{"id":3638,"date":"2024-04-19T11:22:06","date_gmt":"2024-04-19T14:22:06","guid":{"rendered":"https:\/\/eduvir.com.br\/novo\/?p=3638"},"modified":"2024-04-19T11:22:06","modified_gmt":"2024-04-19T14:22:06","slug":"oms-alerta-1-bilhao-de-pessoas-do-mundo-sao-obesas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/eduvir.com.br\/novo\/2024\/04\/19\/oms-alerta-1-bilhao-de-pessoas-do-mundo-sao-obesas\/","title":{"rendered":"OMS alerta: 1 bilh\u00e3o de pessoas do mundo s\u00e3o obesas"},"content":{"rendered":"<p>Um novo estudo conduzido com apoio da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade (OMS) mostra que mais de 1 bilh\u00e3o de pessoas convivem com obesidade ao redor do planeta. Divulgada pela revista cient\u00edfica The Lancet, a pesquisa da NCD Risk Factor Collaboration (NCD-RisC) avalia peso e altura de mais de 220 milh\u00f5es de pessoas, a partir de 5 anos, em mais de 190 pa\u00edses.<\/p>\n<p>Mais de 1.500 pesquisadores contribu\u00edram para o levantamento, que analisou o \u00edndice de massa corporal (IMC) para entender como a obesidade e o baixo peso mudaram em todo o mundo de 1990 a 2022. O trabalho aponta que, na popula\u00e7\u00e3o adulta, a taxa de obesidade mais do que dobrou entre mulheres e quase triplicou entre os homens nesse per\u00edodo. No total, 879 milh\u00f5es de adultos podiam ser considerados obesos em 2022 \u2013 salto de 350% em compara\u00e7\u00e3o com 1990.<\/p>\n<p>Ao focar em crian\u00e7as e adolescentes, os dados tamb\u00e9m s\u00e3o alarmantes. De 1990 a 2022, os \u00edndices de obesidade cresceram quatro vezes nessa parcela da popula\u00e7\u00e3o. Em 2022, 159 milh\u00f5es de crian\u00e7as e adolescentes eram obesos \u2013 303% a mais do que em 1990.<\/p>\n<p>A obesidade \u00e9 considerada uma doen\u00e7a cr\u00f4nica e um dos maiores problemas de sa\u00fade p\u00fablica no mundo. De acordo com a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira para o Estudo da Obesidade e da S\u00edndrome Metab\u00f3lica, esse quadro reduz a qualidade de vida do indiv\u00edduo, al\u00e9m de predispor a uma s\u00e9rie de outras doen\u00e7as, como problemas cardiovasculares, diabete, asma, gordura no f\u00edgado e at\u00e9 alguns tipos de c\u00e2ncer.<\/p>\n<p>\u201cA obesidade \u00e9 a base inflamat\u00f3ria, oxidativa, que leva a uma s\u00e9rie de altera\u00e7\u00f5es metab\u00f3licas e contribui para o desenvolvimento das doen\u00e7as que mais matam a popula\u00e7\u00e3o brasileira e mundial, que s\u00e3o as cardiovasculares e o c\u00e2ncer\u201d, afirmou N\u00e1gila Raquel Teixeira Damasceno, professora associada do Departamento de Nutri\u00e7\u00e3o da Faculdade de Sa\u00fade P\u00fablica da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP) no Summit Sa\u00fade 2023, evento promovido pelo Estad\u00e3o.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da obesidade, o estudo tamb\u00e9m examinou a incid\u00eancia de baixo peso, revelando um aumento inesperado no n\u00famero de adultos afetados. Em 1990, eram 45 milh\u00f5es de mulheres abaixo do peso, um n\u00famero que passou para 183 milh\u00f5es em 2022. Quanto aos homens, o salto foi de 48 milh\u00f5es para 164 milh\u00f5es no mesmo per\u00edodo. Cabe destacar que, segundo a OMS, tanto a obesidade quanto o baixo peso s\u00e3o encarados como problemas de nutri\u00e7\u00e3o, resultando em diversas repercuss\u00f5es negativas.<\/p>\n<p>Em contrapartida, observou-se uma redu\u00e7\u00e3o mundial de crian\u00e7as e adolescentes abaixo do peso de 1990 a 2022, indicando avan\u00e7o nos programas de combate \u00e0 desnutri\u00e7\u00e3o infantil. Entre meninas, as taxas ca\u00edram de 10,3% para 8,2% e, entre meninos, foram de 16,7% para 10,8%.<\/p>\n<p>Em comunicado, Tedros Adhanom, diretor-geral da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade, afirmou que as metas globais de conten\u00e7\u00e3o da obesidade exigem trabalho de governos e comunidades, apoiados por pol\u00edticas baseadas em evid\u00eancias da OMS e de ag\u00eancias nacionais de sa\u00fade p\u00fablica. Al\u00e9m disso, pediu uma coopera\u00e7\u00e3o do setor privado, respons\u00e1vel pelo impacto que seus produtos causam \u00e0 sa\u00fade.<\/p>\n<p>\u201cEsse novo estudo destaca a import\u00e2ncia de prevenir e gerenciar a obesidade desde a primeira inf\u00e2ncia at\u00e9 a idade adulta, por meio de alimenta\u00e7\u00e3o, atividade f\u00edsica e cuidados adequados, conforme necess\u00e1rio.\u201d Estudos recentes v\u00eam reunindo evid\u00eancias de que a atividade f\u00edsica j\u00e1 na adolesc\u00eancia reduz o colesterol na idade adulta \u2013 e cumprir atividades m\u00ednimas semanais tamb\u00e9m pode auxiliar a prevenir a dem\u00eancia.<\/p>\n<p>O novo trabalho confirma o que defendemos reiteradamente: a alimenta\u00e7\u00e3o \u00e9 uma das bases de uma vida longeva com sa\u00fade. A ela, somam-se a pr\u00e1tica de exerc\u00edcios f\u00edsicos, noites de sono reparadoras, evitar o tabagismo, gerenciar o estresse e o consumo exagerado de bebidas alco\u00f3licas.<\/p>\n<p>Sa\u00fade \u00e9 preven\u00e7\u00e3o!<\/p>\n<p>Imagem:\u00a0Shutterstock\/Divulga\u00e7\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um novo estudo conduzido com apoio da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade (OMS) mostra que mais de 1 bilh\u00e3o de pessoas convivem com obesidade ao redor do planeta. 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