{"id":1956,"date":"2021-06-08T10:11:34","date_gmt":"2021-06-08T13:11:34","guid":{"rendered":"http:\/\/eduvir.com.br\/novo\/?p=1956"},"modified":"2021-06-08T10:11:34","modified_gmt":"2021-06-08T13:11:34","slug":"a-importancia-do-sono","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/eduvir.com.br\/novo\/2021\/06\/08\/a-importancia-do-sono\/","title":{"rendered":"A import\u00e2ncia do sono"},"content":{"rendered":"<p>Esse tema chamou minha aten\u00e7\u00e3o quando observei que a consultoria McKinsey &amp; Co. republicou recentemente um artigo de 2016 sobre \u201cos custos organizacionais do sono insuficiente\u201d.<\/p>\n<p>Durante a pandemia, muitos dos nossos h\u00e1bitos de vida e trabalho foram modificados. Alguns de fora para dentro (for\u00e7ados pelo contexto) e outros de dentro para fora (adapta\u00e7\u00f5es por conta de decis\u00f5es pessoais).<\/p>\n<p>Por que o sono \u00e9 importante?<\/p>\n<p>O artigo destaca como a falta de sono afeta as capacidades cognitivas, por exemplo, a aten\u00e7\u00e3o, a concentra\u00e7\u00e3o, o reconhecimento de padr\u00f5es, a tomada de decis\u00e3o, as rea\u00e7\u00f5es emocionais e o processamento destas. Essas capacidades est\u00e3o diretamente relacionadas ao exerc\u00edcio da lideran\u00e7a. S\u00e3o tamb\u00e9m sugeridas a\u00e7\u00f5es que podem ajudar a melhorar o desempenho dos l\u00edderes, a partir do aumento da qualidade e efici\u00eancia do sono, dentre as quais: \u00a0treinamentos (qualidade de vida e bem-estar), pol\u00edticas corporativas (sobre viagens, hor\u00e1rios para trabalho em equipe, gest\u00e3o de e-mails e f\u00e9rias obrigat\u00f3rias). Entretanto, as a\u00e7\u00f5es precisam estar alinhadas a uma mudan\u00e7a cultural.<\/p>\n<p>Al\u00e9m dos l\u00edderes, o d\u00e9ficit de sono tamb\u00e9m afeta os empregados, impactando a produtividade e a sa\u00fade f\u00edsica e mental. Quem j\u00e1 passou uma noite acordado\/a, p\u00f4de observar os efeitos no dia seguinte, os quais segundo estudos realizados, assemelham-se aos da embriaguez. Usamos no Brasil a express\u00e3o \u201cb\u00eabado de sono\u201d.<\/p>\n<p>Os especialistas dizem que, ao dormir, passamos por 4 etapas, a saber: <u>sono leve<\/u> (adormecimento, relaxamento muscular com reflexos involunt\u00e1rios, desacelera\u00e7\u00e3o das ondas cerebrais); <u>sono m\u00e9dio<\/u> (redu\u00e7\u00e3o da temperatura corporal, da press\u00e3o arterial e dos batimentos card\u00edacos; desconex\u00e3o do c\u00e9rebro com est\u00edmulos externos); <u>sono profundo<\/u> (redu\u00e7\u00e3o da atividade cerebral e produ\u00e7\u00e3o do horm\u00f4nio do crescimento); e <u>sono REM<\/u> ou <em>Rapid Eye Movement<\/em> &#8211; Movimento R\u00e1pido dos Olhos (sonhos, relaxamento corporal).<\/p>\n<p>O sono \u00e9 chamado de reparador porque acontece a recupera\u00e7\u00e3o das c\u00e9lulas, dos tecidos e dos \u00f3rg\u00e3os, que sofreram desgastes durante a vig\u00edlia (estado desperto). V\u00e1rias outras atividades corporais tamb\u00e9m s\u00e3o realizadas durante o sono: a regula\u00e7\u00e3o do horm\u00f4nio do apetite, a manuten\u00e7\u00e3o no sistema imunol\u00f3gico, a forma\u00e7\u00e3o da mem\u00f3ria de longo prazo e a consolida\u00e7\u00e3o do aprendizado.<\/p>\n<p>Quando essa repara\u00e7\u00e3o n\u00e3o acontece, podem surgir quest\u00f5es de sa\u00fade que nem sempre conectamos \u00e0 falta de sono: ganho de peso, altera\u00e7\u00f5es no metabolismo (diabetes, por exemplo), envelhecimento precoce, redu\u00e7\u00e3o da imunidade, falhas de mem\u00f3ria, dentre outras.<\/p>\n<p>Por isso, investir hoje em boas noites de sono e no h\u00e1bito de dormir, nos prepara para o futuro, para a longevidade.<\/p>\n<p>Existem v\u00e1rios artigos e livros que tratam sobre o tema. Arianna Huffington, jornalista, analista pol\u00edtica e co-fundadora do site de not\u00edcias <em>The Huffington Post<\/em>, a partir de sua experi\u00eancia pessoal (ela caiu e quebrou o maxilar por defici\u00eancia de sono, aos 56 anos) escreveu sobre a import\u00e2ncia do sono e dos sonhos, usando estudos cient\u00edficos e analisando o crescimento do uso dos rem\u00e9dios para dormir e os impactos da tecnologia.<\/p>\n<p>Sem precisar passar por uma experi\u00eancia tr\u00e1gica, podemos analisar nossos h\u00e1bitos e definir mudan\u00e7as. Falo das decis\u00f5es que est\u00e3o nas palmas de nossas m\u00e3os, entre escolher dormir ou ficar mais algumas horas acordados\/as, vidrados\/as nos <em>smartphones<\/em>, navegando nas redes sociais. J\u00e1 foi provado que a luz azul que emana das telinhas simula a frequ\u00eancia da luz do Sol e, por isso, estimula nosso c\u00e9rebro a se manter acordado. A escolha \u00e9 de cada um e os resultados e consequ\u00eancias tamb\u00e9m.<\/p>\n<p>Como vai o seu sono?<\/p>\n<p>Dormir \u00e9 uma quest\u00e3o de h\u00e1bito, de ritmo. Como est\u00e1 o ritmo da sua vida? Voc\u00ea consegue distribuir tempos para as suas atividades ou est\u00e1 tudo embaralhado? No per\u00edodo dos 7 aos 14 anos (2\u00ba set\u00eanio), como eram os seus ritmos? E os ritmos da sua fam\u00edlia, na sua casa? Voc\u00ea tinha hor\u00e1rios para acordar, dormir, brincar, estudar, almo\u00e7ar e jantar? Segundo a vis\u00e3o da Biografia Humana, \u00e9 nessa fase que \u201crecebemos\u201d os ritmos, a partir da experi\u00eancia que temos em fam\u00edlia.<\/p>\n<p>Pode tamb\u00e9m surgir um questionamento sobre os ritmos na fase entre os 28 e 35 anos, e entre os 49 e 56 anos. Se voc\u00ea n\u00e3o aprendeu a ter ritmo no 2\u00ba set\u00eanio, a revis\u00e3o desse h\u00e1bito pode ser feita a qualquer momento, em que aconte\u00e7a a tomada de consci\u00eancia de que \u00e9 necess\u00e1rio mudar. Ser\u00e1 uma oportunidade de rever os seus ritmos em rela\u00e7\u00e3o ao sono. Experimente dormir mais cedo do que est\u00e1 acostumado, e acordar mais cedo, por exemplo, para fazer alguma atividade f\u00edsica; ou um exerc\u00edcio de <em>mindfulness<\/em> ou medita\u00e7\u00e3o. Ou, quem sabe, dormir 10 minutinhos ap\u00f3s o almo\u00e7o (a <em>siesta<\/em> para os espanh\u00f3is)?<\/p>\n<p>Observe os resultados e como voc\u00ea se sente com as mudan\u00e7as. Se deu certo, \u00f3timo, persista. Se n\u00e3o deu, experimente outras possibilidades.<\/p>\n<p>Vamos juntas\/os nessa mudan\u00e7a, rumo \u00e0 longevidade!<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Refer\u00eancias:<\/p>\n<p>McKinsey Classics. April 2021.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.mckinsey.com\/business-functions\/organization\/our-insights\/the-organizational-cost-of-insufficient-sleep?cid=other-eml-cls-mip-mck&amp;hlkid=dde4aa6e2ffa4655b103b1720c8b5126&amp;hctky=12132343&amp;hdpid=61e62d0d-68d2-4bbb-8e40-5939e8c98b5a\">https:\/\/www.mckinsey.com\/business-functions\/organization\/our-insights\/the-organizational-cost-of-insufficient-sleep?cid=other-eml-cls-mip-mck&amp;hlkid=dde4aa6e2ffa4655b103b1720c8b5126&amp;hctky=12132343&amp;hdpid=61e62d0d-68d2-4bbb-8e40-5939e8c98b5a<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Esse tema chamou minha aten\u00e7\u00e3o quando observei que a consultoria McKinsey &amp; Co. republicou recentemente um artigo de 2016 sobre \u201cos custos organizacionais do sono insuficiente\u201d. Durante a pandemia, muitos dos nossos h\u00e1bitos de vida e trabalho foram modificados. 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