{"id":476,"date":"2020-12-16T23:28:28","date_gmt":"2020-12-17T02:28:28","guid":{"rendered":"http:\/\/eduvir.com.br\/hmlg\/?p=476"},"modified":"2020-12-16T23:28:28","modified_gmt":"2020-12-17T02:28:28","slug":"o-tripe-que-vai-fazer-voce-crescer-ou-nao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/eduvir.com.br\/novo\/2020\/12\/16\/o-tripe-que-vai-fazer-voce-crescer-ou-nao\/","title":{"rendered":"O trip\u00e9 que vai fazer voc\u00ea crescer \u2013 ou n\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p><strong>A colunista Betania Tanure afirma que os verdadeiros dirigentes na pandemia olham para o equil\u00edbrio emocional, a produtividade din\u00e2mica e a cultura do bem comum<\/strong><\/p>\n<p>O cen\u00e1rio atual traz em si, claramente, tr\u00eas desafios principais. O primeiro \u00e9 o equil\u00edbrio emocional. Em per\u00edodos de crise, os predicados emocionais tendem a se exacerbar, sejam positivos, como a solidariedade e o afeto, sejam negativos, como o ego\u00edsmo, a ansiedade e a ang\u00fastia.<\/p>\n<p>Hoje a maioria das pessoas est\u00e1 no seu limite emocional. S\u00e3o sintomas as rea\u00e7\u00f5es de raiva desproporcionais aos fatos, as crises de choro, o grande sofrimento com as incertezas, a baixa qualidade do sono, o constante cansa\u00e7o, os excessos na alimenta\u00e7\u00e3o ou no uso de bebidas alco\u00f3licas. Se nesse per\u00edodo de crise voc\u00ea conseguir se manter emocionalmente est\u00e1vel, seu caminho \u00e9 promissor. Caso se sinta angustiado(a), irritadi\u00e7o(a) ou vulner\u00e1vel na maior parte do tempo, n\u00e3o se iniba, procure ajuda antes que a doen\u00e7a tome conta de voc\u00ea.<\/p>\n<p>O segundo desafio, a produtividade, est\u00e1 intimamente relacionado ao primeiro. Nos \u00faltimos tr\u00eas meses da pandemia, apesar do choque inicial e do alto grau de estresse, a produtividade aumentou em grande parte das empresas, mesmo consideremos as diferen\u00e7as setoriais. Aumentou porque as pessoas passaram a trabalhar sem tr\u00e9gua, a fazer com mais rapidez, parte delas \u00e0 dist\u00e2ncia, o que faziam antes. Essa \u00e9 a \u201cprodutividade est\u00e1tica\u201d: fazer a mesma coisa mais r\u00e1pido.<\/p>\n<p>Tal aumento tem tamb\u00e9m outras fontes, mais nobres \u2013 e tomara que sustent\u00e1veis, como o ganho de autonomia, a redu\u00e7\u00e3o de burocracias que por conveni\u00eancia alguns apelidaram de \u201cgovernan\u00e7a\u201d e a amplia\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o para inova\u00e7\u00e3o, esta por absoluta necessidade. Trata-se da \u201cprodutividade din\u00e2mica\u201d, ou seja, da mudan\u00e7a da forma de fazer ou do que se faz.<\/p>\n<p>Por fim, o aumento da produtividade tamb\u00e9m pode ser explicado biologicamente: na fase aguda do estresse, h\u00e1 um est\u00edmulo da \u00e1rea primitiva do c\u00e9rebro que tem impacto sobre o cortisol e a adrenalina, o que gera uma rea\u00e7\u00e3o de \u201cluta\u201d ou \u201cfuga\u201d. Considerando-se o perfil t\u00edpico dos executivos, no primeiro momento a fuga n\u00e3o \u00e9 uma rea\u00e7\u00e3o esperada, mas a luta sim. E todos foram \u00e0 luta, o que tamb\u00e9m aumentou a produtividade.<\/p>\n<p>S\u00f3 n\u00e3o se deve ignorar que, ao se tornar cr\u00f4nico, o estresse pode levar \u00e0 exacerba\u00e7\u00e3o das emo\u00e7\u00f5es \u2013 e a consequ\u00eancias como a perda de produtividade. Se voc\u00ea nada fizer, vai acontecer. Afinal, trabalhar diante de um computador muitas horas, durante meses, tem impacto f\u00edsico e emocional. Grande parte das pessoas em home office j\u00e1 n\u00e3o aguenta mais. Para os mais ricos, \u00e9 dif\u00edcil imaginar como \u00e9 a limita\u00e7\u00e3o de espa\u00e7o, a falta de um ambiente adequado, de uma rede que funcione na velocidade demandada, de uma cadeira ergon\u00f4mica. E n\u00e3o raro h\u00e1 crian\u00e7as dividindo esse espa\u00e7o.<\/p>\n<p>Nesse contexto, voltamos ao primeiro desafio: alguns t\u00eam maior dificuldade de viver com a fam\u00edlia, o que \u00e9 impublic\u00e1vel. Ademais, o conv\u00edvio intenso pode fazer aflorar desequil\u00edbrios que estavam, de alguma maneira, adormecidos.<\/p>\n<p>O terceiro desafio deste momento \u00e9 ser estadista, conceito que venho discutindo desde 2013, quando publicamos na Harvard Business Review uma pesquisa revelando a baix\u00edssima presen\u00e7a dessa atitude nas empresas brasileiras. N\u00e3o basta doar recursos. Deve-se incluir na din\u00e2mica do modelo de neg\u00f3cio, da organiza\u00e7\u00e3o, no processo decis\u00f3rio, a cultura do bem comum. Dific\u00edlimo, vai muito al\u00e9m da doa\u00e7\u00e3o de recursos.<\/p>\n<p>Nesse cen\u00e1rio, os executivos que podem ser considerados verdadeiros dirigentes, estadistas, ser\u00e3o reconhecidos n\u00e3o mais pela compet\u00eancia de gerar resultados, que \u00e9 pr\u00e9-requisito; mas pela habilidade de se manter serenos em momentos de tens\u00e3o, pelas suas atitudes estadistas e sua compet\u00eancia de incorporar esse tra\u00e7o \u00e0 cultura de suas empresas. Muitos ver\u00e3o a sua cadeira e a sua import\u00e2ncia diminu\u00edrem.<\/p>\n<p>Enquanto isso, outros ir\u00e3o crescer.<\/p>\n<p>N\u00e3o se engane. N\u00e3o deixe a arrog\u00e2ncia t\u00edpica de quem est\u00e1 no poder obnubilar a consci\u00eancia sobre as suas emo\u00e7\u00f5es. V\u00e1 \u00e0 luta para conhecer os seus pontos cegos. \u00c9 hora de o ser humano, com suas emo\u00e7\u00f5es e prop\u00f3sito, se verdadeiro for, buscar o bem comum. E ent\u00e3o, voc\u00ea vai diminuir ou aumentar de tamanho? Est\u00e1 nas suas m\u00e3os.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">Fonte: Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A colunista Betania Tanure afirma que os verdadeiros dirigentes na pandemia olham para o equil\u00edbrio emocional, a produtividade din\u00e2mica e a cultura do bem comum O cen\u00e1rio atual traz em si, claramente, tr\u00eas desafios principais. O primeiro \u00e9 o equil\u00edbrio emocional. 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