Se alguém lhe pedisse para se definir, qual seria sua resposta?

Se alguém lhe pedisse para se definir, qual seria sua resposta?

Vários temas que trago para esta coluna são traduções e adaptações do site Positive Psychology Program (positivepsychologyprogram.com). Resolvi compartilhar um resumo do texto da autora Madhuleena Roy Chowdhury apresentado no site sobre “Testes e Questionários que você pode fazer para encontrar as suas Forças”.

Ela inicia com a pergunta: “se alguém lhe pedisse para se definir, qual seria sua resposta”?

Pontos fortes são forças que influenciam nossos pensamentos, emoções e ações. Eles definem quem somos e determinam nossa singularidade.

Sabedoria, coragem, perseverança e humildade são alguns exemplos das qualidades que possuímos. Na psicologia, as forças do caráter são definidas como capacidades inatas que nos permitem superar nossos bloqueios e olhar as adversidades com mais positividade.

Conhecer nossas principais forças e fraquezas é parte crucial para entender a nós mesmos. Uma pessoa que sabe o que é bom é mais perspicaz e mais propensa a tomar as decisões certas.

Estudos sobre a eficácia da utilização das forças revelaram que, pessoas que conseguem identificar seus pontos fortes e usam no dia a dia são mais felizes.

De acordo com estes pesquisadores, isso não é suficiente. A menos que saibamos quando e como utilizar nossos pontos fortes, não vamos melhorar o nosso bem-estar.

Força pode ser algo em que somos bons, algo que nos vem naturalmente ou algo que amamos fazer. Temos então:

Habilidades baseadas em Conhecimento

Os pontos fortes que adquirimos da educação e da aprendizagem. Por exemplo, proficiência em línguas estrangeiras, conhecimento em informática, treinamento especializado e habilidades técnicas.

Habilidades Pessoais

Habilidades pessoais são as capacidades internas que determinam nossa singularidade. Honestidade, confiabilidade, flexibilidade, bondade, criatividade etc. Elas podem ser inatas ou aprendidas.

Entender a importância dos pontos fortes é uma das principais preocupações da psicologia positiva no momento, já que os estudos indicam que a maioria de nós não tem consciência dos nossos potenciais.

Do artigo da Madhuleena Roy Chowdhury extrai três indicações para descobrir os nosso pontos fortes que foram:

O Teste Gallup / Clifton Strengthsfinder

Donald Clifton, um psicólogo educacional e pesquisador, desenvolveu o Clifton Strengthsfinder Test em 2001. Ele procurou identificar as habilidades que fazem alguém se destacar no seu campo de trabalho e explorar os talentos humanos da melhor maneira possível.

Desde a sua criação, o teste The Strengthsfinder passou por várias modificações. A edição atualizada (StrengthsFinder 2.0) foi lançada em 2007 e continua sendo uma das ferramentas de avaliação mais vendidas para configurações de negócios e profissionais.

O questionário VIA – Pontos Fortes

A pesquisa ”Values ??in Action” é, de longe, o teste mais popular para avaliar as forças de carater e saber o que eles significam. O teste foi formulado por Martin Seligman e Christopher Peterson, que apotaram as nossas virtudes e 24 forças corespondentes.

A pesquisa de caráter VIA Values in Action survey é comumente usado em ambientes corporativos para que os funcionários possam se conhecer melhor no que se refere as suas forças como também as dos outros desta forma promovendo um ambiente de trabalho mais harmonioso e produtivo.(www.viacharacter.org/www/Character-Strengths-Survey).

Teste de Habilidades de Liderança

O teste de habilidades de liderança é adequado para líderes em todos os níveis, independentemente de seus anos de experiência. A base teórica deste teste afirma que não é suficiente ser apontado como líder ou supervisor, a menos que percebamos nossas responsabilidades e as cumpramos com total convicção. O teste “ leadership skills” contém 18 declarações pontuadas em uma escala Likert de 5 pontos. As perguntas são relevantes para a liderança (https://www.mindtools.com).

Descobrir nossos pontos fortes é tão importante quanto encontrar nossas fraquezas. Faz parte da curva de aprendizado da vida e contribui diretamente para o crescimento e a melhoria levando a mudanças desejadas. Nossas capacidades são ilimitadas, simplesmente conhecê-las pode abrir um novo mundo de possibilidades diante de nós.

 

Fonte: Trechos extraído e traduzido do texto “7 Strength Finding Test and Questionnaires You Can Do Today” de Madhuleena Roy Chowdhury publicado no site https://positivepsychologyprogram.com/

Pequeno dicionário para entender os tempos atuais

Pequeno dicionário para entender os tempos atuais

VUCA – conceito criado pelo Exército Americano nos anos 1980 para definir situações e condições em cenários da Guerra Fria, foi incorporado pelas escolas de negócio e pensadores de gestão como uma forma de expressar como o mundo contemporâneo está sendo percebido. VUCA é um acrônimo para Volátil (Volatile), Incerto (Uncertain), Complexo (Complex) e Ambíguo (Ambiguous) vem sendo usado para classificar o mundo de hoje. As mudanças são contínuas e de grandes proporções; ficamos incertos em relação ao futuro e ao que está acontecendo no presente; múltiplos fatores estão envolvidos fazendo crescer a complexidade e, ao final, não conseguimos ter clareza sobre o significado dos eventos. Em tempo, outra sigla também vem surgindo: RUPT. Neste caso, as características envolvidas são a rapidez (R – rapid), a imprevisibilidade (U – unpredictable), a paradoxalidade (P – paradoxal), e o entrelaçamento (T – tangled).

Teoria U – desenvolvida por Otto Scharmer (professor do MIT) como tese de pós-doutorado, é uma forma estruturada para encaminharmos a resolução de problemas complexos, por exemplo, quando temos várias partes interessadas.

Soft Skills – a expressão é usada em oposição às hard skills (conhecimentos técnicos e específicos) e faz referência às habilidades comportamentais, sociais e emocionais. São as habilidades relacionadas ao interpessoal e às relações. O World Economic Forum (WEF) apontou 10 habilidades a serem desenvolvidas como preparação para a Quarta Revolução Industrial: resolução de problemas complexos; pensamento crítico; criatividade; gestão de pessoas; coordenação com outras pessoas; inteligência emocional; julgamento e tomada de decisão; orientação para serviço; negociação; e flexibilidade cognitiva. Dentre elas podemos observar algumas soft skills: criatividade, gestão de pessoas, coordenação com outras pessoas, inteligência emocional e flexibilidade cognitiva.

Protagonista – em uma obra (livro, filme, peça teatral etc.) o protagonista é o personagem ou indivíduo que possui o papel principal. São traços e características do protagonista: ser movido por um objetivo, dever ou curiosidade; ter uma fala de personagem bem ampliada; ser leal à causa, família e aliados; ter a possibilidade de mudar as experiências; ser valente e corajoso; ter inteligência ou força superior; transmite confiança ou simpatia. No mundo empresarial, a palavra vem sendo usada como uma referência para que as pessoas assumam ser o personagem principal da sua vida; buscando oportunidades de exercer seu potencial, de forma proativa, e sendo responsáveis por seu desenvolvimento pessoal e profissional.

Presença – a qualidade de estar presente, no aqui e agora, de corpo, mente e espírito, em total conexão consigo mesmo. O livro da autora Amy Cuddy, cuja palestra no TED teve milhões de visualizações, nos traz detalhadamente essa questão e como ela pode impactar nossa vida.

MOOC – uma sigla que quer dizer Massive Open Online Course. Em português, a tradução seria Cursos Abertos Massivos e Online. São cursos oferecidos de forma aberta por meio de plataformas ligadas à instituições acadêmicas tradicionais (EdX, Coursera, Lumina etc) e que estão preparadas para ter um número grande (milhares) de pessoas participando de cada edição (turma).

Mindset – o livro da autora Carol Dweck trouxe a palavra às bocas e a palavra mindset passou a surgir em vários contextos. A tradução literal seria o ajuste da mente e talvez a palavra mais próxima da definição seja mentalidade. O livro nos apresenta duas possibilidades de mindset: fixo e de crescimento. As pessoas que apresentam mindset fixo, acreditam que seu nível de inteligência é pré-determinado e que, mesmo podendo aprender coisas novas, não podem mudá-lo. Além de acreditar que a essência do que são como pessoas, não pode ser alterada. Aqueles que apresentam mindset de crescimento, acreditam (e agem dessa forma) que podem mudar seu nível de inteligência e modificar os elementos básicos pessoais (personalidade e caráter). Isso se reflete na forma como atuamos no mundo. É importante acrescentar que temos os dois tipos de mindsets e, dependendo da circunstância, podemos ficar presos no mindset fixo, deixando de perceber outras possibilidade para a situação vivenciada.

Empatia – já foi tema de outro post que fiz. Segundo Marshall Rosenberg, é a compreensão respeitosa do que os outros estão vivendo. Independente de estarmos de acordo ou contra. De demonstrarmos simpatia ou antipatia. De gostarmos ou não. A empatia é mais do que isso.

E muitas outras que você pode incluir…

 

Para saber mais:

https://projetodraft.com/verbete-draft-o-que-e-mundo-vuca/

https://www.presencing.org/

https://www.weforum.org/agenda/2016/01/the-10-skills-you-need-to-thrive-in-the-fourth-industrial-revolution/

https://www.significados.com.br/protagonista/

O poder da presença. Amy Cuddy. Editora Sextante

https://www.edx.org/

https://www.coursera.org/

Mindset: a nova psicologia do sucesso. Carol Dweck. Editora Objetiva

 

Imagem: Luisella Planeta Leoni para Pixabay

 

Marcas pessoais às vezes cometem erros. Saiba quais.

Marcas pessoais às vezes cometem erros. Saiba quais.

Sejamos francos: não é incomum uma marca pessoal cometer erros ao planejar suas estratégias de visibilidade, permanência e influência nos negócios. Por vezes, é comum até que esses erros comecem ainda no processo de descoberta da marca, o que pode ser perigoso principalmente pela perda de tempo que isso possa causar em todas as etapas seguintes.

O mais importante é ter sensibilidade para reconhecer nossa vulnerabilidade em qualquer situação e o melhor da disseminação dos conceitos e reconhecimento das melhores ferramentas para o personal branding é saber quais erros devemos ficar atentos para não cometê-los. A seguir listei alguns deles:

  1. Não trabalhar o autoconhecimento

Autoconhecimento não à toa é a primeira etapa do processo de gerenciamento de marca pessoal. É por meio dele – do autoconhecimento – que o indivíduo reconhece a base de sua marca pessoal, entendendo sua verdadeira personalidade e como seus talentos e visão da vida podem contribuir com as pessoas ao seu redor e com seu significado de ‘sucesso’. O erro em não fazer uma autoanálise é depositar energia em projetos que não aderem ao seu estilo de vida, ao seus valores e aos seus objetivos.

  1. Trabalhar só a visibilidade

Personal branding não é marketing pessoal, não é gestão de mídias sociais… não é sobre promoção, promoção, promoção. Marca pessoal é sobre influência. Por isso, um dos grandes erros de marcas pessoais é acreditar que basta trabalhar sua visibilidade na internet (e mesmo off-line), quando na verdade você precisa trabalhar duro, se capacitar e ser consistente na sua especialidade de forma que seja reconhecido como um expert.

  1. Não usar os recursos da internet na íntegra

Dando continuidade ao erro anterior, esse aqui também é quase fatal. A internet é um terreno de possibilidades e se usá-la somente para um fim é um erro, não considerá-la em sua totalidade é ainda pior. Após analisar a si mesmo e seus objetivos, avalie como a internet pode auxiliar sua estratégia, seja nas conexões com seu público de interesse (parceiros de negócios, clientes, fornecedores, mercado em geral), seja no compartilhamento de seus conteúdos, no consumo de material relacionado ao seu segmento, promoção das suas conquistas, venda de produtos, geração de leads e muito mais. Também não deixe de acompanhar seus resultados na rede.

  1. Esquecer sua história

Não me canso de dizer: marcas pessoais são evolutivas. Vivemos, aprendemos, crescemos… e é exatamente isso que nos faz ser marcas pessoais de verdade. Cada etapa da nossa vida, cada conquista, cada derrota e cada ‘poeira que a gente sacodiu’ fez nossa personalidade ser moldada um pouco mais. As crenças que temos, os valores que damos às coisas, as causas que defendemos e as opiniões que temos sobre os assuntos – até as mais polêmicas! – compõem nossa marca pessoal e dão aquele diferencial que nos tornarão únicos diante de alguém que está bem ao nosso lado, que tem o mesmo negócio que a gente, atua no mesmo segmento…

Jamais esqueça do caminho que te trouxe até aqui, pois pode ser que seja um detalhe da sua história, às vezes o que você menos admira, que vai te levar mais longe, que pode fazer você ser o ‘diferentão’ no meio de tanta gente.

E então? Identificou algo que você possa ter negligenciado ao pensar ou executar as ações de sua marca pessoal? Nunca é tarde para parar e reavaliar seu caminho.

Brand-se já!

 

 

A Sessão Vai Começar – Rocketman

A Sessão Vai Começar – Rocketman

O longa mostra a trajetória de Reginald Dwight, nome verdadeiro de Elton John, um garoto tímido e brilhante vivendo uma infância dolorida sem amor dos pais onde a dor e raiva são semeadas. Ele atinge o sucesso ainda muito jovem seguindo o caminho das drogas, álcool e tendo que assumir a sua homossexualidade. Não conseguindo amar nem a si mesmo, chega ao fundo do poço emocional e físico, e buscou numa clínica de reabilitação a coragem para mudar.

Na mesma semana que vi o filme Rocketman, assisti na Netflix um documentário da Brené Brown, Ph.D. em serviço social, pesquisadora da Universidade de Huston, professora e palestrante premiada, e autora dos livros “A arte da Imperfeição”, “Mais Forte do que Nunca” e “A Coragem de ser Imperfeito”. Fiquei tão encantada com o documentário que resolvi comprar o livro “A Coragem de ser Imperfeito” e logo na introdução do livro lembrei do Elton John.

Brown define o que compõe uma vida plena. Para ela, viver plenamente quer dizer: “Abraçar a vida a partir de um sentimento de amor-próprio. Isso significa cultivar coragem, compaixão e vínculos suficientes para acordar de manhã e pensar que não importa o que fiz hoje ou o que vou deixar de fazer, eu tenho meu valor. É ir para cama à noite dizendo que sou imperfeito, vulnerável e às vezes tenho medo, mas isso não muda a verdade de que também sou corajoso e merecedor de amor e aceitação”.

No filme Rocketman, Elton John mostra que é possível viver uma vida plena pois amor e aceitação são necessidades de todas as pessoas. A ausência de ambas e a falta de relacionamentos pessoais positivos nos leva ao sofrimento.

Se não viram o filme, continua em cartaz.

Até a próxima sessão.

 

 

 

 

 

Nudges e Mudanças

Nudges e Mudanças

Na palestra de George Brooks, Americas Leader of People Advisory Services da consultoria Ernst & Young LLP (EY), no Congresso RH Rio 2019, ouvi a expressão “behavior nudge” que me deixou curiosa com o significado da palavra “nudge” (em português: empurrão, cutucada ou incentivo). Foi apresentada como uma forma de trabalhar a mudança cultural e de mindset, para liberar o potencial extraordinário do ser humano. Por exemplo, para estimular o senso de gratidão, enviar um email aos colaboradores, sugerindo que cada pessoa escolha alguém para agradecer e o faça. Ou, para estimular a abertura para outras ideias, sugerir que cada pessoa peça a opinião de uma outra sobre um projeto, por exemplo.

Na página Geekonomics, descobri que “um Nudge é qualquer aspecto da arquitetura de escolha que altere o comportamento das pessoas de uma maneira previsível, sem proibir nenhuma opção ou alterar significativamente seus incentivos econômicos. Para contar como um simples empurrão (Nudge), a intervenção deve ser fácil e barata de evitar. Nudges não são mandatos. Colocar a fruta no nível dos olhos conta como uma cutucada. Banir junk food não.” (Thaler and Sunstein 2008).

Lembrei da frase de Buckminster Fuller, citado por Peter Senge no seu livro A Quinta Disciplina, “você não pode mudar como os outros pensam, mas você pode dar-lhes uma ferramenta para usarem, a qual os levará a pensar de forma diferente.” O “nudge” cumpre esse papel… precisamos ser criativos para encontrar a fórmula que estimulará a mudança desejada nos comportamentos.

 

Fontes:

https://geekonomics.com.br/2018/08/nudge-siginificado-definicao/

A Quinta Disciplina. Peter Senge, Editora Best Seller.