{"id":3641,"date":"2024-04-19T11:25:03","date_gmt":"2024-04-19T14:25:03","guid":{"rendered":"https:\/\/eduvir.com.br\/novo\/?p=3641"},"modified":"2024-04-19T11:25:03","modified_gmt":"2024-04-19T14:25:03","slug":"como-combater-o-degrau-quebrado-para-a-ascensao-das-mulheres-no-mercado-de-trabalho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/eduvir.com.br\/novo\/2024\/04\/19\/como-combater-o-degrau-quebrado-para-a-ascensao-das-mulheres-no-mercado-de-trabalho\/","title":{"rendered":"Como combater o \u201cdegrau quebrado\u201d para a ascens\u00e3o das mulheres no mercado de trabalho?"},"content":{"rendered":"<p>A met\u00e1fora do \u201cdegrau quebrado\u201d representa a barreira enfrentada pelas mulheres na ascens\u00e3o a posi\u00e7\u00f5es de topo de lideran\u00e7a nas organiza\u00e7\u00f5es, refletindo desafios contempor\u00e2neos como a falta de equidade de g\u00eanero no trabalho, os estere\u00f3tipos arraigados nas culturas organizacionais e as oportunidades de desenvolvimento limitadas.<\/p>\n<p>A falta de equidade de g\u00eanero, vista pelo prisma da organiza\u00e7\u00e3o social do trabalho, traz uma constru\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica-social que atribuiu \u00e0 mulher o papel de cuidar do lar e da fam\u00edlia. As poucas mulheres que trabalharam nas f\u00e1bricas na Revolu\u00e7\u00e3o Industrial eram recha\u00e7adas pelos homens. Eles viviam em condi\u00e7\u00f5es miser\u00e1veis e n\u00e3o queriam competir pelos postos de trabalho. Muitas sofriam viol\u00eancias e eram estupradas dentro das ind\u00fastrias. Em pleno s\u00e9culo XXI, o IBGE aponta que, em 2022, as mulheres dedicaram o dobro do tempo do que os homens \u00e0s tarefas da casa e de cuidados com pessoas. Com pouco tempo dispon\u00edvel e sem redes de apoio, as mulheres t\u00eam que se desdobrar em jornadas duplas. Por isso, assumem trabalhos menos complexos e ficam mais na informalidade, embora tenham mais mais escolaridade que os homens no Brasil.<\/p>\n<p>Os estere\u00f3tipos de g\u00eanero alimentam as culturas organizacionais. Reza a lenda corporativa que \u201cos homens lideram e administram, enquanto as mulheres cuidam\u201d e \u201cos l\u00edderes homens s\u00e3o mais objetivos, competitivos e agressivos\u201d. Pesquisas atuais indicam que as mulheres se destacam na gest\u00e3o por serem \u201ccoletivistas, humanistas e afetivas\u201d. Ser\u00e1 por isso que atualmente precisamos capacitar lideran\u00e7as em \u201cgest\u00e3o humanizada\u201d?<\/p>\n<p>A falta de oportunidades de desenvolvimento \u00e9 um ponto central. Um estudo da McKinsey de 2020 mostrou que apenas 33% das posi\u00e7\u00f5es de ger\u00eancia s\u00eanior e dire\u00e7\u00e3o s\u00e3o de mulheres. A interseccionalidade de g\u00eanero e de ra\u00e7a mostra uma situa\u00e7\u00e3o pior ainda. Mulheres brancas s\u00e3o 25% destas posi\u00e7\u00f5es e apenas 9% s\u00e3o de mulheres negras. Para que possam se especializar, assumir desafios e fun\u00e7\u00f5es executivas, as mulheres devem ter o apoio dos homens como motivadores da carreira feminina, das empresas com programas de desenvolvimento, mentoria e com modelos de trabalho flex\u00edvel e do Estado com pol\u00edticas p\u00fablicas e educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Na era da ansiedade e da depress\u00e3o, o mundo do trabalho clama por mais humanidade. Demanda por a\u00e7\u00f5es afirmativas das empresas e pelo compromisso de maior representatividade feminina. Pede o di\u00e1logo para a desconstru\u00e7\u00e3o dos estere\u00f3tipos que aprisionam. Suplica pelo engajamento dessas 33% mulheres no topo da carreira, para que n\u00e3o ajam como l\u00edderes homens, e, por fim, ajudem verdadeiramente outras mulheres a saltarem o \u201cdegrau quebrado\u201d.<\/p>\n<p>O que voc\u00ea acha que podemos fazer para a ascens\u00e3o das mulheres no trabalho?<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A met\u00e1fora do \u201cdegrau quebrado\u201d representa a barreira enfrentada pelas mulheres na ascens\u00e3o a posi\u00e7\u00f5es de topo de lideran\u00e7a nas organiza\u00e7\u00f5es, refletindo desafios contempor\u00e2neos como a falta de equidade de g\u00eanero no trabalho, os estere\u00f3tipos arraigados nas culturas organizacionais e as oportunidades de desenvolvimento limitadas. 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