A Sessão Vai Começar – A Promessa

A Sessão Vai Começar – A Promessa

Esta sessão vai ser dedicada ao tema resiliência e o filme escolhido foi “A Promessa”. O tema resiliência foi brevemente analisado no ano passado no filme “Perdido em Marte” quando abordei a questão dos 4 Capitais Psicológicos Positivos (autoeficácia, otimismo, esperança e resiliência). Conceito introduzido em 2004 por Fred Luthans, pesquisador norte-americano e especialista em comportamentos organizacionais. Resolvi então aprofundar mais o assunto da resiliência.

O filme “A Promessa” se passa às vésperas da primeira Guerra Mundial, situando-se no Império Turco-Otomano, onde ocorreu, naquele período, o terrível genocídio armênio. Na trama Michael Boghosian, um jovem estudante de medicina chega a Istambul para estudar com o propósito de terminar o curso e voltar para a sua aldeia, casar com a noiva prometida e iniciar a sua prática. Em Istambul entretanto ele se apaixona por Ana a jovem tutora das filhas do tio dele, que está com o jornalista americano Chris Myers. Myers encontra-se em Istambul para cobrir os acontecimentos políticos. Os homens se tornam rivais e apesar de um triângulo amoroso conflitante os três diante de situações perigosas e de escolhas dolorosas em situações extremas tiveram a capacidade de lidar com a adversidade e seguir em frente munidos com senso de significado.

O conceito de resiliência ganhou forças no últimos anos pois tem demonstrado que mesmo diante de cenários desfavoráveis, complexos e de mudanças, as pessoas e as empresas conseguem maximizar seu desempenho com o máximo de inteligência gerando um significado ou um sentido para aquela experiência.

O processo de resiliência contempla: avaliação da situação pelo indivíduo ou seja como ele percebe a situação, a sua mobilização de como irá empreender esforços emocionais e comportamentais para enfrentar a situação e o gerenciamento das exigências externas que seriam as ameaças que controlam e dominam a situação.

Podemos identificar alguns comportamentos na construção da resiliência como:

  • Saber se antecipar e adaptar-se às mudanças e situações ambíguas.
  • Não desistir diante de situações difíceis, mantendo a persistência na busca de resultados.
  • Reagir com flexibilidade diante dos desafios.
  • Compartilhar sentimentos e ideias com pessoas as quais mantém vínculos significativos.
  • Encorajar a positividade para transformar a adversidade em algo positivo.

É fácil imaginar mesmo se você não viu o filme pela simples descrição do texto e dos itens acima a capacidade que os personagens tiveram em adotar a resiliência como uma ferramenta transformadora.

Agora duas perguntas para vocês refletirem:

  1. Em que situação recente você adotou um comportamento resiliente?
  2. Como é possível gerar uma resiliência ainda maior?

Vejo vocês mês que vem!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Aprenda as Cinco Linguagens do Amor,  por  Cris Chiavenato

Aprenda as Cinco Linguagens do Amor, por Cris Chiavenato

No livro “As Cinco Linguagens do Amor”, o psicólogo norte-americano Gary Chapman explica que a maioria dos conflitos nos nossos relacionamentos decorre do fato de falarmos uma “linguagem do amor” diferente da linguagem do nosso companheiro. Seria como se um falasse “Chinês” e o outro “Grego”! Mesmo que você se esforce para manifestar o seu amor em “Chinês”, se o seu cônjuge só entende “Grego”, você jamais conseguirá comunicar o verdadeiro amor que sente por ele. Desta maneira, se você quiser se comunicar de uma maneira efetiva, terá que aprender a língua daquele com quem você quer se comunicar!

Depois de 30 anos trabalhando como terapeuta de casais, Dr. Chapman chegou à conclusão de que existem cinco linguagens emocionais do amor:

1- PALAVRAS DE AFIRMAÇÃO

Elogios, palavras de apreciação, palavras de encorajamento e palavras gentis são maneiras poderosas de se comunicar o amor. “Você ficou linda com esse corte de cabelo”. “Obrigada por ter abastecido o meu carro”. “Eu tenho certeza que o seu projeto vai ser um sucesso total”. Pode ser que palavras de afirmação sejam exatamente o que o seu companheiro deseje para se sentir feliz e valorizado.

2 – TEMPO DE QUALIDADE

Estar perto da pessoa amada não é sempre o suficiente. Tempo de qualidade e atenção plena estão completamente relacionados. Por atenção plena entenda-se conversar olhando nos olhos um do outro, se mostrar interessado no que o outro tem a dizer e ouvir sem interromper. Talvez o que o seu parceiro precise para se sentir amado é de sua atenção plena. Nesse caso, se você é do tipo que fica olhando no telefone a cada minuto para ver se recebeu alguma mensagem, se alguém postou algo “interessante” nas redes sociais ou para saber as notícias do dia, você terá que rever esse comportamento para melhorar o seu relacionamento amoroso.

3 – RECEBER PRESENTES

Para algumas pessoas o presente representa um símbolo visual do amor. O fato de saber que você investiu tempo, e às vezes dinheiro para escolher algo especial, pode ser exatamente o que o seu companheiro necessite para se sentir amado. Às vezes mesmo um presente feito em casa, um cartão, ou um presente com valor simbólico pode ser suficiente para tanto.

4 – ATOS DE SERVIÇO

Para muitos, o fato do cônjuge organizar a casa, levar o carro para lavar, colocar o lixo para fora da casa, preparar as refeições que ele/ela gosta, são maneiras de se sentir amado. Existe alguma coisa que o seu cônjuge sempre pede para você fazer e que você não está fazendo? Talvez esteja aí a dica do que ele precisa para se sentir especial.

5 – TOQUE FÍSICO

O toque amoroso pode ser uma ferramenta poderosa num relacionamento. Um abraço longo, uma carícia nos cabelos, um beijo suave são alguns exemplos de atos de amor. Algumas pessoas acham alguns desses toques físicos irritantes, então é importante prestar atenção para saber qual toque físico o seu parceiro aprecia.

O segredo para se viver um relacionamento mais feliz é conhecer e “falar” a linguagem da pessoa que você ama. Na maioria das vezes temos mais de uma linguagem do amor, mas sempre existe aquela, ou aquelas, que são as nossas preferidas.

Observe que a linguagem do amor do seu cônjuge pode ser completamente diferente da sua! Não assuma que ele gosta exatamente das mesmas coisas que você gosta. A observação e a conversa direta são fundamentais para que você descubra o que o faz se sentir amado.

Sem perceber, muitos de nós temos a tendência de fazer pelo outro o que achamos importante para nós, mas isso nem sempre funciona! Se você adora o toque físico, você terá a tendência de ser carinhosa, de abraçar o seu parceiro, fazer cafuné, mas isso pode não ser o que ele deseja.

Se quisermos comunicar o nosso amor de uma maneira eficaz, devemos estar dispostos a aprender e a “falar” a linguagem do amor do nosso cônjuge. Essa á a chave para um amor mais profundo e duradouro!

E não se esqueça: também deixe claro para o seu cônjuge qual é a SUA linguagem do amor, afinal, você também merece se sentir amado(a)!

Vocês podem fazer juntos um teste para descobrirem a linguagem do amor um do outro – veja link abaixo (em Inglês).

Vamos falar a mesma “linguagem do amor” e melhorarmos o nosso relacionamento amoroso?

 

Referências:

As Cinco Linguagens do Amor – Gary Chapman

Descubra a sua linguagem do amor – teste em inglês para adultos, crianças e adolescentes:

http://www.5lovelanguages.com/profile

 

 

Você conhece a crioterapia usada para evitar a queda de cabelo no tratamento de câncer?

Você conhece a crioterapia usada para evitar a queda de cabelo no tratamento de câncer?

A alopecia (queda parcial ou total dos cabelos) induzida pela quimioterapia é um dos efeitos colaterais mais indesejados pelos pacientes com câncer, principalmente as mulheres. Apesar de não colocar em risco a saúde do paciente, a alopecia pode causar diferentes graus de desconforto como diminuição da autoestima, depressão e estigmatização perante a sociedade.

Esse efeito indesejado pode ser provocado por várias drogas quimioterápicas, em diferentes graus de severidade e usualmente dependente do tipo da droga, da dose, modo como é administrada e a combinação entre medicamentos.

O resfriamento do couro cabeludo na tentativa de prevenir a alopecia tem sido utilizado desde a década de 70 através de diversas técnicas. A teoria é que quando reduzimos a temperatura do couro cabeludo a baixos níveis por um período prolongado antes, durante e após a infusão da quimioterapia ocorre uma redução da chegada de sangue e consequentemente de quimioterapia no couro cabeludo aliado à uma redução do metabolismo dos folículos pilosos, reduzindo assim a queda de cabelo.

Atualmente dispomos de equipamentos modernos para a realização da técnica de crioterapia (sistema de resfriamento) em couro cabeludo. O objetivo é prevenir a alopecia causada pelo tratamento quimioterápico, reduzindo assim a necessidade do uso de prótese capilar (peruca) ou lenço pelos pacientes. A taxa de sucesso (medida basicamente pela redução da alopecia) é variável e depende do esquema quimioterápico utilizado e da resposta de cada paciente, porém varia em torno de 49% a 100% dos casos. Normalmente é bem tolerado, porém algumas pessoas podem se queixar de cefaléia, tontura e sensação de frio.

Nem todo paciente em tratamento quimioterápico deve ou pode ser submetido a esse procedimento. Como toda técnica existem indicações e contraindicações (ex.: pacientes com metástase cutânea no couro cabeludo) para sua utilização. O importante é saber que existe essa opção com intuito de amenizar o impacto psicológico e melhorar a qualidade de vida de muitos pacientes. Não deixe de perguntar ao seu médico sobre essa possibilidade.

Espero que essas informações sejam úteis e fico à disposição para responder sua pergunta.

 

 

 

A Sessão Vai Começar – Paterson

A Sessão Vai Começar – Paterson

Uma das sensações do festival de Cannes do ano passado foi o filme “Paterson” que entrou em cartaz no mês passado e ainda esta em cartaz. Paterson é um motorista de ônibus na cidade de Paterson, New Jersey – eles compartilham o nome. Todos os dias, Paterson adere a uma rotina simples: ele dirige o mesmo percurso, observando a cidade e ouvindo fragmentos de conversa dentro do ônibus. Ele anda com seu cão todas as noites e vai ao mesmo bar e bebe exatamente uma cerveja. Laura sua mulher que ele ama esta sempre vivendo novos sonhos e ele apóia suas ambições recém-descobertas. A única coisa a romper as repetições diárias é a paixão do Patterson por poesia, o que o leva a escrever seus próprios poemas em um pequeno caderno que sempre carrega. Ele pensa poesia enquanto caminha de casa para a garagem de ônibus. Ele escreve em seu caderno ao volante de seu ônibus enquanto espera por seu turno para começar. Ele escreve durante sua hora de almoço enquanto está sentado em um banco. Ele escreve em sua escrivaninha apertada em seu porão, cercado por materiais de construção. Cada poesia uma criação.

Paterson é um filme sobre arte e criação e que me fez refletir sobre um tema que sempre despertou em mim um interesse especial: Criatividade. A criatividade seria um dom concedido a poucos? É necessário pintar, desenhar, esculpir, escrever, compor, inventar obra-prima para definirmos quem é criativo? Existe uma característica criativa padrão: adaptabilidade, dinamismo, humor, timidez, versatilidade, assertividade, curiosidade, inteligência, impulsividade, entusiasmo, perspicácia, rebeldia, flexibilidade e, até mesmo, teimosia? Conclui que qualquer combinação dessas características e muitas outras pesquisadas poderiam compor uma pessoa criativa. A questão talvez seja em relação à crença limitante quando a afirmação: “Eu não sou criativo”. Esta afirmação me parece falsa. Se nós temos algumas características dos chamados “gênios criativos”, logo nós também temos a capacidade de criar. Talvez o que nos limita seja a falta de coragem de abandonar a tal zona de conforto, onde conceitos preestabelecidos como: a criatividade não é uma coisa que se possa apreender, sou do tipo lógico, a lógica e a criatividade não formam um par perfeito ou vou correr riscos tentando mudar. Se nenhum esforço ou tentativa é feito para abandonar essa crença, como é possível saber o potencial criativo de cada um. Precisamos romper esta crença. Quando decidimos por essa alternativa, nós abrimos um espaço para utilizar a energia mental que compõe o nosso pensamento criativo aguçando a nossa percepção. Seria como se estivéssemos olhando dentro de um caleidoscópio: a cada movimento, uma imagem nova se apresenta.

O filme Paterson é uma aula sobre o processo criativo. Nos inspira a olhar mais de perto o mundo ao nosso redor e colocar em prática o nosso potencial criativo pois sempre haverá uma página em branco num caderninho para inovarmos.

Gostaria de saber mais sobre esse tema entre em contato conosco em cursos@eduvir.com.br

Nos vemos no mês que vem!