Coluna da Gilda

gilda_300x200Gilda Palhares é graduada pela PUC-RJ em Comunicação Social e pós-graduada em Psicologia Positiva e Integração com Coaching pela Psi+ e AVM Faculdade Integrada e em Administração Empresarial pela UFF. Especializada em Amadurecimento Lúdico pelo Espaço Néctar. Carreira desenvolvida durante 20 anos, na VARIG, atuando na área de RH em Educação Desenvolvimento. Especialista em desenvolver e ministrar programas de treinamentos comportamentais desde 2004 atua como consultora na Eduvir Consultoria.
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Como superar o estresse através da resiliência

Um dos tópicos mais abordados pela Psicologia Positiva é a Resiliência. Trata-se de uma característica maravilhosa de se ter, e está relacionada a uma infinidade de resultados positivos e, talvez o mais importante, pode ser melhorada. Ao abordarmos o tema estresse com um olhar na resiliência, podemos dizer que ela é uma resposta positiva ao estresse, conhecida como “defesa madura”, segundo George Vaillant, psiquiatra americano e professor da “Harvard Medical School”. Ele acompanhou um grupo de graduados por 30 anos e notou que, o que distinguia aqueles que tinham vidas bem-sucedidas e felizes era a capacidade de empregar estratégias de enfrentamento transformacionais versus respostas defensivas ao estresse. Quando transformamos eventos negativos e positivos, preservamos a nossa integridade. A resiliência é uma característica adaptativa positiva que pode ser aprendida. O psicólogo Ph.D. Rick Hanson, membro sênior do “Greater Good Science Center da UC Berkeley”, em seu livro mais recente “Resilient: How to Grow an Unshakable Core of Calm, Strength, and Happiness” diz que a maior parte do estresse que experimentamos resulta das necessidades não atendidas. A receita de Hanson para a resiliência baseia-se no pressuposto de que podemos atender às nossas próprias necessidades, não reagindo de forma negativa, pois possuímos os recursos internos necessários para fazer de forma positiva sem depender de outras pessoas. Para ele três fatores definem nossa capacidade de lidar com o estresse: gerenciar desafios proteger nossa vulnerabilidade aumentar nossos recursos Assim, a resiliência é um músculo que se desenvolve associado às experiências positivas. Cultivar recursos postivos é: reconhecer nossas habilidades através da prática da compaixão (em relação a nós mesmos e aos outros),”mindfulness” e apredizado constante promover...

Alegria e Esperança

O último texto da coluna Positividade teve como últimas palavras Alegria e Esperança. Acabei de ler um livro mágico chamado “Mandela uma Estratégia do Bem”, cujo autor, Aziz Djendii, é francês e psicoterapeuta que trabalha em centros de saúde na França. No prólogo do livro ele diz que a obra não é uma biografia de Nelson Mandela nem uma análise sobre sua vida, mas a intenção de oferecer uma reflexão e um método sobre a capacidade de uma mudança positiva na vida cotidiana, a partir do legado de Mandela. Para Djendii, a admiração por Mandela se deve ao fato de que, em nossa alma e em nosso espírito, está sempre presente o reconhecimento de nossa capacidade de ser. Cada página me deixava ainda mais encantada com os temas e as explicações. Quando numa determinada parte aparece o título: “Depressão ou Falta de Alegria” e em seguida a citação de Mandela: “Onde quer que você esteja, assuma a responsabilidade de espalhar alegria e esperança ao seu redor”. Essa frase, vinda de alguém quem passou 27 anos na prisão, me deixou extremamente impactada. Com ela, o autor mostra que a alegria e esperança estão entre as atitudes mais libertadoras para o corpo e para a alma. Logo, ser alegre é uma questão séria e requer disciplina. Para Mandela, a experiência humana mostra que a busca da alegria é muito mais enriquecedora quando incluímos pessoas. Ela promove efeitos positivos como a diminuição significativa do ressentimento e também da ansiedade, além da vontade de servir aos outros. E a esperança? De acordo com a PhD Barbara Fredrickson, estudiosa no tema Positividade: “a esperança...

A Sessão Vai Começar – Não Mexa com Ela.

Em cartaz, há duas semanas, o filme “Não Mexa com Ela” traz um tema considerado “tabu” nas organizações que é a questão do Assédio Sexual e Moral. O longa-metragem, da diretora e roteirista israelense Michal Aviad, nos leva para este universo que mostra de forma progressiva como o abuso se desencadeia e até ele vai. O filme começa com a sorridente Orna deixando uma entrevista de emprego. Ela é a mãe de três filhos e seu marido, Ofer, abriu recentemente um pequeno restaurante que ainda não gera o retorno esperado. Ofer é cético quanto ao tempo que sua esposa, recém-contratada, vai passar longe de casa. Orna, por outro lado, fica feliz em retornar ao mercado de trabalho. Com a família precisando de dinheiro, ela acredita ser realmente competente como assistente de um empreendedor imobiliário rico e poderoso. Entretanto, Orna acaba se tornando alvo de assédio de seu chefe, desde comentários sobre sua roupa e cabelo até agressivas atitudes. Considero fundamental tratar esse assunto, primeiramente definindo Assédio Sexual e Assédio Moral. De acordo com o artigo 216-A do Código Penal, Assédio Sexual é constranger alguém com o intuito de obter vantagem ou favorecimento sexual, prevalecendo-se o agente da sua condição de superior hierárquico ou ascendência inerentes ao exercício de emprego, cargo ou função. Assédio Moral é exposição dos trabalhadores a situações humilhantes, constrangedoras, repetitivas e prolongadas durante a jornada de trabalho e no exercício de suas funções, onde predominam condutas negativas, relações desumanas e antiéticas, de um ou mais chefes, desestabilizando a relação da vítima com o ambiente de trabalho e a organização,  forçando-a a desistir do emprego (fonte: Guia Trabalhista). Após as definições,...