Coluna da Gilda

gilda_300x200Gilda Palhares  é graduada pela PUC-RJ em Comunicação Social e pós-graduada em Psicologia Positiva e Integração com Coaching pela Psi+ e AVM Faculdade Integrada e em Administração Empresarial pela UFF. Carreira desenvolvida durante 20 anos, na VARIG, atuando na área de RH em Educação Desenvolvimento. Especialista em desenvolver e ministrar programas de treinamentos comportamentais desde 2004 atua como consultora na Eduvir Consutoria.
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A Sessão Vai Começar – Não Mexa com Ela.

Em cartaz, há duas semanas, o filme “Não Mexa com Ela” traz um tema considerado “tabu” nas organizações que é a questão do Assédio Sexual e Moral. O longa-metragem, da diretora e roteirista israelense Michal Aviad, nos leva para este universo que mostra de forma progressiva como o abuso se desencadeia e até ele vai. O filme começa com a sorridente Orna deixando uma entrevista de emprego. Ela é a mãe de três filhos e seu marido, Ofer, abriu recentemente um pequeno restaurante que ainda não gera o retorno esperado. Ofer é cético quanto ao tempo que sua esposa, recém-contratada, vai passar longe de casa. Orna, por outro lado, fica feliz em retornar ao mercado de trabalho. Com a família precisando de dinheiro, ela acredita ser realmente competente como assistente de um empreendedor imobiliário rico e poderoso. Entretanto, Orna acaba se tornando alvo de assédio de seu chefe, desde comentários sobre sua roupa e cabelo até agressivas atitudes. Considero fundamental tratar esse assunto, primeiramente definindo Assédio Sexual e Assédio Moral. De acordo com o artigo 216-A do Código Penal, Assédio Sexual é constranger alguém com o intuito de obter vantagem ou favorecimento sexual, prevalecendo-se o agente da sua condição de superior hierárquico ou ascendência inerentes ao exercício de emprego, cargo ou função. Assédio Moral é exposição dos trabalhadores a situações humilhantes, constrangedoras, repetitivas e prolongadas durante a jornada de trabalho e no exercício de suas funções, onde predominam condutas negativas, relações desumanas e antiéticas, de um ou mais chefes, desestabilizando a relação da vítima com o ambiente de trabalho e a organização,  forçando-a a desistir do emprego (fonte: Guia Trabalhista). Após as definições,...

Otimismo, Gratidão e “Flow”

Otimismo é uma característica que, ao julgar pela famosa citação de Winston Churchill “um pessimista vê a dificuldade em todas as oportunidades; um otimista vê a oportunidade em cada dificuldade“, devemos refletir sobre quão é benifica para o nosso bem-estar. Há evidências que o otimismo melhora o sistema imunológico, previne doenças crônicas e ajuda as pessoas a enfrentarem, adequadamente, as mais complexas situações. De acordo com Martin Seligman, PhD em psicologia pela Universidade da Pensilvânia, as pessoas otimistas reagem aos problemas com um senso de confiança e são extremamente eficazes. Elas acreditam que os momentos negativos são temporários, limitados a determinados eventos (em vez de permearem todos os aspectos da vida de uma pessoa) e administráveis. Seligman pontua também que o otimismo é uma habilidade aprendida e os indivíduos podem mudar seus níveis de otimismo dependendo das situações em que se encontram. Pesquisas recentes indicam que otimistas e pessimistas abordam problemas de maneira diferente, e essa capacidade de lidar com a adversidade difere no resultado. Gratidão é uma forte emoção associada ao otimismo. Trata-se de uma das dez emoções positivas do estudo da PhD Bárbara Fedrickson sobre a Positividade. Nesse trabalho foi observado que: pessoas agradecidas são mais felizes, recebem mais apoio social, são menos estressadas e menos deprimidas; A gratidão contribui para a resiliência, fortalecendo a própria pessoa e os relacionamentos interpessoais; Estimular a cultura da gratidão dentro das organizações contribui para o compartilhamento das conquistas aumentando o engajamento entre as equipes. “Flow” foi o conceito desenvolvido pelo psicólogo húngaro Mihaly Csikszentmihalyi para definir um estado de absorção total em uma atividade onde nada mais parece importar. Você...

Interações positivas no local de trabalho: o trabalho é social e nós também!

O ambiente de trabalho evoluiu para uma economia baseada em serviços que precisa de relacionamentos positivos para prosperar. Nas sociedades industrializadas, 75% dos trabalhadores atuam no setor de serviços como transporte, bancário, entretenimento e varejo. Nesse contexto econômico, o trabalho é realizado com e através de pessoas, fazendo com que as organizações dependam de conexões interpessoais positivas para atingir seus objetivos. Por esta razão, trabalhar em equipes torna-se uma habilidade importante. Ao mesmo tempo, o ambiente de trabalho passa a ser mais volátil, incerto e complexo, gerando assim a necessidade de profissionais mais engajados, com ideias inovadoras a também com excelentes habilidades interpessoais. Logo, a pergunta é: Como aprimorar o desempenho profissional? Dois fatores importantes a considerar: Engajamento e Relacionamentos Positivos. Uma pesquisa dos EUA (SHRM, 2015) destacou que a principal condição de engajamento para 79% dos entrevistados era o relacionamento com os colegas de trabalho. De fato, o local de trabalho é um importante contribuinte para o bem-estar individual, em grande parte porque oferece o potencial para relacionamentos positivos. Inúmeros estudos mostram que os relacionamentos e o trabalho são os dois principais contribuintes para o bem-estar individual. Embora exista uma rotatividade no mercado de trabalho, a lealdade e o envolvimento com as organizações dependem das relações sociais e não de incentivos econômicos (Ragins & Dutton, 2007). Isso pode ser uma surpresa, a menos que você esteja familiarizado com a pesquisa vinda dos estudos na Psicologia Positiva do PhD Martin Seligman que aponta que a felicidade não pode ser alcançada sem as relações sociais. Um outro grande pesquisador e estudioso em Flow, Mihalyi Csikszentmihalyi estabelece que “Estamos programados biologicamente...