{"id":505,"date":"2020-12-17T00:06:59","date_gmt":"2020-12-17T03:06:59","guid":{"rendered":"http:\/\/eduvir.com.br\/hmlg\/?p=505"},"modified":"2020-12-17T00:06:59","modified_gmt":"2020-12-17T03:06:59","slug":"vida-3-0-como-continuar-humano-na-era-da-inteligencia-artificial","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/eduvir.com.br\/novo\/2020\/12\/17\/vida-3-0-como-continuar-humano-na-era-da-inteligencia-artificial\/","title":{"rendered":"Vida 3.0: como continuar humano na era da intelig\u00eancia artificial?"},"content":{"rendered":"<p>Esta pergunta \u00e9 cada vez mais relevante, mas n\u00e3o a inventei: ela \u00e9 o t\u00edtulo do livro de Max Tegmark, editado em 2017 e um dos v\u00e1rios publicados mais recentemente sobre a tem\u00e1tica da Intelig\u00eancia Artificial e seu impacto na sociedade humana.<\/p>\n<p>Max me fez lembrar do que senti quando li, nos anos 80, pela primeira de muitas vezes, \u201cEu, rob\u00f4\u201d, de Isaac Asimov, publicado em 1950. Como antrop\u00f3loga, me fascinou a imagina\u00e7\u00e3o de Asimov ao projetar, antes da exist\u00eancia das atuais tecnologias digitais, uma sociedade em que rob\u00f4s poderiam se tornar inteligentes a ponto de controlar os humanos.<\/p>\n<p>Com o desenvolvimento da Intelig\u00eancia Artificial, muitas das fantasias de Asimov j\u00e1 est\u00e3o materializadas. E Max aprimora esta fic\u00e7\u00e3o ao descrever rob\u00f4s ultrainteligentes que se reprogramam e se superam, e criam vers\u00f5es cada vez mais incr\u00edveis de si mesmos em curtos espa\u00e7os de tempo. E descreve as consequ\u00eancias para uma sociedade que vai perdendo para estes seres poderosos e ultra-\u00e1geis a sua velocidade de se reinventar.<\/p>\n<p>S\u00e3o dois autores geniais, separados por muitas d\u00e9cadas de revolu\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica, mas trazendo uma mesma inquieta\u00e7\u00e3o: o que nos tornamos? O que nos tornaremos? E como nos preparar para isto, na velocidade em que j\u00e1 est\u00e1 acontecendo?<\/p>\n<p>Estamos cercados de IA por todos os lados: ao buscarmos informa\u00e7\u00e3o no Google, ao interagirmos nas redes sociais, comprarmos livros e outros itens na Amazon ou no supermercado virtual, ao conversarmos divertidamente com a Alexa ou com a Bia do Bradesco. A Intelig\u00eancia Artificial est\u00e1 ali, e num est\u00e1gio\u00a0<b>em que aprende<\/b>\u00a0sobre n\u00f3s cada vez que com ela interagimos. E at\u00e9 mesmo nos ajuda em necessidades corriqueiras.<\/p>\n<p>Precisamos, ent\u00e3o, aprender sobre ela! N\u00e3o \u00e9 mesmo?<\/p>\n<p>Ela nos afeta positiva e negativamente. Fez surgir novas profiss\u00f5es, e outras continuar\u00e3o a surgir, diretamente ligadas \u00e0 Intelig\u00eancia Artificial.<\/p>\n<p>E n\u00e3o vai afetar tanto as profiss\u00f5es que dependem das habilidades que \u201csobrar\u00e3o\u201d para n\u00f3s, humanos: as que requerem sensibilidade social ou emocional, ou as que requerem tarefas humanas de alta complexidade e n\u00e3o repetitivas, como, por exemplo, algumas especialidades da medicina, da psicologia, da antropologia e\u2026 alta gastronomia. Pois, usando rob\u00f4s, j\u00e1 \u00e9 poss\u00edvel fazer sandu\u00edches iguaizinhos uns aos outros.<\/p>\n<p>Muitas atividades e neg\u00f3cios j\u00e1 est\u00e3o se beneficiando de um dos lados fascinantes do uso da Intelig\u00eancia Artificial: velocidade e precis\u00e3o ao lidar com volumes imensos de informa\u00e7\u00e3o, analisar dados e tend\u00eancias, realizar est\u00e1gios iniciais de recrutamento e sele\u00e7\u00e3o, e at\u00e9 mesmo com programas de treinamento que podem ser autoadministrados. Neste sentido, a IA \u00e9 facilitadora. O outro lado \u00e9 eliminar diversas profiss\u00f5es que s\u00e3o superadas em rapidez e qualidade por algoritmos e rob\u00f4s bem programados.<\/p>\n<p>E como preservar a nossa \u201chumanidade\u201d, nossa caracter\u00edstica \u00fanica de improvisa\u00e7\u00e3o, adapta\u00e7\u00e3o a situa\u00e7\u00f5es inesperadas, inovar?<\/p>\n<p>A resposta est\u00e1 em constru\u00e7\u00e3o. Come\u00e7a por educar as novas gera\u00e7\u00f5es a aprender a pensar e a sentir, a criar e a se comunicar usando as novas tecnologias a seu favor. Continua pela reinven\u00e7\u00e3o das gera\u00e7\u00f5es mais maduras, ao acompanhar o ritmo de mudan\u00e7a das tecnologias, para us\u00e1-las com seu aditivo \u00fanico: experi\u00eancia de vida, anos na estrada, vis\u00e3o mais ampla. Deixar a m\u00e1quina fazer o trabalho pesado e assumir o trabalho criativo.<\/p>\n<p>As organiza\u00e7\u00f5es, cada vez mais, est\u00e3o revendo as rela\u00e7\u00f5es de trabalho, para um modelo mais colaborativo, de inspira\u00e7\u00e3o, de motiva\u00e7\u00e3o, que premie a flexibilidade, a criatividade, a capacidade de coopera\u00e7\u00e3o e reduza cada vez mais a competi\u00e7\u00e3o entre as equipes. Dando prop\u00f3sito aos colaboradores, estes crescem em suas atividades. Rob\u00f4s n\u00e3o precisam disto, mas n\u00e3o s\u00e3o,\u00a0<b>ainda<\/b>, bons em gerar empatia para as organiza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>E voc\u00ea? O que tem vivenciado no seu ambiente de trabalho com rela\u00e7\u00e3o\u00a0 a essa tem\u00e1tica? Compartilhe sua opini\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Esta pergunta \u00e9 cada vez mais relevante, mas n\u00e3o a inventei: ela \u00e9 o t\u00edtulo do livro de Max Tegmark, editado em 2017 e um dos v\u00e1rios publicados mais recentemente sobre a tem\u00e1tica da Intelig\u00eancia Artificial e seu impacto na sociedade humana. 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