{"id":1761,"date":"2021-03-01T10:53:17","date_gmt":"2021-03-01T13:53:17","guid":{"rendered":"http:\/\/eduvir.com.br\/novo\/?p=1761"},"modified":"2021-03-03T12:59:13","modified_gmt":"2021-03-03T15:59:13","slug":"a-sessao-vai-comecar-mulheres-incriveis","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/eduvir.com.br\/novo\/2021\/03\/01\/a-sessao-vai-comecar-mulheres-incriveis\/","title":{"rendered":"A Sess\u00e3o Vai Come\u00e7ar: \u201cMulheres Incr\u00edveis\u201d"},"content":{"rendered":"<p>Esta sess\u00e3o ser\u00e1 dedicada ao <strong>Dia Internacional da Mulher<\/strong>. Resolvi relembrar filmes biogr\u00e1ficos sobre mulheres com hist\u00f3rias inspiradoras na \u00e1rea cient\u00edfica. Durante s\u00e9culos, elas deram contribui\u00e7\u00f5es importantes para as ci\u00eancias mas, em muitos casos, demorou para que suas descobertas fossem reconhecidas. Mulheres que mudaram para sempre a forma como olhamos e percebemos o mundo.<\/p>\n<p>O filme <strong>&#8220;Alexandria&#8221;<\/strong> conta a hist\u00f3ria de Hip\u00e1tia (Rachel Weisz), professora de astronomia e fil\u00f3sofa, considerada a primeira matem\u00e1tica da humanidade. Pupila de Plotino, viveu em Alexandria, no Egito, entre os anos 355 e 415, \u00e9poca da domina\u00e7\u00e3o romana e ousou ser professora numa \u00e9poca onde as mulheres n\u00e3o podiam fazer quase nada, muito menos ter acesso ao conhecimento. Sua trajet\u00f3ria \u00e9 uma inspira\u00e7\u00e3o at\u00e9 hoje.<\/p>\n<p><strong>&#8220;Marie Curie: The Courage of Knowledge&#8221;<\/strong> mostra a luta da f\u00edsica e qu\u00edmica Marie Curie (Karolina Gruszka) por reconhecimento na comunidade cient\u00edfica francesa, no in\u00edcio do s\u00e9culo XX, dominada por um ambiente hostil e machista. N\u00e3o conseguindo estudar em seu pr\u00f3prio pa\u00eds (Pol\u00f4nia), pois a Universidade de Vars\u00f3via\u00a0<strong>n\u00e3o aceita<\/strong><strong>va<\/strong><strong> mulheres, a jovem decide<\/strong> ir para Fran\u00e7a. Sua maior contribui\u00e7\u00e3o foi a descoberta da radioatividade e de novos elementos qu\u00edmicos. Marie foi a primeira mulher a ser admitida como professora na Universidade de Paris e a primeira a ganhar um Pr\u00eamio Nobel. Tamb\u00e9m tamb\u00e9m deixou outro legado duradouro &#8211; influenciando gera\u00e7\u00f5es de mulheres a perseguirem seus pr\u00f3prios sonhos de explora\u00e7\u00e3o e descoberta cient\u00edfica.<\/p>\n<p><strong>&#8220;Nas Montanhas dos Gorilas&#8221;<\/strong> retrata o c\u00e9lebre trabalho da naturalista Dian Fossey (Sigourney Weaver), em meados dos anos 60. Ap\u00f3s viajar \u00e0s montanhas africanas de Ruanda para estudar gorilas, passa a militar na causa, defende-os das garras de ca\u00e7adores. Uma jornada de amor pela ci\u00eancia e pelo direito dos animais.<\/p>\n<p><strong>&#8220;Temple Grandin<\/strong>\u201d. Inspirado na biografia hom\u00f4nima, acompanha a jornada de uma mulher autista (Claire Danes) que se torna uma das principais cientistas da ind\u00fastria de manejo de animais em fazendas e abatedouros. Grandin tinha consci\u00eancia de que o medo intenso, nascido de uma hipersensibilidade ao som e ao toque, era comum tanto aos autistas quanto aos animais, e assim, dedicou sua vida a criar sistemas para aliviar a ansiedade de ambos os grupos. Fonte extraordin\u00e1ria de inspira\u00e7\u00e3o para crian\u00e7as autistas, seus pais e todas as pessoas. Em 2010, ela foi considerada pela Revista Time uma das cem pessoas mais influentes do mundo na categoria &#8220;Her\u00f3is&#8221;.<\/p>\n<p><strong>\u201cNise: O Cora\u00e7\u00e3o da Loucura<\/strong><strong>\u201d<\/strong> conta a hist\u00f3ria hom\u00f4nima de uma m\u00e9dica psiqui\u00e1trica (Gl\u00f3ria Pires) que, nos anos 50, n\u00e3o acreditava na efic\u00e1cia dos tratamentos convencionais de esquizofrenia, que inclu\u00edam eletrochoques e lobotomia. Foi exclu\u00edda e ridicularizada por outros m\u00e9dicos ao apresentar uma proposta de tratamento com foco na terapia ocupacional utilizando a arte, contato com os animais e o amor.<\/p>\n<p><strong>\u201cEstrelas Al\u00e9m do Tempo\u201d<\/strong>. J\u00e1 conversamos sobre este filme em mar\u00e7o de 2017, tamb\u00e9m para homenagear o Dia Internacional da Mulher. Baseado em fatos, conta como um grupo de mulheres afro-americanas (interpretadas por Taraji P. Henson, Octavia Spencer e Janelle Mon\u00e1e) foi fundamental para algumas das maiores miss\u00f5es da NASA, dentre elas o lan\u00e7amento do astronauta John Glenn para a \u00f3rbita da Terra. O filme apresenta, com muita propriedade, o cen\u00e1rio sociopol\u00edtico da \u00e9poca e como essas mulheres conseguiram ultrapassar a barreira relacionada \u00e0 ra\u00e7a e g\u00eanero para serem bem-sucedidas nessa miss\u00e3o pioneira.<\/p>\n<p>Um trabalho extraordin\u00e1rio ganha destaque mesmo quando somente uma das pessoas est\u00e1 envolvida nele, mas a m\u00e1gica est\u00e1 no fato de inspirar e gerar interesse para muitas outras pessoas. Ressaltando que todas tinham um prop\u00f3sito muito bem definido e que vai de encontro \u00e0 ideia da import\u00e2ncia de desenvolver a\u00e7\u00f5es que possam beneficiar mais os outros.<\/p>\n<p>Viva o <strong>Dia Internacional da Mulher!<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fonte: filmes &#8220;Alexandria&#8221;, &#8220;Marie Curie: The Courage of Knowledge&#8221;, &#8220;Nas Montanhas dos Gorilas&#8221;,&#8221;Temple Grandin\u201d, \u201cNise: O Cora\u00e7\u00e3o da Loucura\u201d e \u00a0\u201cEstrelas Al\u00e9m do Tempo\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Esta sess\u00e3o ser\u00e1 dedicada ao Dia Internacional da Mulher. Resolvi relembrar filmes biogr\u00e1ficos sobre mulheres com hist\u00f3rias inspiradoras na \u00e1rea cient\u00edfica. Durante s\u00e9culos, elas deram contribui\u00e7\u00f5es importantes para as ci\u00eancias mas, em muitos casos, demorou para que suas descobertas fossem reconhecidas. 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