by admin | out 26, 2017 | A Sessão vai Começar, Gilda, Gilda Palhares |
Este mês escolher um filme não foi uma tarefa fácil. Tivemos o “Festival de Cinema do Rio” com mais de 250 filmes! A minha opção foi escolher um filme para homenagear os professores pelo dia 15 de outubro.
Esta sessão é dedicada a todos os profissionais que trabalham com o processo educativo. Como já comentamos anteriormente o cinema tem o poder não somente de entreter, mas também o poder de inspirar ainda mais quando o assunto é educação. Podemos então fazer uma reflexão sobre o papel de todos os envolvidos nesse processo seja nas instituições de ensino ou nas organizações.
“O melhor Professor da Minha Vida” título original “Lês Grande Esprits” se passa dentro de uma escola de periferia de Paris. O rígido professor François Foucault de uma renomada escola de Paris devido a uma série de eventos é convidado para dar aula nesta escola.
O ambiente encontrado pelo professor é extremamente complexo: uma enorme diversidade cultural, adolescentes rebeldes e indisciplinados e professores que estão anos no local e não vislumbram a possibilidade de transformação desses adolescentes.
O grande desafio de François é levar esses alunos a se envolverem com a matéria: Língua Francesa. O filme apresenta de forma positiva como ocorre a mudança de comportamento não somente dos alunos, mas também do professor François. Pois é justamente na mudança de comportamento que o processo ensino aprendizagem se estabelece.
Logo, resolvi conversar com vocês sobre uma metodologia de acompanhamento para analisar os resultados de treinamentos. O processo que compreende quatro níveis e todos são possíveis de serem observados no filme.
A metodologia chama-se “The Four Levels” e foi desenvolvido por Donald L. Kirkpatrick que encontra-se no livro “Evaluating Training Programs” (1994). O modelo em 2016 recebeu no “The New World Kirkpatrick Model” mais alguns enfoques. Abaixo segue a descrição dos quatro níveis com suas definições originais e os novos enfoques.
Nível 1 – Reação: A satisfação dos participantes em relação ao programa.
Novo enfoque: Além da satisfação dos participantes é avaliado o nível de engajamento dos participantes e quão relevante é a utilização da informação.
Nível 2 – Aprendizado: Quais as habilidades adquiridas e desenvolvidas.
Novo enfoque: Além das habilidades adquiridas é necessário apresentar confiança (consigo fazer) e comprometimento (pretendo fazer).
Nível 3 – Mudança de Comportamento: Aplicação das habilidades adquiridas.Novo enfoque: Processo que reforça, incentiva o desempenho e reconhece a atuação favorável em questões críticas.
Nível 4 – Resultados: Verificar os resultados que compreendem o aumento da produtividade, a redução de custos e a melhoria da qualidade dos serviços.
Novo enfoque: Observar dentro de um prazo menor o impacto positivo nos resultados desejados.
A metodologia oferece uma ferramenta abrangente onde todas as questões acima podem ser avaliadas num mesmo processo ou podem ser utilizadas separamente.
Tive a oportunidade de verificar a aplicabilidade desta metodologia numa empresa de serviço de grande porte pois foi o tema da minha monografia da pós em Administração Empresarial na UFF.
Até a próxima sessão!
by admin | set 28, 2017 | A Sessão vai Começar, Gilda Palhares |
Vamos levar o nosso olhar mais uma vez para a questão da diversidade?
No ano passado o tema foi abordado na animação “Zootopia – Está cidade é um Bicho”. Este mês ao ver o filme “Uma Mulher Fantástica” pensei que seria interessante voltar ao tema. No filme vemos a questão da diversidade relacionada a uma mulher trans que com a morte do seu parceiro se vê diante da raiva e do preconceito da família dele. O resultado é um filme raro sobre uma pessoa que luta com as mesmas forças com as quais passou a vida lutando, apenas para se tornar a mulher que ela é agora – forte, franca e fantástica, cujo sofrimento nunca diminui a sua determinação em continuar avançando.
O filme ganhou Urso de Prata de Melhor Roteiro no festival de Berlin deste ano e foi escolhido para representar o seu país (Chile) na disputa para uma vaga na categoria de Melhor filme Estrangeiro para o Oscar 2018.
Comoo principal foco das nossas sessões são temas do desenvolvimento humano dentro do mundo corporativo gostaria de destacar que em maio deste ano a matéria da capa da revista Negócios apresentou a seguinte pergunta: “Vamos falar de Diversidade?”, com a foto da primeira mulher trans que usa seu nome social no registro da OAB. A matéria cita empresas que já perceberam que dar mais espaço à diversidade aumenta a produtividade e acelera a inovação.
E para conhecermos um pouco mais como a questão da diversidade está sendo tratada dentro de uma empresa de grande porte convidei Alexandre Braga, analista de RH sênior da Valer – Universidade Corporativa da Vale – para conversar sobre o tema:
Como surgiu a ideia de criar um programa voltado para as questões da diversidade no ambiente corporativo?
A Gerência de engajamento, cultura e atração de talentos desenvolveu esse programa pelo viés da inclusão, que gera mais e melhores resultados para as empresas. A partir de estudos, pesquisas e benchmarkings, ficou comprovado que grupos diversos, principalmente no universo organizacional, se assegurados, tendem a produzir mais e melhor.
Como o programa foi recebido pelos funcionários?
O programa de Diversidade e Inclusão da Vale está relativamente no início. O programa teve uma receptividade muito positiva pelos empregados que, espontaneamente manifestaram, por meio dos veículos internos, o orgulho em fazer parte de uma empresa que aborda o tema de forma tão transparente.
Tudo começou de forma mais estruturada em 2016 com o objetivo de sensibilizar e educar os empregados para a importância da Diversidade. Foram desenvolvidos materiais nos veículos internos de comunicação (newsletter, intranet, TVs internas), a equipe de RH foi capacitada assim como os líderes receberam um kit de comunicação para apoiá-los no seu repertório com suas equipes. Para aprofundar o assunto, foi disponibilizado um treinamento presencial específico, e um curso online com versão para líderes e empregados.
A liderança tem sido atendida com um reforço que são palestras sobre o tema, de forma mais direta (Ex: Adriana Carvalho da ONU Mulheres sobre equidade de gênero, e o Zeca de Melo sobre Religião, a próxima será sobre Orientação Sexual, mas ainda não fechamos o palestrante).
Quais foram as ferramentas usadas para comunicar a implementação do projeto?
A primeira fase em 2016 usou matérias no jornal interno da Vale, o Vale@ divulgando semanalmente editorias sobre diversidade: etnia, gênero, idade, homoafetividade, religião e deficiência. Em 2017, avançamos no debate sobre Diversidade e elaboramos uma nova campanha mostrando como equipes diversas, que colaboram entre si, podem atingir resultados mais expressivos. Em outras palavras, falar sobre a diversidade como um pilar para a alta performance.
Além disso é importante ressaltar que a Vale tem e disponibiliza documentos normativos que apoiam e suportam o tema: Guia e Política de Direitos Humanos, o Código de Ética e Condutas, Nossos Valores e um Guia de Diversidade.
Quais foram as dificuldades encontradas durante a implementação?
Garantir a capilaridade do tema. O maior instrumento, que atualmente é o curso de Diversidade & Inclusão presencial, com duração de 8h, e que tem sido um grande sucesso, demanda braços para sustentar sua disseminação. Esses braços precisam ser de profissionais internos com um excelente repertório, tanto do conteúdo quanto de vida, leitura, exposição ao tema, etc.
Qual é a importância desse tema ser debatido dentro das empresas?
Para a Vale, Diversidade e Inclusão é mais do que uma decisão estratégica, é uma forma de reconhecer nossos empregados, reforçar os nossos valores e crescer de maneira sustentável nos próximos anos.
Por isso, precisamos sensibilizar a todos para a importância do respeito mútuo dentro das equipes e a promoção da inclusão. Conscientizar a todos para a importância da diversidade na construção de soluções eficazes no dia a dia. Incluir verdadeiramente a todos para que tenham verdadeiras oportunidade de performar dentro de suas amplas possibilidades, não se sentindo amedrontados, excluídos ou desrespeitados.
Alexandre Braga é casado com um professor universitário e segue feliz em sua vida no mundo corporativo.
Me conta o que você achou, tá? Até a próxima!
by admin | set 28, 2017 | A Sessão vai Começar, Diversidade, Gilda, Gilda Palhares |
VAMOS LEVAR O NOSSO OLHAR MAIS UMA VEZ PARA A QUESTÃO DA DIVERSIDADE?
No ano passado o tema foi abordado na animação “Zootopia – Está cidade é um Bicho”. Este mês ao ver o filme “Uma Mulher Fantástica” pensei que seria interessante voltar ao tema. No filme vemos a questão da diversidade relacionada a uma mulher trans que com a morte do seu parceiro se vê diante da raiva e do preconceito da família dele. O resultado é um filme raro sobre uma pessoa que luta com as mesmas forças com as quais passou a vida lutando, apenas para se tornar a mulher que ela é agora – forte, franca e fantástica, cujo sofrimento nunca diminui a sua determinação em continuar avançando.
O filme ganhou Urso de Prata de Melhor Roteiro no festival de Berlin deste ano e foi escolhido para representar o seu país (Chile) na disputa para uma vaga na categoria de Melhor filme Estrangeiro para o Oscar 2018.
Como o principal foco das nossas sessões são temas do desenvolvimento humano dentro do mundo corporativo gostaria de destacar que em maio deste ano a matéria da capa da revista Negócios apresentou a seguinte pergunta: “Vamos falar de Diversidade?”, com a foto da primeira mulher trans que usa seu nome social no registro da OAB. A matéria cita empresas que já perceberam que dar mais espaço à diversidade aumenta a produtividade e acelera a inovação.
E para conhecermos um pouco mais como a questão da diversidade está sendo tratada dentro de uma empresa de grande porte convidei Alexandre Braga, analista de RH sênior da Valer – Universidade Corporativa da Vale – para conversar sobre o tema:
Como surgiu a ideia de criar um programa voltado para as questões da diversidade no ambiente corporativo?
A Gerência de engajamento, cultura e atração de talentos desenvolveu esse programa pelo viés da inclusão, que gera mais e melhores resultados para as empresas. A partir de estudos, pesquisas e benchmarkings, ficou comprovado que grupos diversos, principalmente no universo organizacional, se assegurados, tendem a produzir mais e melhor.
Como o programa foi recebido pelos funcionários?
O programa de Diversidade e Inclusão da Vale está relativamente no início. O programa teve uma receptividade muito positiva pelos empregados que, espontaneamente manifestaram, por meio dos veículos internos, o orgulho em fazer parte de uma empresa que aborda o tema de forma tão transparente.
Tudo começou de forma mais estruturada em 2016 com o objetivo de sensibilizar e educar os empregados para a importância da Diversidade. Foram desenvolvidos materiais nos veículos internos de comunicação (newsletter, intranet, TVs internas), a equipe de RH foi capacitada assim como os líderes receberam um kit de comunicação para apoiá-los no seu repertório com suas equipes. Para aprofundar o assunto, foi disponibilizado um treinamento presencial específico, e um curso online com versão para líderes e empregados.
A liderança tem sido atendida com um reforço que são palestras sobre o tema, de forma mais direta (Ex: Adriana Carvalho da ONU Mulheres sobre equidade de gênero, e o Zeca de Melo sobre Religião, a próxima será sobre Orientação Sexual, mas ainda não fechamos o palestrante).
Quais foram as ferramentas usadas para comunicar a implementação do projeto?
A primeira fase em 2016 usou matérias no jornal interno da Vale, o Vale@ divulgando semanalmente editorias sobre diversidade: etnia, gênero, idade, homoafetividade, religião e deficiência. Em 2017, avançamos no debate sobre Diversidade e elaboramos uma nova campanha mostrando como equipes diversas, que colaboram entre si, podem atingir resultados mais expressivos. Em outras palavras, falar sobre a diversidade como um pilar para a alta performance.
Além disso é importante ressaltar que a Vale tem e disponibiliza documentos normativos que apoiam e suportam o tema: Guia e Política de Direitos Humanos, o Código de Ética e Condutas, Nossos Valores e um Guia de Diversidade.
Quais foram as dificuldades encontradas durante a implementação?
Garantir a capilaridade do tema. O maior instrumento, que atualmente é o curso de Diversidade & Inclusão presencial, com duração de 8h, e que tem sido um grande sucesso, demanda braços para sustentar sua disseminação. Esses braços precisam ser de profissionais internos com um excelente repertório, tanto do conteúdo quanto de vida, leitura, exposição ao tema, etc.
Qual é a importância desse tema ser debatido dentro das empresas?
Para a Vale, Diversidade e Inclusão é mais do que uma decisão estratégica, é uma forma de reconhecer nossos empregados, reforçar os nossos valores e crescer de maneira sustentável nos próximos anos.
Por isso, precisamos sensibilizar a todos para a importância do respeito mútuo dentro das equipes e a promoção da inclusão. Conscientizar a todos para a importância da diversidade na construção de soluções eficazes no dia a dia. Incluir verdadeiramente a todos para que tenham verdadeiras oportunidade de performar dentro de suas amplas possibilidades, não se sentindo amedrontados, excluídos ou desrespeitados.
Alexandre Braga é casado com um professor universitário e segue feliz em sua vida no mundo corporativo.
Me conta o que você achou, tá? Até a próxima!
by admin | ago 25, 2017 | A Sessão vai Começar, Gilda Palhares |
João, O Maestro é uma biografia inspiradora e apaixonante do pianista e maestro brasileiro João Carlos Martins. Quando um filme expõe um retrato franco e verdadeiro do ser humano em várias situações da sua vida oferece ao público uma oportunidade de refletir sobre várias fatores que envolve o comportamento humano. Coincidência ou simplesmente a beleza do inesperado estou lendo o livro “Garra: O Poder da Paixão e da Perseverança” da psicóloga e professora da Universidade da Pensilvânia Angela Duckworth. O filme João, o maestro é ótima oportunidade para conversarmos sobre alguns pontos interessantes descritas no livro.
Duckworth define garra como paixão e perseverança em relação aos objetivos que estabelecemos a longo prazo. Na sua vasta pesquisa ela descobriu que as nossas realizações dependem mais da nossa paixão, persistência e compromisso com nossos objetivos do que com nossos talentos inatos.
Angela, relata também que a paixão pelo trabalho que você escolheu envolve inicialmente a descoberta, seguido por um grande desenvolvimento e, em seguida, uma vida de aprofundamento.
Um outro ponto interessante é que existe uma correlação entre garra e propósito ou seja a ideia de que o que você faz importa, não apenas para você, mas para os outros. A contribuição dos nossos esforços para a vida dos outros revelou uma poderosa fonte de motivação.
A importância da pesquisa da Angela é que ela nos ajuda a entender que, por trás de cada pessoa extraordinária, há incontáveis ??horas de prática, compromisso e dedicação. O pianista e maestro João Carlos Martins apresenta na sua trajetória de vida este comportamento notável.
Até o próximo filme!
by admin | jul 31, 2017 | A Sessão vai Começar, Gilda |
O filme Mulher-Maravilha está em cartaz no Brasil há oito semanas. Mundialmente quebrou os recordes de bilheteria sendo considerado um dos melhores filmes de ação dirigido por uma mulher. Poderia compartilhar vários temas em relação ao filme tais como: empoderamento da mulher, gerenciamento de conflitos, trabalho em equipe entre outros.
Entretanto o que mais me chamou atenção no filme foi a razão pela qual a Mulher-Maravilha Diana decide sair da ilha idílica de Themyscira quando o piloto de guerra Steve Trevor cai em seu mundo e conta que a Primeira Guerra Mundial poderá devastar o planeta. Diana uma pacifista resolve restaurar a paz. A sua atitude nos leva refletir sobre o tema COMPAIXÃO.
A Psicologia Positiva vem estudando este tema e seus benefícios. Existe uma distinção entre a empatia e a compaixão. A empatia é a capacidade de experimentar a dor que outra pessoa está sentindo. Na compaixão você traduz esse sentimento em ação. Um desejo de ajudar e uma motivação para agir. Quando sentimos compaixão, nossa frequência cardíaca diminui, sentimentos de prazer iluminam-se, o que muitas vezes resulta em nossa vontade em agir para ajudaro outro. Pesquisas utilizando a ressonância magnética do cerébro também demonstraram resultados de bem-estar ao ter uma atitude de compaixão.
Um outro ponto relevante que as pesquisas apontam sobre o tema é que a compaixão não é algo com que nascemos ou não. Ela alcança todas as pessoas. Ela pode ser aprendida e reforçada através de exercícios e práticas direcionadas. Uma emoção poderosa nas relações interpessoais tanto no âmbito social quanto no profissional.
Retornando ao filme podemos dizer que a Mulher–Maravilha quando decide sair da ilha tranquila de Themyscira para ajudar a humanidade estabelecer a paz, ela através dessa atitude está usando uma emoção tão poderosa que é a compaixão e que não demanda nenhum super poder.
Vejo vocês mês que vem!