by admin | jul 5, 2019 | Angela, Angela Vega |
Ao desejar feliz ano novo, faço questão de incluir às “boas entradas”, as “boas saídas”. Venho percebendo como é importante fechar o que está em aberto, para começar algo novo.
E, estando no meio do ano, vale a reflexão sobre nosso planejamento anual, avaliando o andamento dos projetos e planos.
Em 2003, ouvi uma palestra do headhunter Luiz Carlos Cabrera na qual ele falava para executivos sobre a importância de fechar os ciclos. Um MBA que não tinha sido terminado, um curso que ainda estava pendente… Dizia ele que essas incompletudes ficavam no nosso cérebro, “piscando” e drenando energia.
Quando fiz a formação em Life Coaching no ICI – Integrated Coaching Institute, aprendi sobre os “ralos de energia”. O que são? As coisas incompletas na nossa vida e que drenam energia dos nossos pensamentos e da nossa capacidade de realizar e focar no que realmente queremos. Outra vez, a referência ao desperdício de energia.
Encontrei a explicação ao ler sobre a ânsia pela “conclusão cognitiva” explorada por Robert Cialdini. Ele afirma que nosso foco cognitivo fica “preso” e retorna sistematicamente às tarefas incompletas, problemas não resolvidos e metas não alcançadas.
Pare um momento e liste o que está incompleto na sua vida. Decida o que você quer continuar e o que você quer eliminar dos seus pensamentos. Se é um curso incompleto, decida se vai continuar ou não. Se vai continuar, planeje sua vida para que isso aconteça. Se não vai continuar, decida-se, diga para si mesmo que não vai prosseguir e libere-se dessa pendência.
Uma forma concreta de fazer isso, pode ser escrever a lista das suas pendências e queimar… isso mesmo, queime e libere sua energia para os projetos que hoje fazem sentido para você.
Fonte:
Pré-Suasão. Robert Cialdini. Editora Sextante. 2017
by admin | jun 6, 2019 | Desenvolvimento de Talentos, Gilda, Gilda Palhares |
Na semana de 19 a 24 de maio de 2019, tive a oportunidade de participar do Congresso Internacional da Associação Americana de Desenvolvimento de Talentos (CIAACT), em Washington, D.C. Compartilho com vocês pontos importantes abordados por dois fantásticos “keynote speakers” que foram Oprah Winfrey e Seth Godin: Oprah Winfrey, apresentadora, atriz e empresária, foi convidada para abrir o plenário, no primeiro dia. Entra no palco dizendo: “O que eu sei é que todos nós, compartilhamos uma linguagem comum que é a verdade. Queremos viver a mais verdadeira expressão de nós mesmos. Devemos seguir as nossas intuições, focar em boas lideranças e estar a serviço dos outros. Ela salientou seu erro quando não prestou atenção à sua intuição, e escolheu líderes inadequados. Adepta ao lema “estar à serviço dos outros” enfatiza que existimos para oferecer nossos dons e talentos para os outros e que as oportunidades de servir acontecem através de pequenas e grandes ações. No final do encontro, o CEO da Associação Americana de Desenvolvimento de Talentos perguntou à Oprah se ela tinha uma visão otimista em relação ao futuro e a resposta foi: ”eu tenho uma visão otimista do potencial humano em relação à bondade transcendendo o lado negativo.”
No segundo dia, foi a vez do escritor e empreendedor Seth Godin. Ele abre o plenário com a seguinte pergunta: “Você vai escolher fazer a diferença? ”. Destaca que, fazer um trabalho que gere interesse nas pessoas é o diferencial. Profissionais que trabalham com desenvolvimento de talentos devem fazer as mudanças acontecerem. Logo, “desenvolvimento é uma palavra bem diferente de treinamento” observou ele. “O treinamento acontece num momento específico, enquanto o desenvolvimento é persistente e generoso pois ocorre várias vezes para as pessoas que buscam mudar”.
Godin destaca ainda que aprender é algo que escolhemos fazer, e fazemos com alegria. O modelo industrial, onde as pessoas precisavam ser treinadas para trabalhar na linha de montagem, se foi para sempre. Em vez disso, no mundo da internet, todo mundo é concorrente. Ele enfatiza: “É somente quando você oferece algo mágico é que pessoas vão até você“. Não devemos mais oferecer um produto tangível pelo preço mais baixo; é preciso oferecer um sentimento que agrega valor. Pergunta aos participantes: “Como você vai saber o que é mágico? Como criar este sentimento?”. Essa nova realidade requer líderes dispostos a terem um “mindset” com foco na seguinte indagação: “não tenho certeza como chegar lá então quem quer se juntar a mim nesta jornada para descobrir a melhor forma?” Finaliza afirmando que “para fazer a diferença é necessário estar disposto a voar mais alto e sempre com o foco em fazer melhor, sempre melhor”.
Ambas as palestras me fizeram sair do plenário com a certeza de que uma liderança eficaz, com ações focadas no desenvolvimento e o reconhecimento da importância do outro, gera organizações saudáveis e produtivas.
Continue acompanhando por aqui mais notícias sobre o maior Congresso de Desenvolvimento de Talentos.
by admin | maio 31, 2019 | Isabel, Isabel Clara, Personal branding |
Marca pessoal é aquilo que você deixa como sensação nas pessoas com as quais interage. Baseia-se na sua proposta de valor, ou seja, na percepção daquilo que te torna única, a partir de três mensagens que você transmite: quem é você, o que você faz e como você cria valor para seu público.
Desta forma, se marca pessoal tem tudo a ver com a percepção dos outros sobre você, é preciso estabelecer durante seu contato seus melhores atributos e características, fundamentais para gerar confiança e conexão e assim, favorecer relações pessoais ou profissionais.
Neste sentido, as primeiras impressões que deixamos podem ser cruciais para essas futuras relações. Por mais que em alguns casos elas possam ser equivocadas, o fato é que pesquisas sobre estas impressões trabalham com uma margem de acerto entre 64% e 74%, o que quer dizer que 2/3 das nossas avaliações estão corretas.
Então me diz: se podemos impactar alguém em nosso primeiro contato (nem sempre presencial depois do advento das redes sociais), porque não tomarmos as rédeas dessa situação e tentar mostrar o melhor de nós logo de cara? Pra isso, deixo aqui algumas dicas para te ajudar.
Faça um checklist.
Não há nada pior que nos concentrarmos na impressão positiva que devemos causar em um lugar e ser pego desprevenido com algo que saiu errado mas que poderíamos ter evitado com um simples checagem. Portanto, antes de adentrar em uma reunião, evento social ou happy hour de trabalho dê uma olhada geral no cabelo, nos dentes, na roupa, sapatos, maquiagem e objetos que carrega. Tá tudo certo? Então vá!
Crie conexão e não impressão!
É muito comum exagerarmos no controle da primeira impressão que queremos causar e deixarmos de lado o mais importante: o momento. Sejam em eventos sociais ou profissionais, jamais concentre-se em si a ponto de esquecer das pessoas que estão a sua volta e da importância que uma verdadeira conexão representa para os relacionamentos. Esteja presente, ouça seu interlocutor, tenha interesse genuíno.
Seja você mesmo.
Autenticidade é o maior trunfo para uma boa primeira impressão. É claro que precisamos ajustar nossa linguagem verbal e não-verbal ao contexto que se apresenta para nós, mas se pensarmos muito estrategicamente, isso torna-se perceptível para os outros, causando desconfiança e até piada. Portanto acalme-se, respire e aceite sua vulnerabilidade, caso algo não saia como esperado, mas jamais encarne um personagem que não será sustentado posteriormente.
Respeite o espaço alheio
Todo mundo quer ser agradável, mas isso não dá o direito a ninguém de ser inconveniente em qualquer ambiente, social ou profissional. Não simule uma intimidade que você não tem com as pessoas desejando ser aceito em um grupo ou evento. Seja simpático, mas reconheça seu lugar. “Leia” o ambiente para se adequar e entender a hora de apresentar-se, iniciar uma conversa ou simplesmente recuar.
Boa impressão do início ao fim
O objetivo da primeira impressão é iniciar um processo onde confiança e credibilidade possam ser as bases para um relacionamento pessoal e profissional, mas este é somente o primeiro passo. Dar continuidade a primeira impressão é fundamental para consolidar uma parceria. Analise se há espaço para um e-mail, mensagem ou telefonema para agradecer o primeiro contato e faça isso nas 24 horas seguintes. Gentileza é bom e todo mundo gosta.
Um beijo e brand-se já!
by admin | maio 29, 2019 | A Sessão vai Começar, Gilda, Gilda Palhares |
Assisti à dois filmes que ainda estão no circuito: “As Duas Rainhas” e “O Gênio e o Louco”. Também participei de um workshop na Associação Brasileira de Treinamento Desenvolvimento cujo tema foi “Encontro de Propósito” e coincidência ou não a matéria de capa da Revista Exame da semana passada foi sobre “A Força do Propósito”. Achei que seria uma boa oportunidade para abordar de uma forma concisa o tema “Propósito”.
Os filmes contam histórias reais. “Duas Rainhas” relata o momento em que Maria Stuart retorna para a Escócia, sua terra natal, após o falecimento do seu marido, o Rei da França Francisco II. O objetivo de Maria é para recuperar o seu trono legítimo que estava sobre o domínio da Rainha Elizabeth I.
“O Gênio e o Louco” conta a verdadeira história dos dois homens por trás da criação de um dos projetos mais ambiciosos que foi a elaboração do dicionário inglês de Oxford.
Notoriamente, em ambos os filmes, é possível verificar o propósito de cada personagem.
O Porquê é o centro de tudo, em seguida definimos o Como e depois O quê. Tudo começa no Porquê. Propósito é saber o porquê de escolher determinada profissão, desenvolver determinado projeto, se engajar em determinada atividade, ou seja, é necessário dar um significado ao Porquê. A partir disso, sabemos onde estamos e decidimos o Como e O que. O Porquê é o passo fundamental para todas as pessoas que desejam aprimorar os próprios talentos e ajudar os outros nesse mesmo caminho.
O famoso escritor Americano Mark Twain escreveu: “Os dois dias mais importantes da sua vida são o dia que você nasceu e o dia em que descobre o Porquê”.
Até a próxima sessão!
by admin | maio 29, 2019 | Gilda, Gilda Palhares |
Trabalhar sob pressão com colegas que pensam, sentem e vêem as coisas de maneira diferente pode ser estressante e produzir ansiedade. Se a situação persistir, aqueles que trabalham nestas condições provavelmente formarão crenças negativas que podem afastar as pessoas em vez de uní-las.
Os tópicos abordados abaixo auxiliarão na construção de bons relacionamentos no ambiente de trabalho. Dessa forma, nos momentos em que houver divergência de pontos de vista, o foco estará na tarefa e não nos indivíduos envolvidos.
ESPÍRITO COLABORATIVO
Ter um espírito colaborativo significa acreditar que mais coisas podem ser realizadas trabalhando em conjunto do que individualmente . É necessário perceber que não se pode fazer tudo sozinho, daí a importância de aceitar a colaboração de outras pessoas para melhor desenvolvimento das tarefas. Todos trazemos um conjunto de habilidades e experiências distintas, que quando combinadas geram potencial para alcançar o objetivo em equipe.
RESPEITO MÚTUO
Respeito mútuo significa aceitar e valorizar o que os outros trazem para as relações interpessoais. À primeira vista, o que alguém contribui pode não parecer tão importante em relação a sua contribuição. O que os outros oferecem, no entanto, é uma expectativa de como a tarefa pode ser realizada – algo que você não poderia saber a menos que você os convidasse a compartilhar o conhecimento deles.
Em todas as relações interpessoais existem múltiplas expectativas que precisam ser totalmente exploradas antes que qualquer ação seja tomada. O objetivo então é focar nos diferentes pontos de vista e não persuadir os outros a mudarem de ideia. Afinal de contas, você não pode mudar o que os outros pensam a menos que você primeiro entenda e aceite a base dos pensamentos dos outros. Uma abertura mútua das expectativas individuais é uma oportunidade para esclarecer a posição de cada um, desta forma é possivel compreender o que cada pessoa espera quando o trabalho efetivamente começa.
COMUNICAÇÃO PRODUTIVA
A comunicação produtiva ocorre quando as expetactivas e intenções dos envolvidos são entendidas. Gestos de mão, tom de voz e postura corporal podem sinalizar que você não gosta de alguém ou está insatisfeito com alguma coisa. Até o silêncio transmite uma mensagem. O desafio é comunicar-se de uma forma em que as suas intenções são transmitidas sem deixar dúvidas quanto ao que você espera dos outros. Cetifique-se em relação ao o que você diz para não deixar dúvidas. Esclareça quanto vezes for necessário.
Construir relacionamentos baseados em confiança leva você a personalizar a tarefa e a objetivá-la. Lembrando, não é sobre você; é sobre o seu trabalho e como você executa as tarefas. A coisa mais importante é aprender como trabalhar em colaboração com os outros.
Fonte: Trechos do texto, do autor Tom Jones, publicado no ”Association for Talent Development Education Community”. Traduzido e adaptado por Gilda Palhares.