{"id":570,"date":"2020-12-17T22:30:58","date_gmt":"2020-12-18T01:30:58","guid":{"rendered":"http:\/\/eduvir.com.br\/hmlg\/?p=570"},"modified":"2020-12-17T22:30:58","modified_gmt":"2020-12-18T01:30:58","slug":"nao-vai-ter-jeito-voce-tera-mesmo-que-mudar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/eduvir.com.br\/novo\/2020\/12\/17\/nao-vai-ter-jeito-voce-tera-mesmo-que-mudar\/","title":{"rendered":"N\u00e3o vai ter jeito, voc\u00ea ter\u00e1 mesmo que mudar"},"content":{"rendered":"<p>Nesta edi\u00e7\u00e3o, n\u00e3o quero falar da crise mundial, sanit\u00e1ria ou econ\u00f4mica. Meu tema \u00e9 a crise antropol\u00f3gica, o jeito de viver, trabalhar, consumir, de ter e de ser. Quero falar de como fazemos o Brasil, o nosso Brasil.<\/p>\n<p>Em certo momento de nossa hist\u00f3ria, ligamos o piloto autom\u00e1tico e fomos em frente, produzindo, ganhando (ou perdendo) dinheiro, colecionando sucessos, escondendo os insucessos, impelidos por prioridades trazidas pela tecnologia, pelo \u201coutro\u201d, e n\u00e3o por n\u00f3s mesmos. Fechamos os olhos para os brutais efeitos disso no meio ambiente e na desigualdade social, que a atual crise escancarou. Os que me conhecem sabem que n\u00e3o sou pessimista. Ao contr\u00e1rio, minha vida \u00e9 pautada por muita esperan\u00e7a. Mas neste momento, temos de admitir, estamos no limite de uma ambi\u00eancia fragilmente \u201cequilibrada\u201d do ponto de vista social.<\/p>\n<p>Adicionado a tudo isso, o n\u00edvel de exaust\u00e3o das pessoas pode ter atravessado a fronteira do razo\u00e1vel. N\u00e3o debite tudo ao trabalho excessivo. Outras causas existem, como a toxicidade da \u201cquarentena\u201d para as rela\u00e7\u00f5es afetivas ou sociais, o medo da doen\u00e7a e o excesso de not\u00edcias negativas nas m\u00eddias. Sem contar a necessidade frustrada de lazer, al\u00e9m da multiplicidade de op\u00e7\u00f5es de lives que j\u00e1 n\u00e3o se consegue assistir. O que fazer para sair do espa\u00e7o problema e ir para o espa\u00e7o solu\u00e7\u00e3o? Comece respirando fundo e acelerando o passo para mudar o seu fluxo natural. Como? N\u00f3s, na BTA, criamos um modelo que se aplica ao n\u00edvel individual, ao organizacional e ao social.<\/p>\n<ol>\n<li>Consci\u00eancia. Este \u00e9 o n\u00edvel da sua racionalidade. Se voc\u00ea n\u00e3o compreendeu ainda que, como todos n\u00f3s, precisa mudar, sua situa\u00e7\u00e3o \u00e9 muito grave. Passaram-se quatro meses e olhe \u00e0 sua volta. Veja o que acontece com os que resistem \u00e0 mudan\u00e7a, note qu\u00e3o rapidamente se perde espa\u00e7o.<\/li>\n<li>Desejo. \u00c9 a voz do cora\u00e7\u00e3o. Reconhe\u00e7a os poderosos est\u00edmulos vindos de todos os lados. Quem n\u00e3o muda, morre. Isso vale para o indiv\u00edduo, as organiza\u00e7\u00f5es e grupos sociais ou pol\u00edticos. Outro est\u00edmulo, positivo e que vem de dentro, \u00e9 a forte vontade de (se) reconstruir. Permita que ela mova voc\u00ea.<\/li>\n<li>Compet\u00eancia. Hoje, muitos dos conhecimentos e ferramentas que us\u00e1vamos com sucesso perderam fun\u00e7\u00e3o e valor. Vivemos um risco duplo. Mas isso n\u00e3o nos d\u00e1 a \u201clicen\u00e7a po\u00e9tica\u201d de nada saber ou de errar o tempo todo. O risco aqui \u00e9 perder o rigor da an\u00e1lise e da prepara\u00e7\u00e3o individual, sob o argumento, fraco porque s\u00f3 parcialmente verdadeiro, de que tudo \u00e9 novo e \u00e9 preciso experimentar. N\u00e3o \u00e9 bem assim. O desafio \u00e9 estar aberto sem se deixar paralisar pelo medo ou fazer do risco uma justificativa para mau resultado.<\/li>\n<li>Simplesmente agir. Na implementa\u00e7\u00e3o da mudan\u00e7a, da sua mudan\u00e7a, \u00e9 fundamental o equil\u00edbrio entre colabora\u00e7\u00e3o, protagonismo e\u00a0<em>accountability<\/em>.\u00a0<strong>Os dois primeiros tra\u00e7os se mostraram em alta em pesquisa que realizamos com 532 executivos, publicada no Valor: para 95% dos entrevistados a colabora\u00e7\u00e3o est\u00e1 em crescimento e para 70% o protagonismo tamb\u00e9m cresce<\/strong>. Esses tra\u00e7os merecem aten\u00e7\u00e3o, pois n\u00e3o ser\u00e3o incorporados naturalmente \u00e0 cultura. Ser\u00e1 preciso m\u00e9todo. O fazer coletivo \u00e9 um imperativo do neg\u00f3cio. Cuidado para que isso n\u00e3o contribua para desaparecer a\u00a0<em>accountability<\/em>, caracter\u00edstica fr\u00e1gil na cultura brasileira.<\/li>\n<\/ol>\n<p>N\u00e3o se esconda no coletivo. N\u00e3o fa\u00e7a \u201cde qualquer jeito\u201d sob o argumento de que o ambiente \u00e9 complexo ou \u00e9 preciso ser \u00e1gil. Voc\u00ea tem, individualmente, seu espa\u00e7o de a\u00e7\u00e3o e de concilia\u00e7\u00e3o, responsabilidade, profundidade de an\u00e1lise, agilidade, colabora\u00e7\u00e3o e\u00a0<em>accountability<\/em>, estrutura\u00e7\u00e3o respons\u00e1vel e flexibilidade para \u201cpivotar\u201d sempre que necess\u00e1rio. A sua mudan\u00e7a inclui conciliar o que antes parecia inconcili\u00e1vel!<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">Fonte: Valor<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nesta edi\u00e7\u00e3o, n\u00e3o quero falar da crise mundial, sanit\u00e1ria ou econ\u00f4mica. Meu tema \u00e9 a crise antropol\u00f3gica, o jeito de viver, trabalhar, consumir, de ter e de ser. Quero falar de como fazemos o Brasil, o nosso Brasil. 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