Coluna do Gilberto Ururahy

gilberto-300x200Gilberto Ururahy é médico formado em 1979 pela UFRJ, com especialização em Cirurgia Geral.

Diretor Médico da Med-Rio Check-Up é especialista em estresse e suas consequências na saúde de executivos com mais de 25 anos de atuação na atividade. Detentor das Medalhas Pedro Ernesto e Tiradentes. Autor dos livros “O Cérebro Emocional, as emoções e o estresse do cotidiano” e “Como se tornar um bom estressado” e de mais de uma centena de artigos médicos, publicados pela mídia brasileira, ao longo de 25 anos, todos tendo como objetivo a prevenção da saúde.

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Os verdadeiros jovens

Pouco antes das 7 horas da última quarta-feira, morreu no Japão aquela que era considerada pelo Livro Guinness dos Recordes a pessoa mais velha do mundo. Aos 117 anos, Misao Okawa até recentemente vivia de forma independente e ativa, cercada pela família e amigos. A notícia rapidamente foi divulgada em todo o mundo. O que parece ser exceção, no entanto, vem se tornando cada dia mais comum. Um novo perfil de “jovens” começa a chamar a atenção de médicos e especialistas. Além de muita disposição e boa saúde, são indivíduos permanentemente em busca de motivação, a mola da vida. A sociedade caminha rapidamente para os cem anos de idade com mais cuidados e energia. Para cada ano vivido pela humanidade, o homem ganha 3 meses em expectativa de vida. Brevemente, seremos centenários. Não são raros os casos de idosos que chegam às nossas clínicas e apresentam em seus exames resultados melhores do que o de indivíduos bem mais jovens (40/50 anos), hipertensos, sedentários, diabéticos e obesos. Eles “curtem” mais as suas vidas. De acordo com o IBGE, a população com 60 anos ou mais representa um contingente de quase 15 milhões de pessoas – cerca de 8,6% da população brasileira. Nos próximos 20 anos, o percentual de idosos no Brasil poderá ultrapassar os 30 milhões de pessoas e deverá representar quase 13% da população ao final deste período. Com bons hábitos adquiridos ao longo dos anos, eles aprenderam a se alimentar melhor, a praticar exercícios físicos, têm tempo para se dedicar ao que realmente gostam de fazer e sabem lidar mais sabiamente com o estresse. Praticam a prevenção. Exemplos...

Prozac ou Adidas?

Vivemos um momento difícil em nosso país, retratado por retomada da inflação, aumento do câmbio e carga tributária elevada, crise hídrica e energética, denúncias de corrupção em vários setores e aumento do desemprego, entre outros problemas graves. Um cenário que ataca diretamente o bem-estar de todos os cidadãos. Essa agressão crônica causa ansiedade e depressão em diferente grau, além de outras complicações emocionais e físicas, dependendo da forma como cada um de nós reage. Mas como enfrentar esse momento de fragilidade emocional e se fortalecer? Somos corpo e alma, físico e emoção, como definiu o gênio Leonardo da Vinci, no século XVI. Não há dissociação. Estudos realizados por cientistas da Universidade de Harvard nos Estados Unidos demonstram que 80% de todas as consultas médicas no mundo, sejam em consultórios, ambulatórios e hospitais, têm relação com o estresse diário no cotidiano no homem moderno; o nômade contemporâneo no mundo globalizado. Hoje, homens de 35 anos estão sendo operados de doenças que antes só eram diagnosticadas depois dos 50. Ainda na década de 90, o câncer de mama incidia sobre mulheres com mais de 40 anos. Atualmente, não raro a doença é diagnosticada aos 25 anos. Em mais de 20 anos realizando diariamente check-up médico, e a partir da análise de dados de 80 mil homens e mulheres, nossos médicos identificaram que 70% dos nossos clientes convivem com altos níveis de estresse, o maior fator de risco para a boa saúde. O indivíduo estressado alimenta-se e dorme mal, leva uma vida sedentária. E tudo isso aliado às pressões profissionais e à falta de lazer e à fragilidade emocional prejudica mais seu...