{"id":1108,"date":"2020-12-20T23:11:24","date_gmt":"2020-12-21T02:11:24","guid":{"rendered":"http:\/\/eduvir.com.br\/hmlg\/?p=1108"},"modified":"2020-12-20T23:11:24","modified_gmt":"2020-12-21T02:11:24","slug":"jornada-biografica-autoconhecimento","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/eduvir.com.br\/novo\/2020\/12\/20\/jornada-biografica-autoconhecimento\/","title":{"rendered":"Jornada Biogr\u00e1fica: autoconhecimento"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><em>\u201cA biografia \u00e9 uma sinfonia que cada indiv\u00edduo comp\u00f5e.\u201d<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 (Bernard Lievegoed)<\/p>\n<p>V\u00e1rios caminhos podem nos levar ao autoconhecimento e um deles \u00e9 o aprofundamento em nossa biografia, conhecendo seus ciclos, seus ritmos e suas curvas de desenvolvimento. A partir deles, olhar para si e identificar os fatos e sentimentos que aconteceram nas v\u00e1rias fases da sua vida.<\/p>\n<p>Esse conhecimento estruturado das leis biogr\u00e1ficas e suas correla\u00e7\u00f5es foi sistematizado e desenhado por Rudolf Steiner, fil\u00f3sofo e pensador austr\u00edaco, que viveu de 1861 a 1925. A vis\u00e3o da vida em ciclos de sete anos (set\u00eanios) trazida por Steiner em suas palestras j\u00e1 estava presente na Gr\u00e9cia Antiga quando S\u00f3lon, legislador, estadista e poeta grego, em aproximadamente 550 a.C., escreveu o seguinte poema:<\/p>\n<p>\u201cQuando, no s\u00e9timo ano de vida, o menino se desfaz do primeiro ciclo dent\u00e1rio, ele \u00e9 ainda bem imaturo, mal tem o dom\u00ednio da fala.<\/p>\n<p>Se, no entanto, Deus o aperfei\u00e7oar por mais sete anos, j\u00e1\u00a0aparecer\u00e3o sinais de que agora a juventude est\u00e1 amadurecendo.<\/p>\n<p>Brota-lhe a barba no terceiro set\u00eanio, e a pele a desabrochar acentua seu matiz; seu corpo estica-se cheio de for\u00e7a.<\/p>\n<p>Por\u00e9m a for\u00e7a do homem desenvolve-se ao m\u00e1ximo somente agora, no quarto set\u00eanio. O homem realiza fa\u00e7anhas.<\/p>\n<p>No quinto set\u00eanio o homem procura casar-se, para que no futuro cres\u00e7a uma gera\u00e7\u00e3o pr\u00f3spera.<\/p>\n<p>Depois, no sexto, a atitude moral do homem amadurece e se fortalece; futuramente, ele n\u00e3o querer\u00e1 mais ocupar-se com obra f\u00fatil.<\/p>\n<p>Por catorze anos, no s\u00e9timo e no oitavo set\u00eanios, prosperam sua fala e seu esp\u00edrito com abund\u00e2ncia e for\u00e7a.<\/p>\n<p>No nono tamb\u00e9m ainda floresce alguma coisa, mas da altura da coragem varonil emana dele a sabedoria e a palavra.<\/p>\n<p>Se Deus, por\u00e9m, completar o fim do d\u00e9cimo set\u00eanio, a morte lhe ocorrer\u00e1 num tempo bem prop\u00edcio.\u201d<\/p>\n<p>Bernard Lievegoed (1905 \u2013 1992), m\u00e9dico e psiquiatra, holand\u00eas, estudou v\u00e1rias abordagens que tratavam de entender a vida humana, classificando-a por fases ou ciclos. Com base na vis\u00e3o antropos\u00f3fica (Antroposofia, sabedoria do homem), Lievegoed sistematizou e organizou as fases da vida em set\u00eanios. Essa vis\u00e3o come\u00e7a no nascimento e vai at\u00e9 os 63 anos, o que n\u00e3o quer dizer que a vida acabe nessa idade. Considera-se que aos 63 temos a liberdade de fazer uma doa\u00e7\u00e3o para o mundo por estarmos livres do aprendizado previsto para a fase de 0 a 63 anos.<\/p>\n<p>Podemos visualizar 3 grandes ciclos: 0 a 21 anos; 21 a 42 anos e 42 a 63 anos. Como j\u00e1 dizia a sabedoria chinesa: trinta anos para aprender; trinta anos para lutar e trinta anos para tornar-se s\u00e1bio. Outra imagem que podemos usar para entender esses ciclos \u00e9 a das esta\u00e7\u00f5es do ano: primavera (0 a 21 anos); ver\u00e3o (21 a 42 anos); outono (42 a 63 anos) e inverno (63 anos em diante). Cada fase tem sua t\u00f4nica espec\u00edfica. No ciclo de 0 a 21 anos, estamos na fase da educa\u00e7\u00e3o receptiva em que aprendemos na escola, na fam\u00edlia e na sociedade. Somos como esponjas. Na fase seguinte, 21 a 42 anos, somos respons\u00e1veis por buscar nossas fontes de educa\u00e7\u00e3o para que possamos trabalhar nosso autodesenvolvimento na fase seguinte dos 42 aos 63 anos, em busca de nos tornarmos s\u00e1bios.<\/p>\n<p>E voc\u00ea, como viveu essas fases na sua vida?<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">Refer\u00eancias:<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">Fases da Vida \u2013 Crises e Desenvolvimento da Individualidade. Bernard Lievegoed. Ed. Antropos\u00f3fica.<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">Livres na Terceira Idade! \u2013 Leis Biogr\u00e1ficas Ap\u00f3s os 63 Anos. Gudrun Burkhard. Ed. Antropos\u00f3fica.<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">Harmonia e Sa\u00fade \u2013 A Biografia Humana. Gudrun Burkhard. Ed. Antropos\u00f3fica.<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">\n<p style=\"text-align: right;\">Imagem: Jonny Lindner \/ Pixabay<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cA biografia \u00e9 uma sinfonia que cada indiv\u00edduo comp\u00f5e.\u201d \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 (Bernard Lievegoed) V\u00e1rios caminhos podem nos levar ao autoconhecimento e um deles \u00e9 o aprofundamento em nossa biografia, conhecendo seus ciclos, seus ritmos e suas curvas de desenvolvimento. 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