{"id":543,"date":"2020-12-17T22:05:07","date_gmt":"2020-12-18T01:05:07","guid":{"rendered":"http:\/\/eduvir.com.br\/hmlg\/?p=543"},"modified":"2020-12-17T22:05:07","modified_gmt":"2020-12-18T01:05:07","slug":"viva","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/eduvir.com.br\/novo\/2020\/12\/17\/viva\/","title":{"rendered":"Viva!"},"content":{"rendered":"<p>A velhice \u00e9 um est\u00e1gio do ser que nos cabe a todos, se tivermos sorte.<\/p>\n<p>Podemos ser diferentes quanto \u00e0 ra\u00e7a, cor, cren\u00e7a, escolhas sexuais, mas todos n\u00f3s somos ou seremos velhos\u2026 um dia.<br \/>\nA cada dia que passa a quest\u00e3o do \u201cenvelhecer\u201d mais nos angustia e pior, vem se antecipando. Quanto preconceito e falta de lucidez existe nessa \u201cclassifica\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>Parece que fomos ficando ultrapassados como coisas. Assim como\u2026 celulares. H\u00e1 sempre uma vers\u00e3o mais nova e vamos nos sentindo \u201ccaducos\u201d, embora ainda funcionemos muito bem.<\/p>\n<p>\u00c9 isso, o tempo passando, a cada dia mais r\u00e1pido, nos deixando uma sensa\u00e7\u00e3o de impot\u00eancia, como areia que escorre entre os dedos. A ampulheta nos apontando para sua met\u00e1fora.<\/p>\n<p>Ele, o tempo, come\u00e7a a nos faltar e, paradoxalmente, nos sobra. E suas evid\u00eancias j\u00e1 se fazem sentir em n\u00f3s desde cedo.<\/p>\n<p>Se for uma crise, nos deixar\u00e1 mudados. Se para pior ou para melhor, s\u00f3 n\u00f3s podemos decidir\u2026 Exig\u00eancias se modificam. Passamos a privilegiar mentes brilhantes a peles brilhantes. Valores v\u00e3o sendo questionados e modificados.<\/p>\n<p>In\u00fameros fatores est\u00e3o aqui envolvidos e eles s\u00e3o tantos! Biol\u00f3gicos, cronol\u00f3gicos, psicol\u00f3gicos, sociais\u2026 al\u00e9m dos pessoais. Uma verdadeira Babel em n\u00f3s.<\/p>\n<p>De repente nos vemos transformados na resultante de uma grande mistura de identifica\u00e7\u00f5es, ap\u00f3s algumas d\u00e9cadas de vida.<br \/>\nSomos aquele que fomos, aquele que gostar\u00edamos de ser e, tamb\u00e9m, aquele que realmente somos neste exato momento.<\/p>\n<p>\u00c9 preciso ter cuidado conosco, diante da impossibilidade de nos vermos como somos, dada nossa natureza que \u00e9 a humana. Freud nos lembra de que na mais primitiva hist\u00f3ria do sujeito, ele precisa de um outro que o reconhe\u00e7a, o nomeie, que o ame, enfim. Esta seria uma quest\u00e3o de sobreviv\u00eancia. A\u00ed, entendida como amor.<\/p>\n<p>Mas\u2026 espere: isto era \u201cantigamente\u201d!<\/p>\n<p>Neste momento a quest\u00e3o \u00e9 outra. \u00c9 de autoestima que se trata aqui.<\/p>\n<p>Hoje j\u00e1 podemos contar com nossa \u201cindepend\u00eancia\u201d. J\u00e1 trazemos conosco este olhar.<\/p>\n<p>Quanto tempo nos restar\u00e1, o que queremos e podemos alcan\u00e7ar, onde est\u00e3o nossos interesses e apostas. Estas quest\u00f5es s\u00e3o muito importantes e s\u00f3 n\u00f3s, contando com nossa autoestima podemos responder.<\/p>\n<p>Se as deixarmos nas m\u00e3os do \u201cpr\u00f3ximo\u201d, ficaremos distantes de n\u00f3s. Sejamos n\u00f3s velhos de 20 ou 90 anos.<\/p>\n<p>O tempo que passamos conosco e com outros, a imagem que temos de n\u00f3s mesmos a partir das rela\u00e7\u00f5es que vivemos, devem poder nos bastar para nos assegurarmos de QUEM somos.<\/p>\n<p>As quest\u00f5es do Amor a\u00ed se localizam tamb\u00e9m, penso eu.<\/p>\n<p>Amor pelo outro, amor por si mesmo\u2026<\/p>\n<p>De repente lembro-me dos Beatles (que na \u00e9poca me pareciam t\u00e3o velhos\u2026). Na m\u00fasica \u201cWhen I\u00b4m 64\u201d de 1967, cantavam: \u201cWill you still need me\u2026 when I\u00b4m 64?\u201d (voc\u00ea ainda precisar\u00e1 de mim, quando eu tiver 64 anos?).<\/p>\n<p>Nesta simp\u00e1tica m\u00fasica, questionavam se a amada continuaria a quer\u00ea-los depois dos 64 anos. Quer dizer: quando estivessem \u201cvelhos\u201d e Paul McCartney s\u00f3 tinha 16 anos\u2026 Imaginem!<\/p>\n<p>Vemos a\u00ed o medo da solid\u00e3o tamb\u00e9m na velhice, como uma reedi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>N\u00e3o. N\u00e3o seremos lan\u00e7ados \u00e0 solid\u00e3o necessariamente por n\u00e3o sermos mais t\u00e3o jovens. Pelo menos, nenhum dos Beatles ficou\u2026<\/p>\n<p>Por outro lado, at\u00e9 mesmo os \u201cmais jovens\u201d t\u00eam se sentido solit\u00e1rios.<\/p>\n<p>M\u00eddias sociais, redes e outros meios t\u00eam podido facilitar nossa comunica\u00e7\u00e3o. \u00c9 s\u00f3 sabermos us\u00e1-las bem, isto \u00e9: a nosso favor.<\/p>\n<p>Nada substitui a alegria do encontro, que nos mant\u00e9m ativos, animados e vivos. \u00c9 verdade\u2026 tamb\u00e9m.<\/p>\n<p>\u201cO sentido da prosa\u201d pode ter at\u00e9 adquirido m\u00faltiplas formas. Viva a comunica\u00e7\u00e3o!<\/p>\n<p>Mas continuaremos sendo sempre seres desejantes\u2026 de Vida.<\/p>\n<p>Portanto, aqui entre n\u00f3s, n\u00e3o perca seu precioso tempo com falsas quest\u00f5es, como a de \u201cser ou n\u00e3o ser\u2026 velho\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A velhice \u00e9 um est\u00e1gio do ser que nos cabe a todos, se tivermos sorte. 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