Coluna do Gilberto Ururahy

gilberto-300x200Gilberto Ururahy é médico formado em 1979 pela UFRJ, com especialização em Cirurgia Geral.

Diretor Médico da Med-Rio Check-Up é especialista em estresse e suas consequências na saúde de executivos com mais de 25 anos de atuação na atividade. Detentor das Medalhas Pedro Ernesto e Tiradentes. Autor dos livros “O Cérebro Emocional, as emoções e o estresse do cotidiano” e “Como se tornar um bom estressado” e de mais de uma centena de artigos médicos, publicados pela mídia brasileira, ao longo de 25 anos, todos tendo como objetivo a prevenção da saúde.

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Novembro Azul: alerta contra o câncer de próstata

Doença tem grande chance de cura, mas preconceito precisa ser vencido   Há quase 10 anos, o mês de novembro é dedicado à prevenção de uma doença tão recorrente quanto possível de ser curada: o câncer de próstata. Segundo o INCA, 61 mil novos casos devem ser diagnosticados em 2020. Trata-se da segunda doença que mais mata homens no mundo. Tal cenário poderia ser bem diferente se a falta de informação, o preconceito e a vergonha não afastassem o público masculino de procedimentos simples, rápidos, indolores e fundamentais para identificar a doença ainda em estágio inicial. O diagnóstico precoce permite um grande leque de opções de terapia, que pode ser desde simplesmente observar os doentes, sem precisar fazer algum tratamento. Evitando as complicações das terapias mais agressivas, até nos casos de alto risco, a cirurgia e a radioterapia que são os tratamentos indicados. O percentual de cura para quem identifica precocemente o câncer de próstata chega a 90%. Por isso, no Novembro Azul diversas ações são intensificadas em todo o país na tentativa de conscientizar os homens quanto à importância de cuidar da própria saúde. Muitos homens ainda têm dúvida sobre qual é o exame mais eficiente para detectar a doença: se o de sangue ou o exame do toque. Se o paciente faz apenas um desses exames, a chance de falha no diagnóstico é de 20% e de 40%, respectivamente. Mas quando os dois são feitos ao mesmo tempo, o índice de falha no diagnóstico cai para 8%. No entanto, infelizmente ainda existem tabus que impedem que muitos homens se cuidem. Um dos mitos mais recorrentes é que o toque...

O estresse e a saúde da mulher contemporânea

De acordo com estudo recente do IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), a participação feminina no mercado de trabalho brasileiro deve crescer mais que a masculina até 2030. A tendência se explica por um maior investimento das mulheres em educação, conquista de direitos e saudáveis mudanças culturais da sociedade. Especialistas apontam que, em dez anos, elas serão profissionais mais qualificadas que os homens. O justo e positivo avanço na carreira das mulheres, no entanto, acarreta riscos à saúde na medida em que elas enfrentam o desafio de equilibrar diversas funções e tarefas ao mesmo tempo no trabalho, em casa ou na universidade. Ainda segundo o IPEA, as mulheres trabalham, em média, sete horas e meia a mais que os homens por semana, em razão da chamada “dupla ou tripla jornada”. Entre as consequências do acumulo de atividades estão os altos níveis de estresse e ansiedade. Segundo um estudo publicado no The Journal of Brain & Behavior, as mulheres são duas vezes mais propensas a sofrerem de estresse crônico que os homens. Além disso, um levantamento da Universidade de Harvard revelou que 80% de todas as consultas médicas de mulheres no mundo têm relação direta com o estresse vivenciado no cotidiano. O estresse impacta em diversos mecanismos do organismo, entre eles o sistema imunológico, além de ser um importante gatilho para o estilo de vida pouco saudável, como sedentarismo, tabagismo e consumo em excesso de bebidas alcoólicas e alimentos gordurosos e açucarados – fatores que favorecem o desenvolvimento de diversas doenças crônicas como as do coração, câncer, obesidade, hipertensão e diabetes. Algumas recomendações para evitar essas doenças são alimentação equilibrada,...

Vem chegando o verão…

A primavera acaba de começar e o verão só se torna a estação oficial em dezembro. Mas o calor já dá sinais, com a temperatura chegando à casa dos 40 graus ainda em setembro! Como proteger a pele tanto calor? Antes de mais nada, convém esclarecer que o sol pode ser um aliado, mas também um grande vilão para a saúde e o funcionamento do corpo. Ele é importante para que o nosso organismo obtenha vitamina D, fundamental na melhora da absorção do cálcio, que fortalece os ossos. Mas a exposição equivocada ao sol traz danos graves: manchas, queimaduras e envelhecimento precoce, além de aumentar o risco de câncer de pele, o tipo mais comum de câncer no Brasil. Segundo o INCA, são cerca de 180 mil novos casos por ano. Para evitar os efeitos nocivos do sol, é essencial usar protetor solar diariamente, mesmo em dias nublados e passando o dia em ambientes fechados, nunca com fator de proteção inferior a 30 FPS. Quando estiver em locais de alta exposição solar, como na praia ou piscina, não abra mão de guarda-sol, chapéu e roupas que ajudam a proteger a pele dos raios solares mais intensos. As mesmas dicas valem para a prática de exercícios ao ar livre. A radiação ultravioleta (UVA) tem efeito cumulativo, o que significa que a cada dia de exposição solar a sua pele fica mais danificada. Como os raios UVA penetram nas camadas mais profundas da pele, os riscos das pessoas desenvolverem câncer é maior quando não estão protegidas pelo filtro solar. Um alerta importante: a pele não absorve o protetor solar imediatamente. Por...