoções Positivas baseado no estudo da PhD Barbara Fredrickson especialista em Positividade da Universidade Carolina do Norte. Abril – Um Lugar Silencioso – O tema exposto foi sobre a Habilidade de Ouvir. Maio – Gringo – Apresentamos o tema da Ética Corporativa Junho – A Busca do Chef Ducasse – Falamos sobre a questão da Liderança Transformadora. Julho – Festival Varilux de Cinema – Abordamos o tema da dinâmica da Percepção e como ela influencia a Comunicação. Agosto – Missão Impossível – Efeito Fallout”. O tema apresentado foi a Teoria da Autodeterminação (STD). Setembro “Escobar: A Traição. Relacionamos o filme a ferramenta “Story Telling”. Outubro – Ponto Cego. O olhar foi para Sentido dos Afetos pelo ponto de vista do filósofo do século XVII Baruch Espinoza. Novembro – O Primeiro Homem – A intensão foi...

A Sessão Vai Começar – O Primeiro Homem

O filme O Primeiro Homem (First Man) conta a admirável história da missão da Nasa (agência espacial norte-americana) de levar o homem à Lua, tendo como personagem central: Neil Armstrong, o primeiro astronauta que pisou em solo lunar. O filme explora o sacrifício de Armstrong e dos Estados Unidos para levar adiante uma das missões mais perigosas da História. Para o próprio Armstrong e, em consequencia, para sua família, essa caminhada foi repleta de dificuldades físicas e emocionais. Ele estava fazendo um trabalho, é claro, mas que poderia matá-lo. Ele sabia disso, sua família sabia disso, seus colegas astronautas também sabiam disso, mas apesar desse risco ele não desistiu. Graças ao êxito da missão Apolo 11, o homem caminhou na Lua há 49 anos. Ao fim de oito dias, os três astronautas da Apolo 11 (os outros dois que participaram da histórica viagem foram Michael Collins e Edwin “Buzz” Aldrian) retornaram à Terra em segurança. Para que essa meta fosse cumprida podemos dizer que foi necessário provocar um conceito chamado de Positive Desruption (Ruptura Positiva). A Positive Desruption pode ser vista de várias formas: Desafiar o status quo, para se tornar mais produtivo ou proativo no mercado Desconsiderar medos e pessimismo, para trazer uma visão ou um novo produto à indústria Investir mais plenamente nos colaboradores, para revigorar a força vital da empresa A Positive Disruption permite uma mudança cultural, pois altera a maneira como pensamos, o nosso comportamento e a forma como fazemos negócios. Essa nova postura transforma o impossível em realidade. Em 20 de julho de 1969, o astronauta Neil Armstrong caminhou na Lua. Sua primeira declaração...

A Sessão Vai Começar – Ponto Cego

Em várias outras sessões ressaltei que é possível reconhecer múltiplos temas dentro de um mesmo filme. Em Ponto Cego (Blindspotting) o diretor lança nosso olhar para questões que tangem a violência policial, a desigualdade social e a marginalização dos habitantes de uma determinada localidade que estão passando por um processo de gentrificação. Tudo isso é visto através dos personagens Collin e Miles – um negro e outro branco -, que são amigos de infância e também trabalham juntos numa empresa de mudanças. A questão é que Collin está a três dias de conquistar sua liberdade condicional e não quer entrar em nenhuma encrenca. Já Miles é inconsequente e impetuoso, o que pode comprometer a liberdade do amigo. Na mesma semana em que vi esse filme participei de uma palestra ministrada por um professor de Filosofia sobre Os Sentidos Dos Afetos. E um dos módulos tinha como tema a Alegria pelo ponto de vista do filósofo do século XVII Baruch Espinoza. Bem, a pergunta que coloco sobre o filme Ponto Cego é: como poderíamos relacionar esse tema à ideia de Alegria de Espinoza. Penso que nas relações interpessoais dos personagens Collin e Miles. Segundo Espinoza, todo organismo vivo se esforça não só para se proteger, mas também para aumentar sua potência vital, ou seja, se aperfeiçoar. Esse esforço decorre de encontrarmos com outras pessoas as quais nos afetam e pelas quais somos afetados. Nesses encontros, em que potencializamos nossas forças positivas, geramos a alegria e, consequentemente, uma ação positiva. Já nos encontros em que diminuímos a nossa vitalidade geramos tristeza e, consequentemente, uma reação negativa. Em várias cenas do filme...