Coluna da Gilda

gilda_300x200Gilda Palhares  é graduada pela PUC-RJ em Comunicação Social e pós-graduada em Psicologia Positiva e Integração com Coaching pela Psi+ e AVM Faculdade Integrada e em Administração Empresarial pela UFF. Carreira desenvolvida durante 20 anos, na VARIG, atuando na área de RH em Educação Desenvolvimento. Especialista em desenvolver e ministrar programas de treinamentos comportamentais desde 2004 atua como consultora na Eduvir Consutoria.
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A Sessão Vai Começar – Ponto Cego

Em várias outras sessões ressaltei que é possível reconhecer múltiplos temas dentro de um mesmo filme. Em Ponto Cego (Blindspotting) o diretor lança nosso olhar para questões que tangem a violência policial, a desigualdade social e a marginalização dos habitantes de uma determinada localidade que estão passando por um processo de gentrificação. Tudo isso é visto através dos personagens Collin e Miles – um negro e outro branco -, que são amigos de infância e também trabalham juntos numa empresa de mudanças. A questão é que Collin está a três dias de conquistar sua liberdade condicional e não quer entrar em nenhuma encrenca. Já Miles é inconsequente e impetuoso, o que pode comprometer a liberdade do amigo. Na mesma semana em que vi esse filme participei de uma palestra ministrada por um professor de Filosofia sobre Os Sentidos Dos Afetos. E um dos módulos tinha como tema a Alegria pelo ponto de vista do filósofo do século XVII Baruch Espinoza. Bem, a pergunta que coloco sobre o filme Ponto Cego é: como poderíamos relacionar esse tema à ideia de Alegria de Espinoza. Penso que nas relações interpessoais dos personagens Collin e Miles. Segundo Espinoza, todo organismo vivo se esforça não só para se proteger, mas também para aumentar sua potência vital, ou seja, se aperfeiçoar. Esse esforço decorre de encontrarmos com outras pessoas as quais nos afetam e pelas quais somos afetados. Nesses encontros, em que potencializamos nossas forças positivas, geramos a alegria e, consequentemente, uma ação positiva. Já nos encontros em que diminuímos a nossa vitalidade geramos tristeza e, consequentemente, uma reação negativa. Em várias cenas do filme...

A Sessão Vai Começar – Escobar: A Traição

O filme “Escobar: A Traição” é narrado pelo ponto de vista de Virginia Vallejo, interpretada pela atriz Penélope Cruz. Virginia Vallejo foi a primeira jornalista a entrevistar Pablo Escobar, chefe do cartel de drogas de Medellín, na Colombia. Os dois se apaixonaram loucamente e mantiveram um relacionamento romântico e tempestuoso que durou por volta de cinco anos. Terminou em 1987, na véspera da guerra de Escobar com o cartel de Cali e o estado colombiano. Ao terminar de ver o filme pensei sobre como somos naturalmente atraídos por boas histórias. Elas nos fazem refletir, nos inspiram, nos fazem rir e, algumas, nos fazem mudar. Dessa forma, nesta sessão, queria compartilhar com vocês sobre a ferramenta chamada “storytelling”. Contamos histórias para vender nossas ideias, para persuadir as pessoas, para educar, para motivar as equipes. Logo, podemos dizer que é uma das formas de comunicação que pode gerar excelentes resultados. De acordo com Anna Sullins, gerente de Treinamento e Desenvolvimento do Biltmore Center for Professional Development, com sede na Carolina do Norte (EUA),“storytelling” pode desempenhar um papel fundamental no sucesso da organização quando usada de maneira estratégica. Ela gera um senso de urgência nos outros, criando uma visão compartilhada e inspirando aqueles ao nosso redor a agir. Uma história bem trabalhada pode levar as equipes a transformar o planejamento em execução. Contar histórias como uma estratégia de negócios gera uma vantagem competitiva. Sugiro as seguintes perguntas para reflexão: Qual é a sua história? Como isso está sendo dito? Quem está alcançando? Como você pode aproveitar isso? Cabe aqui lembrar uma frase do célebre produtor de cinema Dino de Laurentiis. Ele dizia:”O público quer...

A sessão vai começar – Missão Impossível – Efeito Fallout

O cinema é uma das artes que mais possuem gêneros. Osfilmes de ação e aventura, por exemplo,são caracterizados por cenas com mais imagens e movimentos do que com palavras e diálogos.Entretanto,essas categorias devem ser capazes de transmitir algo sobre a personalidade dos personagens e as circunstâncias em que se encontram. Com esse olhar, achei interessante conversarmos sobre a personalidade de Ethan Hunt (Tom Cruise), o personagem protagonistade todos os filmes Missão Impossível, estabelecendo uma correlaçãocom aTeoria da Autodeterminação (Self Determination Theory), desenvolvida pelos PhDs Edward L. Deci e Richard M. Ryan, da Universidade de Rochester,em Nova Iorque (EUA). A Teoria da Autodeterminação(SDT) propicia um amplo quadro para o estudo da motivação humana e personalidade. De acordo com Ryan e Deci, aSDT realça a importância dos recursos próprios do ser humano e a relevância de satisfazertrês necessidades psicológicas básicas e inatas que são: Necessidade de Competência – Refere-se à necessidade de ser eficaz e realizar as ações propostas. Necessidade de Vínculo – Refere-se à necessidade de ter relacionamentos significativos. Necessidade de Autonomia –Refere-se à necessidade de as pessoas viverem de acordo com os seus valores e podendo executar as suas atividades com liberdade. De que forma a personalidade de Ethan Hunt estaria relacionada a essa teoria? Necessidade de Competência -O protagonista dos filmes Missão Impossível exerce suas funções com extrema eficiência e sempre realiza as missões que lhe são propostas. Necessidade de Vínculo – Ethan valoriza a equipe e tem vínculos fortes com ela. Neste último filme,Missão Impossível – Efeito Fallout, a missão inicialque lhe foi destinada falhou, pois Ethanoptou por salvar um membro da sua equipe, o personagem Lutero. Necessidade de Autonomia -Ainda no...