{"id":1669,"date":"2021-01-27T17:55:38","date_gmt":"2021-01-27T20:55:38","guid":{"rendered":"http:\/\/eduvir.com.br\/novo\/?p=1669"},"modified":"2021-02-02T18:04:55","modified_gmt":"2021-02-02T21:04:55","slug":"adaptar-se-a-uma-empresa-doente-e-uma-doenca","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/eduvir.com.br\/novo\/2021\/01\/27\/adaptar-se-a-uma-empresa-doente-e-uma-doenca\/","title":{"rendered":"Adaptar-se a uma empresa doente \u00e9 uma doen\u00e7a"},"content":{"rendered":"<p>Se sua empresa est\u00e1 doente e voc\u00ea se adapta passivamente a essa situa\u00e7\u00e3o, voc\u00ea adoece. No seu relacionamento social ou afetivo n\u00e3o \u00e9 diferente.<\/p>\n<p>Essa grave condi\u00e7\u00e3o denominada covid-19 tornou vis\u00edvel para olhos cuidadosos outra doen\u00e7a, surda e sub-rept\u00edcia, que se desenvolveu na sociedade e, aten\u00e7\u00e3o!, em grande parte das boas organiza\u00e7\u00f5es. Refiro-me \u00e0 \u201cs\u00edndrome do espectador\u201d, que reflete e amplia a energia da insatisfa\u00e7\u00e3o, da reclama\u00e7\u00e3o e da acomoda\u00e7\u00e3o \u00e0 \u201cdoen\u00e7a\u201d.<\/p>\n<p>Tal s\u00edndrome \u00e9 alimentada pela mistura de dois fortes tra\u00e7os da cultura brasileira: a forma de lidar com o poder, reverenciando-o, e a alta import\u00e2ncia das rela\u00e7\u00f5es pessoais, com seus conflitos e disc\u00f3rdias abafados para manter a suposta harmonia.<\/p>\n<p>Nos corredores de muitas de nossas empresas, as pessoas reclamam das decis\u00f5es tomadas. O clima \u00e9 de \u201cisso n\u00e3o vai dar certo\u201d. Por outro lado, n\u00e3o se desafia o\u00a0<em>status quo<\/em>, o poder \u00e9 \u201cinconfront\u00e1vel\u201d.<\/p>\n<p>Chega de reclamar. Chega de apegar-se ao diagn\u00f3stico e desprezar a premente necessidade de buscar solu\u00e7\u00f5es \u2013 um apelo t\u00e3o vocalizado pela empres\u00e1ria Luiza Trajano. Chega de discutir se s\u00e3o 5 graus para a direita ou para a esquerda. Chega de exaltar a capacidade de adapta\u00e7\u00e3o \u00e0 doen\u00e7a, espelhada em m\u00e1ximas como \u201ca gente se acostuma com tudo\u201d. Chega de esperar que a agressividade da situa\u00e7\u00e3o atinja n\u00edveis desumanos e s\u00f3 ent\u00e3o mobilizar-se, como ocorreu em de Manaus nos \u00faltimos dias.<\/p>\n<p>Busque a clareza da percep\u00e7\u00e3o de que, em todos os casos, uma de suas responsabilidades \u00e9 tratar a doen\u00e7a, tratar a\u00a0<em>sua<\/em>\u00a0doen\u00e7a e buscar sa\u00fade e vitalidade. \u00c9 hora de voc\u00ea agir, estrategicamente, \u00e9 claro, construindo pontes e usando os tratamentos necess\u00e1rios, sejam homeop\u00e1ticos, alop\u00e1ticos ou, por vezes, \u201ccir\u00fargicos\u201d.<\/p>\n<p>Escolha os seus grupos de afinidade \u2013 de valores, de vis\u00e3o de mundo. E aja! Reclamar sem buscar a cura \u00e9 infantil, \u00e9 imaturo, \u00e9 inconsequente \u2013 e chato!<\/p>\n<p>A pergunta que sempre fica no ar \u00e9: \u201ceu tenho poder para isso?\u201d. Essa d\u00favida acomete presidentes, conselheiros, executivos, gestores\u2026, limitando a\u00e7\u00f5es transformadoras.<\/p>\n<p>Sempre se fala que para transformar a cultura de uma empresa \u00e9 preciso que o topo participe do jogo. Vamos analisar dois pontos importantes relacionados a essa \u201ccren\u00e7a\u201d.<\/p>\n<p><strong>Ponto 1<\/strong>. Ilude-se quem acredita que todos os executivos do topo devem estar no mesmo passo para que se d\u00ea a transforma\u00e7\u00e3o. Isso pode bem ser uma desculpa para n\u00e3o se transformar, permanecer na reclama\u00e7\u00e3o e na in\u00e9rcia.<\/p>\n<p><strong>Ponto 2.<\/strong>\u00a0Muitos acham que por n\u00e3o estarem no topo nem t\u00e3o perto dele, seja na empresa, seja em algum poder da Rep\u00fablica, resta esperar que \u201celes\u201d se iluminem. Mentira! Esperar \u00e9 a \u00fanica coisa a\u00a0<em>n\u00e3o<\/em>\u00a0<em>fazer<\/em>. Trace uma estrat\u00e9gia de influ\u00eancia. Se bem arquitetada e executada, ela ampliar\u00e1 o n\u00edvel de consci\u00eancia da necessidade de mudan\u00e7a e desenvolver\u00e1 novas compet\u00eancias para girar a roda da transforma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Se voc\u00ea acha que \u00e9 muito trabalho para pouco sucesso, lembre-se de que acomoda\u00e7\u00e3o e evolu\u00e7\u00e3o n\u00e3o se combinam. Mova-se. Repense a estrat\u00e9gia, reconstrua pontes, fuja da postura de espectador.<\/p>\n<p>N\u00e3o espere a situa\u00e7\u00e3o \u201cpegar fogo\u201d. N\u00e3o perca o brilho nos olhos. N\u00e3o se deixe transformar em um \u201creclam\u00e3o\u201d, uma \u201creclamona\u201d, de plant\u00e3o. N\u00e3o restrinja ao diagn\u00f3stico suas maiores habilidades.<\/p>\n<p>V\u00e1rios de n\u00f3s \u2013 voc\u00ea inclu\u00eddo, espero \u2013 estamos em movimento na busca de solu\u00e7\u00f5es para a dram\u00e1tica situa\u00e7\u00e3o representada por Manaus. Mas n\u00e3o \u00e9 suficiente. Desde a imagem da primeira pessoa que recebeu a vacina cresce a esperan\u00e7a e a certeza de que a imuniza\u00e7\u00e3o se concretizar\u00e1, no Brasil e no mundo. Mas ela n\u00e3o pode obscurecer a prem\u00eancia das mudan\u00e7as estruturais. \u00c9 preciso articular formas de evitar uma ruptura social, nas empresas e na sociedade.<\/p>\n<p>Tem-se como sa\u00edda a assun\u00e7\u00e3o, por parte da sociedade civil, do seu papel de autora, e n\u00e3o de espectadora, da hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>A hora \u00e9 agora. \u00c9 in\u00edcio de ano, a crise da pandemia j\u00e1 atinge n\u00edveis insuport\u00e1veis e reacendeu a esperan\u00e7a. Fa\u00e7a deste momento a alavanca para vencer resist\u00eancias, para ter coragem e abandonar de vez a in\u00e9rcia! Como indiv\u00edduo, como organiza\u00e7\u00e3o, como cidad\u00e3 ou cidad\u00e3o. Chega de se adaptar \u00e0 doen\u00e7a!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Se sua empresa est\u00e1 doente e voc\u00ea se adapta passivamente a essa situa\u00e7\u00e3o, voc\u00ea adoece. No seu relacionamento social ou afetivo n\u00e3o \u00e9 diferente. 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