{"id":473,"date":"2020-12-16T23:27:31","date_gmt":"2020-12-17T02:27:31","guid":{"rendered":"http:\/\/eduvir.com.br\/hmlg\/?p=473"},"modified":"2020-12-16T23:27:31","modified_gmt":"2020-12-17T02:27:31","slug":"como-liderar-com-a-dor-na-alma-e-no-corpo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/eduvir.com.br\/novo\/2020\/12\/16\/como-liderar-com-a-dor-na-alma-e-no-corpo\/","title":{"rendered":"Como liderar com a dor na alma e no corpo"},"content":{"rendered":"<p><strong>A colunista Betania Tanure diz que, nesse momento de crise, a lideran\u00e7a precisa atentar-se \u00e0s emo\u00e7\u00f5es dos funcion\u00e1rios e valorizar os comportamentos colaborativos que surgirem.<\/strong><\/p>\n<p>Vivemos hoje um momento absolutamente intenso, que afeta o nosso corpo, nossa alma e imp\u00f5e importantes efeitos sobre todos n\u00f3s, como indiv\u00edduos, como organiza\u00e7\u00f5es e como sociedade.<\/p>\n<p>A dor na alma come\u00e7a com os medos que permeiam este momento: de contrair a doen\u00e7a, de que pessoas queridas se tornem soropositivas, de morrer, lastreando as estat\u00edsticas, de perder o emprego e o poder, de a empresa se desmanchar em nossas m\u00e3os. Soma-se a esses sentimentos um tipo de incerteza que d\u00f3i de forma difusa: como essa situa\u00e7\u00e3o vai evoluir? Afinal, quanto tempo isso vai durar?<\/p>\n<p>N\u00f3s que cuidamos da sa\u00fade das empresas temos nos deparado com dores organizacionais e individuais geradas n\u00e3o somente pelo medo, como tamb\u00e9m pela mudan\u00e7a das rotinas de trabalho, pelo aumento do n\u00famero de horas trabalhadas (ningu\u00e9m achava isso poss\u00edvel!), pela necessidade de tornar-se, \u201cna marra\u201d, mais digital, de mudar os processos de trabalho e a l\u00f3gica do neg\u00f3cio, pelos inesperados problemas de caixa \u2013 e pela mudan\u00e7a de rotina em casa, com os filhos, com os pais, com os parceiros afetivos.<\/p>\n<p>Os problemas s\u00e3o complexos, os paradoxos s\u00e3o muitos. E qual o papel da lideran\u00e7a nesse ambiente de incertezas? Primeiro: n\u00e3o tente abafar os sentimentos negativos de seus liderados nem, muito menos, negar a exist\u00eancia desses sentimentos. \u00c9 preciso admitir que s\u00e3o reais, que voc\u00ea, como l\u00edder, os t\u00eam experimentado, ou que ainda est\u00e1 na nega\u00e7\u00e3o. Segundo: garanta que o cliente seja atendido e a opera\u00e7\u00e3o da empresa continue.<\/p>\n<p>O papel da lideran\u00e7a \u00e9 sempre mudar o fluxo natural das coisas: deve criar a ambi\u00eancia para que seus liderados tenham os est\u00edmulos corretos, acolher as pessoas para abreviar os momentos de medo e reduzir a ansiedade e as ang\u00fastias. Se \u00e9\u00a0inevit\u00e1vel o mergulho nesses sentimentos, os l\u00edderes devem saber resgatar nos liderados, como indiv\u00edduos, como time, como ordem econ\u00f4mica e social, a esperan\u00e7a. Devem valorizar comportamentos emergentes nas pessoas, como colabora\u00e7\u00e3o, autonomia, diminui\u00e7\u00e3o dos silos, garra, simplicidade e orgulho de pertencer \u00e0s organiza\u00e7\u00f5es que se revelam respons\u00e1veis. E mais: com intelig\u00eancia e m\u00e9todo, dedicar-se a capturar os comportamentos bacanas que surgiram durante a crise.<\/p>\n<p>\u00c9 preciso admitir a profundidade desta crise e tomar as decis\u00f5es objetivas, azedas mas necess\u00e1rias, sem deixar de lado as a\u00e7\u00f5es doces, de revitaliza\u00e7\u00e3o, de apoio e de acolhimento. A minha palavra para isso \u00e9 \u201cagridoce\u201d.<\/p>\n<p>O doce est\u00e1 na esperan\u00e7a do aprendizado, na escuta genu\u00edna das d\u00favidas e opini\u00f5es sobre as rotas que se deve tomar na empresa e as que s\u00e3o indispens\u00e1veis tamb\u00e9m na fam\u00edlia, na reordena\u00e7\u00e3o das rela\u00e7\u00f5es organizacionais e sociais. As rela\u00e7\u00f5es ficaram agora \u00e0 dist\u00e2ncia, mas est\u00e3o mais \u201cpr\u00f3ximas\u201d, afinal, a comunica\u00e7\u00e3o na telinha \u00e9 diferente: sem tr\u00e9gua! E, nesse sentido, s\u00e3o doces o est\u00edmulo \u00e0 coopera\u00e7\u00e3o, a autonomia e especialmente \u00e0 convic\u00e7\u00e3o de que o outro \u00e9 capaz, voc\u00ea \u00e9 capaz!<\/p>\n<p>No caminho agridoce voc\u00ea pode se tornar um dirigente estadista, aquele cujo olhar vai muito al\u00e9m do seu bem-estar e dos resultados da empresa. Essa mudan\u00e7a \u00e9 mandat\u00f3ria. Anos atr\u00e1s, a propor\u00e7\u00e3o desses dirigentes no Brasil era de 2%, conforme artigo que publiquei na Harvard Business Review em 2013. Pesquisa mais recente que fizemos mostrou que eles representam hoje 5% dos nossos executivos. S\u00e3o esses dirigentes estadistas e as empresas estadistas que ir\u00e3o sobreviver, ir\u00e3o ser fortes e corresponder \u00e0s expectativas de uma nova ordem. O pa\u00eds, e o mundo, precisam cada vez mais de indiv\u00edduos estadistas, de equipes estadistas, de empresas estadistas e, vale dizer, de pol\u00edticos e representantes estadistas nos tr\u00eas poderes.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">Fonte: Valor Econ\u00f4mico abril 2020<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A colunista Betania Tanure diz que, nesse momento de crise, a lideran\u00e7a precisa atentar-se \u00e0s emo\u00e7\u00f5es dos funcion\u00e1rios e valorizar os comportamentos colaborativos que surgirem. Vivemos hoje um momento absolutamente intenso, que afeta o nosso corpo, nossa alma e imp\u00f5e importantes efeitos sobre todos n\u00f3s, como indiv\u00edduos, como organiza\u00e7\u00f5es e como sociedade. 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