{"id":2030,"date":"2021-07-16T14:44:04","date_gmt":"2021-07-16T17:44:04","guid":{"rendered":"http:\/\/eduvir.com.br\/novo\/?p=2030"},"modified":"2021-07-16T14:44:04","modified_gmt":"2021-07-16T17:44:04","slug":"nao-repita-seus-erros-isso-nao-seria-inteligente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/eduvir.com.br\/novo\/2021\/07\/16\/nao-repita-seus-erros-isso-nao-seria-inteligente\/","title":{"rendered":"N\u00e3o repita seus erros, isso n\u00e3o seria inteligente"},"content":{"rendered":"<p>At\u00e9 o in\u00edcio dos anos 1990, quando o Brasil intensificou a abertura de sua economia, era extraordinariamente grande a diferen\u00e7a de qualidade de gest\u00e3o entre os executivos brasileiros e seus pares de pa\u00edses de primeiro mundo. Hoje a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 outra, n\u00e3o temos nada a dever aos de fora. Afirmo com tranquilidade, ali\u00e1s, que do ponto de vista de m\u00e9todos de gest\u00e3o estamos no mesmo n\u00edvel &#8211; com a vantagem de termos desenvolvido, culturalmente e por for\u00e7a de sobreviv\u00eancia, a flexibilidade, t\u00e3o importante em um mundo em crise. As desvantagens deixamos para outra discuss\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00c9 fato ineg\u00e1vel que alguns problemas de gest\u00e3o v\u00e3o al\u00e9m das fronteiras. Um deles se refere ao per\u00edodo p\u00f3s-opera\u00e7\u00f5es de \u201cmerger and acquisition\u201d (M&amp;A). Em uma aula que dei no Insead h\u00e1 poucos dias para uma turma com executivos dos quatro cantos do mundo, o assunto estava presente.<\/p>\n<p>Sei que isso n\u00e3o \u00e9 novo. Trabalhamos com essas opera\u00e7\u00f5es h\u00e1 d\u00e9cadas. Se certas dores que elas geram s\u00e3o inevit\u00e1veis, os resultados podem ser muito melhores. Como? Com outra abordagem \u00e0s pessoas e \u00e0 cultura. Embora a arquitetura financeira dessas opera\u00e7\u00f5es esteja cada vez mais sofisticada, no que se refere ao lado \u201csoft\u201d da gest\u00e3o os erros t\u00eam se repetido.<\/p>\n<p>Na escolha da estrat\u00e9gia n\u00e3o pode faltar a consci\u00eancia de que se deve come\u00e7ar com perguntas certas, como: qual o motivo da opera\u00e7\u00e3o? Qual a capacidade de gest\u00e3o da compradora para implementar uma mudan\u00e7a radical na adquirida? Quais os tra\u00e7os culturais mais adequados para a constru\u00e7\u00e3o de valor atual e futura? Caracter\u00edsticas culturais das empresas s\u00e3o compat\u00edveis, pelo menos razoavelmente?<\/p>\n<p>As respostas devem sustentar a escolha da estrat\u00e9gia de integra\u00e7\u00e3o. Cabe aos executivos envolvidos dar voz tanto para as pessoas da empresa adquirida quanto para as da compradora.<\/p>\n<p>Se voc\u00ea est\u00e1 no poder, deve conhecer, sem vi\u00e9s, a cultura da sua empresa. Isso mesmo, da sua empresa. Mais: deve estar atento a pontos cegos, ou n\u00e3o ter\u00e1 uma vis\u00e3o ampla e realista do entorno. E n\u00e3o adianta dizer que isso n\u00e3o acontece com voc\u00ea. Reconhecer os pontos cegos \u00e9 fator-chave do sucesso de um M&amp;A. Acredite, voc\u00ea os tem. Perceba que a posi\u00e7\u00e3o de poder lhe permite usufruir muito pouco do di\u00e1logo verdadeiro. A \u201canturragem\u201d do poder raramente \u00e9 sincera!<\/p>\n<p>Temos, em princ\u00edpio, cinco possibilidades de integra\u00e7\u00e3o: mescla, pluralidade, movimento reverso, transforma\u00e7\u00e3o e assimila\u00e7\u00e3o. Uma vez consciente dos seus pontos cegos, seu sucesso depender\u00e1 da sua a\u00e7\u00e3o, coragem, da ado\u00e7\u00e3o do m\u00e9todo correto e, obviamente, da sua compet\u00eancia em montar a equa\u00e7\u00e3o certa desses elementos. Alerto que o principal deles \u00e9 reflexo das rela\u00e7\u00f5es de poder: \u201c\u00e9 meu, comprei, agora ser\u00e1 do meu jeito\u201d. Aten\u00e7\u00e3o: esse ponto cego \u00e9 respons\u00e1vel em grande parte pelo fracasso nas integra\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>O mundo mudou. Se antes os problemas envolvidos nessas opera\u00e7\u00f5es j\u00e1 eram de dif\u00edcil solu\u00e7\u00e3o, agora, no per\u00edodo pand\u00eamico, as dificuldades s\u00e3o, potencialmente, maiores especialmente nas suas perspectivas antropol\u00f3gica e afetiva, uma vez que a dimens\u00e3o econ\u00f4mico-financeira \u00e9 mais conhecida e a sanit\u00e1ria tamb\u00e9m, mesmo que em menor escala.<\/p>\n<p>A dimens\u00e3o antropol\u00f3gica da crise pode ser fonte de oportunidades no sentido de que agora as pessoas est\u00e3o mudando o jeito de trabalhar, de consumir, de viver. Esteja atento a isso. Tamb\u00e9m \u00e9 maior hoje a abertura para a mudan\u00e7a de alguns tra\u00e7os da sua cultura original, desde que voc\u00ea capture as mudan\u00e7as sociais em curso e conduza o processo, que n\u00e3o ocorrer\u00e1 naturalmente.<\/p>\n<p>Quanto \u00e0 dimens\u00e3o afetiva, ela pode se tornar um desafio ainda maior. As pessoas est\u00e3o com os nervos \u00e0 flor da pele, exaustas diante de temas que v\u00e3o al\u00e9m do ambiente profissional, mas que rebatem nele. N\u00e3o duvide: inclua o tema \u201ccrise afetiva\u201d nos trabalhos de integra\u00e7\u00e3o, que por si s\u00f3 j\u00e1 geram instabilidade, incertezas, satisfa\u00e7\u00f5es mas tamb\u00e9m insatisfa\u00e7\u00f5es. Cuide dessa dimens\u00e3o que novamente est\u00e1 recheada de pontos cegos. Somente assim os resultados ir\u00e3o chegar ao que voc\u00ea e todos tanto querem e tanto merecem. E lembre-se: <strong>n\u00e3o repita seus erros, isso n\u00e3o seria inteligente!<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>At\u00e9 o in\u00edcio dos anos 1990, quando o Brasil intensificou a abertura de sua economia, era extraordinariamente grande a diferen\u00e7a de qualidade de gest\u00e3o entre os executivos brasileiros e seus pares de pa\u00edses de primeiro mundo. Hoje a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 outra, n\u00e3o temos nada a dever aos de fora. 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